Eternidade
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No Cemitério do Caju, em plena Cidade do Rio de Janeiro, participando do velório e enterro de um amigo meu, olhei em frente à capela, na quadra adiante, em uma sepultura ali localizada, e nela encontrei o seguinte folheto, que falava de alguém que já morreu há uns dez anos atrás, e nele escrito as seguintes palavras: “A Luta continua. A Vida permanece. Na Terra, procurei fazer tudo direito, trabalhar com alegria e realizar bem todas as coisas. Hoje, mergulhei na eternidade. Aqui, encontrei Alguém que já me esperava. Ele me disse que era o Chefe dos infinitos eternos. Ele me mostrou um quartinho de dormir, e falou que ali seria a minha morada eterna. Que eu podia passear à vontade pelas ruas e avenidas da eternidade, mas que sempre retornasse para aquele quartinho, a fim de descansar de minhas caminhadas. E, com o decorrer do tempo, fui conhecendo a eternidade.
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Aqui, o lugar é grande, tem muita gente, muitas pessoas conversando, crianças brincando de correr, jovens estudando, mulheres namorando e sendo paqueradas pelos homens, os idosos e mais velhos dando conselhos para os mais novos, ensinando-lhes com sua experiência de vida os seus caminhos vividos até aqui e agora.
Existe aqui um povo enorme distribuído em pequenas comunidades que se juntam, se unem e se reúnem para debater as suas idéias e discutir os seus problemas, achar respostas para as suas dúvidas e incertezas e soluções para as suas interrogações de cada momento, seus questionamentos espirituais e existenciais que aqui lhes aparecem.
Encontrei aqui pequenas casas, ruas estreitas e largas avenidas, praças para a gente sentar e se distrair, um cafezinho e uma água que nos oferecem de vez em quando, um pãozinho para comer, um lanche com guaraná e biscoitos para a gente fazer, um beijo que eu recebo de uma garota que por acaso passou por aqui, um amigo querendo repartir e compartilhar suas dificuldades e boas coisas que a vida nos dá a cada instante.
Tem muitos jardins por aqui. Muitas rosas e passarinhos em grande quantidade. Frutas pra comer. Árvores gigantescas para nós apreciarmos, enfim, um imenso espetáculo da natureza e um universo sem fim cujas criaturas bendizem e glorificam sem cessar o Autor e Criador de toda essa riqueza natural, de toda essa beleza universal e de toda essa grandeza divina.
Aquele Alguém que me recebeu tão bem quando cheguei aqui é o Responsável por tudo isso, o Autor da Vida e Criador do Amor, o Fundamento de todas essas coisas e de todos esses seres.
Aquele Alguém descobri mais tarde que era Deus, o Senhor.
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O Caminho de Deus é o Bem e a Bondade.
Ser bom e fazer o bem, eis a estrada do Senhor.
Nessa caminhada eterna, amamos a vida e praticamos o amor, vivemos em paz uns com outros, andamos na luz do conhecimento da verdade, praticamos a justiça, buscamos ser pessoas direitas, respeitar para ser respeitados, ser responsáveis por nossos atos, chegar à liberdade e atingir a felicidade, ter saúde pessoal ao mesmo tempo em que procuramos o bem-estar dos outros, ser amigos e generosos, fraternos e solidários, ordeiros e pacíficos, positivos e otimistas, alegres e contentes, construindo sem destruir, sorrindo sempre para as pessoas que nos rodeiam e estão ao nosso lado, pondo em ordem a nossa mente, disciplinando a nossa razão e organizando os nossos conhecimentos, renovando-nos interior e exteriormente a cada dia, libertando-nos de preconceitos e superstições a cada momento, abrindo-nos a novas possibilidades na vida cotidiana, favorecendo as boas tendências da moda, trabalhando a nossa imagem de modo ético e transparente, crescendo, progredindo e evoluindo espiritualmente, desenvolvendo as nossas capacidades e potencialidades diárias, usando a nossa criatividade na construção de bons valores, boas virtudes e boas vivências, utilizando igualmente nossos dons, carismas e talentos na produção de boas idéias e bons conhecimentos, de uma existência mental e emocionalmente equilibrada e virtuosa, satisfazendo-nos vocacionalmente e realizando-nos profissionalmente, articulando também nosso próprio ponto de vista pessoal, nossa visão da realidade que nos cerca, nossa interpretação original sobre os seres e as coisas, nosso olhar crítico e dialético, eustático e insofismático diante da vida, do tempo e da história, da natureza e do universo, da criação que nos envolve, e da eternidade que está a nossa frente e por trás da gente, a nossa direita e a nossa esquerda, em cima de nós e debaixo de nosso corpo espiritual, tendo em vista dar continuidade ao movimento eterno da existência humana e divina, alternando-se em trabalho e descanso, atividade e repouso, mobilidade e constância, ordem e progresso, disciplina e desenvolvimento, evolução e organização, crescendo sem cessar, empenhando-se sem parar e esforçando-se por construir a sociedade de Deus, a cultura dos séculos infinitos, o progresso sem fim, o saber sem medidas, o discernimento espiritual que tudo esclarece, elucida e evidencia, o conhecimento sem fronteiras, a boa ética sem limites, uma fé no Senhor tranqüila e sem barreiras, calma e sem obstáculos, serena e sem bloqueios, de tal forma que a luz de Deus brilhe para sempre sobre todas e cada uma de suas criaturas que fazem o bem e vivem em paz, constróem o amor e produzem a boa vida da eternidade.
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Aqui e agora, na eternidade, esse bom caminho de boas virtudes, bons valores e boas vivências precisa ser consolidado, estabilizado e continuado, mantendo suas bases fundamentais que dão razão à existência e sentido à vida, a partir das quais se constrói a sociedade eterna e se eleva o edifício do infinito, e que contribuem efetivamente para a maior glória de Deus, seu louvor para sempre e sua adoração pelos séculos sem fim, e, igualmente, possibilitam a boa saúde espiritual e o bem-estar existencial do Povo do Senhor, de suas comunidades de amor e vida, de seus grupos e indivíduos que fazem da cultura do bem e da paz e da mentalidade de bondade e concórdia a sua principal estrada de perfeição, excelência ética e moral, grandeza religiosa, riqueza imortal e beleza perpétua.
Com efeito, consolidando esses princípios no meio do ambiente eterno, estabilizando entre o povo suas fontes de conhecimento e discernimento, e dando continuidade às boas idéias e boas experiências que vive, teremos certamente uma feliz eternidade, com mais respeito entre as pessoas e mais responsabilidade social, coletiva e comunitária, mais condições de liberdade, maiores opções de vida que estabeleçam de fato o bom convívio entre as pessoas e melhores alternativas de trabalho que possam produzir concretamente o verdadeiro progresso das gentes eternas e o autêntico desenvolvimento de seus povos infinitos.
Desse modo portanto ficam estabelecidas as raízes da evolução dos tempos infinitos e seus lugares eternos, de seus momentos públicos e privados, de suas situações subjetivas e objetivas, de suas circunstâncias criadoras de mútuas amizades e recíprocas generosidades, de altos graus de fraternidade e de grandes níveis de solidariedade.
Eis pois como os graus da temperatura da eternidade podem aumentar, elevando a boa qualidade de vida que já se tem e tornando excelentes as nossas relações humanas e os nossos relacionamentos com Deus, com os outros e com nós mesmos.
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Em função do bem vivido, do direito praticado e do respeito experimentado uns em relação aos outros, aqui e agora, no oceano da eternidade, vamos nós existindo eternamente, realizando com amor e alegria nossos trabalhos e atividades cotidianas, rezando e louvando, bendizendo e glorificando para sempre o Fundamento de todos os fundamentos, o Autor do Bem e da Bondade, o Deus do direito e da justiça, o Senhor do respeito e da responsabilidade que mantemos mutuamente, ajudando-nos assim uns aos outros na construção de uma eternidade livre e feliz, justa e fraterna, ordeira e pacífica, bondosa e solidária, amiga e generosa, que faz do otimismo sua razão de viver, do sorriso o sentido da sua vida e da alegria a expressão máxima da sua existência.
Crescendo, progredindo e evoluindo pois positivamente conseguimos superar qualquer tipo de agressão e violência, ultrapassar a maldade e a ruindade de alguns e transcender o mal-estar e a má-vontade que muitas vezes toma conta da maioria.
Com essa filosofia de vida positiva e otimista, de alto-astral e auto-estima elevada, de fé em Deus e amor ao Senhor, vamos vencendo a luta da vida, ganhando a guerra entre o bem e o mal, e dando ao Senhor dos Senhores e Deus dos deuses a devida vitória do Bem Vivo, do Direito justo, e do Respeito responsável.
Por isso é boa a eternidade.
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Mas por que a eternidade nos faz tão bem assim ?
Porque aqui e agora se vive com equilíbrio e segurança, bom-senso e estabilidade, constância na fé e permanência fiel em uma espiritualidade natural onde Deus é o Senhor que garante a nossa vida equilibrada e sustenta a nossa existência segura, estável e permanente, consolidando então entre nós as nossas bases doutrinais, os nossos princípios fundamentais e os nossos valores e vivências morais e espirituais, ao mesmo tempo em que estabiliza as nossas experiências sociais, políticas e econômicas, e dá continuidade eterna ao nosso amor a Deus e à sociedade eterna, a esse povo infinito que faz da sua existência espiritual um grande momento eterno de liberdade e felicidade junto Àquele que é o Fundamento de todos os fundamentos possíveis, infinitos e inesgotáveis, inefáveis e incomensuráveis.
Desse modo, portanto, vivendo com equilíbrio mental e emocional, agindo com juízo natural e bom-senso espiritual, pondo ordem na nossa mente e no nosso corpo, disciplinando as nossas atividades físicas e racionais, e organizando a nossa base de conhecimentos naturalmente constituídos e culturalmente desenvolvidos, é possível viver bem a nossa eternidade, evitando pois as loucuras da violência e da maldade, ignorando o mal-estar entre os grupos e indivíduos que ora ou outra possa existir, excluindo então do nosso meio a cultura das más coisas da vida, comportamentos tristes, violentos e marginais, e a mentalidade ainda presente em alguns de que a tristeza e a angústia, o ódio e a inveja, o ciúme e o olho grande, sentimentos contrários e adversos entre nós, devem permanecer junto a nós, disseminando portanto atitudes violentas e marginais que vêm a contagiar e cultivar os agentes da maldade e os instrumentos da ruindade e da ignorância.
Ao contrário, aqui e agora, devemos sim continuar a ser otimistas e positivos, ser bons e fazer o bem, viver em paz uns com os outros, fazer da bondade e da concórdia o sentido da nossa vida.
Tal o desejo de Deus no meio de nós.
A Boa eternidade não admite malucos nem doentes mentais.
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Convivendo uns com os outros, aprendemos que a vida é processo, movimento permanente de transformação, constante mudança de valores, interesses e atitudes, contínua metamorfose ambulante, sem limites ou fronteiras, sem bloqueios ou barreiras, sem surpresas ou obstáculos. Quando estes ocorrem, ela os supera crítica e dialeticamente, ultrapassando-os com otimismo e ações e operações positivas, transcendendo-os tendo em vista a consolidação de seus princípios fundamentais, a estabilidade de suas intenções e experiências vitais e a continuidade de suas atividades naturais e culturais, globais e diferenciais, universais e integrais, sempre crescendo para a frente e para o alto, sempre progredindo existencial e espiritualmente, sempre evoluindo social, política e economicamente, sempre se desenvolvendo interior e exteriormente, buscando enfim sua completa paz interna e externa, seu perfeito bem maior e bondade suprema, e sua excelente vivência de boa saúde e bem-estar elevado, a experiência de Deus.
Ora, ela sabe pois que é processo, e que eternamente viverá buscando a sua perfeição.
Sua caminhada é eterna, por isso nunca acaba.
Movimenta-se perenemente.
Sua dinâmica processual portanto é perpétua.
Por conseguinte, tudo aqui e agora faz-se eternidade, mutabilidade infinita, contínua novidade e diferente construção de boas alternativas e boas possibilidades para todos.
Eternamente logo nos transformamos.
E em tal transformação processual permanente consolidamos nossos projetos de cultura e conhecimento, estabilizamos nossa consciência sempre renovada e sempre renovadora de situações reais e atuais, e damos continuidade ao nosso viver cotidiano, à nossa boa existência espiritual de filhos e filhas de Deus, o Senhor de toda a eternidade.
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Em nossas atividades diárias, descobrimos outra coisa: que dependemos uns dos outros.
Somos dependentes.
Somos interdependentes.
Livres, mas dependentes.
Liberdade com dependência.
Dependemos uns dos outros para ouvir uma música ou saber as notícias e as novidades que acontecem aqui e agora na eternidade.
Dependemos uns dos outros para beber uma água e tomar um cafezinho.
Dependemos uns dos outros para comer alguma coisa e nos alimentar, e assim nos fortalecer espiritualmente, ter boa saúde e realizar bem as nossas atividades, trabalhando pois com alegria e amor ao que fazemos e desenvolvemos.
Dependemos da oração de uma pessoa, do trabalho de alguém, da ajuda de um determinado grupo ou indivíduo, da cooperação de todos para uma atividade definida, da interação dos membros da sociedade eterna tendo em vista compartilhar as nossas idéias boas e ótimos conhecimentos que adquirimos durante a vida, as nossas boas intenções e interesses, as nossas virtudes, valores e vivências de cada dia, de tal modo que os frutos, efeitos e conseqüências desse nosso comportamento seja o crescimento de todos, o bem-estar de toda a coletividade e o bem-comum de toda a sociedade eterna.
Portanto, nossa liberdade tem necessidade da nossa interdependência.
Desse modo se constrói a boa eternidade de Deus.
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Outro detalhe importante que devemos considerar nesses espaços infinitos e nesses tempos eternos é o fato de que vivemos a nossa vida de cada dia a partir dos desejos humanos que possuímos e de nossas necessidades naturais, com os quais movimentamos a nossa existência cotidiana e realizamos o nosso trabalho de cada momento satisfazendo pois esses desejos que palpitam dentro de nós e realizando ainda essas necessidades da nossa natureza, produzindo então boas idéias e boas experiências, construindo para nós ótimos conhecimentos e ótimas atividades espirituais, possibilitando assim a felicidade geral e o bem-estar de todos.
Em função desse trabalho e desse descanso de cada dia, nossos desejos de criaturas humanas se satisfazem e nossas necessidades naturais se realizam proporcionando-nos sempre a cada instante circunstâncias de progresso e ordem, repouso e desenvolvimento, descanso e trabalho, paz e evolução, crescimento e estabilidade, onde o bem que fazemos e a paz e a concórdia que vivemos se tornam construtores dessa caminhada eterna da sociedade infinita do povo de Deus, rumo à Bondade Suprema e à Verdade Superior, pontos de chegada desse processo construtor de novas e diferentes realidades, realidades que transformam a comunidade eterna em um povo sempre livre e feliz, de bem com a vida e em paz com a sua consciência, calmo na sua alma e tranqüilo no seu espírito.
Logo, na boa eternidade, temos desejos a satisfazer e necessidades a realizar, tais como comer e beber, vestir-se e fazer higiene espiritual, andar e caminhar, namorar e paquerar, amar e criar, saber e conhecer, discernir e fazer a diferença entre as coisas, ordenar e disciplinar, planejar e organizar, construir e não destruir, abraçar o bem e a paz e rejeitar o mal e a violência, criar amigos e beijar as mulheres, brincar com as crianças e sonhar com os jovens, aprender com os mais velhos a sabedoria da vida, alegrar os tristes e motivar os desanimados, animar os deprimidos e incentivar os aflitos e angustiados, ser amigo e generoso, fraterno e solidário com as pessoas que estão ao nosso lado e em torno de nós, ter fé em Deus, rezar e acreditar no Senhor, confiando sempre na sua Bondade infinita e na sua Misericórdia eterna.
Esse fato nos dá segurança espiritual, garantia de que tudo está bem a nossa volta, e todos se encontram em paz duradoura.
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Tomar consciência de que o mal existe, e optar pelo bem em sua vida, eis uma prática comum aqui e agora na boa eternidade.
Também há a má eternidade.
Mas quem escolhe o bem e a bondade, e a paz e a concórdia em suas vidas de cada dia será sempre feliz ao lado de seu Deus, construindo – e não destruindo – as boas coisas da vida, junto com o povo do bem e da paz, e do amor e da vida, cujo Senhor é o Bem Supremo e a Paz Superior, o Amor mais alto e a Vida mais elevada, Perfeito em suas obras, completo em suas atividades e excelente em suas experiências cotidianas.
Portanto, urge conscientizar-se dessa realidade do bem e do mal, e optar pela prática da bondade e da concórdia, assumindo um compromisso responsável com a construção de um mundo eterno melhor onde todos tenham voz e vez, seus direitos reconhecidos, compreendidos e respeitados por todos, ao mesmo tempo em que sejam cumpridores de seus deveres e obrigações.
Logo, conscientizar-se e comprometer-se são as regras básicas do bom comportamento espiritual em que a consciência do bem e do mal leva-nos – por sermos amigos de Deus – a um compromisso radical, respeitoso e responsável com a prática do bem e da bondade, e da paz e da concórdia, que devem existir realmente entre todos e cada um dos filhos e filhas de Deus.
Vivendo assim seremos os mais felizes de toda a boa eternidade.
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A Boa e feliz eternidade é o lugar dos que amam, respeitam e valorizam a Deus, o Senhor Fundamento de todos os fundamentos, que, na realidade eterna, possibilita a todos viverem de bem com a vida, em paz uns com os outros, gozando felizmente das boas coisas que a vida tem, a vida de Deus, a vida sem fim, plena de amor e fraternidade, generosidade e solidariedade, transformadora e libertadora no sentido de que ali naqueles espaços infinitos todos se respeitam mutuamente, o direito e a justiça falam mais alto, a verdade e a liberdade fazem de todos e cada um agentes de saúde e bem-estar, situações que dependem realmente da boa consciência de valores e intenções que se possui, da existência que coloca Deus em primeiro lugar e da espiritualidade fundada no bem que se faz e na paz que se vive, na bondade que se pratica e na concórdia que se experimenta.
A Cultura do que é bom e a mentalidade de que o bem e a bondade são os fundamentos de tudo e de todos na eternidade, de fato, tornam possível um convívio tranqüilo entre as pessoas que lá estão, o reino da calma e da bonança de pensamentos, sentimentos e comportamentos.
Ser bom e fazer o bem – eis o princípio da paz, a garantia do amor, a segurança mental, física e espiritual.
Isso é Deus.
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O lado bom da eternidade é que aqui a gente pode crescer em todos os sentidos, progredir em todas as direções e evoluir em todas as circunstâncias que se nos apresentem, desde que Deus, o Senhor, o Criador, o Autor da Vida, seja sempre o centro das nossas atenções, o ponto mais alto das nossas atividades e o eixo vital e essencial de nossas vivências e experiências eternas, o que significa na prática um comportamento voltado para o bem que fazemos e a paz que vivemos a cada instante, sempre construindo o amor e a vida ao nosso lado e em torno de nós, desenvolvendo pois a vida fraterna e solidária, amiga e generosa, que se identifica com a cooperação mútua sempre que necessária e a colaboração recíproca sempre que possível, ajudando-nos assim uns aos outros, trabalhando portanto na criação constante de outras, novas e diferentes condições de saúde pessoal e bem-estar coletivo, onde todos e cada um se sintam amados, respeitados e valorizados pelo que são – filhos e filhas de Deus – e pelo que fazem – seus trabalhos, exercícios físicos e mentais, e operações espirituais – de tal modo que o resultado final de tudo isso é uma eternidade livre e feliz, ordeira e pacífica, em que todos os direitos sejam respeitados e todos os deveres e obrigações sejam cumpridos com compromisso e responsabilidade, sobressaindo sempre em nosso convívio diário e no permanente relacionamento come as pessoas, o quase perfeito equilíbrio mental e emocional, o controle disciplinado de nossas paixões, desejos e anseios os mais diversos e o domínio quase completo de nós mesmos, ainda que nesse processo de realizações infinitas os nossos limites se evidenciem, as nossas fraquezas se manifestem e os nossos esforços sejam reconhecidos.
O importante sempre é recomeçar, levantar-se sempre em cada queda, ressuscitar constantemente em todas as aparências de morte, subir novamente com empenho sempre que houver uma descida, nascer de novo a cada momento, em cada situação vivida, em quaisquer circunstâncias experimentadas.
Tenhamos sempre a consciência certa de que Deus sempre compreende a todos e cada um de nós, e nos ajuda sempre que preciso a fim de continuarmos eternamente a nossa caminhada para a frente e para o alto, com Ele, dEle, por Ele e para Ele, o Divino Amigo, o Fundamento de todos os fundamentos, o Senhor de toda a eternidade.
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Sorrir, alegrar-se e ser otimista – eis as marcas registradas de uma boa e feliz eternidade aqui e agora no meio de nós.
Com o pensamento positivo, vivemos melhor os nossos relacionamentos cotidianos.
De alto astral, o nosso convívio diário se torna mais alegre, feliz e contente.
Se a nossa auto-estima está elevada, então conseguimos alegrar os tristes, animar os desanimados, motivar os deprimidos e incentivar os angustiados, além de levar carinho e entusiasmo aos que padecem de enfermidades, ou estão sujeitos às moléstias comuns neste tempo e lugar, ou se encontram doentes e acamados em seus locais de abrigo.
Assim nasce a nossa liberdade, fundamento da nossa felicidade.
Livres, tornamos os outros livres.
Felizes, fazemos os outros felizes.
O que importa neste momento eterno é preservar o nosso eu, e garantir a nossa paz e segurança interiores, fontes do nosso equilíbrio mental e emocional, bases do controle que exercemos sobre a nossa cabeça e princípios do nosso domínio sobre nós mesmos.
Seguros, calmos e tranqüilos, fazendo sempre o bem e vivendo sempre em paz, amando a vida e praticando o amor, é possível a glória de Deus, em função da qual louvamos, adoramos e bendizemos o Senhor para sempre.
A partir destes sustentáculos espirituais, físicos e mentais, a eternidade se torna saudável e agradável, e seu povo mais feliz e de bem com a vida, experimentando em seu meio continuamente a fraternidade que nos liga e a solidariedade que nos une e reúne, a amizade construída a cada passo e a generosidade criadora de oportunidades para todos.
Esse é o caminho da vida espiritual que cá usufruímos com amor.
Deus é a sua origem e o Senhor a sua luz e inspiração.
Assim, a nossa felicidade é eterna.
Tal a eternidade de quem é bom e faz o bem.
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A Eternidade é um processo em construção permanente pois aqui todos caminham para sempre, se movimentam produzindo condições de vida e trabalho, saúde e educação, a partir de que as relações humanas e sociais tendem a se tornarem boas, boas de se viver, viver pacificamente uns com os outros, fazendo do amor fraterno e solidário, amigo e generoso, a porta da felicidade, que nasce de uma prática de liberdade cujo fundamento é o Senhor Deus, razão de sermos livres e fonte do seu jeito respeitoso e responsável, equilibrado e de bem com a vida, alegre e otimista, visto que liberdade não é simplesmente fazer o que se quer contudo unir ordem com justiça, direito com respeito, liberdade com responsabilidade, otimismo com bem-estar, ou seja, é o compromisso assumido com o bem de si próprio e o bem alheio, de tal modo que esse intercâmbio de bondades e concórdias que nos libertam de verdade, tornem progressivos os espaços infinitos, evoluindo material e espiritualmente, crescendo física e mentalmente, desenvolvendo portanto todas as possibilidades de bem-viver em comunidade e todas as alternativas viáveis que ofereçam oportunidades para todos e cada um desta Cidade Eterna de participarem dos favores de Deus e dos benefícios do Senhor comungando assim com uma realidade amorosa e prazerosa, boa de ser vivida e ótima em suas manifestações humanas, naturais e divinas, o que configura o tempo e o lugar em que estamos como acontecimentos de eterna felicidade ou fenômenos de uma liberdade feliz centrada em Deus de Quem recebe os princípios de sua contente aceitação da parte de todos os seus habitantes.
É uma caminhada sem fim cujo ponto de chegada extrapola seus próprios objetivos e suas mesmas finalidades porque o caminho é eterno e Deus é a sua meta para a qual nos dirigimos diariamente mergulhando cada vez mais e melhor na sua inesgotável realidade, no seu inefável acontecer, no seu infatigável movimento incessante e na sua insuperável perfeição cuja qualidade de vida supera todas as excelentes existências que então caminham sempre nesse contínuo processo de construção de suas outras, boas, novas e diferentes capacidades e potencialidades de vida em plenitude.
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Como na Terra, neste início de século XXI, também aqui e agora no Planeta Eterno ocorre o fenômeno da globalização, unindo as pessoas entre si em todos os tempos e lugares, em qualquer situação vivida ou em quaisquer circunstâncias praticadas, nos momentos passados, presentes e futuros, nos instantes reais e atuais que experimentamos hoje, fazendo as relações humanas entre grupos e indivíduos interagirem, realizando então intercâmbios sociais e culturais, políticos e econômicos, artísticos e científicos, históricos e filosóficos, morais e religiosos, compartilhando pois relacionamentos que se cruzam pelo caminho e comportamentos que se chocam durante a caminhada, sempre visando o crescimento de todos e cada um, o seu progresso material e espiritual, a sua evolução física e mental, e o seu desenvolvimento sustentável capaz de garantir às gerações presentes e de amanhã melhores condições de vida e trabalho, saúde e educação, e maiores oportunidades de satisfação vocacional e profissional, grandes possibilidades de boa saúde pessoal e bem-estar coletivo, e ótimas alternativas de liberdade, fundamento da felicidade.
Esse fluxo de mútuas cooperações e colaborações recíprocas transforma o complexo de vida da eternidade em um verdadeiro e profundo repertórios de conteúdos de conhecimento de qualidade, já que estamos de fato realizando o processo de construção dos ambientes infinitos e suas experiências eternas cujo fim é Deus, o Senhor de toda a eternidade.
Nessa eterna caminhada, nos realizamos, porque vamos nos aproximando cada vez mais e melhor da Fonte da vida e Razão do nosso ser, pensar e existir, Origem do nosso amor e Princípio da nossa existência, o Fundamento verdadeiro de todos os fundamentos possíveis.
Em tal processo sem fim, nos tornamos livres e felizes, visto que Deus, o Senhor, o Criador, o Autor da Vida, é por nós, aqueles que fazem sempre o bem e vivem permanentemente em paz, construindo o amor, a fraternidade e a solidariedade, e destruindo tudo o que é contrário à vida, à bondade das pessoas e à concórdia entre os seus habitantes, cidadãos da eternidade.
Aqui, a globalização já existe há muito tempo.
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O que contribui efetivamente para esse panorama globalizado se tornar uma realidade cá entre nós é sem dúvida a ferramenta de reflexão e o instrumento de debate de que os cidadãos eternos se utilizam para crescer interior e exteriormente, progredir física e mentalmente, evoluir espiritualmente, desenvolvendo pois a sua criatividade natural ao lado de seus dons, carismas e talentos, satisfazendo assim o seu campo vocacional e realizando ainda a sua área profissional, o que de fato conduz o Povo de Deus a uma boa vida social e a um bem-estar individual e coletivo, tornando-o então um povo mais fraterno, amigo e solidário, de bem com a vida e em paz consigo mesmo, que faz do amor a Deus a sua lei maior e melhor, em função do qual produz as suas atividades de vida, se comporta com fé e confiança no Senhor, Aquele que lhe garante a existência e a sua segurança nesta Cidade Eterna.
Aqui, fazemos da reflexão o caminho para novos e diferentes conhecimentos de qualidade.
E do debate a porta de entrada para uma boa visão da realidade eterna, interpretando-a sempre à luz do Senhor e com a nossa capacidade e potencialidade humanas e naturais de refletir e raciocinar em grupo tendo em vista alcançar uma vida melhor para todos.
Surge pois desse modo entre nós a Tempestade Cerebral – o intercâmbio de idéias refletidas em conjunto e debatidas visando a liberdade da gente, fonte da nossa verdadeira felicidade.
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A Realidade dos mortos que viveram na Terra e hoje estão aqui na Cidade Eterna é uma situação que reflete o seguinte pensamento:
“Os Mortos não morrem...
A Vida é eterna.
Os Mortos não morrem.
Homem e mulher vivem para sempre, segundo o desígnio de Deus, o Senhor, que nos criou para sermos eternos, livres e felizes, como Ele também é eterno, livre e feliz. Somos criaturas de Deus. Fomos criados para a eternidade – a eternidade da vida e do amor, a eternidade do bem e da paz, a eternidade da luz espiritual.
Deus é o Senhor.
O Senhor de toda a eternidade.
O Senhor do direito, da justiça e da verdade.
O Senhor da Bondade.
Felizes os que praticam o bem e vivem em paz,
porque serão chamados filhos de Deus, o Senhor.
Felizes os que amam a vida e fazem do amor a sua lei maior e melhor,
porque viverão eternamente ao lado do Senhor Deus.
Felizes os que procuram a luz da verdade,
porque serão livres e felizes para sempre.
Felizes os que abraçam o direito e a justiça,
porque andarão sem medo pelos tempos infinitos.
Felizes os que agem com juizo e bom-senso.
porque serão amados, respeitados e valorizados pelo Senhor Criador e seus seguidores.
Felizes os que respeitam a ordem da natureza,
porque serão considerados dignos das moradas eternas.
Felizes os que atuam com responsabilidade,
porque serão aprovados pelo Direito de Deus.
Felizes os que buscam a saúde pessoal e o bem-estar de todos,
porque serão governados eternamente pelo Espírito Superior, Superior a tudo e a todos.
Felizes os que favorecem a liberdade,
porque serão felizes eternamente.
Felizes os que seguem a sua própria consciência,
porque o Autor da Vida os abençoará eternamente.
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Também se enfatiza por aqui no Mundo Infinito, o Oceano da Eternidade, a importância e a necessidade da oração, sentido da nossa vida espiritual.
Com essas palavras, podemos entender o valor da oração na nossa caminhada espiritual aqui no Universo de Deus:
O Poder da Oração
Honrar, amar, agradecer, louvar, adorar, bendizer e glorificar a Deus, o Senhor, é , na verdade, a forma de comunicação que o homem e a mulher mantêm perante a Suprema Divindade.
Tal ferramenta de oração, quando cheia da graça e do amor de Deus, tem o poder, diante da misericórdia divina, de alcançar verdadeiramente graças, milagres, benefícios e maravilhas para a humanidade.
Todavia, para que a oração tenha poder e força diante do Senhor nosso Deus, é necessário, da parte da criatura, um grande amor e boa-vontade, uma grande fé e boas obras, cuja realidade vivida e praticada obterá grandes favores, bênçãos e graças
dAquele que é o Senhor do tempo e da eternidade, Deus da vida e da história, Criador do homem e da mulher, Autor do bem e da paz.
Logo, devemos cultivar, desenvolver e abraçar fortemente o amor de Deus na nossa vida, a fim de que, amando a Deus e ao próximo, alcancemos e sejamos agraciados, como disse, com os benefícios e maravilhas do Senhor Deus.
Na oração, quanto maior e melhor o amor a Deus e ao semelhante, aos irmãos e irmãs, aos pobres, necessitados e desfavorecidos, maior e melhor a misericórdia divina sobre nós, todos e cada um, possibilitando assim da parte de Deus uma grande abertura gracial, a partir de que o Senhor derramará sobre seus filhos e filhas grandes favores, grandes graças, grandes e majestosas bênçãos.
Deste modo, quando rezarmos diante de Deus, deixemos o coração falar mais alto, orando com amor. Certamente, Deus, o Senhor, responderá imediatamente com abundantes benefícios e maravilhas, graças e favores, sobre nós, suas amadas criaturas.
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O Espírito de Deus é o Comandante da eternidade.
Apesar de povos diferentes e indivíduos variados que habitam este Planeta Eterno, o Espírito é único e sempre o mesmo, universal e natural, necessário e indispensável, protetor dos justos e providente sempre que preciso, construtor do bem das pessoas e da paz de suas consciências, do amor fraterno e solidário e da vida que sempre cresce, progride e evolui, desenvolvendo a criatividade de todos, os seus dons, talentos e carismas, a sua vocação espiritual e a sua profissão nos meios eternos.
Aqui, o nosso trabalho de cada dia é construir a saúde mental, física e espiritual de todos, e o seu bem-estar no convívio que todos estabelecem com cada um.
Providente e Construtor, o Espírito do Senhor nos conduz permanentemente nos caminhos do direito e do respeito, da justiça e da ordem, do bem e da paz, do amor e da vida, da liberdade e da responsabilidade, da fraternidade e da solidariedade, da amizade e da generosidade, da felicidade e do bem-estar, e da saúde baseada no otimismo que alegra, na alegria que levanta e no sorriso que constrói.
Assim é a eternidade.
A Estrada dos justos.
O Caminho de quem anda direito.
Tal é a vereda do Senhor.
A Via da paz e da liberdade, fontes da felicidade.
Somos eternos.
Eternos na justiça, no direito e na verdade.
Não há outra opção.
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Paulatinamente, o povo da eternidade vai se conscientizando de que o seu destino eterno é estar de bem com a vida e viver em paz uns com os outros, afastando aos poucos do seu convívio diário a violência de alguns grupos e indivíduos, a agressividade de certas pessoas em conflito consigo mesmas e a maldade de quem ainda não entendeu a vontade de Deus a nosso respeito, não compreendeu portanto a sua bondade criadora de boas, outras, novas e diferentes possibilidades de vida e trabalho para todos e cada um, não assumiu logo o compromisso responsável de construir juntos e unidos para toda a sociedade eterna uma vida de qualidade espiritual, onde os favorecidos possam gozar da calma de sua alma e da tranqüilidade do seu espírito, vivendo então uma vida equilibrada, praticando a solidariedade a sua volta, respeitando-se uns aos outros, experimentando em si e nos outros uma existência direita e verdadeira, justa e fraterna, ordenada e organizada, disciplinada e autêntica, transparente em seus valores e virtudes éticas e que proporcione a esses beneficiados uma realidade cujo clima de cooperação mútua e recíproca colaboração manifeste a ordem da eternidade, a saúde espiritual dessa imensa população e o bem-estar dessas criaturas de Deus.
Assim pois Deus será louvado eternamente.
Porque o Planeta Eterno haverá de compreender que estando bem consigo mesmo e com os outros – eis a glória do Senhor, a felicidade do povo e a alegria feliz e contente de toda a comunidade eterna.
Pouco a pouco, vamos tomando a consciência dessa realidade, assumindo ao mesmo tempo compromissos responsáveis com o Criador, Autor da Vida, e com toda a população que mora e vive e trabalha aqui na eternidade.
21
A Vontade de Deus aqui na sociedade eterna é que todos e cada um tenham dignidade de vida elevada, maior qualidade de trabalho, saúde e educação, excelentes atividades que concretizem a sua boa ética comportamental e a sua espiritualidade natural, o respeito mútuo e a responsabilidade social e ambiental, o otimismo de suas experiências com as pessoas e o ótimo equilíbrio e bom-senso em suas relações com indivíduos e grupos variados, diferentes e até divergentes. Desse modo, pode-se construir um Planeta Infinito mais humano e divino, mais natural e espiritual, onde as pessoas se amem, se respeitem e se valorizem reciprocamente.
E, ao final, o Senhor de toda a eternidade seja louvado, bendito e glorificado, pelo direito e o respeito entre as pessoas, a liberdade e a responsabilidade nos ambientes individuais e coletivos, a saúde pessoal e o bem-estar social de suas criaturas, que devem lutar por uma vida melhor, em que seus direitos sejam venerados e suas obrigações e deveres cumpridos com compromisso, seriedade e responsabilidade.
É o Povo de Deus caminhando eternamente em busca de sua felicidade sem limites e sem fronteiras, sem as possibilidades do mal e sem as tendências da maldade e da violência.
No bem que fazemos e na paz que vivemos, eis a nossa saúde, felicidade e bem-estar.
Esse o desejo de Deus para nós.
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O Sentido da eternidade aqui e agora é caminhar sustentando o progresso de todos e a evolução de cada um, exercício esse que o Povo de Deus deve fazer cotidianamente, ajudando-se assim uns aos outros a conquistar para si e suas famílias melhores condições de vida e trabalho, saúde e educação, mais saúde pessoal e bem-estar coletivo, onde seus direitos sejam respeitados e cada qual cumpra devidamente com seus deveres e obrigações, mantendo assim a ordem social e a justiça eterna, favorecendo a conquista da liberdade e o usufruto dessa felicidade infinita que Deus propõe a cada sujeito nessas áreas e condições de eternidade, para o que todos devem responder com atitudes sensatas e equilibradas que manifestem o seu amor ao Senhor e o seu bom desejo para com as comunidades que aqui existem, beneficiando desse modo a fraternidade universal e a solidariedade dos povos que cá moram e trabalham.
Desse jeito emergente de viver e existir, vamos vivendo bem a eternidade, louvando o Senhor Espírito de Deus por suas maravilhas, favores e benefícios em nosso favor, e glorificando-O eternamente por suas obras cheias de otimismo e equilíbrio capazes de animar os tristes, motivar os deprimidos e incentivar os mais medrosos e aflitos na procura por sua liberdade, fonte da verdadeira felicidade, que vem de Deus.
23
É sabido de todos aqui na eternidade que o Espírito de Deus trabalha constantemente para a nossa promoção humana, natural e cultural, para a elevação de nossa dignidade pessoal e coletiva e para que tenhamos diariamente mais qualidade de vida e trabalho, saúde e educação, que nos permita estar de bem com Deus e com os outros ao nosso redor, em paz com nosso espírito, calmos na alma e tranqüilos no corpo e na mente, equilibrados emocionalmente, positivos e otimistas com relação aos destinos das criaturas neste Planeta Eterno, sabendo de antemão que o Senhor nos é favorável sempre que optamos pelo bem e a bondade em nossas existências de cada dia e de toda noite, sempre que preferimos a paz e a concórdia em nossos relacionamentos e atitudes, evitando assim a maldade que nos persegue e a violência que nos ameaça cotidianamente, e ignorando de vez ações baseadas na injustiça e na mentira, na falta de respeito e na ausência de juízo e bom-senso.
Agindo assim temos sempre os créditos espirituais que Deus nos reserva por toda a eternidade.
Somos cumulados de favores.
Enriquecidos de benefícios.
Tal o projeto de Deus para nós.
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Embora o Senhor Deus nos oriente sempre no caminho do bem e da bondade, da paz e das boas virtudes, da sensatez da alma e do equilíbrio da mente, da calma do corpo e da tranqüilidade do espírito, do otimismo e do bom-senso, da alegria e do contentamento, da liberdade e da felicidade, da ordem e da justiça, do respeito e da responsabilidade, da saúde e do bem-estar, não podemos ignorar a presença do mal entre nós, a insistência da maldição e seus efeitos no meio da realidade eterna. Devemos ser realistas. Ser bons mas não ser bobos. Saber que o mal existe e está no meio de nós. Por isso, devemos lutar sempre contra ele, e não favorecer a sua violência capaz de destruir vidas e estragar o bem que fazemos e a paz que vivemos. É nossa obrigação combater a maldade. Batalhar em prol da bondade e do bem-estar das pessoas ao nosso lado e em torno de nós. Sim, é a guerra entre o bem e o mal, característica presente e insistente aqui e agora na eternidade. De fato, não podemos dar créditos à maldição que nos rodeia e deseja a nossa queda e o nosso abatimento, a nossa tristeza e tudo de contrário à nossa natureza boa e de bem com a vida, e em paz consigo mesma. Com efeito, aqui e agora, a luta continua eternamente, certos da vitória do bem sobre o mal, da paz sobre a violência, da luz sobre as trevas, da vida sobre a morte e do amor sobre o ódio. Temos consciência de que a justiça de Deus permanece no meio de todos e cada um de nós. Esse fato nos alegra, ao sabermos então que o Espírito de Deus governa todas as coisas tendo em vista o nosso bem e o melhor para nós. Assim trabalha o Senhor. Ele favorece quem é bom e amigo das pessoas. E desestimula os praticantes da maldade e os comprometidos com a violência. Ele só quer o nosso bem. E é por isso que Ele trabalha incessantemente. Sua alegria é a nossa vitória. Sua vitória é nos ver sempre alegres, felizes e contentes. Assim é a o ambiente da eternidade.
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Aqui, nessas realidades eternas e nesses ambientes de infinitude, vivemos como que mergulhados no oceano do Espírito de Deus, nadando felizes em suas águas puras e cristalinas, dentro do mar da eternidade. Existimos como bóias no interior dessas águas eternas refrescantes, pacíficas, calmas e tranqüilas, o que nos faz pessoas equilibradas e sensatas, otimistas com relação aos nossos destinos eternos, alegres e contentes em nosso convívio diário com grupos e indivíduos diferentes mas não contrários a nós, que partilham dos nossos mesmos interesses e intenções, praticantes da bondade que renova e da paz que ordena a nossa vida cotidiana, disciplina a nossa cabeça e organiza as nossas idéias e conhecimentos, sentimentos e experiências as mais diversas e profundas.
Essa paz interior dentro do oceano da eternidade é fundamental para uma vida de harmonia com Deus e com o próximo, capaz de nos dar saúde física e mental, e bem-estar material e espiritual.
Graças a Deus, a paz é uma constante no meio de nós.
De bem com a vida, vamos construindo sempre a feliz eternidade.
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A boa, feliz e perfeita eternidade é um processo aberto em permanente construção, o qual se realiza em função dos bons valores da consciência e das ótimas virtudes da experiência de cada dia e de toda noite, das boas intencionalidades das criaturas de bem e dos ótimos interesses dos cidadãos e cidadãs desta sociedade eterna, que caminha sempre criando as razoáveis condições de liberdade e felicidade, saúde e bem-estar, bom-senso e equilíbrio, otimismo e alegria, ordem e justiça, respeito e responsabilidade, para toda a sua gente ansiosa por santidade e uma boa vida de grandes realizações em prol de sua população lutadora e trabalhadora, produtora dos fundamentos de um Planeta Eterno livre e feliz cuja base de sustentação e fundamento de sua existência real e atual é o Espírito de Deus, Senhor de toda a eternidade.
Contudo, é preciso sempre sermos realistas, e nos conscientizarmos de que o mal existe, e combate contra o bem e a paz das pessoas aqui na eternidade.
Todavia, com Deus somos vencedores.
Com o Senhor do nosso lado e a nosso favor, podemos ganhar a guerra entre o bem e o mal, a bondade e a maldade, e sermos assim eternamente felizes junto ao Onipotente, Deus e Senhor de nossas vidas, Razão de nossas realidades eternas e Sentido de nossa existência nesses séculos infinitos.
Sim, a felicidade é eterna.
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É importante notarmos que em quaisquer lugares e momentos diferentes em que nos encontrarmos aqui na eternidade sempre estaremos na presença de Deus, que conhece perfeitamente todos os nossos passos, sabe muito bem por onde andamos, entende como ninguém a nossa vida cotidiana e compreende como só Ele sabe os nossos problemas, conflitos e dificuldades, sempre avaliando as nossas atitudes pessoais e coletivas e constantemente examinando o nosso comportamento em relação às outras pessoas deste Planeta Eterno, o que Lhe permite julgar com perfeição as nossas obras e atividades que mantemos diariamente em comunidade ou sozinhos por acaso nestes espaços infinitos e tempos eternos.
Ele, Deus e Senhor, sabe bem quem são as suas criaturas.
Conhece cada qual pelo nome, pelas ações e pelos relacionamentos que estabelecem com Ele, com os outros e consigo mesmos.
Ele é o Espírito de Deus, Fundamento de todos os fundamentos, Senhor de toda a eternidade, Causa da Vida e Razão da Existência, Sentido da realidade interior e Inteligência Suprema e Superior que governa todas as coisas e preside todos os seres.
Ele, o Dono da Terra e Gerente do Céu, Gestor da eternidade e Administrador dos acontecimentos que aqui e agora ocorrem no meio de nós.
Sim, estamos presentes em Deus.
E Ele é Presença marcante na nossa vida de cada dia e de toda noite.
Ele é o Senhor.
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Hoje, Senhor Deus, quero Vos agradecer por estar aqui e agora na Feliz Eternidade e poder gozar com meus companheiros de caminhada e parceiras de estrada do privilégio de estar na Vossa presença, Senhor Deus, e viver assim mergulhado no Oceano da Eternidade e nadar a cada dia e toda noite em suas águas puras e refrescantes, profundas e cristalinas, saboreando então as maravilhas de Deus e os beneplácitos do Senhor, consumindo as suas graças sem fim e comungando com seus dons naturais, e participando de seus talentos inseridos em nossa natureza e de seus carismas introduzidos em nossa humanidade.
Obrigado, Senhor Deus, por esse privilégio.
De poder estar aqui e agora na Vossa Presença majestosa e maravilhosa, gloriosa e grandiosa.
Agradeço-Vos, Senhor Deus, por essa imensa graça, da qual infelizmente muitos não podem comungar e participar, porque são maus e propagam a violência e a agressividade ao seu lado e em torno de si.
Obrigado, Senhor Deus, por esse privilégio único, do qual poucos podem gozar e experimentar as suas delícias sem fim e as suas gostosuras eternas.
Obrigado, mais uma vez, Senhor Deus.
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Em meio ao convívio entre o bem e o mal aqui na eternidade, temos ainda a possibilidade de optar pelo melhor caminho eterno, aquele que nos orienta especificamente para Deus, identificado com a estrada da bondade, do bem que se faz a todo instante e da paz que se vive a cada momento, do amor à vida e do respeito às pessoas que estão ao nosso lado e em torno de nós, da responsabilidade por nossos atos no cotidiano e do compromisso com a fraternidade universal e a solidariedade entre os povos, do bem-estar social e cultural e da saúde política e econômica de cada indivíduo e de todos os grupos humanos, criaturas que buscam a liberdade, fonte da verdadeira felicidade, que trabalham com alegria e fazem bem todas as coisas, vivem uma vida direita, justa e verdadeira, autêntica e transparente, caminham com equilíbrio e bom-senso, e vivem sempre otimistas no seu dia a dia, alegres no meio das comunidades, sempre com um sorriso no rosto para oferecer aos homens e mulheres que constituem o Povo do Senhor, felizes por estar na Sua Presença Infinita e Eterna, base da alegria sem fim e fundamento do repouso aconchegante e tranqüilizante, que acalma a nossa alma e pacifica o nosso espírito.
Esse o lado bom da eternidade.
Existe também o lado contrário.
Todavia, nós preferimos o Senhor e o seu convívio eterno e maravilhoso, glorioso e grandioso.
Que bom, Senhor, estar aqui e agora, junto a Vós, gozando eternamente dos vossos beneplácitos, favores e benefícios sem limite.
Deus é maravilhoso.
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As bases da felicidade eterna se sustentam em princípios de vida bem consolidados, em valores éticos e religiosos bem estruturados, em regras sociais, ambientais e psicológicas bem orientadas e em normas existenciais bem sistematizadas, de modo a assegurar às criaturas de Deus uma vivência eterna bem firme e forte capaz de definir boas ações e determinar ótimos comportamentos, atitudes sensatas e equilibradas, uma vida onde o otimismo mobiliza as suas atividades cotidianas, aliado da alegria de viver e se comportar com integridade sempre com um sorriso para oferecer às pessoas com quem convivemos diariamente, assumindo pois a possibilidade de nos ajudarmos uns aos outros, cooperar mutuamente para o bem-estar de todos e cada um, colaborar reciprocamente para o desenvolvimento da liberdade, fonte da verdadeira felicidade, cultivar a fraternidade entre as pessoas e ser sempre solidário com quem necessita do nosso amparo e requer o nosso esforço em dar a mão a quem precisa de nossa bondade ativa e caridade eficaz.
Eis a boa eternidade.
Uma sociedade de Deus.
Um Povo do Senhor.
Nele, as condições de uma vida feliz pelos séculos infinitos.
Realmente, somos felizes.
Porque nos seguramos nAquele que garante o nosso bem-estar espiritual e a nossa saúde física e mental.
Ele, o Senhor dos senhores.
Deus eterno.
Base da nossa felicidade sem fim.
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Se cá na eternidade você deseja ser verdadeiramente feliz, então abrace a bondade, que vem de Deus.
Porque a bondade constrói uma vida de felicidade sem fim.
A Bondade cultiva sentimentos de alegria e otimismo, faz a gente sorrir para as pessoas, nos ajuda a praticar a fraternidade e ser generosos, amigos e solidários uns com os outros.
A Bondade nos faz sair de nós mesmos e nos aproximarmos dos outros.
A Bondade nos ajuda a ajudar sempre quem precisa ou não de nós.
A Bondade ilumina e fortalece a vida das pessoas.
A Bondade é o bem que a gente faz e a paz que nós vivemos cotidianamente neste Planeta Eterno dentro desta sociedade de tempos e espaços infinitos.
Como é bom ser bom!
Como é bom fazer o bem sempre!
Deste modo, Deus fica do nosso lado e a favor de nós, nos enchendo de inúmeros benefícios e créditos sem fim.
Deus é bom.
Devemos nós ser bons também.
Deus é Amigo.
Devemos também nós ser amigos igualmente.
A Bondade Divina nos torna mais humanos.
32
Cá no Planeta Eterno de vez em quando é bom fazer silêncio e reservar momentos para se colocar tudo em ordem na nossa vida, disciplinar as nossas atividades cotidianas e organizar as nossas idéias e conhecimentos que tornam as nossas experiências espirituais mais saudáveis e mais agradáveis.
O Silêncio tranqüiliza a nossa alma e acalma o nosso espírito.
O Silêncio pacifica a nossa consciência e faz repousar os nossos problemas de cada dia e as nossas dificuldades e conflitos de quase toda noite.
Com o silêncio, tudo é colocado no lugar e em seu tempo dentro da nossa existência de cada instante.
Sem o silêncio, a nossa realidade diária e noturna se perdem na confusão da sociedade e se misturam com as turbulências do meio em que vivemos atualmente.
Precisamos do silêncio.
Nele, encontramos a Deus.
Nele, a boa oração e a ótima reflexão sobre a vida de cada hora e de todo minuto vivido por nós.
Nele, a chave do sucesso e o segredo da felicidade.
Nele, Deus vem a nós.
Nele, uma eternidade mais repousante e mais sossegada.
Cultivemos pois o silêncio.
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A Paz que eu procuro aqui e agora nestes tempos eternos de espaços infinitos, além de ser um dom de Deus, precisa ser construída a cada instante e a todo momento, e ela só será alcançada a partir do bem que fizermos às pessoas e da bondade praticada com otimismo e alegria em nossa vida, como também cultivada pela experiência de equilíbrio e bom-senso colocados em nossa existência cotidiana.
Deste modo, em paz, desenvolveremos a vida da eternidade, ajudando-nos uns aos outros, criando entre nós as condições vitais de liberdade, fonte da verdadeira felicidade.
Concorrem para essa paz interior a atitude de respeito mútuo e de responsabilidade social que assumirmos durante essa caminhada eterna.
A Paz interna e externa são frutos do bem feito e da bondade praticada.
Deus é isso.
A exemplo do Senhor, sejamos pacíficos sendo bons e fazendo o bem durante a nossa permanência neste Planeta Eterno.
Em paz, temos mais saúde e bem-estar.
34
Viver com autenticidade é uma das exigências para quem quer caminhar bem aqui na eternidade.
Ser transparente em suas idéias e atitudes.
Ser verdadeiro com as pessoas ao seu lado e em torno de si.
Ser de fato autêntico, assumindo uma postura de verdade nos seus relacionamentos e perante os acontecimentos a sua volta.
Tal é a base da liberdade.
Essa a fonte da felicidade.
Seremos autênticos quando formos fiéis ao Espírito de Deus que governa este Planeta Eterno.
Esse é o comportamento correto de quem é filho e filha de Deus.
Esses os verdadeiros amigos do Senhor.
Que buscam a verdade.
Que anseiam pela liberdade.
Que aspiram pela felicidade.
Eis a experiência vital de quem segue a Deus, se orienta com suas leis e diretrizes, fazendo a sua eternidade ter um sentido perfeito onde se procura o bem de todos e a paz comum a todas as comunidades que aqui e agora vivem, os grupos e indivíduos moradores e trabalhadores desse universo infinito de momentos eternos.
Sejamos autênticos.
E seremos agradáveis ao Senhor.
Seremos verdadeiros amigos e amigas de Deus.
Abracemos a verdade.
Sejamos transparentes.
35
Nestes contextos infinitos e ambientes eternos, que vivemos aqui e agora, observamos 2 realidades diferentes e contrárias, misturadas entre si, mas que possuem cada qual seu mundo próprio onde se destacam, de um lado, o universo do bem e da bondade, da paz e da concórdia, e, por outro lado, o campo do mal e da maldade, da violência e da agressividade.
Cá na eternidade, esses contextos se misturam, se chocam um com o outro, diante dos quais devemos fazer a nossa opção de vida espiritual, buscar a nossa alternativa psicológica e procurar qual seja a vontade de Deus para a nossa existência de cada dia e de toda noite nesses ambientes de tendências infinitas e possibilidades eternas.
Acredito que o Espírito de Deus, que governa a eternidade, tenha a sua preferência, o seu partido, a sua ideologia espiritual e a sua filosofia de vida, que certamente se identificam com a prática da bondade, ser bom e fazer o bem a todos e a cada um, e viver em paz e na concórdia uns com os outros.
O contrário disso, na verdade, é a outra realidade eterna, da qual não comungamos nem participamos de seus interesses agressivos nem de suas intencionalidades violentas.
Preferimos o Partido de Deus.
O Partido do bem e da paz.
O Partido da bondade e da concórdia.
Essa a nossa opção de vida eterna.
Tal a nossa alternativa de existência infinita.
Preferimos Deus.
36
Nestes instantes eternos vividos aqui, devemos caminhar com paixão durante toda a nossa jornada pela eternidade, apaixonando-nos de verdade pela vida e o trabalho, por Deus e as pessoas, pela família e as nossas atividades do dia a dia.
Talvez seja a paixão pela vida o sentido da existência.
A Razão de ser de cada indivíduo e de todo grupo que participam destes momentos infinitos.
Sejamos apaixonados.
E nossa realidade será mais viva e dinâmica, mais luminosa e animada, mais forte e entusiasmada, mais quente e amorosa.
E nosso convívio com as comunidades que cá se encontram terá mais saúde e viveremos com maior bem-estar físico, mental e espiritual.
Apaixonemo-nos verdadeiramente por esta vida eterna.
Que o nosso amor carregue as nossas atitudes de paixão.
Que o nosso coração seja de fato apaixonado.
E então seremos mais fortes espiritualmente.
Cheios da graça de Deus.
Plenos do Espírito do Senhor.
Seremos assim semelhantes ao Criador, Autor da Vida.
Portanto, façamos da paixão a nossa lei nesta eternidade de surpresas inevitáveis e de novidades incomparáveis.
Deus é bonito.
O Senhor é bacana.
Porque Ele é Alguém Apaixonado.
Sejamos também bonitos e bacanas.
CPC é um blog de criação de novas e diferentes idéias capazes de realizar transformações para melhor na vida pessoal e social dos leitores e internautas
quarta-feira, 12 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Imaginação
O Poder da Imaginação
O Complexo Imaginário e
seu fluxo criador de imagens
1) A Imagem e seu Poder de Influência
Eu e os outros mantemos um relacionamento baseado em construção de imagens, que se originam a partir do poder de influência exercido por nós, pelo meu eu e pelos outros eus dos outros, resultando assim em uma interatividade, interdependência, compartilhamento de idéias e imagens, valores e intenções, símbolos e interesses, razões e experiências, teorias e práticas, emoções e atividades, exercícios mentais e concretos.
Dependemos uns dos outros.
Interagimos e compartilhamos interesses.
Em função desta realidade da experiência cotidiana, adquirimos com o tempo, de acordo com o momento, sob determinações da vivência temporal e histórica, conforme o lugar social e cultural, político e econômico, moral e religioso, em que nos inserimos, novas imagens sobre nós mesmos, criando, desde então, preconceitos e superstições, ideais e ideologias, teorias e discursos que vão afetar decisivamente nosso comportamento perante a sociedade onde nos encontramos neste mundo em que vivemos.
Nós somos eu e os outros.
Temos uma imagem sobre nós mesmos.
Eu sou assim, nós somos deste modo, os outros são daquela maneira.
Todos e cada um então constróem seus próprios mundos internos e externos, seus universos interiores e exteriores.
Somos imagem.
Nos imaginamos.
Nos representamos diante da sociedade, perante a mim e aos outros.
A Força desta imagem define o grau, o valor e o poder de influência que podemos apresentar socialmente.
Eu me imagino e imagino os outros.
Os outros se imaginam a si mesmos e imaginam a mim também, o que eu posso ser, o que eu represento para eles, qual o meu reflexo em sociedade.
A Imagem em si só pode existir a partir de uma relação: eu com os outros, eu comigo próprio, os outros comigo e os outros com eles mesmos.
Observa-se assim que a imagem é produto de uma relação necessária, resultado de uma situação real ou ideal interativa, consequência de circunstâncias sociais determinadas interdependentes, efeito de condições gerais e específicas cotidianas que compartilham símbolos, valores e interesses iguais ou diferentes.
Surge deste modo o poder de influência que podemos realmente exercer em sociedade, determinando e sendo determinados pela vida dos outros, condicionando pensamentos, sentimentos e comportamentos uns sobre os outros, definindo regras de conduta, estilos de moda, boas ou más atitudes, ótimas ou péssimas ações.
Neste momento, a ética ou a moralidade social entram em ação, chamando-nos à responsabilidade individual e coletiva, ao respeito pessoal, social e ambiental, às boas virtudes que devemos abraçar, ignorando e rejeitando de fato a violência e a maldade que possam então nos contaminar.
Eis pois o processo real, histórico e atual de construção da nossa imagem, seu valor, poder e importância diante da sociedade em que nos encontramos.
2) O Gerador de Imagens
Diariamente, estamos construindo imagens sobre nós mesmos e sobre os outros, dentro da realidade – quando experimentamos o cotidiano da nossa vida – ou fora da realidade – quando mergulhamos em sonhos, ilusões e fantasias, possuídos pelo poder da imaginação que então nos aprisiona e escraviza total ou parcialmente determinando uma relação de dependência, muitas vezes doentia, entre o meu ego e a minha inconsciência irreal e irracional.
Com efeito, as imagens – representações mentais – são fenômenos da consciência, ou acontecem na consciência em si, de si e para si, dentro de si e fora de si. Tais ocorrências racionais ou irracionais, reais ou irreais, conscientes ou inconscientes, caracterizam e manifestam o poder da imaginação humana, seu complexo imaginário fértil e de inúmeras possibilidades, e seu fluxo permanente de criação de imagens, as quais se identificam muitas vezes ora com o sujeito ora com o objeto, a consciência e/ou a experiência, o pensamento e/ou o acontecimento, a ação e/ou a representação, definindo assim “o motor de imagens”que funciona dentro da natureza do homem e da mulher cotidianamente. Na verdade, essas imagens construidas no meu ego se referem a uma variedade de fatos, reais e atuais, temporais e históricos, ou de modo diferente se relacionam com o meu mundo incrível, fantástico e extraordinário, muitas vezes louco e demente, visto que se isola e se aliena então da realidade do dia a dia da nossa vida em sociedade dentro deste mundo em que vivemos no presente momento. Desde agora, podemos observar que o mergulho ou não na estrutura caótica, indefinida e indeterminada da realidade da experiência cotidiana vai definir os nossos conceitos de imagem, sua função na nossa existência e a boa ou má qualidade de vida que podemos usufruir a partir pois das imagens ou representações mentais que temos de nós mesmos e dos outros, do meu ego e dos objetos que me cercam, do ambiente em que vivo e dos conhecimentos que adquiro constantemente, das informações que recebo dos meios de comunicação social e das manifestações concretas que visualizo quando em contato com os fatos históricos e os acontecimentos temporais do dia a dia. Nota-se ainda que uma imagem gerada revela o grau de relações e relacionamentos que mantenho e estabeleço diariamente e também o nível de estado de vida que experimento durante o dia e a noite sempre em condições que ora se vêem reais ou irrais, racionais ou irracionais, conscientes ou inconscientes. Outrossim, as intencionalidades humanas e seus interesses em jogo refletem a qualidade e a quantidade de imagens ou representações mentais que possuimos dentro de nossa ‘experiência mental”. Somos imagens.
3. O Trabalho da Memória
O Papel da memória no cérebro humano é guardar as imagens criadas diariamente, as quais se identificam com textos, fotos, músicas e vídeos, todas arquivadas nela, armazenadas em seu contexto condicionador de repetições consecutivas, transitórias e permanentes, ou seja, memoriza-se no interior do homem e da mulher todos os dados ou informações criadas, captadas, abstraidas e apreendidas pela sua consciência, de acordo com os seus interesses subjetivos.
As imagens ou informações geradas instalam-se na memória humana por meio de contínuos repetecos, os quais vão se adaptando e condicionando paulatinamente em seu mundo interior até que fiquem solidamente consolidadas nesse ambiente memorizador, arquivador de conteúdos e armazenador de conhecimentos. Deste modo, as imagens que se produzem não se perdem nem são apagadas desse universo interno cujas adjacências cooperam para tal arquivamento e cujo meio-ambiente memorial ajuda no mesmo armazenamento de dados. Esse pois o papel, a função e o sentido da memória dentro da natureza humana.
4. Representações Mentais
Podemos definir imagem como sendo uma figura, um símbolo ou uma representação mental de alguma coisa ou fato dentro da consciência humana. Esse fenômeno que ocorre na consciência e que chamamos de imagem pode ser uma letra ou um número, uma palavra ou uma frase, uma idéia ou um símbolo, um texto falado, ouvido ou escrito, uma foto que se vê, uma música que se escuta ou um filme que se observa. Esse olhar interno observador visualiza essas imagens transformando-as em representações mentais que faço de mim mesmo ou das outras pessoas, da realidade cotidiana ou dos fatos e acontecimentos do dia a dia, dos seres e das coisas, do sujeito que imagina e se imagina ou do objeto observado e imaginado. Tal ambiente de interatividade e compartilhamento de observações diversas e perspectivas diferentes, constituem e produzem, e desenvolvem, a imagem, objeto que imagino mentalmente. Imaginando esses objetos mentais dou origem à imagem, que se refere a mim, ou se relaciona com os outros, dentro ou fora da realidade em si, de si e para si. Assim pois é possível afirmar que imagem é uma realidade para mim, e eu sou uma realidade para essa imagem com a qual mantenho contato nesse momento, observando os caracteres que a definem. De fato, tal interação entre eu e o objeto mental, que chamo de imagem, determina uma terceira realidade ou imagem relacional, fruto do contágio imaginário que se estabelece entre o meu ego e a figura imaginada. Por conseguinte, temos 3 realidades que trabalham e cooperam mutuamente na produção da imagem: o meu eu, a coisa que imagino ou mentalizo e o estado de relação ou relacionamento existente entre todos nós. Dessa comunhão e participação dessas 3 realidades interiores ao sujeito humano nasce o conceito de imagem ou representação mental.
5. A Linguagem e suas
manifestações simbólicas e imaginárias
Símbolo, imagem e linguagem trabalham juntos construindo o discurso humano e seus fenômenos transcendentais, imanentes e transcendentes. Cooperam entre si, interagem uns com os outros, compartilham de seus universos próprios elaborando paulatinamente a racionalidade, a intencionalidade e a realidade da existência e da experiência temporal e histórica, real e atual, do homem e da mulher, que deste modo tornam-se agentes transformadores de seu contexto local, regional e global, de seu ambiente físico e geográfico, renovando pois culturas e mentalidades, e libertando e libertando-se de suas prisões ideológicas e escravidões psicológicas, abrindo-se então à superação de si mesmos, destruindo as barreiras dos preconceitos e os obstáculos das superstições, criando assim as condições de possibilidade para um presente e futuro melhor para a humanidade, com saúde pessoal e bem-estar social e coletivo, com mais fraternidade e solidariedade, gerando portanto uma sociedade humana de bem com a vida, mais ordeira, pacífica e organizada. Por conseguinte, a tarefa dos símbolos e a função das imagens na produção da linguagem humana propicia frutos e consequências resgatadoras da sua verdadeira dignidade, aprimorando seu caráter individual e aperfeiçoando sua personalidade hoje em dia cada vez mais plural e universal, global e integral. De fato, símbolos, imagens e linguagens produzem um homem e uma mulher melhores, livres e felizes, quando é claro caminham unidos com o bem que se faz e a paz que se vive. Em tal processo libertador, certamente Deus, o Senhor, deve ocupar um tempo e um espaço, ter voz e vez, a fim de que a sociedade, a cultura, a política e a economia desempenhem bem suas vocações temporais, gerando então igualmente efeitos positivos e otimistas para toda a eternidade.
6. O Movimento Construtor da Linguagem
O Processo gerador da comunicação se dá com a participação do comunicador, a linguagem do comunicador e o ouvinte, o agente receptor da comunicação. Paea isto, contribuem eficazmente os meios de comunicação social, tais como: o rádio, a televisão, o computador(internet, informática), os livros, jornais e revistas, o CD, o DVD, o telefone celular, mensagens de cartas, ou seja, mensagens ou linguagens de texto, áudio e vídeo, som e imagem, música e cinema, e o teatro também.
A linguagem ou mensagem de comunicação articula o comunicador com seu ouvinte, através sobretudo dos sentidos humanos, como por exemplo a voz, os olhos e os ouvidos.
A Intencionalidade é outro fator importante da comunicação, que usa a consciência humana, a fim de relacionar suas causas com seus efeitos, acrescentando então o bem ou o mal, a boa moral ou os maus costumes, que influenciam o resultado do movimento articulador da comunicação identificado com o pensamento, sentimento e comportamento das pessoas envolvidas com tal processo comunicador.
A interatividade, a reciprocidade, a relação mútua entre falante e ouvinte favorecem a boa comunucação e suas consequências vitais.
Comunicar-se faz bem à saúde.
7. A Luz e a Força
das Palavras
Palavras significam idéias,
Palavras representam coisas,
Palavras são feitas de símbolos,
Palavras traduzem emoções,
Palavras refletem valores,
Palavras identificam vivências.
Palavras são canais de comunicação,
ferramentas de interação,
instrumentos de participação, que ligam, relacionam ou fazem a ponte entre eu e o outro.
Palavras podem iluminar e fortalecer,
ou podem matar e destruir.
Portanto, as palavras podem ser boas ou más,
de paz ou violência,
de construção ou destruição.
Bondade ou maldade são valores da consciência humana,
são intenções da pessoa humana,
são práticas de indivíduos ou grupos humanos que vivem e convivem em sociedade.
Logo, as palavras reproduzem o homem e a mulher, e seus vícios e virtudes.
Abençoam ou amaldiçoam,
como também podem bendizer e glorificar a Deus, o Senhor.
Por isso, cuide de sua língua,
zele por sua língua,
administre a sua língua.
Ela é a sua vida ou a sua morte,
o seu bem ou o seu mal,
a sua construção ou a sua destruição.
Salve-se quem puder!
8. Estigmas
Idéias Aberrantes
Estigmas são marcas registradas em forma de idéias, símbolos, valores e palavras, que atingem a consciência humana, desviando comportamentos, deturpando a linguagem e causando erros, falsidades e aberrações na compreensão da verdadeira identidade da pessoa humana.
Essas marcas registradas na consciência da pessoa humana atuam como sofismas, mentiras ou aberrações que maculam, corrompem e destróem a identidade, o caráter, a personalidade e todas as características que representam verdadeiramente o indivíduo, grupos ou comunidades humanas.
Tais aberrações ignoram a verdade, excluem sua autenticidade e sujam e mancham os caracteres próprios do sujeito ou pessoa que vive e convive na sociedade humana.
Portanto, estigmatizar significa desviar, aberracionar, corromper e destruir a verdadeira identidade da pessoa humana.
Digamos “não” aos estigmas.
Sejamos verdadeiros e amigos da verdade.
Contrariemos os apelidos, as palavras sujas, as idéias falsas - estigmas atuais da sociedade humana.
Nos nossos relacionamentos, interações e linguagens inter-comunicativas usemos a pureza da linguagem, a limpidez das palavras, a autenticidade das idéias, a verdade de valores e vivências que correspondam à real, verdadeira e autêntica identidade da pessoa humana, sua insofismática realidade original.
Sejamos insofismáticos, verdadeiros, autênticos em nossas relações humanas, sociais, naturais e culturais.
9. A Natureza do Símbolo
Símbolo é uma representação textual, sonora ou visual que ocorre na mente humana, ou seja, um fenômeno da consciência, cujo acontecimento realiza a conexão simbólica com uma idéia, uma palavra, frase, teoria ou ideologia.
Como representação mental, o símbolo é uma ocorrência relacional, porque reflete algum significado no interior da inteligência humana.
Portanto, símbolo é o significante que traduz algum significado
É também um fenômeno situacional, pois remete a alguma situação, cuja referência é dada na linguagem de comunicação, onde o emissor se conecta com o receptor.
Igualmente é um acontecimento circunstancial, visto que se acha existente e insistentemente presente no cotidiano das pessoas, no dia-a-dia dos trabalhadores masculinos e femininos.
Outrossim, trata-se de uma referência condicional, já que nele, por ele e para ele, e a partir dele, se concretiza todo o processo interlocutor de comunicação.
Por conseguinte, a função do símbolo é permitir a boa comunicação, refletir como significante o significado das palavras ou mensagens, traduzir o ótimo relacionamento que deve existir entre o falante e o ouvinte, o autor e o leitor, o escritor e o receptor, o cantor musical e o povo que o escuta.
Na verdade, o símbolo é humano, natural e cultural, e pode servir aos humanos e a Deus, o Senhor, cuja linguagem divina também se expressa através de símbolos.
Façamos dos símbolos um motivo para fazer o bem e construir a paz no meio de nós.
Ex: a) letra(a,b,c,d,e,f...)
b) número(1,2,3,4,5,6...)
c) códigos
d) gestos
e) sinais
f) texto
g) fotos
h) sons
i) imagens
j) figuras
10. O Ambiente Imaginário
A Consciência em si, de si e para si,
dentro de si e fora de si
O Mundo das imagens, seu tempo, momento e lugar na consciência humana se identifica com os fenômenos mentais constituidores de sua essência e aparência, sentido e significado, os quais designamos como idéias, símbolos, valores, intenções, interesses, vivências, representações racionais ou irracionais, conscientes ou inconscientes das experiências humanas naturais e culturais, configurando assim o ambiente de imagens ou imaginário onde acontecem os “fatos mentais”. Tal espaço imaginário acha-se presente, insistente e existente dentro e fora da racionalidade do homem e da mulher, definindo-se como realidade consciente ou irrealidade inconsciente, quando então os fenômenos da mente têm uma relação direta com a consciência – consciência de si: a consciência de si mesma; a consciência em si: a consciência dentro de si mesma; e a consciência para si: a consciência reflexiva, voltada para si própria.
11. A Linguagem da Imagem
e seu universo de discurso
A Representação mental da realidade interna e externa do ser humano em geral reflete positivamente a linguagem da imagem e seu universo de discurso.
Representar então significa interpretar o real interior e exterior, dar-lhe um sentido racional, compreendê-lo, entendê-lo por meio de símbolos, transformar esses símbolos em idéias, apreendê-las ou abstrai-las, e arquivá-las ou armazená-las, memorizando seus significados e seus significantes, enfim, produzindo imagens. Tal é a linguagem da imagem cujo universo é o discurso da representação ou interpretação da realidade que se oferece à minha consciência, tornando-se realidade em mim, realidade de mim e realidade para mim, realidade dentro e fora de mim. Observa-se desse modo que a imaginação humana tem o poder insubstituível de interpretar ou representar mentalmente a realidade que se dá a mim, abarcando-a em si mesma, “imaginando-a” ou transformando-a em imagem. Esse processo abstraidor ou apreendedor de imagens, sua maneira de interpretá-las ou representá-las, caracteriza o mundo imaginário, seu universo de discurso e de linguagem simbólica.
12. A Imaginação e seu contexto
fértil gerador de novas realidades simbólicas
Uma das propriedades da imaginação humana é sua capacidade de construir novas realidades simbólicas, representando ou interpretando pois o seu mundo interno e o universo exterior que o cerca. Tal é o poder da imaginação. Ela gera novas tendências imaginárias e novas possibilidades de imagens, que refletem os “acontecimentos mentais” vindos de dentro ou de fora da consciência, produzindo assim um ambiente propício à obtenção do conhecimento verdadeiramente possível, a partir de um contexto racional ou irracional, real ou irreal, onde se criam os fenômenos da mente. Assim nascem os símbolos e as imagens, as idéias e as vivências, as intenções e os interesses da racionalidade humana.
13. Ser e Pensar,
Sentir e Agir,
Viver e Existir
Tudo é Imagem
Somos uma construção permanente de imagens
Sou o que imagino ser.
Penso o que imagino pensar.
Sinto o que imagino sentir.
A Imaginação caminha ligada ao meu ser, meu pensar, meu sentir, meu agir, meu viver e meu existir.
Imagino-me sendo, pensando, sentindo, agindo, vivendo e existindo.
Sou imagem.
Sou uma imagem em permanente construção.
Imagino o meu eu e quem somos nós.
Imagino a minha realidade e a minha racionalidade.
Imagino os meus pensamentos, sentimentos e comportamentos.
Sou imaginação viva, real e atual.
Sou gerado por mim mesmo.
Sou criado por minhas representações mentais.
Sou produzido por minhas próprias imagens.
Sou construido a partir das imagens dentro de mim mesmo, que me fazem ser e pensar, sentir e agir, viver e existir.
Tudo é imagem.
Todos são produtos da imaginação.
A Realidade cotidiana é imaginada para ser vivida e praticada.
Meus atos surgem de imagens que entendo, compreendo e mentalizo, racionalizando assim a experiência real diária.
Da qualidade de nossas imagens dependem nossos bons ou maus comportamentos.
A Realidade é imaginação.
Ou seja, minhas atitudes precisam da racionalização, mentalização, compreensão, entendimento e conscientização das imagens que surgem dentro de mim como fenômenos ou representações mentais.
A Imaginação é o acontecimento mais fundamental da minha vida.
14. O Contínuo processo de
produção de imagens
Em todas as nossas atividades físicas, operações mentais e exercícios espirituais estamos sempre gerando imagens sobre nós mesmos e sobre os outros, sobre a realidade que nos cerca, sobre o ambiente que nos rodeia, sobre os seres e as coisas com que mantemos contato, sobre os nossos relacionamentos diários, dentro e fora da família, do trabalho, da escola, da igreja, do hospital, do supermercado, do botequim, da farmácia, da padaria, da rua, enfim, sobre tudo e todos, que possam refletir nossas representações mentais, revelar nossa identidade consciente ou inconsciente, racional ou irracional, real ou irreal.
Produzir imagens, portanto, é uma vocação da natureza humana. Com elas, constrói a sua vida, forma a sua opinião, informa-se acerca dos acontecimentos do dia a dia, cria novas e diferentes idéias, almeja por grandes ideais, gera seus pensamentos, produz diversos conhecimentos, pode discernir o bem e o mal, optar pela paz e ignorar a violência, abraçar a fraternidade e a solidariedade, excluir de sua existência a cultura da morte e da maldade, e a mentalidade de divisão e marginalização social.
Sem elas, não somos, não pensamos, não sentimos, não vivemos, não existimos.
15. Auto-Imagem
A Construção da imagem de si mesmo
Fatores internos e externos contribuem efetivamente para a construção da imagem de si mesmo.
Dentre esses fatores, podemos citar a educação familiar recebida, a formação cultural obtida, o conjunto de valores, intenções e interesses apreendidos e vividos, o repertório de ideologias abstraidas, o complexo biológico, psicológico e sociológico que se vivencia e experimenta, a ética praticada, a espiritualidade abraçada, o fluxo de idéias e conhecimentos desenvolvidos, a genética mental e corporal, orgânica e fisiológica, somática e psíquica observada, o ambiente natural e cultural no qual se encontra, os ideais sociais, políticos e econômicos abarcados, a sua filosofia de vida, os seus relacionamentos, interatividades e compartilhamento de atitudes, as condições e relações de vida e trabalho, saúde e educação, a existência baseada em situações adversas e em circunstâncias contraditórias, a experiência real cotidiana, o tempo e a história passada, presente e futura consumidos até hoje, a sua visão de Deus, de homem e de mulher, de mundo e de sociedade então assumida, o seu compromisso responsável ou não, consciente ou não, com as pessoas ao seu redor, o estado de saúde em que encontra, enfim, tudo isso define o que eu sou e quem eu sou, determina meus pensamentos, sentimentos e comportamentos, condiciona meus desejos e necessidades, constrói de fato a imagem simbólica que eu tenho de mim mesmo. Assim se fazem minhas representações mentais, minha ética comportamental, minhas ações e paixões, minhas dores e amores, meus trabalhos e sofrimentos. Eis pois a minha identidade, seus fundamentos, limites, tendências e possibilidades. Tal é a minha Auto-Imagem.
16. Sujeito e Objeto
Relações Binômicas e Biunívocas
As relações de imagem sujeito-objeto, sujeito-sujeito e objeto-objeto traduzem certamente a estrutura simbólica de representações mentais próprias da racionalidade humana.
Como fenômenos da consciência pensante, esses símbolos e imagens refletem o estado de transcendentalidade da existência humana, naturalmente racional e culturalmente experimental. Nessa interdependência subjetiva-objetiva, em tal interatividade de relações e no mesmo compartilhamento de tempos e lugares, produz-se a imaginação do homem e da mulher e seu poder de representar a realidade cotidiana familiar, do trabalho, da escola, do hospital, da rua, enfim, de todo o conjunto da experiência real e atual, temporal e histórica. Outrossim, urge afirmar que a imaginação humana, ao produzir essas representações mentais, simbólicas e imaginárias, atua como agente intermediário, intercessor e interventor, possibilitando o relacionamento entre sujeito e objeto, sujeito e sujeito e objeto e objeto. Em outras palavras, quando o sujeito ativo abstrai o objeto passivo ele gera uma imagem de apreensão dentro de si mesmo, o que significa praticamente a transformação do fenômeno real em fenômeno transcendental, ou seja, na consciência a imanência se torna transcendência. Essa função de interferência própria da imaginação criadora age também nos relacionamentos humanos, naturais e culturais, em ambientes específicos, quando se geram imagens de si próprios e imagens das outras pessoas, que se inserem no interior da racionalidade inteligível, comportando-se esta como abstração apreendedora de relações, imagens interativas, compartilhadas e interdependentes. Ainda é possível se verificar a ação da inteligência humana ao propiciar a relação objeto-objeto, da qual entendendo tal encontro simbólico de imagens, passa a compreender seu fluxo possível de interligações produtoras do conhecimento verdadeiramente possível. Esses processos geradores de conhecimento chamamos de abstração ou apreensão.
17. Banco de Imagens
Imagens são dados ou informações simbólicas ou representações mentais interpretadoras da realidade interna ou externa da consciência humana, atuando pois como uma moeda de valor psicológico e ideológico muito grande cujo banco armazenador de seu conteúdo imaginário é a racionalidade dentro da qual realizam-se ocorrências psíquicas reais ou irreais, racionais ou irracionais, conscientes ou inconscientes, identificadas como fenômenos da mente. Tais fenômenos se nos apresentam desenhados ou configurados em forma de símbolos, que são a voz da imagem, seu discurso imaginário e sua linguagem de abordagem representativa ou interpretativa dos acontecimentos interiores ou exteriores relativos à consciência do homem e da mulher. Deste modo, portanto, as imagens, como “fatos mentais”, têm um significado precioso, de valor agregado, cuja importância reflete o nível de possibilidade de construção e compreensão do conhecimento verdadeiramente possível.
18. Armazém de Imagens
A Consciência humana, logo, é o banco armazenador de imagens, arquivos simbólicos que representam ou interpretam a realidade de dentro e de fora da mente, que, então efetua o processo dinâmico de abstração desses símbolos e apreensão dessas imagens, depositando-as na caixa da razão, compreendedora desses fenômenos mentais, arquivando-os com efeito em seu armazém de ambientes imaginários, ideológicos e psicológicos. De fato, as imagens significam operações sensíveis e inteligíveis que ocorrem dentro do eu, depósito da mente humana, caixa de moedas imaginárias de valor importante, arquivo de capitais simbólicos e armazém dos produtos gerados pelo poder da imaginação no interior da consciência.
19. Mercado de Imagens
O Intercâmbio de relações imaginárias
A Vida humana é imagem e um troca-troca permanente de imagens, que se misturam umas com as outras, como significantes que produzem significados referentes à realidade interna e externa de indivíduos e grupos, comunidades e sociedades, em um constante relacionamento de convergências e divergências simbólicas, onde se juntam e se unem a fim de entender a natureza e compreender o universo, viver o dia a dia da existência cotidiana interpretando os fatos e representando os acontecimentos diários, deste modo ajudando o ser humano em geral a pensar, conhecer e discernir a realidade que o cerca, e intervir nela, interferindo em seu processo temporal e histórico, real e atual, causando-lhe progresso material e espiritual, bem-estar físico e mental, crescimento econômico e financeiro, evolução social, política e cultural, sempre em um contexto ambiental de desenvolvimento, o que proporciona ao conjunto da humanidade um certo otimismo, alto astral e auto-estima elevada. Desta forma, o homem e a mulher passam a viver de bem com a vida, amigos e generosos, fraternos e solidários, um com o outro.
20. A Realidade não é imaginação
A coisa-em-si, ou o fenômeno real propriamente dito, não se identifica com o fluxo imaginário de nosso pensamento imaginativo, que, loucamente, produz um complexo de símbolos e imagens dentro de si mesmo, que na verdade não tem nada a ver com a experiência concreta da realidade sensível cotidiana.
O cotidiano, fértil e fecundo, é a voz e a vez da realidade em si, de si e para si, que, com a consciência humana, tem uma relação direta, interativa e compartilhada, interdependente, vital e necessária, ainda que ambos não se identifiquem, tenham seus mundos próprios, excluam-se em seus universos específicos, todavia sem ignorar que possuem cada qual, um relativo ao outro, uma conexão indispensável, uma união indissolúvel, uma unidade de comunhões participantes e plurais, um intercâmbio de comunicações necessariamente vitais para os dois, consciência humana e realidade cotidiana.
Embora mantenham entre si uma correlação de forças e energias interdependentes, é óbvio que cada um possui sua manifestação própria, seu universo de discurso específico, seu mundo isolado um do outro.
Mesmo independentes são porém interdependentes.
Embora isolados, contudo têm uma relação vital e necessária, dependem um do outro, não sabem viver separados, possuem uma conexão de vida indispensável, um relacionamento sexual certamente produtor de novas possibilidades para o conjunto da sociedade e da humanidade.
De fato, consciência e experiência, pensamento e realidade, teoria e prática, razão e concreto, mantêm sempre um relacionamento interdependente embora cada qual possua seu próprio mundo independente.
Outrossim, vale lembrar que a realidade concreta ou a experiência cotidiana não é caos nem é morta, fria e inanimada, mas sim na verdade um efeito positivo do inconsciente coletivo gerador de seu fluxo de concretudes lógicas e de seu complexo de pensamentos reais e práticos, visto que são as atividades humanas que constituem essa mesma realidade, depois transformada em inconsciência coletiva, embora a consciência que a produz seja lógica e ordenada, disciplinada e organizada, racional e consciente.
Assim a realidade também pensa e o concreto igualmente possui sua racionalidade própria consequência clara e evidente da lógica transformadora dessa mesma realidade conexa, vital e interdependente, necessáriamente relacionada entre si, no conjunto de seus fenômenos reais e pensantes, lógicos e concretos, teóricos e práticos, reais e racionais, conscientes e experientes.
Ainda assim ambos mantêm seus universos próprios.
21. No fundo da realidade,
o imaginário
Quando, em Copacabana, às 5 horas da tarde, ocorre um choque ou uma batida entre 2 automóveis no meio da rua; ou uma bala perdida atinge uma criança no Rio Comprido ou na Tijuca; ou acontece um assalto seguido de homicídio na Avenida Brasil perto de Bonsucesso; ou um movimento de greve dos trabalhadores do Metrô do Rio paralisa as ruas e avenidas do Centro da Cidade às 6 horas da tarde: em todo esse processo de ocorrências reais da experiência cotidiana existe um fundamento imaginário, uma base de racionalidade humana produtora desses acontecimentos, um pensamento ativo que proporcione esses fenômenos do dia a dia que essencialmente são sustentados pela força da imaginação do homem e da mulher, geradora das energias reais e atuais, temporais e históricas, locais, regionais e globais, que conscientemente ou não atuam na produção desses fatos concretos, resultado pois da interferência humana dentro dos acontecimentos de cada dia.
Basta portanto analisar os acontecimentos acima sugeridos para se verificar que por trás dessas ocorrências reais e cotidianas há certamente a intervenção humana propiciando suas manifestações na realidade concreta do dia a dia das pessoas que vivem e convivem em sociedade neste mundo em que vivemos.
Com efeito, no interior da realidade há uma racionalidade.
Dentro da experiência concreta da prática cotidiana existe e insiste uma consciência humana, ou podemos chamar de “inconsciente coletivo”, definidor das práticas do dia a dia e determinador das ocorrências diárias, fruto, efeito e consequência é claro do movimento de relações humanas realizadas cotidianamente na rua e no supermercado, na família e no trabalho, na escola e no hospital, no botequim e na padaria, na farmácia e no jornaleiro, no dia a dia das pessoas que interagem e se comunicam efetivamente através do fluxo de silêncio e palavras, som e vídeo, símbolos e imagens textuais, sonoras e imaginárias, configurando assim o cotidiano, repleto de atividades humanas transformadas em operações reais, cuja identidade pode ser chamada de “inconsciente coletivo”.
Obviamente, o “inconsciente coletivo” é uma racionalidade social, ou um imaginário comunitário, ou uma consciência plural, variada e diversificada, distribuida em momentos humanos de atividade consumida pelos mesmos seus agentes produtores, uma situação tal que revela como o homem e a mulher, no fundo, no profundo de suas manifestações cotidianas, intervêm nesses fenômenos do dia a dia, interferem pois em suas circunstâncias reais e racionais, conscientes e experientes, subjetivas e objetivas, pensantes e acontecentes.
Tal conscientização real ou racionalização do cotidiano preferimos denominar de “inconsciente coletivo”.
22. A Realidade é Imagem
A Realidade humana, natural e universal, social e cultural, política e econômica, não é imaginária é verdade, contudo é imaginativa, ou seja, é feita de um movimento de imagens que se interconectam, se relacionam entre si, interagem e compartilham interdependentemente de suas formas e conteúdos simbólicos, de modo textual, sonoro e visual, articulando o silêncio e o barulho das palavras, teorias e ideologias que se concretizam cotidianamente a fim de gerar o processo de globalização das sociedades humanas espalhadas pelo mundo inteiro, o que lhes propicia progresso material e espiritual, evolução física e mental, crescimento interior e exterior, e desenvolvimento de suas capacidades e potencialidades naturais e culturais, buscando sempre outras, boas, novas e diferentes alternativas de vida e trabalho, saúde e educação, geradoras de bem-estar social, político e econômico, bom convívio com o meio-ambiente natural e ecológico, bom relacionamente entre as pessoas, grupos e indivíduos que mantêm entre si um estado de vida positivo e otimista, produtor da cultura do bem e da paz, e de uma mentalidade baseada na bondade e na concórdia entre as comunidades humanas, o que transforma a convivência humana em um ambiente mais gostoso de se viver e existir, mais saudável e agradável, mais amigável e favorável à construção de um clima mais amigo e fraterno, solidário e generoso no interior da humanidade.
Desse modo, o movimento de imagens interativas produz e é produzido critica e dialeticamente, eustática e insofismavelmente, pelo fluxo de relações sociais e pelo complexo de relacionamentos humanos, que definem assim o modelo de sociedade em que vivemos e determinam subjetiva e objetivamente sua configuração interna e externa e seu processo articulador de uma boa realidade humana e cotidiana em que é possível existir com qualidade de vida sustentável, excelente nível de conscientização moral, existencial e espiritual, e perfeito processo produtivo de trabalho e organização dos membros de uma certa coletividade humana.
23. O “Inconsciente Coletivo”
A Síntese que fazemos em nossa racionalidade do conjunto dos fenômenos e conteúdos da inteligência pensante, discernente e cognoscente, oferecendo-nos então uma visão global e diferencial da realidade social, política, econômica e cultural em que vivemos, eis pois o “Inconsciente Coletivo”.
Trata-se de resumir em nós, por nós, de nós e para nós, o que se passa na “mente” da realidade que nos cerca, ao nosso lado e em torno de nós, de tal modo que possamos olhá-la sinteticamente, com suas idéias e ideais mais comuns a todos, cercados de símbolos e imagens, valores e vivências, intenções e interesses, que na verdade nos ajudam a entender e compreender nosso estado de vida social, nosso compromisso ético e político, nossa responsabilidade econômica e financeira, nosso desejo humano de saúde pessoal e bem-estar coletivo, nossa necessidade de construir uma sociedade mais justa e fraterna, ordeira e pacífica, solidária e transparente, generosa e construtora de bons conhecimentos e experiências, bons sentimentos e comportamentos, bem adequados à nossa maneira otimista de perceber as coisas.
Nesse sentido, o “inconsciente coletivo” nos ajuda a colaborar para o progresso da sociedade e o desenvolvimento da humanidade.
Compreendendo a mentalidade coletiva, a racionalidade social e o imaginário comunitário temos mais e melhores condições de trabalhar bem para o bem de todos e cada um.
24. Alguém pensou,
e tudo existiu
Existe uma Razão no universo que dá existência aos seres e a todas as coisas ?
Há uma Inteligência na natureza que possibilita, origina e constitui todos os objetos, os seres e as criaturas ?
Insiste na criação Alguém que define a ordem natural das coisas e determina o movimento e o repouso de todos os seres que habitam o Globo Terrestre ?
Acredito que sim.
O Pensamento antes, e a realidade depois.
A Racionalidade humana produz e consolida a experiência cotidiana.
Nossa mente é a fonte dos fatos e a base dos acontecimentos.
Para existir alguma coisa, é necessário que alguém pense essa coisa anteriormente.
Logo, o nosso pensar é a causa da nossa realidade interior e exterior.
E acima de nós está a grande Razão Suprema e Superior a tudo e a todos, que nos “pensou” e nos deu ser e existência, nos propiciou um corpo material e espiritual, uma mente de idéias, valores e intenções, e uma alma imortal, eterna, perpétua e infinita, capaz de um dia estar diante do seu Criador e Autor da Vida desde que é óbvio tenha tido uma vida boa, feito um pacto com o bem e a paz, praticado a justiça e o direito entre nós, usado o juizo e o bom-senso em seus atos, atitudes e comportamentos, vivido o amor pelos seus semelhantes e sobretudo louvado e glorificado o Senhor Deus no meio de nós.
Com efeito, a realidade é constituida por pensamentos gerados antes da experiência concreta dos fenômenos cotidianos.
Pensando o real, o real torna-se racional, a inteligência se concretiza e a consciência se transforma em prática de valores e vivências, intenções e interesses que configuram a sociedade humana.
Assim, aquela cadeira ali diante de mim, foi resultado de um projeto do pensamento de alguém, que ao pensar a cadeira deu-lhe ao mesmo tempo existência, a partir de objetos materiais como a madeira, o verniz ou a tinta que pintou a cadeira, o serrote e o formão que serraram e formataram a madeira, o papel de desenho que planejou a execução dessa mesma cadeira.
Portanto, a realidade é fruto do pensamento.
Penso, por isso tenho existência.
25. Não imaginemos a realidade
Pensamento, realidade e imaginação têm mundos diferentes embora muitas vezes interconexos e interdependentes.
Realidade são os acontecimentos atuais, históricos e temporais vistos a partir de si mesmos.
Pensamento não é imaginação.
Pensar é algo racional, inteligente, quase sempre lógico, e poucas vezes dialético.
Imaginar é uma articulação de idéias, símbolos e imagens desconexas entre si, indefinidas e irreais, inconscientes e indeterminadas, irracionais e desordenadas, indisciplinadas e desorganizadas dentro de nossa atividade mental.
A Realidade em si não precisa ser imaginada pois ela existe independentemente dos pensamentos lógicos e das articulações imaginárias, tem seu mundo próprio, seu universo específico, caótico, diverso e variado, diferente e independente, indefinido e indeterminado, plural, global e diferencial, atual, temporal e histórico.
Por isso, não imaginemos a realidade, do contrário cairemos na loucura da mente ou na demência da consciência, fugiremos do tempo e nos isolaremos da história, adoeceremos na desrazão patológica, na aberração doentia, na enfermidade inconsciente ou na moléstia irreal e irracional.
Sejamos realistas.
Pensemos, antes de realizarmos nossas tarefas cotidianas.
Contudo, não deixemos que a imaginação nos feche, prenda ou aprisione, excluindo-nos do tempo ou alienando-nos da história.
Sejamos reais.
26. Imagens que se produzem
e realidades que se manifestam
Conflitos e Interatividades
Imagem não é realidade.
As imagens pois que nascem em mim não tem nada a ver com a realidade cotidiana.
Podem parecer reais, ou ainda recordar a experiência cotidiana, todavia são produtos da imaginação humana e seu fluxo natural de possibilidades e seu complexo cultural de tendências e alternativas.
De fato, podem representar algum fenômeno real ou objeto ou mesmo fato ou acontecimento cotidiano, contudo sua origem é a imaginação do homem e da mulher, que trabalha construindo representações mentais que podem ou não se identificar com a prática de cada dia.
As imagens e símbolos que aparecem na minha consciência portanto possuem originalmente uma relação direta com a minha imaginação e indireta com os fatos do dia a dia da nossa vida.
Nem sempre pois minhas imagens em mim são reais, ou pertencentes ao cotidiano, ainda que aparentemente possam se referenciar ao meio-ambiente em que vivo.
Minhas imagens em mim, logo, podem ser minhas ou do cotidiano, internas ou externas, mas sua produção é de origem imaginária, se inicia interiormente, através da minha própria capacidade e potencialidade de criar imagens, reais ou irreais, racionais ou irracionais.
Cabe a nós, seres inteligentes, conscientes e racionais identificar o valor, a qualidade e a importância de cada imagem, relacionando-a com todas as imagens que se geram em mim, dentro de mim e fora de mim, de mim e para mim, a partir do poder mental que possuimos de diferenciar a realidade da imagem construida no meu eu da realidade cotidiana que serve de fundo para a mesma produção e constituição, consolidação e estabilidade dessas imagens no interior de mim próprio.
Portanto, a imagem pode ser real ou imaginária, entretanto sua origem é a mente humana, produtora de imagens ou reprodutora da realidade.
Por conseguinte, temos a realidade da imaginação e a realidade da experiência cotidiana.
Façamos a devida diferença entre as duas.
Desse modo, saberemos determinar a origem das imagens na nossa consciência.
27. PIA
Princípio da Imaginação Alienante
Outro dia, durante a tarde, fui a uma LAN HOUSE na Tijuca, e ao chegar lá, por volta das 17 horas, encontrei aquele clima turbulento em sua parte interna, onde o barulho de rádios online e músicas virtuais se chocavam com o bate-papo ensurdecedor dos internautas e a gritaria dos companheiros de internet, criando então um ambiente aparentemente alienante, ou fazendo daquela mesma realidade de confusão de palavras e complicações imaginárias uma verdadeira atividade alienadora do cotidiano comum das pessoas que vivem e convivem em sociedade neste mundo em que existimos.
Havia cerca de 30 indivíduos no interior daquele estabelecimento de conexão com a internet.
Além do quadro musical extravagante que achei, muitos ali, jovens e adolescentes, jogavam games, acessavam redes sociais como o Orkut, o MySpace, o Facebook e o Twitter, ou enviavam emails para os seus amigos, ou mergulhavam em sites e blogs, todos completamente conectados, ao ponto de não perceberem de fato na verdade quem estava do seu lado ou ao seu redor, parecendo inconscientes em meio a tantas conexões, quase que totalmente alienados do real pois seu mundo lá agora era justamente o irreal e o irracional, o fluxo imaginário de idéias e atitudes circunstancialmente fora de si, como se estivessem em uma “outra” realidade, desligados do dia a dia cá fora, imersos naquela situação de sonhos e fantasias misturados com relações cibernéticas e interatividades digitais, compartilhamentos eletrônicos e ambientes virtuais, o que de certo modo me fazia refletir dentro de mim próprio: “Esses caras, totalmente apagados da realidade, ausentes do cotidiano, fora de si, mergulhados em turbulências alienantes e ambientes alienadores, teriam de fato consciência do que estão fazendo nesse instante quase final da noite de um fim de semana frio aqui no Rio de Janeiro ? E suas famílias, e seus empregos na sociedade, e seus relacionamentos diários, e o seu dia a dia como estavam e como seriam ?
Segundo as estatísticas recentes do IBGE, essas pessoas sofriam do PIA, Princípio da Imaginação Alienante, que caracteriza comumente uma situação patológica, em que a imaginação do sujeito em exercício ativo e conflitante se torna doentia, ao ponto de cair na loucura da alienação da realidade da experiência cotidiana, fazendo o indivíduo ou o grupo submetido às suas demências imaginárias “voar” e ignorar o atual e real ambiente em que vive, isolando-se da família, fugindo dos seus relacionamentos diurnos e noturnos, escapando do seu dia a dia, mergulhando pois dentro de si mesmo, e acabando por esquecer o que se passa no momento fora de si, alienado por completo pois das condições reais do mundo lá fora.
O PIA atinge muita gente.
Não somente nas LAN HOUSEs da vida, como também no dia a dia da sua família ou do seu trabalho, às vezes andando sozinho ou acompanhado pela rua, ao pegar o ônibus ou o metrô, ao assistir um programa de televisão ou escutar as notícias do rádio, ao trabalhar no computador ou acessar a internet, ou até conversando com colegas mas não dialogando com eles, ou junto com amigos todavia não unidos a eles, ou ao lado das pessoas porém sem conscientizar-se de que elas estão ali ao seu lado e ao seu redor, vivendo-pois alienados de si mesmos, alienados da realidade em torno de si, alienados do mundo e da sociedade em que estão.
Na maioria das vezes, o PIA se transforma em doença mental, em enfermidade física e até moléstia espiritual.
Devemos acordar para essa realidade quase sempre patológica em nosso dia a dia existencial.
Saber medir as coisas.
Manter o equilíbrio necessário.
Usar o bom-senso em meio a essas ocasiões.
Controlar-se.
Dominar-se a si mesmo.
Sobretudo rezar e pedir a Deus que o ajude nessa hora grave e difícil.
Voltar à realidade.
Reviver o seu cotidiano.
Redescobrir o seu dia a dia interior e exterior.
Interar-se dos fatos concretos e dos acontecimentos de cada dia.
Enfim, retornar à vida, e existir de verdade.
Dessa maneira, fugiremos do PIA.
Caiamos pois na real.
O Complexo Imaginário e
seu fluxo criador de imagens
1) A Imagem e seu Poder de Influência
Eu e os outros mantemos um relacionamento baseado em construção de imagens, que se originam a partir do poder de influência exercido por nós, pelo meu eu e pelos outros eus dos outros, resultando assim em uma interatividade, interdependência, compartilhamento de idéias e imagens, valores e intenções, símbolos e interesses, razões e experiências, teorias e práticas, emoções e atividades, exercícios mentais e concretos.
Dependemos uns dos outros.
Interagimos e compartilhamos interesses.
Em função desta realidade da experiência cotidiana, adquirimos com o tempo, de acordo com o momento, sob determinações da vivência temporal e histórica, conforme o lugar social e cultural, político e econômico, moral e religioso, em que nos inserimos, novas imagens sobre nós mesmos, criando, desde então, preconceitos e superstições, ideais e ideologias, teorias e discursos que vão afetar decisivamente nosso comportamento perante a sociedade onde nos encontramos neste mundo em que vivemos.
Nós somos eu e os outros.
Temos uma imagem sobre nós mesmos.
Eu sou assim, nós somos deste modo, os outros são daquela maneira.
Todos e cada um então constróem seus próprios mundos internos e externos, seus universos interiores e exteriores.
Somos imagem.
Nos imaginamos.
Nos representamos diante da sociedade, perante a mim e aos outros.
A Força desta imagem define o grau, o valor e o poder de influência que podemos apresentar socialmente.
Eu me imagino e imagino os outros.
Os outros se imaginam a si mesmos e imaginam a mim também, o que eu posso ser, o que eu represento para eles, qual o meu reflexo em sociedade.
A Imagem em si só pode existir a partir de uma relação: eu com os outros, eu comigo próprio, os outros comigo e os outros com eles mesmos.
Observa-se assim que a imagem é produto de uma relação necessária, resultado de uma situação real ou ideal interativa, consequência de circunstâncias sociais determinadas interdependentes, efeito de condições gerais e específicas cotidianas que compartilham símbolos, valores e interesses iguais ou diferentes.
Surge deste modo o poder de influência que podemos realmente exercer em sociedade, determinando e sendo determinados pela vida dos outros, condicionando pensamentos, sentimentos e comportamentos uns sobre os outros, definindo regras de conduta, estilos de moda, boas ou más atitudes, ótimas ou péssimas ações.
Neste momento, a ética ou a moralidade social entram em ação, chamando-nos à responsabilidade individual e coletiva, ao respeito pessoal, social e ambiental, às boas virtudes que devemos abraçar, ignorando e rejeitando de fato a violência e a maldade que possam então nos contaminar.
Eis pois o processo real, histórico e atual de construção da nossa imagem, seu valor, poder e importância diante da sociedade em que nos encontramos.
2) O Gerador de Imagens
Diariamente, estamos construindo imagens sobre nós mesmos e sobre os outros, dentro da realidade – quando experimentamos o cotidiano da nossa vida – ou fora da realidade – quando mergulhamos em sonhos, ilusões e fantasias, possuídos pelo poder da imaginação que então nos aprisiona e escraviza total ou parcialmente determinando uma relação de dependência, muitas vezes doentia, entre o meu ego e a minha inconsciência irreal e irracional.
Com efeito, as imagens – representações mentais – são fenômenos da consciência, ou acontecem na consciência em si, de si e para si, dentro de si e fora de si. Tais ocorrências racionais ou irracionais, reais ou irreais, conscientes ou inconscientes, caracterizam e manifestam o poder da imaginação humana, seu complexo imaginário fértil e de inúmeras possibilidades, e seu fluxo permanente de criação de imagens, as quais se identificam muitas vezes ora com o sujeito ora com o objeto, a consciência e/ou a experiência, o pensamento e/ou o acontecimento, a ação e/ou a representação, definindo assim “o motor de imagens”que funciona dentro da natureza do homem e da mulher cotidianamente. Na verdade, essas imagens construidas no meu ego se referem a uma variedade de fatos, reais e atuais, temporais e históricos, ou de modo diferente se relacionam com o meu mundo incrível, fantástico e extraordinário, muitas vezes louco e demente, visto que se isola e se aliena então da realidade do dia a dia da nossa vida em sociedade dentro deste mundo em que vivemos no presente momento. Desde agora, podemos observar que o mergulho ou não na estrutura caótica, indefinida e indeterminada da realidade da experiência cotidiana vai definir os nossos conceitos de imagem, sua função na nossa existência e a boa ou má qualidade de vida que podemos usufruir a partir pois das imagens ou representações mentais que temos de nós mesmos e dos outros, do meu ego e dos objetos que me cercam, do ambiente em que vivo e dos conhecimentos que adquiro constantemente, das informações que recebo dos meios de comunicação social e das manifestações concretas que visualizo quando em contato com os fatos históricos e os acontecimentos temporais do dia a dia. Nota-se ainda que uma imagem gerada revela o grau de relações e relacionamentos que mantenho e estabeleço diariamente e também o nível de estado de vida que experimento durante o dia e a noite sempre em condições que ora se vêem reais ou irrais, racionais ou irracionais, conscientes ou inconscientes. Outrossim, as intencionalidades humanas e seus interesses em jogo refletem a qualidade e a quantidade de imagens ou representações mentais que possuimos dentro de nossa ‘experiência mental”. Somos imagens.
3. O Trabalho da Memória
O Papel da memória no cérebro humano é guardar as imagens criadas diariamente, as quais se identificam com textos, fotos, músicas e vídeos, todas arquivadas nela, armazenadas em seu contexto condicionador de repetições consecutivas, transitórias e permanentes, ou seja, memoriza-se no interior do homem e da mulher todos os dados ou informações criadas, captadas, abstraidas e apreendidas pela sua consciência, de acordo com os seus interesses subjetivos.
As imagens ou informações geradas instalam-se na memória humana por meio de contínuos repetecos, os quais vão se adaptando e condicionando paulatinamente em seu mundo interior até que fiquem solidamente consolidadas nesse ambiente memorizador, arquivador de conteúdos e armazenador de conhecimentos. Deste modo, as imagens que se produzem não se perdem nem são apagadas desse universo interno cujas adjacências cooperam para tal arquivamento e cujo meio-ambiente memorial ajuda no mesmo armazenamento de dados. Esse pois o papel, a função e o sentido da memória dentro da natureza humana.
4. Representações Mentais
Podemos definir imagem como sendo uma figura, um símbolo ou uma representação mental de alguma coisa ou fato dentro da consciência humana. Esse fenômeno que ocorre na consciência e que chamamos de imagem pode ser uma letra ou um número, uma palavra ou uma frase, uma idéia ou um símbolo, um texto falado, ouvido ou escrito, uma foto que se vê, uma música que se escuta ou um filme que se observa. Esse olhar interno observador visualiza essas imagens transformando-as em representações mentais que faço de mim mesmo ou das outras pessoas, da realidade cotidiana ou dos fatos e acontecimentos do dia a dia, dos seres e das coisas, do sujeito que imagina e se imagina ou do objeto observado e imaginado. Tal ambiente de interatividade e compartilhamento de observações diversas e perspectivas diferentes, constituem e produzem, e desenvolvem, a imagem, objeto que imagino mentalmente. Imaginando esses objetos mentais dou origem à imagem, que se refere a mim, ou se relaciona com os outros, dentro ou fora da realidade em si, de si e para si. Assim pois é possível afirmar que imagem é uma realidade para mim, e eu sou uma realidade para essa imagem com a qual mantenho contato nesse momento, observando os caracteres que a definem. De fato, tal interação entre eu e o objeto mental, que chamo de imagem, determina uma terceira realidade ou imagem relacional, fruto do contágio imaginário que se estabelece entre o meu ego e a figura imaginada. Por conseguinte, temos 3 realidades que trabalham e cooperam mutuamente na produção da imagem: o meu eu, a coisa que imagino ou mentalizo e o estado de relação ou relacionamento existente entre todos nós. Dessa comunhão e participação dessas 3 realidades interiores ao sujeito humano nasce o conceito de imagem ou representação mental.
5. A Linguagem e suas
manifestações simbólicas e imaginárias
Símbolo, imagem e linguagem trabalham juntos construindo o discurso humano e seus fenômenos transcendentais, imanentes e transcendentes. Cooperam entre si, interagem uns com os outros, compartilham de seus universos próprios elaborando paulatinamente a racionalidade, a intencionalidade e a realidade da existência e da experiência temporal e histórica, real e atual, do homem e da mulher, que deste modo tornam-se agentes transformadores de seu contexto local, regional e global, de seu ambiente físico e geográfico, renovando pois culturas e mentalidades, e libertando e libertando-se de suas prisões ideológicas e escravidões psicológicas, abrindo-se então à superação de si mesmos, destruindo as barreiras dos preconceitos e os obstáculos das superstições, criando assim as condições de possibilidade para um presente e futuro melhor para a humanidade, com saúde pessoal e bem-estar social e coletivo, com mais fraternidade e solidariedade, gerando portanto uma sociedade humana de bem com a vida, mais ordeira, pacífica e organizada. Por conseguinte, a tarefa dos símbolos e a função das imagens na produção da linguagem humana propicia frutos e consequências resgatadoras da sua verdadeira dignidade, aprimorando seu caráter individual e aperfeiçoando sua personalidade hoje em dia cada vez mais plural e universal, global e integral. De fato, símbolos, imagens e linguagens produzem um homem e uma mulher melhores, livres e felizes, quando é claro caminham unidos com o bem que se faz e a paz que se vive. Em tal processo libertador, certamente Deus, o Senhor, deve ocupar um tempo e um espaço, ter voz e vez, a fim de que a sociedade, a cultura, a política e a economia desempenhem bem suas vocações temporais, gerando então igualmente efeitos positivos e otimistas para toda a eternidade.
6. O Movimento Construtor da Linguagem
O Processo gerador da comunicação se dá com a participação do comunicador, a linguagem do comunicador e o ouvinte, o agente receptor da comunicação. Paea isto, contribuem eficazmente os meios de comunicação social, tais como: o rádio, a televisão, o computador(internet, informática), os livros, jornais e revistas, o CD, o DVD, o telefone celular, mensagens de cartas, ou seja, mensagens ou linguagens de texto, áudio e vídeo, som e imagem, música e cinema, e o teatro também.
A linguagem ou mensagem de comunicação articula o comunicador com seu ouvinte, através sobretudo dos sentidos humanos, como por exemplo a voz, os olhos e os ouvidos.
A Intencionalidade é outro fator importante da comunicação, que usa a consciência humana, a fim de relacionar suas causas com seus efeitos, acrescentando então o bem ou o mal, a boa moral ou os maus costumes, que influenciam o resultado do movimento articulador da comunicação identificado com o pensamento, sentimento e comportamento das pessoas envolvidas com tal processo comunicador.
A interatividade, a reciprocidade, a relação mútua entre falante e ouvinte favorecem a boa comunucação e suas consequências vitais.
Comunicar-se faz bem à saúde.
7. A Luz e a Força
das Palavras
Palavras significam idéias,
Palavras representam coisas,
Palavras são feitas de símbolos,
Palavras traduzem emoções,
Palavras refletem valores,
Palavras identificam vivências.
Palavras são canais de comunicação,
ferramentas de interação,
instrumentos de participação, que ligam, relacionam ou fazem a ponte entre eu e o outro.
Palavras podem iluminar e fortalecer,
ou podem matar e destruir.
Portanto, as palavras podem ser boas ou más,
de paz ou violência,
de construção ou destruição.
Bondade ou maldade são valores da consciência humana,
são intenções da pessoa humana,
são práticas de indivíduos ou grupos humanos que vivem e convivem em sociedade.
Logo, as palavras reproduzem o homem e a mulher, e seus vícios e virtudes.
Abençoam ou amaldiçoam,
como também podem bendizer e glorificar a Deus, o Senhor.
Por isso, cuide de sua língua,
zele por sua língua,
administre a sua língua.
Ela é a sua vida ou a sua morte,
o seu bem ou o seu mal,
a sua construção ou a sua destruição.
Salve-se quem puder!
8. Estigmas
Idéias Aberrantes
Estigmas são marcas registradas em forma de idéias, símbolos, valores e palavras, que atingem a consciência humana, desviando comportamentos, deturpando a linguagem e causando erros, falsidades e aberrações na compreensão da verdadeira identidade da pessoa humana.
Essas marcas registradas na consciência da pessoa humana atuam como sofismas, mentiras ou aberrações que maculam, corrompem e destróem a identidade, o caráter, a personalidade e todas as características que representam verdadeiramente o indivíduo, grupos ou comunidades humanas.
Tais aberrações ignoram a verdade, excluem sua autenticidade e sujam e mancham os caracteres próprios do sujeito ou pessoa que vive e convive na sociedade humana.
Portanto, estigmatizar significa desviar, aberracionar, corromper e destruir a verdadeira identidade da pessoa humana.
Digamos “não” aos estigmas.
Sejamos verdadeiros e amigos da verdade.
Contrariemos os apelidos, as palavras sujas, as idéias falsas - estigmas atuais da sociedade humana.
Nos nossos relacionamentos, interações e linguagens inter-comunicativas usemos a pureza da linguagem, a limpidez das palavras, a autenticidade das idéias, a verdade de valores e vivências que correspondam à real, verdadeira e autêntica identidade da pessoa humana, sua insofismática realidade original.
Sejamos insofismáticos, verdadeiros, autênticos em nossas relações humanas, sociais, naturais e culturais.
9. A Natureza do Símbolo
Símbolo é uma representação textual, sonora ou visual que ocorre na mente humana, ou seja, um fenômeno da consciência, cujo acontecimento realiza a conexão simbólica com uma idéia, uma palavra, frase, teoria ou ideologia.
Como representação mental, o símbolo é uma ocorrência relacional, porque reflete algum significado no interior da inteligência humana.
Portanto, símbolo é o significante que traduz algum significado
É também um fenômeno situacional, pois remete a alguma situação, cuja referência é dada na linguagem de comunicação, onde o emissor se conecta com o receptor.
Igualmente é um acontecimento circunstancial, visto que se acha existente e insistentemente presente no cotidiano das pessoas, no dia-a-dia dos trabalhadores masculinos e femininos.
Outrossim, trata-se de uma referência condicional, já que nele, por ele e para ele, e a partir dele, se concretiza todo o processo interlocutor de comunicação.
Por conseguinte, a função do símbolo é permitir a boa comunicação, refletir como significante o significado das palavras ou mensagens, traduzir o ótimo relacionamento que deve existir entre o falante e o ouvinte, o autor e o leitor, o escritor e o receptor, o cantor musical e o povo que o escuta.
Na verdade, o símbolo é humano, natural e cultural, e pode servir aos humanos e a Deus, o Senhor, cuja linguagem divina também se expressa através de símbolos.
Façamos dos símbolos um motivo para fazer o bem e construir a paz no meio de nós.
Ex: a) letra(a,b,c,d,e,f...)
b) número(1,2,3,4,5,6...)
c) códigos
d) gestos
e) sinais
f) texto
g) fotos
h) sons
i) imagens
j) figuras
10. O Ambiente Imaginário
A Consciência em si, de si e para si,
dentro de si e fora de si
O Mundo das imagens, seu tempo, momento e lugar na consciência humana se identifica com os fenômenos mentais constituidores de sua essência e aparência, sentido e significado, os quais designamos como idéias, símbolos, valores, intenções, interesses, vivências, representações racionais ou irracionais, conscientes ou inconscientes das experiências humanas naturais e culturais, configurando assim o ambiente de imagens ou imaginário onde acontecem os “fatos mentais”. Tal espaço imaginário acha-se presente, insistente e existente dentro e fora da racionalidade do homem e da mulher, definindo-se como realidade consciente ou irrealidade inconsciente, quando então os fenômenos da mente têm uma relação direta com a consciência – consciência de si: a consciência de si mesma; a consciência em si: a consciência dentro de si mesma; e a consciência para si: a consciência reflexiva, voltada para si própria.
11. A Linguagem da Imagem
e seu universo de discurso
A Representação mental da realidade interna e externa do ser humano em geral reflete positivamente a linguagem da imagem e seu universo de discurso.
Representar então significa interpretar o real interior e exterior, dar-lhe um sentido racional, compreendê-lo, entendê-lo por meio de símbolos, transformar esses símbolos em idéias, apreendê-las ou abstrai-las, e arquivá-las ou armazená-las, memorizando seus significados e seus significantes, enfim, produzindo imagens. Tal é a linguagem da imagem cujo universo é o discurso da representação ou interpretação da realidade que se oferece à minha consciência, tornando-se realidade em mim, realidade de mim e realidade para mim, realidade dentro e fora de mim. Observa-se desse modo que a imaginação humana tem o poder insubstituível de interpretar ou representar mentalmente a realidade que se dá a mim, abarcando-a em si mesma, “imaginando-a” ou transformando-a em imagem. Esse processo abstraidor ou apreendedor de imagens, sua maneira de interpretá-las ou representá-las, caracteriza o mundo imaginário, seu universo de discurso e de linguagem simbólica.
12. A Imaginação e seu contexto
fértil gerador de novas realidades simbólicas
Uma das propriedades da imaginação humana é sua capacidade de construir novas realidades simbólicas, representando ou interpretando pois o seu mundo interno e o universo exterior que o cerca. Tal é o poder da imaginação. Ela gera novas tendências imaginárias e novas possibilidades de imagens, que refletem os “acontecimentos mentais” vindos de dentro ou de fora da consciência, produzindo assim um ambiente propício à obtenção do conhecimento verdadeiramente possível, a partir de um contexto racional ou irracional, real ou irreal, onde se criam os fenômenos da mente. Assim nascem os símbolos e as imagens, as idéias e as vivências, as intenções e os interesses da racionalidade humana.
13. Ser e Pensar,
Sentir e Agir,
Viver e Existir
Tudo é Imagem
Somos uma construção permanente de imagens
Sou o que imagino ser.
Penso o que imagino pensar.
Sinto o que imagino sentir.
A Imaginação caminha ligada ao meu ser, meu pensar, meu sentir, meu agir, meu viver e meu existir.
Imagino-me sendo, pensando, sentindo, agindo, vivendo e existindo.
Sou imagem.
Sou uma imagem em permanente construção.
Imagino o meu eu e quem somos nós.
Imagino a minha realidade e a minha racionalidade.
Imagino os meus pensamentos, sentimentos e comportamentos.
Sou imaginação viva, real e atual.
Sou gerado por mim mesmo.
Sou criado por minhas representações mentais.
Sou produzido por minhas próprias imagens.
Sou construido a partir das imagens dentro de mim mesmo, que me fazem ser e pensar, sentir e agir, viver e existir.
Tudo é imagem.
Todos são produtos da imaginação.
A Realidade cotidiana é imaginada para ser vivida e praticada.
Meus atos surgem de imagens que entendo, compreendo e mentalizo, racionalizando assim a experiência real diária.
Da qualidade de nossas imagens dependem nossos bons ou maus comportamentos.
A Realidade é imaginação.
Ou seja, minhas atitudes precisam da racionalização, mentalização, compreensão, entendimento e conscientização das imagens que surgem dentro de mim como fenômenos ou representações mentais.
A Imaginação é o acontecimento mais fundamental da minha vida.
14. O Contínuo processo de
produção de imagens
Em todas as nossas atividades físicas, operações mentais e exercícios espirituais estamos sempre gerando imagens sobre nós mesmos e sobre os outros, sobre a realidade que nos cerca, sobre o ambiente que nos rodeia, sobre os seres e as coisas com que mantemos contato, sobre os nossos relacionamentos diários, dentro e fora da família, do trabalho, da escola, da igreja, do hospital, do supermercado, do botequim, da farmácia, da padaria, da rua, enfim, sobre tudo e todos, que possam refletir nossas representações mentais, revelar nossa identidade consciente ou inconsciente, racional ou irracional, real ou irreal.
Produzir imagens, portanto, é uma vocação da natureza humana. Com elas, constrói a sua vida, forma a sua opinião, informa-se acerca dos acontecimentos do dia a dia, cria novas e diferentes idéias, almeja por grandes ideais, gera seus pensamentos, produz diversos conhecimentos, pode discernir o bem e o mal, optar pela paz e ignorar a violência, abraçar a fraternidade e a solidariedade, excluir de sua existência a cultura da morte e da maldade, e a mentalidade de divisão e marginalização social.
Sem elas, não somos, não pensamos, não sentimos, não vivemos, não existimos.
15. Auto-Imagem
A Construção da imagem de si mesmo
Fatores internos e externos contribuem efetivamente para a construção da imagem de si mesmo.
Dentre esses fatores, podemos citar a educação familiar recebida, a formação cultural obtida, o conjunto de valores, intenções e interesses apreendidos e vividos, o repertório de ideologias abstraidas, o complexo biológico, psicológico e sociológico que se vivencia e experimenta, a ética praticada, a espiritualidade abraçada, o fluxo de idéias e conhecimentos desenvolvidos, a genética mental e corporal, orgânica e fisiológica, somática e psíquica observada, o ambiente natural e cultural no qual se encontra, os ideais sociais, políticos e econômicos abarcados, a sua filosofia de vida, os seus relacionamentos, interatividades e compartilhamento de atitudes, as condições e relações de vida e trabalho, saúde e educação, a existência baseada em situações adversas e em circunstâncias contraditórias, a experiência real cotidiana, o tempo e a história passada, presente e futura consumidos até hoje, a sua visão de Deus, de homem e de mulher, de mundo e de sociedade então assumida, o seu compromisso responsável ou não, consciente ou não, com as pessoas ao seu redor, o estado de saúde em que encontra, enfim, tudo isso define o que eu sou e quem eu sou, determina meus pensamentos, sentimentos e comportamentos, condiciona meus desejos e necessidades, constrói de fato a imagem simbólica que eu tenho de mim mesmo. Assim se fazem minhas representações mentais, minha ética comportamental, minhas ações e paixões, minhas dores e amores, meus trabalhos e sofrimentos. Eis pois a minha identidade, seus fundamentos, limites, tendências e possibilidades. Tal é a minha Auto-Imagem.
16. Sujeito e Objeto
Relações Binômicas e Biunívocas
As relações de imagem sujeito-objeto, sujeito-sujeito e objeto-objeto traduzem certamente a estrutura simbólica de representações mentais próprias da racionalidade humana.
Como fenômenos da consciência pensante, esses símbolos e imagens refletem o estado de transcendentalidade da existência humana, naturalmente racional e culturalmente experimental. Nessa interdependência subjetiva-objetiva, em tal interatividade de relações e no mesmo compartilhamento de tempos e lugares, produz-se a imaginação do homem e da mulher e seu poder de representar a realidade cotidiana familiar, do trabalho, da escola, do hospital, da rua, enfim, de todo o conjunto da experiência real e atual, temporal e histórica. Outrossim, urge afirmar que a imaginação humana, ao produzir essas representações mentais, simbólicas e imaginárias, atua como agente intermediário, intercessor e interventor, possibilitando o relacionamento entre sujeito e objeto, sujeito e sujeito e objeto e objeto. Em outras palavras, quando o sujeito ativo abstrai o objeto passivo ele gera uma imagem de apreensão dentro de si mesmo, o que significa praticamente a transformação do fenômeno real em fenômeno transcendental, ou seja, na consciência a imanência se torna transcendência. Essa função de interferência própria da imaginação criadora age também nos relacionamentos humanos, naturais e culturais, em ambientes específicos, quando se geram imagens de si próprios e imagens das outras pessoas, que se inserem no interior da racionalidade inteligível, comportando-se esta como abstração apreendedora de relações, imagens interativas, compartilhadas e interdependentes. Ainda é possível se verificar a ação da inteligência humana ao propiciar a relação objeto-objeto, da qual entendendo tal encontro simbólico de imagens, passa a compreender seu fluxo possível de interligações produtoras do conhecimento verdadeiramente possível. Esses processos geradores de conhecimento chamamos de abstração ou apreensão.
17. Banco de Imagens
Imagens são dados ou informações simbólicas ou representações mentais interpretadoras da realidade interna ou externa da consciência humana, atuando pois como uma moeda de valor psicológico e ideológico muito grande cujo banco armazenador de seu conteúdo imaginário é a racionalidade dentro da qual realizam-se ocorrências psíquicas reais ou irreais, racionais ou irracionais, conscientes ou inconscientes, identificadas como fenômenos da mente. Tais fenômenos se nos apresentam desenhados ou configurados em forma de símbolos, que são a voz da imagem, seu discurso imaginário e sua linguagem de abordagem representativa ou interpretativa dos acontecimentos interiores ou exteriores relativos à consciência do homem e da mulher. Deste modo, portanto, as imagens, como “fatos mentais”, têm um significado precioso, de valor agregado, cuja importância reflete o nível de possibilidade de construção e compreensão do conhecimento verdadeiramente possível.
18. Armazém de Imagens
A Consciência humana, logo, é o banco armazenador de imagens, arquivos simbólicos que representam ou interpretam a realidade de dentro e de fora da mente, que, então efetua o processo dinâmico de abstração desses símbolos e apreensão dessas imagens, depositando-as na caixa da razão, compreendedora desses fenômenos mentais, arquivando-os com efeito em seu armazém de ambientes imaginários, ideológicos e psicológicos. De fato, as imagens significam operações sensíveis e inteligíveis que ocorrem dentro do eu, depósito da mente humana, caixa de moedas imaginárias de valor importante, arquivo de capitais simbólicos e armazém dos produtos gerados pelo poder da imaginação no interior da consciência.
19. Mercado de Imagens
O Intercâmbio de relações imaginárias
A Vida humana é imagem e um troca-troca permanente de imagens, que se misturam umas com as outras, como significantes que produzem significados referentes à realidade interna e externa de indivíduos e grupos, comunidades e sociedades, em um constante relacionamento de convergências e divergências simbólicas, onde se juntam e se unem a fim de entender a natureza e compreender o universo, viver o dia a dia da existência cotidiana interpretando os fatos e representando os acontecimentos diários, deste modo ajudando o ser humano em geral a pensar, conhecer e discernir a realidade que o cerca, e intervir nela, interferindo em seu processo temporal e histórico, real e atual, causando-lhe progresso material e espiritual, bem-estar físico e mental, crescimento econômico e financeiro, evolução social, política e cultural, sempre em um contexto ambiental de desenvolvimento, o que proporciona ao conjunto da humanidade um certo otimismo, alto astral e auto-estima elevada. Desta forma, o homem e a mulher passam a viver de bem com a vida, amigos e generosos, fraternos e solidários, um com o outro.
20. A Realidade não é imaginação
A coisa-em-si, ou o fenômeno real propriamente dito, não se identifica com o fluxo imaginário de nosso pensamento imaginativo, que, loucamente, produz um complexo de símbolos e imagens dentro de si mesmo, que na verdade não tem nada a ver com a experiência concreta da realidade sensível cotidiana.
O cotidiano, fértil e fecundo, é a voz e a vez da realidade em si, de si e para si, que, com a consciência humana, tem uma relação direta, interativa e compartilhada, interdependente, vital e necessária, ainda que ambos não se identifiquem, tenham seus mundos próprios, excluam-se em seus universos específicos, todavia sem ignorar que possuem cada qual, um relativo ao outro, uma conexão indispensável, uma união indissolúvel, uma unidade de comunhões participantes e plurais, um intercâmbio de comunicações necessariamente vitais para os dois, consciência humana e realidade cotidiana.
Embora mantenham entre si uma correlação de forças e energias interdependentes, é óbvio que cada um possui sua manifestação própria, seu universo de discurso específico, seu mundo isolado um do outro.
Mesmo independentes são porém interdependentes.
Embora isolados, contudo têm uma relação vital e necessária, dependem um do outro, não sabem viver separados, possuem uma conexão de vida indispensável, um relacionamento sexual certamente produtor de novas possibilidades para o conjunto da sociedade e da humanidade.
De fato, consciência e experiência, pensamento e realidade, teoria e prática, razão e concreto, mantêm sempre um relacionamento interdependente embora cada qual possua seu próprio mundo independente.
Outrossim, vale lembrar que a realidade concreta ou a experiência cotidiana não é caos nem é morta, fria e inanimada, mas sim na verdade um efeito positivo do inconsciente coletivo gerador de seu fluxo de concretudes lógicas e de seu complexo de pensamentos reais e práticos, visto que são as atividades humanas que constituem essa mesma realidade, depois transformada em inconsciência coletiva, embora a consciência que a produz seja lógica e ordenada, disciplinada e organizada, racional e consciente.
Assim a realidade também pensa e o concreto igualmente possui sua racionalidade própria consequência clara e evidente da lógica transformadora dessa mesma realidade conexa, vital e interdependente, necessáriamente relacionada entre si, no conjunto de seus fenômenos reais e pensantes, lógicos e concretos, teóricos e práticos, reais e racionais, conscientes e experientes.
Ainda assim ambos mantêm seus universos próprios.
21. No fundo da realidade,
o imaginário
Quando, em Copacabana, às 5 horas da tarde, ocorre um choque ou uma batida entre 2 automóveis no meio da rua; ou uma bala perdida atinge uma criança no Rio Comprido ou na Tijuca; ou acontece um assalto seguido de homicídio na Avenida Brasil perto de Bonsucesso; ou um movimento de greve dos trabalhadores do Metrô do Rio paralisa as ruas e avenidas do Centro da Cidade às 6 horas da tarde: em todo esse processo de ocorrências reais da experiência cotidiana existe um fundamento imaginário, uma base de racionalidade humana produtora desses acontecimentos, um pensamento ativo que proporcione esses fenômenos do dia a dia que essencialmente são sustentados pela força da imaginação do homem e da mulher, geradora das energias reais e atuais, temporais e históricas, locais, regionais e globais, que conscientemente ou não atuam na produção desses fatos concretos, resultado pois da interferência humana dentro dos acontecimentos de cada dia.
Basta portanto analisar os acontecimentos acima sugeridos para se verificar que por trás dessas ocorrências reais e cotidianas há certamente a intervenção humana propiciando suas manifestações na realidade concreta do dia a dia das pessoas que vivem e convivem em sociedade neste mundo em que vivemos.
Com efeito, no interior da realidade há uma racionalidade.
Dentro da experiência concreta da prática cotidiana existe e insiste uma consciência humana, ou podemos chamar de “inconsciente coletivo”, definidor das práticas do dia a dia e determinador das ocorrências diárias, fruto, efeito e consequência é claro do movimento de relações humanas realizadas cotidianamente na rua e no supermercado, na família e no trabalho, na escola e no hospital, no botequim e na padaria, na farmácia e no jornaleiro, no dia a dia das pessoas que interagem e se comunicam efetivamente através do fluxo de silêncio e palavras, som e vídeo, símbolos e imagens textuais, sonoras e imaginárias, configurando assim o cotidiano, repleto de atividades humanas transformadas em operações reais, cuja identidade pode ser chamada de “inconsciente coletivo”.
Obviamente, o “inconsciente coletivo” é uma racionalidade social, ou um imaginário comunitário, ou uma consciência plural, variada e diversificada, distribuida em momentos humanos de atividade consumida pelos mesmos seus agentes produtores, uma situação tal que revela como o homem e a mulher, no fundo, no profundo de suas manifestações cotidianas, intervêm nesses fenômenos do dia a dia, interferem pois em suas circunstâncias reais e racionais, conscientes e experientes, subjetivas e objetivas, pensantes e acontecentes.
Tal conscientização real ou racionalização do cotidiano preferimos denominar de “inconsciente coletivo”.
22. A Realidade é Imagem
A Realidade humana, natural e universal, social e cultural, política e econômica, não é imaginária é verdade, contudo é imaginativa, ou seja, é feita de um movimento de imagens que se interconectam, se relacionam entre si, interagem e compartilham interdependentemente de suas formas e conteúdos simbólicos, de modo textual, sonoro e visual, articulando o silêncio e o barulho das palavras, teorias e ideologias que se concretizam cotidianamente a fim de gerar o processo de globalização das sociedades humanas espalhadas pelo mundo inteiro, o que lhes propicia progresso material e espiritual, evolução física e mental, crescimento interior e exterior, e desenvolvimento de suas capacidades e potencialidades naturais e culturais, buscando sempre outras, boas, novas e diferentes alternativas de vida e trabalho, saúde e educação, geradoras de bem-estar social, político e econômico, bom convívio com o meio-ambiente natural e ecológico, bom relacionamente entre as pessoas, grupos e indivíduos que mantêm entre si um estado de vida positivo e otimista, produtor da cultura do bem e da paz, e de uma mentalidade baseada na bondade e na concórdia entre as comunidades humanas, o que transforma a convivência humana em um ambiente mais gostoso de se viver e existir, mais saudável e agradável, mais amigável e favorável à construção de um clima mais amigo e fraterno, solidário e generoso no interior da humanidade.
Desse modo, o movimento de imagens interativas produz e é produzido critica e dialeticamente, eustática e insofismavelmente, pelo fluxo de relações sociais e pelo complexo de relacionamentos humanos, que definem assim o modelo de sociedade em que vivemos e determinam subjetiva e objetivamente sua configuração interna e externa e seu processo articulador de uma boa realidade humana e cotidiana em que é possível existir com qualidade de vida sustentável, excelente nível de conscientização moral, existencial e espiritual, e perfeito processo produtivo de trabalho e organização dos membros de uma certa coletividade humana.
23. O “Inconsciente Coletivo”
A Síntese que fazemos em nossa racionalidade do conjunto dos fenômenos e conteúdos da inteligência pensante, discernente e cognoscente, oferecendo-nos então uma visão global e diferencial da realidade social, política, econômica e cultural em que vivemos, eis pois o “Inconsciente Coletivo”.
Trata-se de resumir em nós, por nós, de nós e para nós, o que se passa na “mente” da realidade que nos cerca, ao nosso lado e em torno de nós, de tal modo que possamos olhá-la sinteticamente, com suas idéias e ideais mais comuns a todos, cercados de símbolos e imagens, valores e vivências, intenções e interesses, que na verdade nos ajudam a entender e compreender nosso estado de vida social, nosso compromisso ético e político, nossa responsabilidade econômica e financeira, nosso desejo humano de saúde pessoal e bem-estar coletivo, nossa necessidade de construir uma sociedade mais justa e fraterna, ordeira e pacífica, solidária e transparente, generosa e construtora de bons conhecimentos e experiências, bons sentimentos e comportamentos, bem adequados à nossa maneira otimista de perceber as coisas.
Nesse sentido, o “inconsciente coletivo” nos ajuda a colaborar para o progresso da sociedade e o desenvolvimento da humanidade.
Compreendendo a mentalidade coletiva, a racionalidade social e o imaginário comunitário temos mais e melhores condições de trabalhar bem para o bem de todos e cada um.
24. Alguém pensou,
e tudo existiu
Existe uma Razão no universo que dá existência aos seres e a todas as coisas ?
Há uma Inteligência na natureza que possibilita, origina e constitui todos os objetos, os seres e as criaturas ?
Insiste na criação Alguém que define a ordem natural das coisas e determina o movimento e o repouso de todos os seres que habitam o Globo Terrestre ?
Acredito que sim.
O Pensamento antes, e a realidade depois.
A Racionalidade humana produz e consolida a experiência cotidiana.
Nossa mente é a fonte dos fatos e a base dos acontecimentos.
Para existir alguma coisa, é necessário que alguém pense essa coisa anteriormente.
Logo, o nosso pensar é a causa da nossa realidade interior e exterior.
E acima de nós está a grande Razão Suprema e Superior a tudo e a todos, que nos “pensou” e nos deu ser e existência, nos propiciou um corpo material e espiritual, uma mente de idéias, valores e intenções, e uma alma imortal, eterna, perpétua e infinita, capaz de um dia estar diante do seu Criador e Autor da Vida desde que é óbvio tenha tido uma vida boa, feito um pacto com o bem e a paz, praticado a justiça e o direito entre nós, usado o juizo e o bom-senso em seus atos, atitudes e comportamentos, vivido o amor pelos seus semelhantes e sobretudo louvado e glorificado o Senhor Deus no meio de nós.
Com efeito, a realidade é constituida por pensamentos gerados antes da experiência concreta dos fenômenos cotidianos.
Pensando o real, o real torna-se racional, a inteligência se concretiza e a consciência se transforma em prática de valores e vivências, intenções e interesses que configuram a sociedade humana.
Assim, aquela cadeira ali diante de mim, foi resultado de um projeto do pensamento de alguém, que ao pensar a cadeira deu-lhe ao mesmo tempo existência, a partir de objetos materiais como a madeira, o verniz ou a tinta que pintou a cadeira, o serrote e o formão que serraram e formataram a madeira, o papel de desenho que planejou a execução dessa mesma cadeira.
Portanto, a realidade é fruto do pensamento.
Penso, por isso tenho existência.
25. Não imaginemos a realidade
Pensamento, realidade e imaginação têm mundos diferentes embora muitas vezes interconexos e interdependentes.
Realidade são os acontecimentos atuais, históricos e temporais vistos a partir de si mesmos.
Pensamento não é imaginação.
Pensar é algo racional, inteligente, quase sempre lógico, e poucas vezes dialético.
Imaginar é uma articulação de idéias, símbolos e imagens desconexas entre si, indefinidas e irreais, inconscientes e indeterminadas, irracionais e desordenadas, indisciplinadas e desorganizadas dentro de nossa atividade mental.
A Realidade em si não precisa ser imaginada pois ela existe independentemente dos pensamentos lógicos e das articulações imaginárias, tem seu mundo próprio, seu universo específico, caótico, diverso e variado, diferente e independente, indefinido e indeterminado, plural, global e diferencial, atual, temporal e histórico.
Por isso, não imaginemos a realidade, do contrário cairemos na loucura da mente ou na demência da consciência, fugiremos do tempo e nos isolaremos da história, adoeceremos na desrazão patológica, na aberração doentia, na enfermidade inconsciente ou na moléstia irreal e irracional.
Sejamos realistas.
Pensemos, antes de realizarmos nossas tarefas cotidianas.
Contudo, não deixemos que a imaginação nos feche, prenda ou aprisione, excluindo-nos do tempo ou alienando-nos da história.
Sejamos reais.
26. Imagens que se produzem
e realidades que se manifestam
Conflitos e Interatividades
Imagem não é realidade.
As imagens pois que nascem em mim não tem nada a ver com a realidade cotidiana.
Podem parecer reais, ou ainda recordar a experiência cotidiana, todavia são produtos da imaginação humana e seu fluxo natural de possibilidades e seu complexo cultural de tendências e alternativas.
De fato, podem representar algum fenômeno real ou objeto ou mesmo fato ou acontecimento cotidiano, contudo sua origem é a imaginação do homem e da mulher, que trabalha construindo representações mentais que podem ou não se identificar com a prática de cada dia.
As imagens e símbolos que aparecem na minha consciência portanto possuem originalmente uma relação direta com a minha imaginação e indireta com os fatos do dia a dia da nossa vida.
Nem sempre pois minhas imagens em mim são reais, ou pertencentes ao cotidiano, ainda que aparentemente possam se referenciar ao meio-ambiente em que vivo.
Minhas imagens em mim, logo, podem ser minhas ou do cotidiano, internas ou externas, mas sua produção é de origem imaginária, se inicia interiormente, através da minha própria capacidade e potencialidade de criar imagens, reais ou irreais, racionais ou irracionais.
Cabe a nós, seres inteligentes, conscientes e racionais identificar o valor, a qualidade e a importância de cada imagem, relacionando-a com todas as imagens que se geram em mim, dentro de mim e fora de mim, de mim e para mim, a partir do poder mental que possuimos de diferenciar a realidade da imagem construida no meu eu da realidade cotidiana que serve de fundo para a mesma produção e constituição, consolidação e estabilidade dessas imagens no interior de mim próprio.
Portanto, a imagem pode ser real ou imaginária, entretanto sua origem é a mente humana, produtora de imagens ou reprodutora da realidade.
Por conseguinte, temos a realidade da imaginação e a realidade da experiência cotidiana.
Façamos a devida diferença entre as duas.
Desse modo, saberemos determinar a origem das imagens na nossa consciência.
27. PIA
Princípio da Imaginação Alienante
Outro dia, durante a tarde, fui a uma LAN HOUSE na Tijuca, e ao chegar lá, por volta das 17 horas, encontrei aquele clima turbulento em sua parte interna, onde o barulho de rádios online e músicas virtuais se chocavam com o bate-papo ensurdecedor dos internautas e a gritaria dos companheiros de internet, criando então um ambiente aparentemente alienante, ou fazendo daquela mesma realidade de confusão de palavras e complicações imaginárias uma verdadeira atividade alienadora do cotidiano comum das pessoas que vivem e convivem em sociedade neste mundo em que existimos.
Havia cerca de 30 indivíduos no interior daquele estabelecimento de conexão com a internet.
Além do quadro musical extravagante que achei, muitos ali, jovens e adolescentes, jogavam games, acessavam redes sociais como o Orkut, o MySpace, o Facebook e o Twitter, ou enviavam emails para os seus amigos, ou mergulhavam em sites e blogs, todos completamente conectados, ao ponto de não perceberem de fato na verdade quem estava do seu lado ou ao seu redor, parecendo inconscientes em meio a tantas conexões, quase que totalmente alienados do real pois seu mundo lá agora era justamente o irreal e o irracional, o fluxo imaginário de idéias e atitudes circunstancialmente fora de si, como se estivessem em uma “outra” realidade, desligados do dia a dia cá fora, imersos naquela situação de sonhos e fantasias misturados com relações cibernéticas e interatividades digitais, compartilhamentos eletrônicos e ambientes virtuais, o que de certo modo me fazia refletir dentro de mim próprio: “Esses caras, totalmente apagados da realidade, ausentes do cotidiano, fora de si, mergulhados em turbulências alienantes e ambientes alienadores, teriam de fato consciência do que estão fazendo nesse instante quase final da noite de um fim de semana frio aqui no Rio de Janeiro ? E suas famílias, e seus empregos na sociedade, e seus relacionamentos diários, e o seu dia a dia como estavam e como seriam ?
Segundo as estatísticas recentes do IBGE, essas pessoas sofriam do PIA, Princípio da Imaginação Alienante, que caracteriza comumente uma situação patológica, em que a imaginação do sujeito em exercício ativo e conflitante se torna doentia, ao ponto de cair na loucura da alienação da realidade da experiência cotidiana, fazendo o indivíduo ou o grupo submetido às suas demências imaginárias “voar” e ignorar o atual e real ambiente em que vive, isolando-se da família, fugindo dos seus relacionamentos diurnos e noturnos, escapando do seu dia a dia, mergulhando pois dentro de si mesmo, e acabando por esquecer o que se passa no momento fora de si, alienado por completo pois das condições reais do mundo lá fora.
O PIA atinge muita gente.
Não somente nas LAN HOUSEs da vida, como também no dia a dia da sua família ou do seu trabalho, às vezes andando sozinho ou acompanhado pela rua, ao pegar o ônibus ou o metrô, ao assistir um programa de televisão ou escutar as notícias do rádio, ao trabalhar no computador ou acessar a internet, ou até conversando com colegas mas não dialogando com eles, ou junto com amigos todavia não unidos a eles, ou ao lado das pessoas porém sem conscientizar-se de que elas estão ali ao seu lado e ao seu redor, vivendo-pois alienados de si mesmos, alienados da realidade em torno de si, alienados do mundo e da sociedade em que estão.
Na maioria das vezes, o PIA se transforma em doença mental, em enfermidade física e até moléstia espiritual.
Devemos acordar para essa realidade quase sempre patológica em nosso dia a dia existencial.
Saber medir as coisas.
Manter o equilíbrio necessário.
Usar o bom-senso em meio a essas ocasiões.
Controlar-se.
Dominar-se a si mesmo.
Sobretudo rezar e pedir a Deus que o ajude nessa hora grave e difícil.
Voltar à realidade.
Reviver o seu cotidiano.
Redescobrir o seu dia a dia interior e exterior.
Interar-se dos fatos concretos e dos acontecimentos de cada dia.
Enfim, retornar à vida, e existir de verdade.
Dessa maneira, fugiremos do PIA.
Caiamos pois na real.
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