terça-feira, 18 de outubro de 2011

Os Segredos do Amor

Segredos do Amor
Detalhes das relações entre o homem e a mulher

Elas preferem os homens insinuantes

Em questões de amor e sexo, as garotas gostam daqueles homens insinuantes, que tomam a iniciativa da abordagem, lançam os fundamentos da paquera e fazem começar um namoro esperançoso, quente e apaixonado, visto que elas gostam de ser amadas e desejadas, tratadas com carinho e respeito, consideradas importantes para o relacionamento onde devem reinar o sentimento profundo, a relação acalorada, o amor mútuo, a responsabilidade recíproca, o direito e o respeito entre os dois, o bom-senso compreendedor dos problemas, conflitos e dificuldades da relação, o equilíbrio mental e emocional, virtudes positivas como o otimismo, a alegria e o sorriso, portas abertas para um universo de boas tendências, excelentes oportunidades e inúmeras possibilidades.

Mulheres em crise, ou na pista, ou andando de avião

Quando o assunto é o amor, encontramos meninas em crise romântica, aquelas que não conseguem namorado de jeito nenhum, até lutam por arranjar uma paquera legal, ou alguém bacana que as respeite e valorize; ou então, estão na pista, no meio da estrada da vida, ao longo da avenida do cotidiano, dando para qualquer um, se oferecendo para o primeiro que aparecer, como que querendo arrebentar com tudo e com todos, criar uma situação de liberdade em que os acessos são constantes, as relações são numerosas, os desejos são quentes e atraentes, as paixões são gostosas e maravilhosas; ou ainda aquelas que vivem voando no interior da realidade, sonhando alto, iludidas com a viabilidade de aparecer alguém a qualquer instante, ou algum príncipe encantado que satisfaça seus desejos e necessidades, ou mesmo qualquer imperador do Japão que realize seus interesses e intenções, ou quem sabe um rei do paraíso capaz de lhes proporcionar uma paixão delirante, um romance fascinante, um amor impossível, ou até uma interação mais séria, comprometida e responsável. Essas mulheres gostam de ser amadas. E fazem isso para encontrar um grande amor.

Lindas, Quentes e Jovens

Parece que no sexo feminino constatamos que não existem mulheres velhas, mas todas sem exceção são jovens, carregam no espírito uma juventude eterna, o que torna o relacionamento mais alegre, otimista e sorridente, de aspectos positivos que dão ênfase à saúde do casal e seu bem-estar psicossocial, físico e espiritual; igualmente, as garotas em geral são bonitas, não há meninas feias, que possam assustar os seus parceiros de cama e companheiros de caminhada; do mesmo modo, toda mulher é fogão, incendeia no amor e no sexo, é brasa ardente de desejo e paixão, é incêndio de tesão até o ponto máximo do encaixe sexual que é o orgasmo, fruto do prazer e amor dos dois depois de uns instantes de intensa e extensa relação. Esses dados e informações acerca da realidade da mulher contribui eficazmente para que o convívio humano seja fecundo e profundo, autêntico e transparente, livre e verdadeiro, respeitoso e responsável, vital e saudável, agradável e admirável. Eis um grande conteúdo de relacionamento que torna ambos os parceiros ricos em amor e vida, animados para a interação ardente onde compartilham entre si seus corpos quentes e suas almas incendiantes, suas mentes abrasantes e seus espíritos inflamados. Nessa conexão acalorada de amor e sexo, ganham os dois, e vencem a natureza e a sociedade, agora cheia de romantismo, garantia de sucesso nos empreendimentos e trabalhos, ações e atividades voltadas para o bem-comum da humanidade e bem-estar de indivíduos e grupos, comunidades e coletividades. E nesse íntimo envolvimento Deus é glorificado e o mundo fica mais livre e feliz, ordeiro e pacífico, fraterno e solidário. É a vitória do bem sobre o mal, da cultura da paz sobre a mentalidade violenta e agressiva. Em tal equilíbrio de amor, desejo e paixão, o bom-senso do casal reina sobre os transtornos mentais e emocionais e os distúrbios físicos, psicológicos e espirituais. É a vitória da vida.

Tenho crédito ?

Outro dia, cheguei na padaria da esquina da minha rua, na Tijuca, para fazer um lanche, beber um café e comer um salgado, quando perguntei para a Marli, funcionária daquela loja comercial: “Marli, tenho crédito ?
Posso manter ainda a esperança ? Tenho um lugar no seu coração em brasas ? Posso continuar na fila ainda que seja no último lugar da fila ?” E a resposta da Marli, uma jovem garota de 26 anos, linda e esperta, romântica como eu, carinhosa, educada e inteligente, e muito trabalhadora, foi a seguinte: “Jorjão, estou de olho em você. Vou te pegar Jorjão.” Observei que aqueles poucos instantes de abordagem fez-nos, eu e a Marli, ficarmos incendiados, em um calor de quase 100 graus, pegando fogo mesmo, eu na minha bengala quente do paraíso, e ela no seu buraco quente cheio de amor pra dar. Nos amamos há muito tempo. Sinto que a Marli cresce comigo em paixão, desejo e loucura. O Tesão é grande. O Calor é imenso. A energia é de arrebentar, fazer explodir nossos sentimentos e corações ansiosos por amor e sexo. Marli vive me paquerando, e eu a qualquer momento vou fazer um gol de placa nela, ou um gol de bicicleta ou de cabeça pra nenhuma mulher botar defeito. É linda a Marli. Somos tremendamente apaixonados um pelo outro. Essa relação de amor fez-me refletir como as mulheres gostam de ser conquistadas e desejadas, amadas e enlouquecidas por um romance sincero e autêntico, por um amor verdadeiro e transparente. Marli a cada dia, noite e madrugada, está a toda hora, minuto e seguro, mais bonita, rejuvenesceu até depois que nos conhecemos, se animou bastante para a vida e o trabalho, e suas atitudes me revelam uma menina agora mais tranqüila, segura e estável, como não ocorrera antes. É verdade. Quando o amor é profundo e criativo, quente e apaixonado, as mulheres se entregam, se abrem mesmo para um namoro legal e bacana, onde os parceiros vão fundo em um relacionamento de boas tendências e cheio de possibilidades e alternativas. Somos românticos por natureza. Deus é grande.

8 de Março
Dia Internacional da Mulher

Hoje, ao celebrarmos o Dia da Mulher, recordamos aquela que é a essência do amor, a beleza da vida, a riqueza do homem, a grandeza de Deus, o perfume da realidade, a jóia do coração romântico, a pérola do relacionamento vivo, o sentimento em forma de talento, o sorriso da graça, a alegria sensível, o otimismo sempre de plantão, a parceira de cama e companheira de caminhada, a profissional do sexo, a mãe preocupada com seus filhos, a noiva pronta para casar, a namorada eterna, a paquera de todo fim de semana, a esposa dedicada ao marido, a viúva sempre ansiosa por recomeçar a vida, a solteira em busca do seu príncipe encantado, a desquitada que não desiste de amar, a divorciada que ainda não perdeu as esperanças do amor, a jovem estudante que procura ser alguém na vida, a menina inteligente e educada que deseja um lugar ao sol, a garota trabalhadora que luta pela vida, a idosa doente sobre a cama de um hospital, a professora criativa que produz conteúdos de conhecimento, a advogada que batalha pela defesa de seu cliente, a engenheira geradora de obras de arte, a juíza solícita que trabalha em favor do direito e da justiça, a mecânica de automóveis que conserta o carro do freguês, a dona de casa que socorre a sua família, a empresária que constrói o capital de seus funcionários, a comerciante que compra e vende para sobreviver, a trabalhadora operária construtora de tijolos que fazem o edifício, enfim, a fêmea que no cotidiano da vida combate em benefício da sociedade do bem e da paz.
Assim é a mulher.
Pequena ou grande, mulata ou morena, poderosa ou humilde, compreensiva quase sempre, perfeita de vez em quando, excelente uma vez ou outra, rica ou pobre, patroa ou empregada, chefe ou subordinada, ela está sempre na moda, com seu jeito simples de viver, com seu modo elegante de se comportar, com sua maneira esperta de se relacionar, driblando os problemas da vida para encontrar soluções corretas para as dificuldades e conflitos do seu dia a dia, vencendo a guerra da violência urbana ao optar pela bondade de seus atos, a boa educação com o semelhante, o respeito ao próximo, equilibrada e sensata quase sempre, responsável e comprometida com uma sociedade justa e fraterna, pacífica e solidária, que encontra na fé em Deus a força para não desanimar e o ânimo para ajudar os outros, garantindo assim a sua consciência de liberdades conquistadas, de direitos adquiridos e de deveres a serem cumpridos.
Mulher cidadã.
Mulher com dignidade.
Mulher com qualidade de vida.
Mulher que trabalha incessantemente pelo bem da humanidade e pela paz em sua casa e pelo bem-estar da sua família.
Mulher amada ou amante.
Mulher que assume com seriedade os esforços por uma sociedade mais livre e feliz, ordeira e tranqüila, calma e em paz.
Sim, hoje é o dia delas.
Mulheres apaixonadas.
Mulheres lutadoras.
Mulheres trabalhadoras.
Mulheres profissionais.
Mulheres maternais.
Mulheres namoradeiras.
Mulheres cujo desejo é a loucura da paixão.
Nesse dia delas,
convoco as Gabrielas,
as Manuelas e as Rafaelas,
para comerem comigo um doce de chocolate e um suco de laranja em homenagem àquelas que dão sentido às nossas vidas e razão às nossas existências de cada dia e de toda noite.
Parabéns, mulheres!
Com vocês, aprendi a viver, trabalho com alegria e descanso com tranqüilidade.
Sem vocês, não há ordem nem paz em nosso dia a dia.
Vocês são como o sol.
Iluminam nossas madrugadas.
Esquentam nossos ambientes.
Aquecem os nossos trabalhos.
Fortalecem os nossos desejos.
Abençoam os nossos lares.
E glorificam a Deus cotidianamente.
Vocês, o farol da minha vida.
A Paz que eu gosto de ter.
O Bem que me traz a verdadeira felicidade.
Obrigado, Senhor, pelas mulheres de hoje, de ontem e de amanhã, vivas e falecidas, no céu ou na Terra.
Hoje, elas sobem mais um degrau na escadaria da vida.
O Degrau da consciência de que podem intervir na realidade em favor da paz na sociedade.
Interferir na conquista da liberdade para si e para os outros.
Podem escolher o melhor caminho.
O Caminho do Bem.
Só assim a paz será possível.
E elas são da paz.
E do bem também.
Graças a Deus.

Sou Romântico
Como o leão ama e respeita a sua leoa e faz dela a Rainha da Selva, também quero ser um leão apaixonado para as minhas leoas da vida, minhas garotas loucas por mim e minhas meninas que adoram o meu jeito de ser, pensar e agir, a minha maneira de viver e me comportar em sociedade, o meu modo de namorá-las e paquerá-las todos os dias, noites e madrugadas, na cama dos amantes que se amam e se respeitam mutuamente. Sim, sou romântico por natureza. Deus me fez assim. Colocou as mulheres na minha vida, para que eu fosse feliz com elas, nelas encontrasse o sentido da minha vida, a ordem interna e a minha paz interior, minha razão de viver e existir como homem apaixonado por Deus, pela vida e pelas mulheres, tornando-me então uma pessoa romântica, tal como o leão enamorado por suas leoas, paquerando-as toda noite e fazendo delas o significado mais importante, profundo e essencial da sua experiência de Rei das Florestas. Eis que eu igualmente sou assim com minhas leoas românticas e apaixonadas por um cara educado, trabalhador e inteligente, como dizem elas. “Ele é Romântico”, afirmam elas. “Gosto desse camarada porque ele é bom, tem um pau bom, um ferro bem duro, uma bengala bem grande e um canhão bem grosso”, é o que elas insistem em dizer. “Ele é Romântico demais. É um sujeito apaixonado pelas suas parceiras de cama e companheiras de caminhada. Seu trabalho é amar as garotas. Seu empenho é torná-las felizes. Seu esforço é fazê-las estarem de bem com a vida”, eis seu grito de amor por ele. É verdade. Deus é bom pra mim. Deu-me um pai, uma mãe e uma família de verdade. Fez-me um trabalhador e professor. E encheu-me de meninas bonitas neste meu dia a dia de romances quentes, abrasantes, loucos e apaixonados. Que bom, Senhor, ser romântico. Obrigado por esse benefício. Como o leão, sou feliz com minhas leoas cariocas e brasileiras.

A Terceira Guerra entre nós

Conheci Dalila há alguns anos e nesse período até hoje sempre fomos amantes do escurinho do cinema, de paixão escondida e desejos obscurecidos, de loucura na cama que muitas vezes ultrapassou o bom-senso das coisas, foi além do que a imaginação pode considerar, transcendendo os limites da natureza e as fronteiras da razão. Juntos e unidos superamos diversos problemas de relacionamento, invadimos a praia um do outro com muita constância mergulhando sempre nas águas profundas de um amor autêntico, verdadeiro e transparente. Dalila era assim. Uma revolução no meio da rua, a terceira guerra mundial no sexo de uma cama embrulhada, engraçada, louca, misturada com coisas e objetos, encharcada de desejos malucos e paixões gigantes e loucuras apaixonadas. Dalila sempre revolucionou a minha vida de homem comprometido com mulheres solteiras, responsável por mulheres casadas e viúvas, resolvendo dificuldades de garotas quentes e solucionando conflitos de meninas loucas para meter e encaixar comigo em qualquer lugar do Planeta onde houvesse uma cama do céu ou um sofá do paraíso. Dalila e eu transamos várias vezes com sexo fundo e amor fecundo. Fomos ao inferno do amor de Deus tantas horas, minutos e segundos, em um jogo de tesões e orgasmos, prazeres e desejos loucos e apaixonados. Dalila simplesmente é mais que uma revolução na poltrona do purgatório. Meramente a terceira guerra mundial no meio de nós. Pois ela é procurada por muitos machos como eu, homens que a seguem pelos caminhos da Terra e a buscam pelas estradas da eternidade. Dalila, a guerra, a revolução sexual, a loucura do amor, penetrada em uma garota bem educada, inteligente e trabalhadora, sensível e romântica, mulher de ouro e menina de prata e bronze. Queimadinha de sol, ela propaga a beleza da mulher brasileira e a delícia e gostosura da garota carioca. Parabéns, Dalila. Minha guerra dos sexos. Minha revolução de amor. Minha loucura sexual. Minha paixão e desejo acesos como em um incêndio de mais de 600 graus acima de zero. Um beijo Dalila nesse seu útero pegando fogo diante de mim sempre que nos encontramos por aí, por aqui e por ali.
Direitos e Deveres Sexuais do homem e da mulher

1. Sexo com amor
2. Sexo com amor entre o homem e a mulher que se amam
3. Assim, o sexo é natural, legal, humano, direito e legítimo
4. Sexo vem do amor
O Amor vem de Deus
Logo, o sexo com amor vem de Deus, o Senhor, o Criador, o Autor da Vida, o Deus do Amor, o Deus do Sexo
5. Sexo com amor, portanto, é humano e também divino
6. Sexo com amor entre o homem e a mulher que se amam é, pois, aprovado por Deus, o Senhor
7. O Amor conduz ao desejo sexual
8. O desejo conduz à prática sexual
9. A prática conduz ao prazer sexual
10. O prazer conduz ao orgasmo sexual
11. Sexo com amor e respeitosamente
12. Sexo com amor e responsavelmente
13. Sexo com juízo e bom-senso
14. Sexo unicamente com amor apenas entre o homem e a mulher que se amam
15. Sexo com amor leva à felicidade do casal (homem x mulher/macho x fêmea): o prazer (orgasmo sexual)
16. Sexo com amor ajuda na constituição de uma família (filhos e netos): reprodução humana e continuação da espécie
17. O homossexualismo (gays) é contra a natureza, a natureza humana (lei natural), lei de Deus, porque é desumano, contrário ao perfeito amor existente entre o homem e a mulher

Estes são os 17 direitos e deveres sexuais do homem e da mulher que se amam.
Praticá-los: eis o sentido da vida.
Vivê-los:eis o segredo da verdadeira felicidade humana.
Observá-los:eis a boa saúde e o bem-estar do homem e da mulher que se amam, neste mundo histórico e presente temporal, e, além, na eternidade.

Bendito seja o Deus do Sexo para sempre.

Em defesa da mulher

Se eu tivesse um dia de escolher entre a verdade e a mulher, eu acho que certamente eu optaria pela mulher.
Porque a mulher é mais verdadeira do que a própria verdade.
A Mulher é a verdade do homem.
A Verdade da Vida.
A Verdade da criação de Deus.
A Verdade da natureza e do universo.
Com a mulher, a verdade se restabelece, pois ela junto com o homem são a ordem da sociedade, o bem da humanidade e a paz dentro de qualquer realidade.
Ela, com seu jeito de ser, sua maneira de viver e se comportar, seu modo de encarar a vida e a existência, possibilita ao seu homem, seu macho de verdade, parceiro de cama e companheiro de estrada, a harmonia da família, a beleza da sexualidade, a grandeza de Deus e a riqueza de uma vida de trabalho e de luta de onde se tira o pão nosso de cada dia.
Sim, ela é a verdade pura, genuína e cristalina da vida que se vive, do ambiente em que trabalhamos diariamente, do tempo e da história cujo sentido é o amor e o sexo entre o homem e a mulher que se amam.
De fato, ela é mais verdadeira do que a verdade.
Porque a partir dela unida ao homem se reordena a temporalidade, se consegue disciplinar o comportamento social e cultural, político e econômico, se obtém a organização dos conhecimentos apreendidos, se racionalizam as experiências cotidianas, condicionando então entre nós o bem e a paz de que precisamos para a nossa felicidade completa, a fraternidade e a solidariedade que nos faz ser amigos das pessoas e generosos com os pobres e menos favorecidos.
Com efeito, a presença da mulher em quaisquer situações de vida dentro do contexto real em que vivemos no dia a dia da nossa vida, é sinal de comunhão entre grupos e indivíduos, de sintonia entre consciências e práticas, de harmonia entre os seres e as coisas com que lidamos durante o dia e a noite.
Sinto que a insistência da mulher na vida diária nos causa tranqüilidade na alma e calma interior, porque o seu corpo feminino e o seu espírito sempre jovem nos dá a sensação – pelo menos eu observo isso – de que Deus está vivo no meio de nós, já que a pessoa da fêmea contagia o ambiente masculino e toca o coração dos machos, através do seu romantismo natural, da sua sensibilidade cordial e do seu sentimento musical.
Sim, ela é aquela música que nos faz bem, aquele livro que enriquece a nossa mente, aquele relógio que bem administra o nosso tempo, aquele rádio que atualiza as notícias que temos necessidade de saber, aquela televisão que torna alegres diante da tristeza, sorridentes perante o desespero e otimistas quando o mal-estar se apresenta e as angústias e aflições se instalam em nosso meio familiar ou de trabalho.
Ela também é aquele computador que através da internet nos conecta com o mundo inteiro.
Pois ela é sempre sensível e interativa, global e universal, dinâmica e trabalhadora embora muitas vezes sofredora, comunicadora perfeita, a excelente atriz que gostamos de ver, a boa profissional com que sempre queremos trabalhar, a vocacionada para o amor, a beleza sexual, o prazer de viver e o orgasmo mais feliz que podemos gerenciar.
Parece que a mulher é completa, ou se completa com o homem.
Todavia, ela é verdadeira, mais transparente do que o homem, mais autêntica que seus inimigos e adversários.
Adoro ouvir os conselhos de uma mulher, sobretudo quando ela tem a esperança da criança, a juventude da vida e a maturidade do sexo.
Ela, sempre linda aos meus olhos, seja ela nova ou velha, pequena ou grande, rica ou pobre, feia ou bonita, quente ou fria, fogão ou geladeira, apaixonada ou louca, desejosa ou amorosa, sexualista ou sexualizadora, professora de sexo ou não na teoria ou na prática...
Porque toda mulher é a verdade do homem.
Mais verdadeira que as outras verdades que existem e insistem na sociedade dos homens.
Ela, a verdade de Deus.

Elas, a Revolução
Duas gatas que me impressionam muito, tocam bastante o meu coração, fazem bem ao meu corpo e tranquilizam a minha alma, esquentam o meu interior, ordenam a minha existência de cada momento, disciplinam minhas atitudes e organizam o meu comportamento diário e noturno, na rua e no trabalho, e no ambiente familiar: são elas, a Revolução Sexual em pessoa, Sheila Mello e Sheila Carvalho.
As duas Sheilas quando passam na Avenida Copacabana ou nas ruas da Tijuca sacodem o ambiente a sua volta, mexem com os homens na calçada, atraem os amantes apaixonamdos e enlouquecem os machos doidos para arrebentarem com elas.
Elas são como o sol de verão ou o fogão da cozinha que aquecem nossos organismos vitais, acaloram nossos contextos de vida, incendeiam nossos espíritos bem vivos e são as brasas quentes do amor em forma de paixão louca e desejosa de explodir na cama do paraiso e no chão da sala da minha casa.
Elas são uma Revolução, mais do que uma Guerra Eletrônica, ou o estouro das bombas atômicas no Japão ou a violência dos oceanos perante os maremotos da vida ou os terremotos no fundo do mar.
Elas, as duas Sheilas, lindas e carinhosas, charmosas e elegantes, sensíveis e românticas, loucas e paixonadas, são o tesão dos amantes apaixonados e o orgasmo maluco do sexo explícito onde as calcinhas e as cuecas desaparecem e o casal fica totalmente pelado na loucura sexual das madrugadas deamor dos amantes que se gostam e se oferecem um ao outro, fazendo felizes a ambos, e dando condições de saúde e bem-estar recíprocos.
As duas Sheilas revolucionam qualquer cama do amor.
Elas são o desejo transformado em prazer.
O Tesão cuja metamorfose atinge o orgasmo mais santo e mais puro de um homem e de uma mulher que se amam, se respeitam e se valorizam mutuamente.
Na cama do amor, só dá as duas Sheilas.
Santas mulheres na cama do sexo apaixonado.
Uma morena e a outra loura.
Obrigado, Senhor, por ter conhecido e amado as duas Sheilas na minha cama do meu quarto celestial do paraiso de Deus.
Elas são demais.
Meu Primeiro Beijo

O Nome dela era Mara

Foi a noite mais feliz da minha vida.
Ela, Mara Rodrigues, 18 anos, estudante como eu do Luther King, moradora na Rua Barão de Iguatemi, na Praça da Bandeira, que gostava de andar de bicicleta e grande freqüentadora do Clube América na Tijuca onde praticava natação e mergulho nas águas cristalinas da piscina daquele espaço americano.
Começou a partir de então uma ótima relação de amor.
Antes, ligava todo dia pra ela, marcando encontros no América, e ela dizia sempre “sim” para mim, respondendo indo de maiô preto ao nosso encontro apaixonado de todo final de semana, sobretudo aos sábados pela manhã, naquela referida piscina bastante assediada pelos moradores e trabalhadores tijucanos.
Em um final de tarde, quarta-feira, por volta das 18 horas, início da noite, saímos juntos eu e ela do Luther King, aquele colégio bacana entre o Estácio e a Praça da Bandeira, e voltando para nossas casas, senti o meu coração apertar, correr apressado e quase explodir de tanta emoção e alegria, pois estava ao lado da mulher da minha vida, a minha garota predileta, a minha menina preferida, a jovem estudante que vinha encantando a minha alma há muito tempo, fazendo e virando a minha cabeça, e fascinando o meu corpo já quente, incendiado de amor, tornando o meu espírito também jovem enlouquecido por ela, apaixonado pelo seu jeito de ser, sua maneira de agir e seu modo de se comportar, com sua sensibilidade feminina transformando o nosso romance no sentimento mais bonito que um homem e uma mulher podem possuir.
E, de repente, paramos no meio da rua, na esquina da Rua do Matoso com a Barão de Iguatemi, ali mesmo na Praça da Bandeira, e nos olhamos fixamente, e surgiu então o desejo do olhar, e nos amamos e nos abraçamos, apaixonados um pelo outro, e finalmente nos beijamos enlouquecidamente, ao ponto de viajarmos na imaginação e esquecermos o local onde nos achávamos naquele instante, naquele momento eterno, a partir do qual o nosso amor jamais acabou, apesar de hoje estarmos separados.
Foi o nosso primeiro beijo.
Nossos lábios pegando fogo se chocaram pela primeira vez.
Foi um choque de amor, de desejo e de paixão, na loucura mais completa de um namoro construído com o tempo e de uma paquera concluída com sucesso.
Mara estava feliz.
E eu talvez mais feliz que ela.
Depois desse encontro de paixão e loucura, de amor e desejo, seguimos cada qual o seu caminho, e mais tarde outros beijos aconteceram, todavia não nos casamos, fazendo a começar de agora do nosso amor quente e apaixonado um namoro eterno cuja paquera era constante e se tornou permanente pelas ruas e avenidas da Cidade do Rio de Janeiro, em todas as vezes em que nos encontrávamos.
Nos amamos até hoje.
Daquele beijo inicial, cresceu o nosso relacionamento amoroso e se consolidou entre nós aquela paixão louca que nos envolvia, e que nos tirava do sério, e que nos alienava da realidade, e que nos fazia sonhar com um paraíso quase impossível de ser gerado, e que nos mergulhava profundamente no céu mais lindo de amor entre um gato carioca e uma garota do Rio.
Saudades daquele primeiro beijo.
Que teve de tudo: sacanagem e safadeza, sujeira e porcaria, palavrão e coisas obscenas, paixão e loucura, amor e desejo, sexo bucal e encaixe sentimental.
Mas foi o nosso primeiro beijo de amor verdadeiro.
Um beijo abençoado por Deus.
Depois que conheci Mara, minha vida então entrou em ordem, disciplinei a minha consciência e organizei os meus relacionamentos e comportamentos.
A simples presença de uma mulher no meu dia a dia, acalmou o meu coração, tranqüilizou o meu espírito, trouxe paz e harmonia ao meu corpo e à minha alma.
Parece que nesse instante Deus veio morar comigo e habitar a minha existência.
A Lei Natural se inseriu em meu ambiente social e cultural, político e econômico, e carregou a minha vida de paz interior, ordem mental, física e espiritual, sossego emocional, disciplina ética e comportamental, e organização das minhas idéias, sentimentos e conhecimentos.
Conheci a paz na minha vida.
Mais tarde, surgiram outras mulheres, novos beijos e diferentes paixões, consolidando de vez em mim a ordem interior, o equilíbrio mental e emocional, o bom-senso nas atitudes e a boa consciência nos bons valores abraçados, nas boas virtudes praticadas e nas boas vivências experimentadas.
Graças às mulheres, Deus entrou em minha vida cotidiana, a calma invadiu a minha alma e a tranqüilidade penetrou o meu coração, fiquei em paz comigo mesmo e de bem com a vida, de bem com todos e cada um que se aproximaram de mim até hoje.
Obrigado, Senhor, pela Mara, pelo nosso primeiro beijo, e pelas mulheres presentes em minha vida.
Hoje, sou um homem feliz.

O mais importante é o amor

Em muitas ocasiões do dia adia, os trabalhos e atividades parecem querer sufocar o amor de um casal, seu romance profundo e real, seu relacionamento cheio de boas virtudes e bons princípios, boas atitudes e afazeres que qualificam a interatividade ente o homem e a mulher que se amam, se respeitam e se valorizam. Todavia, é preciso que nessas horas de crise na relação, de transtornos na vida a dois e de distúrbios no casamento e na vida de marido e mulher e filhos, prevaleça o amor, o romance dos eternos namoros, a constante paquera entre um macho e uma fêmea. Tudo pelo amor. O mais importante é o coração e o sentimento que os liga e une, de onde deve sair a salvação desse compartilhamento de idéias e valores, pensamentos e experiências diferentes e até contrárias. O mais importante é o amor.

A Mulher-Chocolate

Hoje, na Tijuca, eu conheci a Mulher-Chocolate.
Ela é carioca.
Trabalha no Restaurante Ravelle, bem no Largo da Segunda-feira.
É alta, mais mulata do que morena, de cabelos pretos, bem queimadinha de sol, como chocolate...
Seu rosto é sereno, seus cabelos negros-dourados, seu pescoço é macio, seu corpo é quente como a brasa de fogo em dia de calor, seus pés são doces, leves e suaves como os de toda mulher bonita, perfumada e carinhosa, educada e inteligente, brincalhona e trabalhadora, respeitosa e responsável, amiga e generosa, fraterna e solidária, ordeira e pacífica, saudável e otimista em relação ao cotidiano, alegre no seu dia a dia, feliz por saber que os homens a atraem, a observam com atenção e a paqueram com quase perfeição.
É a Mulher-Chocolate.
Ela usa brincos azuis de ouro, colares brancos como a neve, sobrancelhas escuras pelo lápis feminista, olhos verdes e fundos como o oceano das águas, nariz arredondado pedindo carinho, boca com batom vermelho forte a chamar seus parceiros para a cama, desodorante cheiroso que nos torna atraídos por ela, perfume alemão que a deixa bela como as pérolas preciosas, linda como o rubi e bonita como as areias claras das praias do Rio.
Ela tem um jeito tranqüilo de ser combinando com seu casaco de pele marron que utiliza comumente para as noites de frio.
Ela utiliza calças compridas pretas quase sempre, que se aliam às suas blusas azuis e vermelhas que ela normalmente veste a fim de sobressair nas ruas e avenidas do bairro como se fossem as passarelas de moda dos dias de sol cariocas.
Com seus óculos escuros pode enxergar os seus amados sem que eles a vejam.
Na sua bolsa de couro vermelho esconde os seus objetos de prazer, as suas coisas íntimas e os seus documentos exóticos, que encantam os seus namorados - que são muitos –
e fascinam os garotos que se apaixonam por ela.
Tem 37 anos.
Nos seus sapatos de salto alto vermelhos, o segredo de sua elegância, o encanto de sua beleza e o fascínio de seu modo educado de caminhar, calma como o equilíbrio da alma, racional como o bom-senso do espírito, cordial como as suas mãos cheias de carinho para dar, e espiritual capaz de controlar bem a sua mente e as suas emoções e dominar-se a si mesma.
Como garçonete da Ravelle, onde trabalha, Jaqueline – eis o nome dela – serve bem os fregueses com o devido respeito de uma profissional bem vivida e bem sucedida.
Então, ao tomar uma água e um cafezinho na mesa do restaurante convidei-a para sair comigo à noite.
E ela respondeu-me que “sim” dando-me o seu telefone de casa para marcar a hora que ela chegaria para receber-me em seu apartamento na Praça Saens Pena.
E foi a noite mais linda da minha vida.
Porque não só nos amamos como também atravessamos a madrugada fazendo sexo um com o outro.
Ao amanhecer, cada qual voltou ao seu dia normal.
E nos apaixonamos como ninguém.
E assim o somos até esse momento de aqui e agora.
Eis a Mulher-Chocolate.
Razão da minha vida e sentido do meu ser.
A Glória de Deus no meio de nós.

A Esculhambada

Eis a mulher em constante turbulência sentimental, em crise no amor, sempre criticada pelo marido ou namorado, que leva bronca e esporro a toda hora, minuto e segundo, sempre em busca de um romance mas nunca satisfeita com o que encontra pela frente, odiada pelos seus parceiros de cama e companheiros de caminhada, em permanente dialética espiritual, sempre a procura de uma paixão que dê certo, desejando homens carinhosos que a ajudem a se encontrar no sexo, querida por alguns todavia rejeitada pela maioria, ignorada nos encontros com amigos e amigas, excluída da roda de música e dança, onde os eventos, shows e espetáculos a convidam para um novo e diferente amor, porém encontra obstáculos dentro de si mesma, por ser constantemente deixada de fora no convívio com os machos, os seus homens desejados entretanto que não correspondem ao seu amor, já que ela é preconceituosa e sofre os transtornos de uma relação que outrora não deu certo mas que agora ela anseia e sonha por acertar. Essa é a mulher esculhambada. Cheia de distúrbios no amor, indefinida em seus ideais e indeterminada nos romances que assume vez ou outra. É a mulher problemática.

Romantismo

A Vida,
um eterno Romance

Em meio a tantas dificuldades, problemas e contrariedades do dia a dia, sentimos a necessidade humana e o desejo natural de colocar amor e paixão em nossas atividades, atitudes e relacionamentos cotidianos, o que transforma a nossa existência diária em um eterno Romance onde o amor entre o homem e a mulher e suas conseqüências sexuais se tornam a base da ordem na sociedade, o fundamento do nosso bom comportamento social e cultural, político e econômico, o princípio do nosso otimismo e bem-estar, a origem da nossa alegria e felicidade, a causa do nosso contentamento no convívio real e atual que mantemos todos os dias e todas as noites uns com os outros, revelando assim que ser apaixonado pela vida é o verdadeiro segredo da felicidade e a autêntica chave do bem pessoal e social, que nos atinge, e nos faz praticantes da fraternidade universal e da solidariedade entre os povos.
Sim, a vida é essencialmente romântica ainda que cercada pelo realismo das experiências cotidianas, em que podemos sempre tomar uma água e um cafezinho no botequim da esquina, ou ir ao shopping do bairro para fazer as compras do final do mês, ou almoçar e jantar no melhor restaurante da praça, ou comprar pão e leite para os nossos filhos na primeira padaria que encontramos, ou adquirir nossos jornais e revistas para sabermos as notícias diárias, ou encomendar na farmácia adiante os remédios de que precisamos para melhorar a nossa saúde física, mental e espiritual.
Devemos mesmo perante as contradições do dia a dia e as controvérsias da realidade temporal, plena de trabalhos pra fazer e cheia de contatos com a família, parentes e amigos, em casa ou na rua, fazer da nossa vida histórica e eterna um verdadeiro Romance de Amor, onde realizamos concretamente a metamorfose de nossos egos, e passamos a viver não só para nós como também para os outros, permitindo-nos obter a partir de então uma visão mais social e coletiva da humanidade, a partir é claro do amor apaixonado de um homem por uma mulher, garantia da felicidade social e ambiental, e sustento da nossa saúde corporal, mental e espiritual.
De fato, somos românticos por natureza, o que dá à vida de todos os dias uma maior animação para viver e existir, mais sucesso nos trabalhos desenvolvidos, boas relações com as pessoas de nossa convivência, ótimas oportunidades de crescimento sentimental, grandes possibilidades de criação de idéias e produção de novos e diferentes conhecimentos, favorecendo assim as nossas tendências reais de maior amizade entre grupos e indivíduos, mais generosidade em nossos relacionamentos, e gigantesco compromisso de respeito aos outros e responsabilidade em nossas ações de cada dia.
Graças a esse estilo romântico de viver, podemos gozar verdadeiramente de saúde pessoal e bem-estar coletivo, o que nos faz pessoas felizes umas em relação às outras, fruto da liberdade do amor construtor do bem e da paz em nossas comunidades locais, regionais e globais.
Somos felizes no amor.
E tal felicidade se propaga por todas as estruturas sociais, melhorando as nossas condições econômicas e financeiras, as nossas atividades sociais e políticas, e as nossas relações culturais, éticas e ambientais.
Com efeito, o milagre do amor apaixonado torna os homens mais corajosos e as mulheres mais belas no dia a dia da nossa vida.
Isso porque Deus, o Senhor, é igualmente romântico, e fez do romantismo a base da vida e o fundamento da existência.
Somos naturalmente românticos.
Pois o amor é eterno e a paixão é para sempre.

Mulher-Terremoto

Quando o homem se encontra com uma mulher, ou sua esposa, paquera de ocasião ou namorada de agora, e vai para a cama com ela, esta o arrasa na cama, o enlouquece sexualmente, faz-se uma tsunâmi em sua vida de amor e sexo, e como um terremoto que destrói tudo e arrasa com todos, ela, a mulher terremoto, a campeã de sexo, totalmente elétrica na cama, que deixa seu parceiro doido e sem jeito, apaixonado e pleno de tesão, que a leva ao desejo puro e ao orgasmo maluco, que revoluciona sua vida sexual e a transforma na cama em um incêndio de paixão, a loucura sexual mais completa, o amor eletrônico que se torna a guerra dos sexos, onde o homem é arrasado pela mulher, e a mulher explode de orgasmo louco e apaixonado, se entrega totalmente ao seu macho na cama, se abre para ele integralmente, que então a penetra artisticamente, com seu pau de fogo dentro do útero quentíssimo dela, seu ferro de aço que encaixa terrivelmente com seu buraco maluco de amor, sua bengala de ouro colocada colocantemente em sua caverna de prata. É a loucura total, que só a mulher terremoto sabe proporcionar ao homem que a ama.

A Encalhada

Essa é toda garota, jovem menina ou mulher experimentada ou não que não consegue homem em sua vida de sentimentos profundos, amores fecundos e sexo fundo, que não se dá bem com paqueras ou namorados, mas insistente no amor ainda que a vida lhe negue esse privilégio de ser amada, respeitada e valorizada por machos que a aceitem, a comprrendam e tolerem seus erros, faltas e defeitos. Essa é a mulher encalhada. Que não consegue um novo amor por muito tempo. Todavia deseja apaixonar-se, ligar-se a um parceiro,encontrar um companheiro que a ajude a superar seus problemas românticos, suas dificuldades no amor e seus conflitos sexuais. A Mulher encalhada nada e nada, mas quase sempre morre na praia. Porém é insistente, luta por seu amor, mesmo que esse amor demore a chegar. É a mulher teimosa, romântica, mas que sofre as contradições da vida, que não lhe deixa amar e se apaixonar tão rapidamente.

Garota-Furacão

Quando ela passa no meio da rua sua caminhada elegante, charmosa e atraente revoluciona os homens, que a olham cheios de desejo, loucura e paixão. Dizem que ela é um furacão na cama. Seu sexo é maluco. Suas investidas e ataques são enlouquecedores, deixando os parceiros carregados de tesão, prontos para encaixar com ela, sempre nas noites e madrugadas do amor em que ela está bastante animada, entusiasmada com a vida e apaixonada por seus companheiros de estrada. Ela nunca fica na defesa. É a Mulher-Furacão. Porque ela simplesmente é uma guerra sexual permitindo que os que transam com ela cheguem ao orgasmo rapidamente tal a maluquice que ela apronta na cama do amor, quando ela endoidece com seus colegas de trabalho sexual. Ela é linda, jovem e quente. Chama-se Claudete. Passeia, mora e trabalha nas avenidas da Tijuca, levando loucura e paixão aos homens que namoram com ela e a paqueram apaixonadamente. Fala-se que ela é a terceira guerra mundial entre nós tal a sua loucura na cama. Seu prazer é endoidar os homens. Gosta de sexo maluco. É a paixão dos tijucanos da Praça Saens Pena. Um beijo, Claudete.

O Mecânico do Amor

Menina, chama o Mecânico!

Jovem Mulher, tenho chance na sua vida, tenho crédito junto a você, sou candidato a um lugar no seu coração, posso ficar na fila esperando uma vaga no seu corpo pegando fogo, posso ainda manter a esperança ?
Te pergunto, garota, nesta manhã: você dormiu bem, sonhou comigo, caiu da cama, sua cama tá quebrada ?
Então, chama o Mecânico. Serviço completo. Trabalho gratuito.
Na Mecânica do amor, eu conserto qualquer mulher, eu endireito qualquer garota, eu coloco no lugar qualquer menina. Sou o Mecânico do amor. Resolvo problemas de amor e sexo, na teoria e na prática, com garantia de sucesso, ensinando em minha oficina os segredos da sexualidade humana e natural, abençoada por Deus e bonita por natureza, linda como as flores da primavera e bela como os cantos macios dos pássaros azuis.
Em minha oficina, damos solução para conflitos no coração, dificuldades de relacionamento, relações em crise, contradições sentimentais, adversidades românticas, distúrbios de carinhos insatisfeitos e transtornos de paixões inseguras, instáveis e incompletas.
Nosso trabalho é ajudar a mulher a ser feliz, em todos os setores de sua vida, sobretudo a área sentimental, o lado romântico de casais em briga, de namorados que não se entendem, de paqueras mal realizadas e de convívios sexuais turbulentos, que precisam de um macete de amor ou de um detalhe sexualizante que possam consertar esses bloqueios da relação amorosa, dissipar todas as dúvidas e incertezas em relação a boa construção de um amor seguro com consequências sexuais avivantes, animadoras e entusiastas para a vida dos parceiros de cama e companheiros de caminhada.
Portanto, garotas, quando o problema é amor e sexo, chamem o Mecânico da Oficina Romântica da Internet: resolvemos qualquer questão sexual.
Nosso serviço é completo: orientação sexual na teoria e na prática.
Pois então: o que você está esperando ? Chamem os Mecânicos do Amor.
Nossa Oficina está sempre aberta, 24 horas por dia.
Consultem-nos.
Consertos do amor e soluções sexuais, é com a gente.
Garotas, Meninas, Jovens Mulheres: chamem o Mecânico!

Floresta Amazônica

Prefiro as Florestas louras e negras.
Gosto das matas quentes, profundas e onde possa penetrar nelas com amor e carinho, com força e energia, encaixando com elas todas as madrugadas incendiantes do sexo fecundo cujo prazer é fruto de um desejo intenso em que a paixão louca se transforma em orgasmo puro e fundo, abrasante como o fogo do amor de Deus. Nela, a Floresta do Amor, se respira o ar puro do sexo santo, da relação apaixonada cuja loucura é o tesão que se muda em gigantesca colocação interior quando o pau de ferro cheio de calor de mais de 600 graus acima de zero penetra amorosamente esse útero elegante e charmoso, lindo e perfumado, limpo e carregado de cabelos dourados, peludo como a mulher-chocolate e cabeludo como as noites de verão carioca onde o fogão aceso pelo aquecimento global da bengala celestial enlouquece essa Floresta peluda e cabeluda, quente de amor e pegando fogo no sexo imortal. É a noite mais quente do ano quando os níveis de calor imenso fazem subir os termômetros da paixão enlouquecida pelo fogo do amor humano e natural. É o amor dos deuses que se encontram com suas deusas na madrugada da paixão dentro do hotel 6 estrelas do céu mais iluminado e fortalecido do Planeta. Sim, o amor é lindo! Aprecio essa mulher pegando fogo no meu canhão de aço carioca recebendo em sua floresta amazônica bastante peluda e tremendamente cabeluda o meu bombom de chocolate vermelho, meu pássaro azul pleno do inferno do amor onde as garotas encaixam com seus amantes enlouquecidamente e as meninas do fogo sexual são colocadas colocantemente pela bomba nuclear do salsichão layser cujo bombardeio atômico deixa a mulher extasiada, cheia de prazer e indo ao orgasmo total da loucura apaixonada do amor sexual. É a Floresta do fogo dos amantes que metem em suas amadas na noite mais fervente da loucura apaixonada.
Ó Paixão louca, onde estás que me perdi dentro de tuas matas quentes e de tuas florestas loucamente peludas e sexualmente cabeludas ?!?!?! Ó Loucura dos namorados comprometidos com suas paqueras doidas cujo hospício do amor é o paraiso de Deus, a casa do sexo puro e santo ?!?!?! Ó Desejo divino, loucura dos deuses e paixão dos homens e mulheres que se amam ?!?!?! Ó Tesão maluco cuja efeito imediato é o Orgasmo das deusas do amor ?!?!?! Bela Floresta Amazônica! Belas Matas de fogo celeste! O Amor é santo!
O Sexo é puro!

Paquera
Do olhar para o beijo

Um bom começo de namoro se constrói a partir de uma paquera bem feita, rica de conteúdos sentimentais e plena de matérias do coração, gerando no casal que se encontra olhares mútuos que se completam, e se alimentam do desejo do corpo e da paixão da alma, até que possam se beijar enlouquecidamente acumulando entre si créditos sexuais, qualidade no amor recíproco, interação de mentes e pontos de vista ainda que diferentes e contrários, diversos e adversos. Sim, na verdade, paquerar uma menina e conquistar uma garota é algo que envolve a categoria do macho, que articula de todo jeito o modo de trazer para si a mulher desejada, atraindo-a para seu corpo cheio de tesão, pegando fogo perto e longe dela, chamando-a sempre ao seu encontro, ficando pertinho dela em todos os instantes, em quaisquer circunstâncias, sob qualquer condição. Namorar é uma arte. E o artista do amor que produz assim um relacionamento transitório ou duradouro tem o segredo de ao olhar para ela, e piscar seus olhar em sua direção, envolvê-la em seus braços e cobri-la de beijos ardentes, desejosos e apaixonados, loucos por transformá-la na Mulher da Loucura do Prazer quando então com ela vive noites de chegar ao orgasmo ou torná-la apta a receber sua bengala de prata, seu pau duro de bronze ou seu ferro de ouro maciço, a maior aspiração que ela tem naquele momento de orgia sexual e bacanal do prazer. Nessas horas de paixão e loucura, em que ambos incendeiam por todos os lados, dá-se o auge da paquera e o maior ponto máximo do namoro. Desde ali, se fazem um casal eternamente apaixonado, prontos para diversas madrugadas de amor, fecundos na relação bilateral onde o ferro e o buraco quente se encontram, o canhão penetra aquele útero pegando fogo sem parar. Nesses minutos e segundos eternos, a loucura é imensa e o amor gigante, o sexo perde a razão e o desejo se torna a plenitude do prazer, o orgasmo vital, loucura dos deuses e suas deusas, paixão dos amantes e suas amadas, desejo de encontro fundamentalmente necessário do casal que se ama, se respeita e se valoriza substancialmente. Desde então, vão à essência da sexualidade metamorfoseada em situações de loucura total onde os ânimos se alteram, os corpos viram brasas de aço puro e os espíritos atingem a abundância da paixão, resultado de uma noite de amor em que o romantismo prevalece, a amizade é sincera e o juízo é compreensível mesmo que no desenlace das posições sexuais assumidas e diante de ambas as posturas enlouquecidas impere a violência dos desejos ou a insensatez da paixão desordenada. Assim, uma paquera de qualidade se inicia com olhares profundos e beijos alucinantes e se concretiza em atitudes sexuais elevadas, refletindo a excelência do relacionamento e a riqueza das ações compartilhadas e o gesto de interatividade bem fundo no interior dos parceiros, companheiros do amor e sexo. Uma relação tão quente e bonita assim tende a não acabar, e permanecer eternamente, para além da morte temporal e mergulhar no oceano da eternidade. Amar é uma arte.

A Escangalhada

Eis uma mulher torta, aparentemente errada, cheia de faltas, estourada, quebrada e arrebentada sexualmente, mas que corresponde ao amor de seu homem, transformando sua vida para melhor, realizada no amor e satisfeita no sexo. Boa de cama, ela é a companheira fiel do macho que a recebe em seus beijos, e faz dela o sentido da sua vida e sua razão de ser, pensar e existir. Uma mulher queimada por dentro e por fora, mas que sabe solucionar as dificuldades de seu parceiro, resolver seus problemas sentimentais e dar a melhor resposta para suas interrogações existenciais.
É a mulher topa-tudo, para o que der e vier, porque tem experiência no romance a dois, sabe paquerar seu querido tornando-o o homem mais feliz do mundo. É uma mulher madura, que sabe o que quer eo queo seu amado precisa nessa hora. Não está em crise, mas sempre em busca de um novo amor. É uma mulher plena.

A Ordem do Amor

Em nossos trabalhos diários e em nossos relacionamentos cotidianos, nos contatos com a família e os colegas do emprego, na participação de debates na escola e em encontros com pessoas na rua e no supermercado, nas conversas de botequim e nos bate-papos na padaria e no jornaleiro, observamos como a boa sexualidade – o amor entre o homem e a mulher - é fator de ordem interior, condição de paz e tranqüilidade dentro e fora de nós, elemento de equilíbrio da mente e das emoções e bom-senso em nossas atitudes de cada dia, de disciplina moral e organização de nossas idéias e conhecimentos, porque, em tais circunstâncias onde o afeto é importante, o desejo se faz presente e a paixão se torna constante em nossas vidas, temos calma na alma, repousamos bem o nosso corpo, dormimos melhor, controlamos mais as nossas adversidades e dominamos otimamente as nossas atividades cerebrais, os nossos exercícios mentais e as nossas operações de ordem ética e espiritual.
Quando o amor entre o homem e a mulher vai bem, tudo se ordena, tudo se acalma, tudo se pacifica, tudo se equilibra, tudo repousa.
Parece então que o ambiente a nossa volta acompanha o nosso interior, a natureza descansa e o universo sorri para nós.
É como se uma força interna comandasse o nosso destino e uma energia divina contagiasse as nossas relações, determinasse o clima em torno de nós e definisse as nossas ações em prol da coletividade, fazendo nascer e brotar ao nosso lado a fraternidade entre as pessoas e a solidariedade entre grupos e indivíduos.
Em nosso entorno respira-se a paz interior, o bem e a bondade, a boa amizade e a feliz generosidade.
Quando estamos bem com o nosso parceiro de cama e companheiro de caminhada, o mundo atua em nosso favor, a vida nos credita imensos benefícios, Deus mais uma vez sorri para nós.
Então, o amor ordena todas as coisas, tranqüiliza tudo e a todos, faz-nos trabalhar com alegria e viver em repouso permanente.
Fazemos bem todas as coisas.
Tudo caminha direito e vivemos com respeito.
A Justiça habita no meio de nós.
Somos mais transparentes com as pessoas.
A Verdade se coloca ao nosso lado.
A Felicidade se põe em nosso meio.
É a ordem do amor.
É o jeito que a boa sexualidade encontra para nos tornar felizes, de bem com a vida e em paz conosco mesmo.
É a maneira do amor atuar, regularizando todas as coisas e regulamentando os nossos atos a favor do bem das pessoas.
Graças ao amor entre o homem e a mulher.
Essas são as conseqüências de um bom convívio entre as duas partes, os ótimos efeitos de um bom relacionamento em que a felicidade se constrói na dependência entre um e outro, no intercâmbio de boas idéias, na interatividade de valores bem aceitos e de virtudes bem praticadas, no compartilhamento de conhecimentos e vivências que melhoram, enriquecem, fazem crescer e aperfeiçoam a vida dos dois.
É fundamental que um homem ame uma mulher, e que uma mulher se apaixone por um homem.
É o sentido da vida e a razão da existência.
Eis a lei natural criada por Deus para que sejamos felizes aqui e na eternidade.
Da ordem desse amor construído todos os dias e todas as noites dependem o nosso bom dia de hoje, o nosso bom cafezinho no botequim, as nossas boas compras no shopping ou no supermercado, as nossas boas aulas na universidade, as nossas boas orações na igreja, a nossa boa saúde mental, física e espiritual, e o nosso bem-estar material, emocional e existencial.
Desse modo, o nosso ambiente estará bem se o nosso amor estiver em harmonia, se vivermos constantemente apaixonados pela vida e a natureza, o ser e o universo, o pensamento e a existência.
Portanto, graças ao amor entre o homem e a mulher.
Deus quis assim.

Apaixonar-se...

Na vida de cada dia, vivemos de paixões...
Apaixonar-se é o sentido da vida.
Nos apaixonamos pelo nosso trabalho de cada momento...
Nos apaixonamos por mulheres...
Nos apaixonamos pela ginástica, pelo futebol no Maracanã, pelo carnaval na Marquês de Sapucaí...
Nos apaixonamos pela vida de todo instante...
Nos apaixonamos pela família que nos protege...
Nos apaixonamos pelo dinheiro que nos sustenta...
Nos apaixonamos pela política que manifesta as nossas ideologias...
Nos apaixonamos pelo sexo que nos realiza e satisfaz...
Nos apaixonamos pelas idéias que produzimos e pelos conhecimentos que compartilhamos...
Nos apaixonamos pelos pobres que ajudamos...
Nos apaixonamos pelas garotas que namoramos e pelas meninas que paqueramos...
Nos apaixonamos por Deus, que fundamenta o nosso ser, pensar e existir...
Nos apaixonamos pela rua em movimento em seu vai e vem de casa para o trabalho e vice-versa...
Nos apaixonamos pela beleza da natureza e pelas maravilhas do universo...
Nos apaixonamos pelos amigos com quem repartimos os nossos interesses, problemas e dificuldades...
Nos apaixonamos pelas crianças e seu sorriso de esperança...
Nos apaixonamos pelos jovens e seu sonho real...
Nos apaixonamos pelos idosos e mais velhos com quem aprendemos a sabedoria da vida e a experiência da existência...
Nos apaixonamos, enfim, pelas nossas gatas cariocas, mais quentes que o sol, mais brilhantes que a luz, mais cheirosas que o perfume...
Nos apaixonamos pelas nossas belas panteras cor de rosa cujo desejo de amor é a paixão mais louca que um homem pode ter...
Nos apaixonamos pelas nossas fêmeas desejadas e apaixonadas, que na loucura do orgasmo nos fazem os machos mais felizes do mundo...
Nos apaixonamos pelas nossas jovens mulheres cujas brasas quentes de amor incendeiam o fogo da nossa paixão e a loucura do nosso desejo...
Assim é a vida.
Não dá pra viver sem paixão.
Não dá pra não ser apaixonado por alguém ou por alguma coisa.
Vivemos de paixões.
A Vida é uma paixão.
E estaremos sempre vivos, de bem com a vida, fazendo o bem e vivendo em paz, quando estivermos realmente sempre apaixonados.
Tal é a razão da existência.
Tal o sentido da vida.
Apaixonar-se...
Eis a energia da vida e a força do amor.
Eis o sentimento mais fundo do ser humano.
Eis o coração de um homem e de uma mulher que se atraem um pelo outro.
Eis a mulher sensível e o homem sentimental.
Unidos pela paixão, a loucura do amor.
Unidos pelo mútuo relacionamento.
Unidos pelo desejo de serem felizes.
Assim é a paixão.
Um desejo louco, um sentimento profundo, a sensibilidade mais funda.
Assim é o coração.
O tempo do desejo e o lugar dos apaixonados.
Assim é a vida.
Uma eterna paixão.

A Perfeita colocação interior

Quando um homem e uma mulher se encontram tudo pode acontecer desde um simples bate-papo legal até o momento do encaixe sexual onde o macho penetra colocantemente a fêmea em uma perfeita colocação interior quando o pau duro colocador invade a floresta amazônica e faz do canal colocado uma colocação colocante na perfeita, louca e apaixonante penetração interior. Nesse instante de tesão que vai ao orgasmo, do desejo que procura o prazer, da paixão que busca a loucura, os dois se amam de verdade, se respeitam com amor e carinho e se valorizam mutuamente cada qual transformando o outro em fonte de alegria sexual, e eis que então ambos arrebentam a boca do balão, a cama vira um colchão de prazer, o ferro maluco da cabeça invade e mergulha no buraco pegando fogo da parceira, e o companheiro realiza a sua vocação humana e natural de levar a esposa ao delírio do sexo e seus efeitos de loucura doidona e paixão alucinante, desejo em forma de brasas quentes de amor e orgasmo enlouquecido pela bengala que incendeia dentro da gaveta calorosa da mulher amada, e assim metem uma com o outro na perfeição do amor que se entrega, se abre e se põe a serviço dos beijos recíprocos e dos abraços compartilhados na interatividade sexual, o amor perfeito. Então, várias posições sexuais levam à perfeição do amor:
a) O sexo inglês – eis a situação de loucura sexual quando o homem por baixo e a mulher por cima se encaixam apaixonadamente;
b) O sexo alemão – eis a circunstância amorosa em que o machão coloca a garota no seu colo e debaixo pra cima a penetra penetrantemente, colocando o seu canhão colocador no caixote colocado na perfeita colocação colocante do encaixe sexual;
c) O sexo japonês – eis a condição para que os parceiros deitados de lado um sobre o outro permitem que a bomba atômica do garotão penetre enlouquecidamente de lado a caixa preta ou a caixinha loura da mulher colocada colocantemente pelo pau colocador do ferro layser do homem doidão por meter com prazer nesse caixote de aço da amante apaixonada;
d) O sexo chinês – eis o instante elevado, de riqueza de conteúdo sexual, de qualidade de vida do amor e de excelência de virtudes colocantes e colocadas, penetrantes e penetradas quando o jovem namorado paquerando sua menina incendiando diante de si aponta a flecha veloz do dinamite nuclear que explode, estoura o útero da mulher e a deixa abrasada e incendiada por dentro e por fora na loucura completaque explode do paraiso de Deus;
e) O sexo português – eis o momento decisivo da história sexual de Portugal quando o cidadão de Lisboa olha para a sua garota do Porto, ou o jovem garoto de Braga observa a sua menina do Minho, ou o garotão às margens do Rio Tejo procura a sua jovem paquera às margens do Rio Douro e juntos e unidos ali mesmo publicamente se encaixam, se colocam e se penetram na loucura apaixonada do amor eletrônico e do sexo elétrico, da paixão digital e do amor virtual quando a Serra da Estrela grita para todo o Portugal ouvir com atenção: “Hoje, o sexo é de Portugal. Os Portugueses do Benfica meteram loucamente nas portuguesas do Sporting de Lisboa. Viva Portugal! Palmas, mais palmas, e muitas palmas, para o sexo português gerador de famílias, filhos, netos e bisnetos, a bênção de Deus sobre a natureza portuguesa e o universo de Viana do Castelo, a casa da Glória e do Manuel, da Amália e do David, do Wanderson e da Fátima, do Almerindo e da Alzira, da Olívia e do seu José, do Miguel e da Fátima da Mariz e Barros, o louvor de Deus na terra portuguesa, camponesa com certeza”
Eis a perfeita colocação interior.
Graça de Deus e Glória do Senhor.

Dia do Amante
(26 de Junho)

Tenho dentro de mim que nós, homens e mulheres, não fomos feitos para viver sozinhos, todavia fazer do amor a nossa relação mais forte, o nosso intercâmbio mais vivo, a nossa interação mais completa e o nosso compartilhamento mais desejoso e mais apaixonado.
E que esse amor quente se transforme não em um casamento religioso onde os relacionamentos se identificam com a geladeira da cozinha ou com o cemitério do caju, pois são frios e mortos, baseiam-se em papéis assinados e registros civis, têm na aparência a sua lei maior e na hipocrisia a sua imagem mais autêntica.
Não.
O Amor tem que ser eterno, feito de namoro e paixão, realizado com paquera e desejo, isso de uma maneira duradoura, sem fim, sem limites e sem obstáculos a impedir a sua consumação onde então esse amor se torna doce e macio, leve e suave.
Em outras palavras, mais importante é namorar e paquerar, e fazer do casamento um namoro eterno e uma paquera infinita.
Sem as burocracias sem sentimento e sem as burguesias sem coração.
É aí que surgem os amantes, ou melhor, o amante e a amada. Ou o amado e a amante.
Porque os amantes surgem de um desejo do olhar.
Do desejo de amor desse olhar penetrante que envolve a ambos, macho e fêmea, produz-se o namoro.
Do namoro acontece a paquera.
Da paquera vem o compromisso.
Do compromisso o respeito.
Do respeito a responsabilidade.
Da responsabilidade a liberdade.
Da liberdade a felicidade.
Então, a felicidade se torna eterna.
Assim se constituem e se consolidam os amantes.
Ele e ela, juntos e unidos, fazem do amor mútuo a ordem interior e o direito interno, que estabilizam a relação amorosa, fundamentada pois na lei natural como que dizendo que neste momento a natureza aprova tal relacionamento e que o Princípio dessa natureza humana, o Criador, o Autor da Vida, Deus e Senhor, confirma esse engajamento, para o qual contribuem o crédito da sociedade, a amizade de parentes e amigos, e a solidariedade de todos que no mesmo nível de amor conferem a esse encaixe sexual os beneplácitos de quem igualmente vive esse compromisso de amor.
Desse modo nascem os amantes.
Nascem para serem eternos.
Nascem para encaixar um com o outra para sempre.
Nesse encaixe de amor, produzir a sexualidade humana e natural cujos frutos são o prazer e o orgasmo sexual, a felicidade do casal, a origem da família, e uma herança geradora de favores e benefícios que atingem toda a humanidade.
Neste dia do amante, ou da amada, celebramos a lei do amor, a sua ordem interior e o seu direito interno.
Porque no amor, e na vida do amante e da amada, o mais importante é a região do coração e a experiência de duas consciências que se completam, e a prática de dois corpos que se enriquecem, e a atitude de duas almas que se aperfeiçoam, fazendo da beleza do amor a grandeza de uma vida comprometida com a própria vida, cujo sustento é a natureza alicerçada no Senhor nosso Deus.
Hoje, o grande amante e a bela amada festejam a vitória do amor.
A Vitória do desejo e da paixão.
A Vitória do sentimento mais puro e mais profundo.
A Vitória da sensibilidade da mulher e da coragem do homem em assumirem um compromisso responsável, o qual encontra no respeito recíproco e no direito natural a chave para o seu sucesso matrimonial.
Pois no respeito se acha a base da ordem e do diálogo.
E no direito natural se percebe a garantia de que a natureza absolve tal relação e que Deus aprova esse relacionamento amoroso.
Fundamentado nesses princípios éticos e espirituais, o amor se faz, o bem se realiza e a paz se conquista, e a vida se torna a grande vencedora ainda que os trabalhos e os sofrimentos do dia a dia, as dificuldades e as contrariedades do cotidiano, os problemas de relacionamento e as contradições de comportamento estejam presentes e insistentes até a morte.
Que o coração do amante e o sentimento da amada contribuam verdadeiramente para a felicidade do casal, a alegria da família e o bem-estar da sociedade.
Feliz dia dos amantes para todos!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Rio da Vida

O Rio da Vida

A Vida é como um Rio, que passa e não volta mais...
Suas águas se movimentam sempre para a frente, em direção ao Oceano, e por elas navegam pescadores e viajantes, seguindo o ritmo da existência, pescando peixes bons e ruins, para fazer comércio ou servir de alimento para si e suas famílias.
No cotidiano da realidade, também nos encontramos muitas vezes dentro de um Rio, que ora nos leva para horizontes benignos e virtuosos, ora nos direciona para locais onde reinam o perigo, o risco de viver, os vícios das pessoas e a violência de alguns.
Igualmente, ainda que o mundo passe e a realidade seja veloz e corra depressa, precisamos de águas que permaneçam, de valores que fiquem e de princípios que dêem estabilidade e boa vida às nossas atitudes, ações e relações, e comportamentos no dia a dia.
Nesses Rios da Vida, encontramos pessoas boas que nos ajudam a percorrer as águas da existência com paz e calma, tranquilidade na alma e repouso no corpo.
Também os Rios da Realidade nos ensinam a continuar pescando, navegando sem parar, construindo a vida com os peixes bons que encontramos e ao mesmo tempo ignorando os peixes inúteis, que não servem para nada e não nos ajudam em nada.
Somos como os bons pescadores – ou deveríamos ser – que voltam felizes para suas casas depois de uma boa pescaria. Satisfeitos por serem do Rio e realizados porque a vida lhes deu o sustento de cada dia, o alimento necessário, que faz bem a si e aos seus.
Somos como os bons peixes, que alimentam a vida e a família dos pescadores, ajudando-os a manter viva a chama da vida, trabalharem com alegria e viverem as suas realidades de maneira feliz e otimista, alegre e contente, sempre soltando um sorriso vivo para as pessoas ao seu lado e em torno de si.
Assim é a vida.
É como um Rio que passa e não volta mais...
Só ficam o bem que fazemos, as boas experiências que fizemos e as boas práticas que estabelecemos e consolidamos no convívio uns com os outros.
Assim somos nós.
Pescadores da vida.
Peixes que alimentam o cotidiano.
Navegantes que tornam felizes a vida dos outros que caminham conosco.
Somos caminhantes.
Porque a vida é o Rio que caminha.
E nós a caminhada de suas águas ora tranquilas ora turbulentas.
O mais importante é saber viver bem o momento, sabendo que ele não volta mais.
Viver bem o instante de aqui e agora, a fim de colhermos os bons frutos que Deus um dia nos dará por termos feito bem todas as coisas, vivido com alegria essa vida, construindo sorriso e otimismo a nossa volta.
Porque a vida passa, mas o bem que fazemos fica.
Porque o mundo passa, mas bondade de nossas ações continua para sempre.
Assim é o dia a dia.
Cabe a nós vivê-lo bem.
O Resto é consequência.
Mas não se esqueça: a Vida não tem volta.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Parangolé

Parangolé
A Arte da Interatividade

De acordo com o artista Hélio Oiticica, o Parangolé – uma forma de arte ou uma manifestação cultural que extrapola a própria obra de arte – deve sempre unir a arte com a vida, tornando a obra que cria maior e melhor do que si mesma, onde para isso o autor deve interagir com o receptor , transformando-o em co-criador, produtor de conteúdo, e não apenas este assumir uma atitude passiva diante de quem gera a mensagem. Em outras palavras, emissor e receptor da mensagem da obra de arte interagem entre si, compartilham das mesmas idéias e conhecimentos, cabendo ao ouvinte ou objeto da informação completar, e não só contemplar, a obra, acrescentando-lhe outras, novas e diferentes representações ou alternativas e possibilidades de enriquecimento e aperfeiçoamento do trabalho em referência. Assim, o autor cria a arte e o receptor completa-a, aperfeiçoa-a, enriquece-a, acrescentando-lhe ou somando a ela diversas matérias como variados conteúdos de conhecimento.
Por exemplo, se Aleijadinho, artista mineiro, ao criar a imagem de Moisés de modo escultural, visse no observador dessa escultura que ele poderia enriquecê-la ou aperfeiçoá-la transformando-a em uma música, ou um texto de redação, ou em uma galeria de fotos, ou ainda em um vídeo ou filme de cinema, ele na verdade estaria refletindo o Parangolé.
Assim se traduz o Parangolé.
Nele, a obra em si está incompleta, precisando do receptor de sua mensagem para completá-la, inserindo-lhe novas mídias ou outras maneiras de enriquecer e aperfeiçoar a mensagem do artista, isso de modo musical, teatral, cinematográfico, audiovisual, monografia do estudante ou fotográfico.
Isso em síntese é o Parangolé, que une a arte com a vida, faz interagir o emissor e o receptor de sua mensagem, contribuindo este com diferentes qualidades de conteúdo conforme se viu acima.
No campo da educação à distância ou do ensino presencial e virtual, online e offline, a mensagem do Parangolé é a de que professores e alunos interajam na construção dos conhecimentos propostos e oferecidos, os quais deixam de ser apenas transmissores ou monologais para se fazerem agora comunicadores, dialógicos, interativos e compartilhados, passando o estudante a ajudar o mestre acrescentando-lhe novas mensagens e conhecimentos, tornando o ensino mais completo, que soma forças, mais rico, mais perfeito, e de excelente qualidade.
Observa-se ainda que o ensino online ou virtual vê-se então enriquecido com a possibilidade de participação dos alunos e alunas co-criando e co-construindo com os docentes o conteúdo necessário para que os conhecimentos fiquem completos.
No Parangolé como no ensino virtual e online, a participação é importante, é interessante a interatividade e o compartilhamento, e sobretudo neles sobressaem a co-autoria dos estudantes que ora aperfeiçoam os conhecimentos dados pelo professor.
Para isso, usam-se ferramentas de fotos e vídeos, música e cinema, textos e audiovisuais.
O Parangolé na verdade é um processo em construção.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Indeterministas

Indeterministas,
graças a Deus

Fundamentos do Discurso Indeterminista

1. “Apeíron”,
o Princípio da Indeterminação

No séc.VI a.C. da Antiguidade Grega, um filósofo pré-socrático chamado Anaximandro da Escola de Mileto afirmou e defendeu a tese de que a ARKÉ, o princípio da vida e de tudo e de todos, era o ÁPEIRON, um elemento da natureza de configuração indefinida e realidade indeterminada, o responsável pela origem dos seres e das coisas no universo, gerador da realidade cotidiana, das vivências humanas e das experiências naturais e culturais, sociais e ambientais, políticas e econômicas praticadas pelos homens e pelas mulheres de seu tempo e momento histórico.
Tal entendimento produziu uma certa PAIDÉIA entre os gregos, que então tinham atitudes, idéias e valores comuns e se comportavam de acordo com essa teoria filosófica indeterminista que apologeticamente Anaximandro sustentava, fazendo muitos adeptos e seguidores de tal modo que diversos grupos de pessoas, assumindo a sua proposta idealista, transformavam suas vidas em “ÁPEIRON”, razão de suas ações e paixões e fonte de seus desejos, anseios e necessidades.
Aos poucos, cresceram os indivíduos simpatizantes com a idéia de Anaximandro, que se propagou pelo mundo inteiro até os dias atuais.
Hoje, o “ÁPEIRON” de Anaximandro deu origem à corrente indeterminista da história, a qual tem influenciado diferentes comportamentos políticos e sociais, culturais e econômicos em todo o Globo Terrestre.
Assim o Indeterminismo é uma ideologia hoje acompanhada por teorias como o niilismo, o ceticismo e o relativismo, assim como o ateísmo e o individualismo, construindo ora realidades tipicamente transitórias, inconstantes, céticas, relativas, indefinidas, instáveis, provisórias e indeterminadas capazes de modificar as consciências de algumas personalidades, transformar o pensamento público e popular e metamorfosear mentalidades diferentes e culturas novas e tradicionais.
Pensar indeterministicamente significa não possuir regras de conduta, não seguir dogmas estabelecidos nem assumir padrões absolutos ou ideais estáveis e constantes.
O Indeterminista quer ser livre, e faz dessa liberdade de alternativas e possibilidades a sua verdadeira felicidade.

2. O Princípio da Indeterminação
O Fluxo das coisas indefiníveis e o
complexo dos seres indetermináveis

Ideologias tais como o relativismo, o ceticismo, o niilismo, o indeterminismo, o individualismo e o ateísmo contribuem efetivamente para entender o universo da indeterminação, visto que influenciam com seus discursos carregados de matéria aberrante para a sua propagação entre os meios sociais, políticos e econômicos do mundo inteiro.
De fato, o mundo da indeterminação envolve conceitos aparentemente alienantes, mas que identificam uma filosofia de vida própria assumida publicamente por seus adeptos e seguidores espalhados por todo o globo terrestre.
Assim, o nada e o vazio niilistas; a relativização dos seres e das coisas, ignorando idéias absolutas, de cunho relativista; a dúvida e a incerteza que caracterizam as definições ceticistas; as indefinições dos conceitos, das teorias e das práticas próprias do indeterminismo; o egoísmo de indivíduos e grupos, com seus momentos partidários, excludentes e divergentes, que identificam o individualismo; e a ausência de Deus, substituído por símbolos, ídolos, figuras e objetos, que possam garantir segurança em suas vidas, defendida pelo ateísmo – eis, com efeito, o império das coisas indefiníveis e dos seres indetermináveis, que, atualmente, tem derrubado teorias da estabilidade, modelos de autoridade competente, quadros permanentes de culturas e mentalidades aparentemente seguras e inabaláveis, situações de ocorrências constantes, com seus momentos até aqui bastante definidos e com suas circunstâncias até agora muito bem comportadas.
Verdadeiramente, o princípio da indeterminação aqui e agora no meio de nós está desenhando uma nova história da humanidade, uma nova visão da realidade, uma nova interpretação dos seres e das coisas, um novo olhar sobre as sociedades humanas, um novo modo de observar os fatos cotidianos e os acontecimentos do dia a dia.
Deste modo, a partir do conceito de indeterminação e em função de sua racionalidade bastante real pode-se configurar novos modelos de Deus, de homem e mulher, de cultura e sociedade, de tempo e história, de realidade e racionalidade, de teoria e prática, de consciência e experiência, de interesses e intencionalidades.
Indeterminados, somos eternos e infinitos, plurais e universais, globais e diferenciais, gerais, particulares e singulares.
Indefinidos, superamos as barreiras do conhecimento, ultrapassamos os obstáculos dos preconceitos e superstições, transcendemos os limites da aparência e da essência.
Somos então de fato substancialmente pessoas indefinidas e indeterminadas.
Tal é o nosso outro, novo e diferente momento real, racional e intencional da atualidade presente da humanidade de hoje.

3. A Crise dos Modelos
de Autoridade Competente

Em nossa sociedade moderna, temos assistido diariamente os conflitos e as discórdias aparentemente estabelecidos entre autoridades e seus subordinados, professores e alunos, médicos e pacientes, advogados e clientes, patrões e empregados, banqueiros e bancários, empresários e funcionários, comerciantes e comerciários, juizes e serventuários da justiça, pais e filhos, padres e fiéis, e outros, o que reflete e nos revela verdadeiramente a atual crise dos modelos de autoridade competente, fruto de pensamentos indeterministas e teorias relativistas, céticas e niilistas, que questionam tais paradigmas tradicionalmente absolutos, em nome de ideais como liberdade, individualismo, ateísmo, finitude temporal, instabilidade histórica, inconstância ética e religiosa, irreverência moral, inconsistência psicológica, desordem mental, indisciplina racional e desorganização dos conhecimentos até então adquiridos, transformando as garantias e seguranças desses modelos em algo efêmero, transitório, parcial, relativo, inconstante, sem estabilidade social, política, econômica e cultural, criando ao contrário por outro lado realidades cujos fundamentos não existem, bases sem bases, princípios ausentes em sua sustentabilidade, um mundo sem regras e sem dogmas, cuja essência é a eternidade de seus valores mutáveis, a mudança constitucional e institucional, o nomadismo de pensamentos e atitudes, a metamorfose ambulante, o movimento perene de construção de contrários, que se alternam permanentemente e se mobilizam infinitamente, e que tornam suas vivências e experiências cotidianas momentos de novas e diferentes possibilidades, abrindo o ser, o pensar e o existir para outras alternativas de liberdade e felicidade.
A Crise contemporânea desses modelos demonstra a necessidade que temos de certas mudanças para melhor, para o bem e a paz das sociedades humanas espalhadas pelo mundo inteiro.
Mostra-nos sobretudo que somos nômades.
Sim, estamos na era do movimento.
E tal movimento social e seu processo constante de mudanças destroem para sempre o desejo de modelos e autoridades permanentes, as teorias e ideologias absolutas e estáveis, dando origem pois a partir de agora aos pensamentos descartáveis, aos sentimentos relativos e aos comportamentos indeterminados.
É a indefinição da vida que se faz presente, visto que essa é a sua essência, o seu mundo de possibilidades e o seu universo de alternativas, sempre novas e diferentes.
Com efeito, a indeterminação é a nossa liberdade.
Indefinidos somos felizes.
Eis a nova visão das realidades vividas pela sociedade dos dias de hoje.

4. Na Berlinda da Existência,
os Autoritarismos de Estado, os Dogmatismos Filosóficos e os Absolutismos Científicos

Em função da ascensão do pensamento indeterminista atualmente em nossas sociedades locais, regionais e globais, aqui e agora, observa-se não só a crise das instituições como ainda a queda de regimes políticos antes sustentados pelo critério da estabilidade, o desprezo por filosofias e ideologias de cunho dogmático e a relativização das “verdades” científicas, outrora consideradas absolutas, intocáveis e seguras, todavia hoje perdem o seu significado eterno para se inserir no rol dos discursos verdadeiros mas relativos, transparentes porém transitórios, autênticos entretanto provisórios, sujeitos às instabilidades da experiência real cotidiana, aos limites da história e dos acontecimentos e às finitudes temporais cujas circunstâncias diárias e noturnas refletem a insegurança dos relacionamentos humanos e seu convívio sem garantias estáveis com problemas sociais e culturais, políticos e econômicos.
Desde então, na berlinda dos valores existenciais sem sustentabilidade segura e fundamentada, a vida social se vê questionada em seus momentos aparentemente carregados de garantias psicológicas e ideológicas, tornando assim o ambiente de relações e negociações algo descartável, mutável, irrisório, inconstante e muitas vezes irreal e irracional.
A Sociedade moderna está na berlinda da existência.
Vive hoje a sua própria metamorfose ambulante e circunstancial.
Suas transformações aparentes e essenciais a levam a um novo modelo de vida sustentado agora pela estrutura da instabilidade, provocando-lhe diferentes experiências voltadas ao bem que deve fazer e à paz que deve viver, se esse for o estado de existência ou o caminho que então abraçado certamente a ajudará a ser mais livre e feliz, ordeira e pacífica, fraterna e solidária.
As mudanças agora propagadas e que vem se consolidando no terreno social apontam para novos paradigmas de vida e outros e diversos modelos de existência cujas bases fundamentais são a eternidade dos pensamentos instáveis, a estabilidade das mutabilidades temporárias e a constância de ideologias e experiências sempre em movimento contínuo de superação de si mesmas, ultrapassando de acordo com a situação e o momento temporal e histórico os seus limites reais e transcendendo ao mesmo tempo as suas fronteiras e bloqueios de ordem social e cultural, política e econômica.
Urge buscar outros fundamentos baseados na idéia da instabilidade de valores, símbolos e vivências, todavia que seja sustentada e garantida por princípios racionais bem orientados cuja essência seja a sua durabilidade permanente.
Precisamos da instabilidade estável.

5. A Queda das Teorias
de Estabilidade

O Contexto histórico atual nos mostra que os modelos de instituições ou de estruturas e sistemas baseados na estabilidade estão caindo, isso porque as sociedades humanas modernas, em mudança permanente, vivem o contrário em seu cotidiano de vida: o caos das ruas, a instabilidade de idéias e valores, a insegurança existencial e espiritual, a falta de garantias econômicas e financeiras, o desemprego e a ausência de trabalho, a fome e a miséria, a turbulência urbana e rural, a crise moral e religiosa, o desvio de comportamento por causa de alterações no caráter ou aberrações na personalidade, a ignorância e o analfabetismo, a confusão mental, a desordem social e política, a ética sem transparências, a relativização das certezas absolutas, a indisciplina racional, a desorganização dos conhecimentos obtidos, a violência nos campos e nas cidades, os conflitos trabalhistas e familiares, os relacionamentos discordantes e antagônicos, as situações de indiferença e insensibilidade de uns em relação aos outros, a má conduta de grupos e indivíduos, a corrupção dos poderes, o vazio da vida e o nada da existência, o desrespeito às autoridades constituidas, a irresponsabilidade e as atitudes sem compromissos de muitas organizações corporativas, o amor carente de diversos casais, a ausência de fraternidade entre as pessoas e de solidariedade entre os povos, as amizades contraditórias e a generosidade hipócrita, enfim, um complexo de circunstâncias adversas que comprovam a insistência do indeterminismo coletivo em inúmeras populações e suas comunidades de moradores e trabalhadores, antes sustentadas por ideologias estáveis e teorias seguras que punham na estabilidade de paradigmas a sua força de permanência no meio da sociedade.
Hoje, os modelos de instabilidade já são uma realidade entre nós.

6. Sociedades Temporárias,
Culturas Transitórias e Mentalidades baseadas na Instabilidade

A Era das mudanças permanentes ou dos movimentos de metamorfoses constantes, que caracteriza o nosso instante atual, em todos os locais e regiões do Globo Terrestre, aqui e agora, vem construindo uma outra, nova e diferente cultura em nosso meio de vida e existência, como também uma diversa mentalidade baseada em alternativas e oportunidades que tendem a possibilitar valores, virtudes e vivências e experiências em torno da bondade e concórdia nos relacionamentos de cada dia, o que propicia para todos nós uma sociedade maior e melhor, certamente superior ao modelo de sociedade anterior, em que se viabilizam simultaneamente o progresso dos povos e o desenvolvimento das nações ricas e pobres, emergentes e em evolução temporária, o seu crescimento interior e exterior, físico e mental, material e espiritual, proporcionando assim aos seres humanos em geral mais saúde individual e coletiva, e mais bem-estar interpessoal, interdependente, onde a interatividade de pensamentos, sentimentos e comportamentos e seu compartilhamento de conteúdos de conhecimento de qualidade e excelência, geram maior dignidade humana e qualidade de vida comprovada no convivio social e cultural que estabelecem grupos e indivíduos diferentes e as novas e antigas comunidades de moradores e trabalhadores, que fazem as sociedades humanas caminharem nesse processo contínuo de transformações reais e atuais, temporais e históricas.
Esse quadro de instabilidade que hoje se verifica no meio de nós é o responsável pela construção de novos e diferentes olhares sobre a realidade, pela criação de diversos modelos de sociedade e paradigmas alternativos para o fluxo cultural que temos e o complexo de mentalidades cujo intercâmbio nos oferece oportunidades para produzir uma boa vida cotidiana e uma ótima existência fundamentada em bases psicológicas e espirituais bem consolidadas.
Hoje, o campo está fértil para o surgimento de categorias de vida e padrões de existência que encontrem no modelo de instabilidade a pedra fundamental para a construção de seu edifício físico, mental e espiritual, sustentado pelas garantias aparentemente seguras das sociedades móveis com suas mudanças estáveis e transformações mutáveis, que identificam o movimento moderno de metamorfoses ambulantes e seu processo de geração de condições de vida e trabalho, saúde e educação bem desenvolvidas.
Aqui e agora, abre-se o mundo para a renovação de suas estruturas de vida e a libertação de seus sistemas antes apegados ao absolutismo de suas representações mentais, institucionais e constitucionais.
Atualmente, um momento de abertura,
um instante de renovação interna e externa,
um cotidiano libertador de diferentes possibilidades e alternativas e oportunidades para todos e cada um.
Eis a Época da Instabilidade com seu indeterminismo cético e relativo, niilista e individualista.
Um tempo realmente de geração de novos modelos de Deus, de homem e mulher, de mundo e cultura, de sociedade e história, de natureza e universo, de vida e existência.

7. A Teoria Indeterminista

A Consciência dos Fenômenos
Indefinidos e a Realidade das
Experiências Indeterminadas

Sem teto e sem chão
Sem portas e sem janelas
Sem tempo e sem lugar

A Ordem do Caos
A Lógica do Concreto
A Eternidade das Realidades Infinitas

Um Mundo sem limites
Um Dia a dia sem fronteiras
Um Universo sem garantias
Uma Vida sem fundamentos
Um Cultura sem princípios
Uma Mentalidade sem origens
Uma Área sem seguranças
Uma Realidade sem bases
Uma Consciência sem fontes
Uma Natureza sem sustentáculos

8. A Cultura do Descartável

Em nossos tempos atuais, assistimos cotidianamente ao império de uma filosofia de vida cujo centro de atenções é o que é útil, agradável e interesseiro; à predominância de uma mentalidade onde o que é mais importante é a rapidez dos negócios, a velocidade das informações e a aceleração de atitudes e comportamentos; ao privilégio de uma cultura tipicamente descartável em que o que existe aqui e agora já não existirá amanhã ou em outro momento e lugar.
Então, o que vale é o instante, a situação momentânea, as circunstâncias aparentes e contingentes, a instabilidade do que é transitório e provisório, deixando-se de lado total ou parcialmente os valores permanentes, a constância das ações éticas e espirituais, a estabilidade dos trabalhos, o equilíbrio da mente e das emoções, o controle da consciência e o domínio de si mesmo.
É a cultura do descartável.
Na política, os deputados e senadores mudam de partido a todo instante caracterizando a chamada infidelidade partidária.
Na economia, o intercâmbio de capitais valoriza o dinheiro mais forte, aquele que tem mais poder, o que configura maior influência social, desprezando os baixos salários, o desemprego e as más condições do exercício do trabalho.
No casamento, passando pelo namoro e a paquera até chegar ao noivado, prevalece a mulher descartável, que o homem hoje arranja na rua e no dia seguinte está dentro de casa. E, dali a um mês, ambos já se encontram separados, partindo pois para novas uniões e novas separações, cada qual defendendo seus próprios interesses e privilégios, e garantindo o melhor lugar no mercado de amores e desejos, paixões e traições.
Nas Universidades, nas escolas de ensino médio e no ensino fundamental prioriza-se a didática da velocidade onde o tempo de ensino é dinheiro e a economia do conhecimento é a palavra mais forte na hora das avaliações dos alunos e alunas, sem falar nos testes de curto alcance e no baixo repertório de conteúdo proporcionado pelas provas presenciais e online, dentro e fora da sala de aula, nas pesquisas rotineiras e nos debates em que há mais gritaria do que raciocínio ou argumentação de idéias.
Na área de saúde, os médicos e enfermeiros e quase todos os agentes sanitários preferem vez ou outra o mercado da doença, o lucro que os remédios podem propiciar, o crédito oferecido pelos planos de saúde, a sua carreira profissional e a qualidade dos salários que podem usufruir, negligenciando o lado humanitário da enfermidade, a consideração que se deve possuir em relação ao doente ou paciente, o conteúdo de conhecimentos que a ciência, a tecnologia e a medicina em geral oferecem diante de tantas pragas e vírus, bactérias e moléstias as mais diversas e contraditórias, as condições ambientais dos hospitais, emergências e clínicas de saúde e ambulatórios, ignorando-se inclusive a prevenção profilática em nome de paliativos que não resolvem nem atingem a raiz dos problemas.
No campo da tecnologia, observa-se o constante troca-troca de telefones celulares, rádios e televisões, assim como a mudança permanente de automóveis novos e usados ou a compra e venda de imóveis, casas e apartamentos com uma rapidez e ousadia que nos impressiona e nos deixa surpresos.
No trânsito das cidades, ou até mesmo na aparente tranqüilidade dos campos e meios rurais, nota-se a urgência de atitudes, a emergência de comportamentos, a “falta de tempo” das pessoas, o descontrole dos horários e a falta de alternativas diante da hora curta e do pouco espaço de tempo e lugar, o desequilíbrio do tráfego com engarrafamentos e congestionamentos, acidentes de carros ou atropelamentos, a “hora do rush” quando tudo fica parado, trancado e engarrafado no vai e vem de ônibus, trens e barcas, autos e metrôs, navios e aviões.
Nas ruas e avenidas das Cidades, as pessoas não se olham mais, há uma correria exagerada para fazer as coisas, falta diálogo nas empresas e escritórios, os namorados esquecem-se até de beijar na hora da despedida, os transeuntes andam apressados superando o tempo escasso e o ambiente alienante e alienado onde se acham naquele momento.
Enfim, a cultura do descartável na mente das pessoas faz todos correrem, serem velozes e acelerados, driblando a disciplina necessária na hora dos compromissos ou ignorando a responsabilidade diante da indispensável maneira de assumir as coisas, os trabalhos e as tarefas do dia a dia.
Também no esporte – o comércio dos jogadores e atletas nacionais e internacionais – como na arte e na filosofia sobressaem a mentalidade de quem produz conteúdos descartáveis e o ambiente de negócios desqualificados, incompetentes e sem a transparência ética devida perante o mercado do que é útil e rápido, incoerente e instável, inconstante e veloz.
Sim, hoje o mundo é descartável.
Nesse universo, reinam os espertos e caem as pessoas direitas e de respeito.
Imperam os malandros.

9. Nomadismo

Sem tempo e sem lugar,
a experiência e a consciência
de atividades cotidianas
em permanente movimento

Mundo Polivalente,
Multifuncional e Pluridimensional

Observa-se hoje em dia, como fenômeno social emergente nas sociedades contemporâneas, aqui e agora, em áreas locais, regionais e globais, a presença de um novo comportamento vivencial, experiencial e existencial, temporal e histórico, real e atual, ao qual denominamos de Nomadismo, em que o homem e a mulher, na moderna era científica e tecnológica, crítica e dialética, informática e insofismática, dentro de sua experiência real cotidiana, age, vive, atua, trabalha e se movimenta constantemente, ultrapassando mesmo o tempo necessário para realizar suas atividades ao mesmo tempo em que ignora a fixação de lugares e a imobilidade de endereços fixos, então pensando idéias e ideais realistas, sentindo sentimentos sérios, autênticos e verdadeiros, comportando-se rapida e velozmente, otimista e positivamente, com bom alto-astral e auto-estima elevada, favorecendo diferentes tendências, abrindo-se a novas possibilidades, renovando-se interior e exteriormente, libertando-se de preconceitos e superstições, progredindo material e espiritualmente, evoluindo mental e fisicamente, crescendo economica e financeiramente emergindo social e coletivamente, emancipando-se politicamente, desenvolvendo-se natural, cultural e ambientalmente, superando limites, ultrapassando barreiras e transcendendo obstáculos, criando novas amizades, apaixonando-se por novos amores, crendo mais em Deus, confiando mais em si próprio, acreditando nas boas coisas da vida, na vitória do bem sobre o mal, da paz sobre a violência, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio, da vida sobre a morte, abraçando pois a cultura do bem e da paz, e a mentalidade baseada na fraternidade, na solidariedade e na generosidade, agindo com mais juizo e bom-senso, buscando mais a sua saúde pessoal e o bem-estar dos outros, desejando mais a sua liberdade e a felicidade alheia, respeitando para ser respeitado, assumindo um compromisso responsável com sua ética comportamental, com sua espiritualidade natural, com sua nova mentalidade cultural cujos valores, normas e princípios fundamentam-se na prática da ordem e da justiça, do direito e da verdade.
Tudo isso, enfim, aponta para o Fundamento de todos os fundamentos, Ele, Deus e Senhor, o Criador, o Autor da Vida.
De fato, atualmente temos uma nova visão de Deus, um novo olhar sobre o homem e a mulher, uma nova interpretação da realidade.
Todo esse complexo humano, natural e cultural de limites, tendências e possibilidades caracterizam o Nomadismo, a nova humanidade dos tempos de hoje.

10. O Reino dos fluxos indefiníveis e o
Império dos complexos indetermináveis

A Filosofia indeterminista e seu mundo de ideologias sustentadoras de uma outra, nova e diferente realidade, identificada com o valor das indefinições e das representações indeterminadas, é responsável hoje pela crise de modelos de estabilidade, pela origem de opiniões céticas onde se acham a incerteza dos conhecimentos e as dúvidas sobre as verdades construídas, pelo niilismo existencial em que se verificam o nada da existência e o vazio espiritual, pela relativização dos fenômenos da experiência real cotidiana onde se privilegiam culturas descartáveis e mentalidades sem fundamentos concisos, a falta da essência na geração dos acontecimentos e dos relacionamentos e o cultivo das relações aparentes, sem substâncias filosóficas, que ignoram uma boa ética comportamental e uma ótima espiritualidade natural, assim como idéias sem sentido algum, raciocínios sem lógica nenhuma, símbolos confusos e imagens complicadas, valores sem consciência e consciências sem valores, atitudes sem respeito e irresponsáveis, juízos irreais e ausência de bom-senso nas atividades, a irracionalidade das ações e a inconsciência dos sentimentos vividos, pensamentos alienados e teorias alienadoras da realidade, distúrbios mentais e desequilíbrios emocionais, a violência e a agressividade nos intercâmbios entre as pessoas, a carência afetiva e o descontrole da cabeça com parcial domínio de si mesmo.
Esse reino de indefinições vividas revela a crise atual em que estamos.
Esse império de comportamentos indeterminados parece sugerir-nos a necessidade de buscarmos a partir de agora um novo modelo de sociedade e diferentes paradigmas de vida onde se gerem outras visões de Deus, de homem e de mulher, de tempo e de história, de mundo e de realidade, de natureza e de universo, de matéria e espírito, de corpo e de mente, de consciência e de experiência, de racionalidade e acontecimento.
De fato, o indeterminismo tem seu lado negativo porém nos apresenta um mundo de possibilidades e alternativas capazes de produzir diversas oportunidades para todos e cada um, além de nos propiciar esperanças de um mundo melhor e uma vida e existência mais pacíficas e fraternas, baseadas no bem pessoal e na solidariedade coletiva, condições de uma humanidade mais livre e feliz.
Assim, o momento presente é de expectativa para o que possa surgir de novo.
Quem sabe um novo céu e uma nova terra.
Talvez o paraíso que todos almejamos.
Possivelmente, um caminho aberto para a satisfação dos nossos desejos e anseios e realização dos nossos sonhos e necessidades.
Eis uma nova estrada de diferentes possibilidades.
Mergulhemos pois no novo.
Vivamos a diferença que agora está diante de nós.
Será a nossa liberdade que se aproxima ?
Pode ser.

11.a. Quando a realidade é cética/A

Na experiência indeterminista, a realidade é cética, carregada de dúvidas existenciais e de incertezas no conhecimento adquirido, tornando então a vida humana vazia e sem sentido, ou, na melhor das hipóteses, transformando a nossa tradicional visão da realidade e inserindo-nos pois em um olhar novo e diferente sobre esses fenômenos cotidianos e suas ocorrências reais e atuais, temporais e históricas, e seus acontecimentos transcendentais, imanentes e transcendentes.
Desse modo, a existência humana vira uma metamorfose situacional onde as circunstâncias reais e ambientais fazem-se relativas, aparentes e efêmeras, provisórias e transitórias, não admitindo idéias constantes e valores permanentes, virtudes estáveis e vivências seguras, todavia ao contrário instala entre nós a cultura da instabilidade e a mentalidade baseada nos movimentos descartáveis da natureza e na dinâmica operacional do universo que agora tem o seu entendimento aparentemente em crise, confuso e mentalmente complicado, sujeito às intemperanças da consciência e aos desequilíbrios da liberdade humana, ao descontrole de sua racionalidade e à ausência de domínio de sua inteligência.
Ocorre então que a teoria e a prática humana, natural e cultural, acham-se conturbadas, conflitantes e violentamente na berlinda de uma vida ora sem significado algum, ou então com uma compreensão parcialmente outra, nova e diferente sobre os diversos momentos e acontecimentos da realidade da experiência cotidiana.
Nesse processo de tentativas reais e abstratas de entendimento do que se passa então na vida da história e na história da vida integram-se para isso o ceticismo com suas dúvidas e incertezas, o niilismo com seu nada e vazio, o relativismo com suas indiferenças relativas e ignorâncias quanto à possibilidade do absoluto, o indeterminismo com suas indefinições temporais, o individualismo com seu isolamento exterior e sua solidão interna, e o ateísmo, que, na verdade, não ignora a idéia de Deus, mas ao contrário levanta a hipótese de um outro conceito de divindade, com novas formas de expressão e diferentes manifestações para a vida da humanidade.
Tal realidade cética aponta-nos para um novo mundo de possibilidades e alternativas variadas de compreensão dessa mesma realidade, que parece abrir-se para as diferenças da novidade permanente, capaz de nos gerar uma boa vida social, um grande engajamento político, um correto comportamento ético, um equilibrado nível de vida econômica e financeira, um conhecimento qualificado de nossas produções culturais, uma nova forma de fazer arte e ciência, uma outra visão da história das relações humanas, e quem sabe uma diferente maneira de visualizar a nossa espiritualidade natural, em que Deus tenha uma definição mais justa de quem Ele é aliada de uma reflexão mais positiva e otimista no meio da sociedade.
Logo, longe de amedrontar-nos ou nos intranqüilizar, devemos ver o ideal indeterminista como uma oportunidade verdadeira de constituição de uma realidade mais autêntica e transparente, uma possibilidade de saúde e bem-estar para nós no presente e futuro, e uma alternativa talvez de construção de melhores condições de vida e trabalho para as pessoas, com a sua conseqüente qualidade de vida e existência excelente finalmente postas em prática.
De fato, com a filosofia indeterminista se observa que uma nova realidade parece se nos apresentar.
Que ela surja com boas esperanças para a humanidade, trazendo-lhe pois de verdade maior liberdade de ação e manifestação, fundamento da verdadeira felicidade.

11.b. Quando a realidade é cética/B

Diversas vezes no dia a dia da nossa vida familiar, ou nas ocupações do trabalho e do emprego, ou nas preocupações com nossas necessidades cotidianas, ou nos nossos relacionamentos diários e noturnos em casa, na empresa, na rua, no supermercado, no jornaleiro e na farmácia, no botequim e na padaria, ou ouvindo as notícias do rádio, dos jornais e das revistas, ou assistindo à programação da televisão e do computador na internet, ou telefonando e nos comunicando com alguém, ou rezando na igreja ou visitando um amigo no hospital, ou estudando na escola e na faculdade, ou andando de trem, ônibus ou metrô, vemo-nos perturbados por dúvidas na mente e incertezas nos conhecimentos que adquirimos, incomodados com as divergências na família ou com colegas do trabalho, vivendo a instabilidade de conflitos que se criam e violências que se instalam nas localidades e ambientes por nós vividos, experimentando diálogos discordantes e conversas que contradizem nossos comportamentos comuns no dia a dia, convivendo com a contrariedade das pessoas que se dirigem a nós e as adversidades com quem nos encontramos momentaneamente,
enfim, sendo condicionados por um estado de vida constantemente em crise, incerto nas suas ações, imaginário nas suas realizações, duvidoso nas suas experiências mais decisivas e importantes, desequilibrado ainda que tentemos manter o controle da nossa vida e o domínio de nossas atitudes, quase sempre inconsciente, irreal e irracional, precisamos então reverter tal situação disciplinando a nossa razão, dominando os nossos desejos e paixões, controlando a nossa mente e as nossas emoções, equilibrando a nossa vida financeira, social e psíquica, colocando pois ordem em nosso interior, organizando as nossas idéias e valores, a fim de que tenhamos uma consciência boa e um comportamento bem razoável, com que será possível bem administrar a nossa existência, e oferecer-lhe condições de boa saúde e bem-estar, qualidade de vida elevada, felicidade no que se faz e realiza, liberdade de trabalho capaz de gerar novas alternativas de cumprimento de nossos deveres e obrigações e diferentes possibilidades de satisfação de nossos direitos e anseios e realização de nossa vida vocacional e profissional.
Com o ordenamento da nossa consciência, a disciplina de nossas atividades e a organização de nossos conteúdos de conhecimento, é possível superar essa realidade cética que procura nos envolver, ultrapassar os seus riscos e os seus medos, e transcender as suas dúvidas existenciais e incertezas espirituais, abraçando de verdade em nossa vida real e atual os fundamentos seguros que nos garantam a paz interior tão necessária, o bem que devemos fazer, a estabilidade de nossos atos diários e a consolidação dos nossos princípios de vida baseados certamente na fé em Deus que é preciso usufruir e na prática de coisas boas para o nosso instante de aqui e agora tais como construir boas amizades, ser amigo e fraterno com as pessoas, ser generoso e solidário em nossas relações humanas e sociais, e desenvolver uma política de amor em que sobressaiam o nosso otimismo, a nossa alegria e o sorriso no rosto e nos lábios, o que na realidade fará crescer a nossa auto-estima, sem a qual não teremos força suficiente para derrubarmos nossas realidades incertas, inseguras e duvidosas.
Portanto, aumentar o nosso astral é fundamental e vital para o sucesso cotidiano, condição de ordem e felicidade em nossas vidas de cada dia.

12. A Experiência Niilista

Após o auge do Romantismo do século XVIII, a crise de valores éticos e religiosos do século XIX e a ascensão do pensador alemão Nietzsche durante esse período, a revolução cultural, tecnológica e científica do século XX, o desenvolvimento da Informática, da Nanotecnologia, da Inteligência Artificial, da Robótica e dos Sistemas com circuitos integrados e sua técnica dos Chips, que nos atingem sobretudo hoje, em pleno século XXI, como uma espécie de reação natural e compensação psíquica e social, levantam-se atualmente diversas ideologias políticas, teorias científicas, filosofias existenciais e modelos espirituais de vida cujas características cotidianas se identificam com o nada da existência, o vazio do espírito, a falta de sentido para a vida, a ausência de razões para viver e existir, a idéia de que somos inúteis e não valemos nada, a carência afetiva, o isolamento exterior e a solidão interior, a alienação da realidade, os conflitos familiares e trabalhistas, os maus relacionamentos e os comportamentos descartáveis, os desvios de caráter e as aberrações da personalidade, a confusão mental e a desrazão irreal, a irracionalidade e a inconsciência dos valores, intenções e interesses da inteligência, a violência urbana e rural, a fome e a miséria, a pobreza e a ignorância, o analfabetismo, enfim, o estado crítico e dialético de vida e existência que suportamos hoje, causando-nos desequilíbrio mental e emocional, descontrole da consciência e falta de domínio de si mesmo, instabilidade social e familiar, inconstância moral e ética, insegurança espiritual, falta de garantias seguras de vida material, física e mental, tudo isso nos revela o quadro negro de uma realidade vazia e nada-nte, a qual constitui o nada e o que é inútil como fundamentos da existência humana, sem sentido algum, insignificante e absurda.
Lado a lado com o indeterminismo, a corrente niilista atravessa a história real e atual do mundo de hoje exigindo de nós uma retomada de atitude e uma revisão de comportamento que nos ofereçam condições suficientes para a superação dessa problemática presente que vem atingindo em cheio toda a conjuntura da humanidade.
Devemos rever nossas posições éticas e reavaliar nossos princípios de vida espiritual, de tal modo que possamos refundamentar as nossas realidades humanas, vivas, sociais e existenciais, a fim de que não caiamos em tal moléstia da alma com efeitos de crise patológica que vem adoecendo hoje o nosso espírito, infernizando o nosso corpo e tornando enfermas as nossas possibilidades e alternativas de ultrapassagem dessa berlinda doentia da existência que verificamos aqui e agora.
De posse desses fundamentos morais e espirituais bem orientados é possível transcendermos tal situação caótica e suas circunstâncias de morte cultural e prisão psicológica, além é claro das algemas mentais e das cadeias ideológicas que essa escravidão meta-neurótica e psicótica faz-nos viver no momento atual.
É preciso coragem!
Coragem para ir à luta, e vencermos essas contradições da vida contemporânea.
E muita fé em Deus, é óbvio.

13. Tudo é Relativo

A Corrente de vida e pensamento relativista, que prega a relatividade de todas as coisas, a ausência do absoluto, onde não existem centros definidos mas sim a indeterminação de todos os pontos de referência, fazendo dessas referências indefinidas novas centrais de relacionamento, de convergências de consciências e experiências diferentes, que concentram a diversidade de situações vividas e de circunstâncias praticadas, afirmando assim a variedade da realidade e sua rede de relações intercambiais, interativas e compartilhadas.
Sim, tudo é relativo.
Todos são partes de um todo em processo permanente de construção.
Todos comungamos e participamos de diferentes centros de debates e de discussões, de possibilidades variadas e alternativas diversas, convergentes ou divergentes, de acordo com a finalidade e o conteúdo das relações que se fazem e se realizam tendo em vista a mútua cooperação e a colaboração recíproca.
Somos relativos uns aos outros.
Dependemos.
Somos interdependentes.
Dependemos uns dos outros.
Dependemos do mesmo centro, ou de centros diferentes.
Somos pois diferença, diversidade, variedade, dependência, interatividade, compartilhamento, cooperação, colaboração, intercâmbio de culturas e mentalidades convergentes.
Não há a possibilidade de idéias ou realidades absolutas.
Somos aparências, temporalidade, historicidade, realidades transitórias e provisórias, relativas, sempre em referência a alguma coisa, momentos de instabilidade de vida e existência.
Nesse movimento relativista, a filosofia indeterminista encontra apoio e sustentabilidade, base de crescimento e fundamento para suas manifestações cotidianas na vida da sociedade.
Relativos e indeterminados, podemos construir um novo mundo de interatividades cujas possibilidades se assentam em diferentes núcleos de referência positiva, geradores de relações progressivas e evolutivas.
De fato, tudo é relativo.
Nossas idéias são relativas.
Nossas certezas são relativas.
Nossas verdades são relativas.
Nossos pontos de vista são relativos.
Ser relativo, eis o princípio da liberdade.

14. Mais indivíduos do que pessoas

Um dia desses, fui ao centro da cidade, no Rio de Janeiro, e passando pela avenida Rio Branco, observei aquela multidão indo e vindo pra lá e pra cá uns apressados e outros andando devagar, mais alguns caminhavam perdidos no meio do povo ora lendo o jornal do dia ou acessando o celular, ora preocupados com os afazeres cotidianos ou conversando aos passos rápidos com a namorada ou um amigo ou um conhecido do percurso ou um colega de trabalho, outros ainda dispersos no meio de tanta gente faziam anotações em suas agendas de papel ou eletrônicas, ou faziam um toque de batucada de samba na pasta de trabalho como que querendo animar o seu dia a dia tão conflitante e turbulento, confuso e complicado, ou pessoas executivas e trabalhadores de plantão de terno e gravata dirigindo-se a seus ambientes de emprego com uma velocidade superior ao tempo e com uma aceleração cuja rapidez ultrapassava a força do pensamento, tão céleres que se encontravam.
Eram indivíduos que passavam e não pessoas que viviam a vida.
Homens e mulheres perdidos no meio do caminho.
Empresários sem tempo para dialogar com outrem.
Executivos e advogados mais preocupados com o horário e o dinheiro, com seus trabalhos velozes e apressados, do que consigo mesmos.
Bancários e comerciantes que superavam a velocidade do pensamento e ultrapassavam a aceleração do tempo, sem oportunidades para si próprios, esquecidos e ignorados e sem identidade dentro daquele clima de transeuntes ocupados com seus problemas e aparentemente desesperados com a vida que levavam e a existência que carregavam como um peso pesado da realidade.
Ali, não havia sonhos nem esperanças.
Lá, era o lugar da bagunça mental e do caos social e ambiental da Cidade do Rio.
Pareciam máquinas.
Eram motores ligados e desregulados, perdidos e dispersos, alterados em suas emoções, desequilibrados por seus desejos, anseios e paixões, descontrolados dentro da massa e sem domínio algum da parte deles mesmos.
Era a massa, gente sem identidade, indivíduos sem personalidade, pessoas superficialmente sem caráter algum.
Sujeitos sem particularidades.
Egos sem eu.
Assim é o indeterminismo atual, que encontra no individualismo das pessoas a chance para se promover e a oportunidade para se instalar no interior da realidade cotidiana.
Indivíduos, mas não pessoas.
Porque pessoas indefinidas e indeterminadas.
Que fazem da turbulência mental e social o único caminho de existência nesta vida, uma vida sem identidade.


15. Somos de Deus,
embora ateus

O Ateísmo dos tempos modernos tem uma identidade diversa dos séculos passados onde predominava a idéia da ausência de Deus na realidade e na vida humana, ao contrário e diferente de hoje cujo entendimento é o de que precisamos de um outro modelo de Divindade, uma nova visão do Criador e uma diferente interpretação da realidade divina, eterna e infinita, transcendente e imortal, da vida sem fim e sem limites que vai além da morte física e temporal.
Pertencemos a Deus, mas tendo de Deus um olhar mais transparente, autêntico e verdadeiro.
Reconhecemo-nos criaturas do Senhor, todavia olhamos agora esse Senhor com mais consciência do que de fato Ele é e representa para nós, um Senhor amigo e amoroso, compreensivo e respeitoso, bom e pacífico, eterno e maravilhoso, poderoso e misericordioso, vivo e infinito, perfeito e excelente, fiel aos seus princípios e favorável a quem é bom e faz o bem, que oferece sempre os seus benefícios presentes a quem procura viver uma vida de direito e respeito, livre e responsável, equilibrada e sensata, tolerante e compreensiva, amiga e generosa, fraterna e solidária, justa e verdadeira.
A partir desses princípios naturais da vida e existência humanas, descobrimos um outro Deus, nos conscientizamos de que o Senhor também é natural, e não sobrenatural como afirmavam no passado.
Sim, Deus é natural.
O Senhor é humano.
O Criador compreende a gente.
É nosso amigo.
Em função dessa compreensão da atual realidade divina, o indeterminismo faz o seu jogo cotidiano tornando-se então mais racional e consciente de suas responsabilidades no interior da sociedade.
Como se observa, graças ao pensamento e à realidade indeterministas e sua visão da história e da humanidade podemos hoje nos alegrar com a possibilidade de uma outra idéia de Deus, sempre presente e insistente na realidade das sociedades humanas, porém hoje mais compreendida e pelos humanos feita mais consciente, liberta dos preconceitos de outrora e de suas superstições bloqueadoras de sua racionalidade.
Temos então o mesmo Deus de toda a história da humanidade entretanto com uma consciência maior e melhor por parte dos homens e mulheres contemporâneos, entendimento esse propiciado pelos questionamentos constantes e pela problemática existencial e espiritual erguida pela ideologia indeterminista.
Hoje somos mais conscientes de quem Deus é.
E assim mais comprometidos com Ele.
Mais fiéis a Ele.
Mais amigos dEle.
Eis o Deus da Vida como de fato Ele se dá para nós.
Eis o que Ele representa para nós hoje.


16. O Princípio da Incógnita

Aplica-se o Princípio da Incógnita em situações de conflito que precisam ser solucionadas, em casos de emergência onde se observa tensões entre os adversários e pressões entre os inimigos, em circunstâncias de perigo ou crise psicológica e espiritual, mental e existencial, vivencial e emocional, em momentos de aflição e angústia, tristeza e depressão, nos instantes mais graves da nossa vida de cada dia quando não encontramos respostas para as nossas perguntas, ou nos envolvemos em uma rua sem saída, ou não sabemos solucionar as nossas dúvidas e incertezas mais insistentes.
Nesses casos e em tais condições de vida e existência, o Princípio da Incógnita acalma os grupos e indivíduos, tranqüiliza os ambientes adversos, ameniza o clima contrário, atenua as contrariedades e as contradições internas e externas que ora encontramos em nossos relacionamentos de família e de trabalho, nas discussões sérias com conhecidos no meio da rua, nos debates nas universidades quando os raciocínios se tornam críticos e as retóricas se acham dialéticas, no bate-papo do dia a dia ao entrarmos em choque com pontos de vista diferentes, visões da realidade contrárias à nossa, interpretações antagônicas acerca dos seres e das coisas que envolvem os fenômenos da realidade, brigas e confusões entre colegas do trabalho ou vizinhos do mesmo condomínio, condições vivenciais que apontam para a maldade das pessoas e a violência contra a sociedade.
Digamos por exemplo que 2 namorados vivem discutindo noite e dia sobre a necessidade de fazer ou não sexo antes do casamento. Como resolver essa questão ? Apelando-se para o Princípio da Incógnita nota-se que passamos a encontrar um terceiro caminho de solução para essa crise de sexualidade entre um jovem moço e uma jovem garota.
Fazer sexo ou não antes do casamento ?
O Princípio da Incógnita nesse caso atuaria dizendo: “mais tarde falamos sobre isso”; ou “depois a gente conversa”; ou “não se preocupe com isso, ocupe-se sim com outras coisas”. Ou seja, o Princípio da Incógnita intenciona manter a dúvida sobre a questão, a incerteza na relação, o desconhecido como ponto de partida amenizador dos conflitos então gerados, proporcionando assim calma aos ânimos agitados e tranquilidade às pessoas briguentas, dando-lhes mais tempo para pensar sobre o assunto, mais condições de liberdade para tratar bem do problema, mais alternativas de solução para a problemática instalada, mais oportunidades para condicionar respostas e soluções para essas crises existenciais, tensões espirituais e pressões sociais e mentais, abrindo pois o caminho possibilitador de um ambiente mais agradável e favorável que realmente leve ao milagre da opção mais certa, racional e equilibrada para as circunstâncias turbulentas que ali se criaram.
O Princípio da Incógnita sempre acha uma terceira via solucionadora para os problemas existentes.
Ele, o Princípio da dúvida que acalma, da incerteza que tranqüiliza e do desconhecido que nos traz naquele momento uma paz relativa e provisória, a partir da qual se procurará a solução desejada para ambos, os agentes conflitantes.
Ele, uma alternativa razoável,
a opção talvez mais certa naquela hora,
a atitude madura de quem quer bem resolver o problema,
a certeza de que o equilíbrio tem que ser mais forte e o bom-senso a ação mais adequada em tais circunstâncias.
Ele, um caminho de solução,
uma resposta em meio a crises, pressões e tensões, doenças e enfermidades, desvios e aberrações, desesperos e aflições, inconstâncias e instabilidades, conflitos e discordâncias, contradições que propiciem comportamentos violentos e gestos agressivos.
Uma boa estrada nos instantes mais difíceis e nos momentos quase impossíveis da nossa vida cotidiana.
Um jeito diferente de resolver as coisas.


17. Às Margens do Vácuo

A Realidade da experiência humana cotidiana nos mostra que sempre estamos nesta vida entre as fronteiras da razão e da desrazão, do equilíbrio e da loucura, do sensato e ordenado e do imaginado e inconsciente, do real e do irreal, do racional e do irracional, do intencional e do acaso, ou seja, em outras palavras, às margens do vácuo, podendo ou não muitas vezes cairmos no vazio espiritual e no nada da existência ou ao contrário mantermos o controle da nossa mente e das nossas emoções, desejos e paixões, e o domínio sobre nós mesmos, equilibrando-nos no meio da realidade, agindo com juízo e bom-senso em nossas atividades diárias e noturnas e em nossos relacionamentos interpessoais e em nossos comportamentos interdependentes, refletindo assim a necessidade que temos uns dos outros, a exigência da nossa natureza por ações fraternas e solidárias e atitudes cooperativas e colaborativas.
Além dos limites da racionalidade e das fronteiras da realidade, seja no campo da ética ou do conhecimento, seja na dimensão natural ou sobrenatural, seja na condição mental ou espiritual, seja nas circunstâncias de família e trabalho ou nas situações de ordem política, econômica, social e cultural, está o mundo do vácuo, o universo do silêncio, a realidade do vazio e o ambiente do nada.
Parece mesmo que em nosso dia a dia vivemos entre o silêncio e o barulho, a vida e o nada, a existência e o vazio, o tudo e o vácuo.
Sim, viver é estar diante do abismo.
É arriscar-se a cair ou não na ausência do sentido e na falta de razões para viver e existir.
A Vida de fato é uma corda-bamba.
Nós, os equilibristas.
Se cairmos, vamos ao fundo do vazio e do abismo.
Se nos equilibrarmos bem, então teremos a vida, viveremos bem a nossa vida de cada dia.
Ora, o segredo pois de uma boa vida é o equilíbrio da mente e o bom-juizo da consciência.
Sem eles, tudo é o vazio da doença, o abismo da cultura da morte e da violência, o nada de uma existência sem sentido e razões para viver, o silêncio sem amor, a mentalidade de quem faz do vácuo a sua ideologia, a sua liberdade e felicidade.
Portanto, manter o equilíbrio e usar sempre o bom-senso em nossos comportamentos é com efeito garantir a nossa segurança existencial, fugindo dos laços da indefinição e das cadeias e prisões da indeterminação.
Conscientes de nossos limites humanos e naturais, sabemos que estamos sempre perante a realidade oca, o buraco negro da existência, o fundo sem chão de uma experiência indefinida, o mais profundo solo da indeterminação dos seres e das coisas.
Devemos pois ser equilibristas.
E tomar consciência do que està às margens da vida: o vácuo da existência, o vazio da espiritualidade, o silêncio do tempo e da eternidade, o nada de uma realidade irreal e irracional, o abismo da inconsciência imaginária total ou parcialmente alienada.
Fora de nós, por conseguinte, o fundo sem fundo.
Dentro de nós, o equilíbrio da racionalidade e o bom-senso de uma cabeça sadia e de bem com a vida.
Que Deus, o Senhor, nos ajude a ser nesta vida bons equilibristas.
Buscando sempre o bom-senso das coisas e fugindo permanentemente da loucura de uma imaginação doente que nos persegue a cada instante.
Sejamos da vida, pela vida e para a vida.
O Resto é o vazio.


18. O Ser e o Vazio

A Existência humana e sua realidade cotidiana nos apresentam os conteúdos do ser natural e universal, e os detalhes de sua essência globalizadora e as diferenças de sua substância totalizante.
À margem desses conteúdos pensantes, discernentes e cognoscentes está o vazio da vida indefinida e o nada dos ambientes indeterminados.
No vazio do ser, a irrealidade de um viver sem sentido e a irracionalidade de um existir sem razões suficientes para se constituir, se propagar, se consolidar e se estabilizar.
Ali, o nada é a presença, o vazio é a essência, o silêncio é a transparência, a ausência é a consciência, a falta é o todo, o abismo é o mais fundo da realidade e o mais profundo da eternidade.
Sim, entre as fronteiras do ser e suas manifestações simbólicas e imaginárias, eidéticas e eustáticas, intencionais e insofismáticas, vivenciais e experienciais, e os limites do nada que nada para o mergulho no oceano das coisas vazias e dos seres faltantes, das instâncias silenciosas e das aparências ausentes, se encontram as relações entre as pessoas, as suas conexões internas e externas, a sua interatividade com a realidade, o tempo e a história, o seu compartilhamento de tudo o que é bom e faz bem à vida humana, à natureza criada e ao universo gerado, a cooperação mútua entre grupos e indivíduos que comungam das mesmas idéias e conhecimentos e participam dos mesmos interesses em jogo, a colaboração recíproca entre comunidades distantes e sociedades locais, regionais e globais, o intercâmbio de atividades conscientes e de exercícios reais e racionais, temporais e históricos.
A Realidade da experiência cotidiana nos oferece essa possibilidade de vida e essa alternativa de trabalho: ser mediadores entre o ser e o vazio, intérpretes das concordâncias ou não entre a essência e o nada, visualizadores das discórdias ou não entre a substância vivente e o vácuo sem alma.
Somos pois na vida intercessores junto a Deus, realizando e construindo o ser, o pensar e o existir, e ignorando e destruindo os antagonismos da existência, as antinomias da humanidade, as contradições da vida, as adversidades da realidade e as contrariedades da consciência, da experiência e da existência, identificados com a cultura do mal, da morte e da violência e com uma mentalidade que despreza a saúde das pessoas e o bem-estar pessoal e social.
Nessas relações de vida, que fazem a conexão entre o ser e o vazio, se acha a energia vital, a dinâmica do mundo, o movimento da natureza e o processo de vida móvel do universo.
Somos relações vivas.
Vivemos em situações intercambiantes.
Existimos a partir de interatividades que se completam e em função de compartilhamentos que se enriquecem e aperfeiçoam na ajuda de uns aos outros.
Somos operações interdependentes.
Tal verdade real nos afasta de uma vida sem sentido.
Então, o vazio foge de nós e o ser se enche de conteúdo humano e natural.
Até as pedras se integram dentro dessa realidade interativa.
Tornam-se pedras vivas.
Ajudam na construção do edifício do bem e da paz, o principal conteúdo do ser.
Somos essas pedras vivas, produzindo no seio das sociedades humanas a fraternidade universal e a solidariedade entre os povos.
É como se Deus viesse habitar no meio de nós.
Ele, o Ser sem vazio.

19. Do nada, pelo nada e para o nada

Cidadãos e cidadãs do mundo inteiro, adeptos e seguidores do Indeterminismo, sustentam que devemos viver no Império do Indefinível onde tudo é indeterminável, o vazio é a única realidade, o cotidiano é sumamente relativo, predominam a dúvida espiritual e a incerteza existencial, o ateísmo é sinônimo de individualismo, é construida a cultura do nada e a mentalidade baseada em valores transitórios e princípios instáveis e inconstantes, levando a crer que a vida é bastante descartável cujo sentido verdadeiro é praticar com sabedoria e bem cada instante vivido e fazer de cada momento experimentado uma oportunidade para gerar outras, novas e diferentes possibilidades de desconstrução das verdades absolutas e das certezas fundamentadas em raizes de estabilidade, o que na verdade os Indeterministas questionam afirmando que a única certeza é a dúvida e o absoluto não passa de circunstâncias de relatividade e situações niilistas, como querendo dizer que a vida é provisória e a eternidade são instantes provisórios que se sucedem. Assim gerar condições de verdade significa tomar consciência de que tudo é relativo, todos os pensamentos permitem a dúvida, e esta é o critério de busca e afirmação da verdade, se é que esta possa se constituir. Em outras palavras, nadamos do nada e para o nada, e pelo nada, navegando por um entendimento que considera o descartável como hoje a realidade essencial do cotidiano, feito de valorizações transitórias e teorias e experiências provisórias, um estilo de vida que aparentemente não tem sustentabilidade, mas cujo fundamento é justamente este: as bases de um conhecimento que se diz verdadeiro se identificam com o mundo vivido sob a dúvida, que faz da sua realidade uma instabilidade, vivendo o complexo das coisas indefiníveis e o fluxo dos seres indetermináveis, o que quer dizer que a nossa vida não tem sustento absoluto nem fontes estáveis e permanentes, todavia é alimentada constantemente pelas certezas duvidosas e relativas, pelas verdades instáveis e transitórias, enfim,o descartável é a sua lei, e o lado provisório da realidade da vida a sua raiz mais essencial, tal o panorama existencial vivido aqui e agora pelas sociedades humanas locais, regionais e globais. Vivemos e devemos nos sustentar sob o princípio da dúvida e da incerteza, e fazer dessa realidade o motor de nossa vida cotidiana, o que constitui esses dados como os fundamentos instáveis de nossa existência humana e natural. Estamos hoje debaixo de fontes inseguras, sem sustentabilidade, devido ao processo de globalização do Planeta, às atividades nômades dos homens e mulheres atuais, à permanente conjuntura de mudança por que passa o mundo moderno, e seus efeitos de transformação para melhor ou não, e suas normas de metamorfose ambulante, características que definem certamente o processo de civilização que é abraçado hoje em dia pelos humanos e terrestres entre nós. Portanto, hoje, o nosso mundo é o nada, sustentados pelo nada e cujo objetivo igualmente é o encontro com o nada. Mergulhados no vazio, vamos vivendo assim a nossa vida de cada dia e de toda noite. A Vida é o nada.

20. A Certeza de que nada está certo

Em um mundo globalizado como o nosso onde as mudanças são permanentes, as mobilidades constantes e o processo de geração de outras, novas e diferentes alternativas e possibilidades de vida e trabalho está sempre presente entre nós, assistimos hoje a insistência da cultura descartável, o transitório parece ocupar a vez de que é a instabilidade em forma de absoluto, o provisório tomou o lugar das coisas essenciais e dos seres substanciais instalando em nosso redor uma única certeza: a certeza de que nada está certo. Em nossas sociedades de ambientes conflitantes e de contextos sempre articulando o movimento das massas populares, de pessoas trabalhando talvez sem saber o porquê, tudo isso enfim revela-nos um estado de instabilidade e de insegurança espiritual e existencial, salvando-nos diante de todo esse caos material e turbulências sociais a nossa busca pela verdade do ser, do pensar e do existir, o desejo de acertar e se encontrar com a transparência ética de nossos comportamentos muitas vezes submetidos à confusão das consciências e à complicação de experiências que refletem como misturados estão ora nossos momentos cotidianos dentro de um campo social e ambiental em que impera o indeterminismo dos acontecimentos, a surpresa dos fatos e a novidade quase permanente das ocorrências que produzem o tempo da indefinição de uma história indeterminável. Nesse caminho de intempéries individuais e coletivas, sobrevive o desejo dos que percorrem a estrada das verdades relativas mostrando que o absoluto é o transitório, o pemanente é a indeterminação e a estabilidade não tem chão nem teto nem portas ou janelas cujos princípios são insustentáveis, em outras palavras, a insustentabilidade dos fenômenos da realidade cotidiana se seguram e se garantem na possibilidade de construção de um desejo pela verdade da consciência sempre em movimento para a ética das transparências e para um espiritualidade natural autêntica, o que nos demonstra que a natureza humana ainda que nas incertezas da confusão mental e emocional busca a sua liberdade, a sua felicidade eterna, a sua verdade do ser que constrói alguma coisa, do pensamento gerador de conhecimentos estáveis, de princípios e valores quem sabe necessários e absolutos, todavia tendo a certeza de que o que nos fundamenta é a instabilidade das coisas e a insustentabilidade dos seres e fenômenos que fazem o cotidiano real e atual. Estamos certos que a dúvida é o motor da história e a incerteza a chave geradora das verdades construidas segundo princípios absolutos e valores permanentes que porém podem balançar e sofrer a queda no abismo da existência cujo sustento deve ser o bem que fazemos e a paz que praticamos, no interior de um espaço e tempo físico e espiritual, psicológico e emocional, social e cultural. Perante esse universo de diversidades e adversidades em nosso entorno, de padrões que caem e de modelos qe não se sustentam mais, de um mundo de contrários, de diferenças e de singularidades, procuramos uma resposta para tantas interrogações, uma solução para vários problemas, uma definição quando o que reina é o indefinível e a dinâmica do indeterminável, o que exige de nós por causa de nossa natureza boa e consciência positiva o ordenamento das idéias e conhecimentos, a disciplina das ações e das atitudes e a organização de nossa vida real e cotidiana onde a família e o trabalho precisam da ordem interior, da paz ambiental e do bem que desconstrói a violência, e não se submete à agressividade de relacionamentos nem à incongruência das discordâncias da realidade nem às divergência de grupos e indivíduos que só estão interessados em uma cultura do mal e da morte e em uma mentalidade segundo a qual o mal é absoluto embora o contrário também exista, ou seja, o reconhecimento que o outro lado igualmente está presente, os instantes de uma consciência da bondade que dissemina momentos solidários entre as pessoas e comunidades e propaga a tranquilidade da alma e o repouso do espírito, a calma do corpo e a segurança da mente, a estabilidade de uma vida onde Deus reina e o Senhor dos senhores impera contra tudo e contra todos os que publicam a maldade e a confusão da inteligência. Sim, ainda que a instabilidade seja um fato do dia a dia e a insustentabilidade um fenômeno cotidiano deve prevalecer o desejo humano e natural de sempre buscar a ordem pessoal e social, o equilíbrio das consciências e o otimismo de quem faz a vida acontecer com a qualidade de conteúdo material e espiritual que ela merece possuir. Entre ordens e confusões, disciplinas e complicações, definições e indeterminismos, que vença o bem e a bondade dos comportamentos, a convergência das idéias e de ideais mesmo que diferentes e não contrários, e a concordância das relações sensatas e das interatividades compartilhadas com o bom-senso das coisas e o bom juizo das pessoas. Porque creio que naturalmente fomos feitos para a ordem e a tranquilidade mesmo que a realidade humana e cotidiana nos mostre e demonstre o contrário. A verdade da vida muitas vezes sobrevive ainda que a lógica dos fatos do tempo e da hisória afirme o contrário do que ela defende. A lógica talvez nesses instantes seja inimiga da verdade da realidade

21. O Império do Oculto.

Um outro mundo se abre para nós, novo porque supera os conceitos e ultrapassa as definições e diferente porque transcende as fronteiras do conhecimento e vai além das possibilidades do pensamento essencialmente ordenador do cotidiano, disciplinador das idéias e organizador de uma vida onde o saber das teorias e das práticas aparentemente exige a determinação dos problemas e a definição de atividades e ações, atitudes e comportamentos que talvez precisem da ordem da inteligência configuradora das tendências da racionalidade envolvida pelas turbulências de uma realidade muitasvezes violenta ou agressiva com os humanos e terrestres. Assim, como indeterministas, embora mergulhados na realidade do oculto que invade nossos corpos e mentes, consciências e experiências materiais e espirituais, ainda somos dependentes da estrutura mental natural e substancial que ordena os fatos temporais e organiza os acontecimentos históricos, quem sabe nos mostrando que devemos caminhar nesse processo dinâmico de opostos que interagem uns com os outros, compartilhando ideais e práticas nem sempre concordantes ou mesmo nem sempre convergentes, refletindo o nível de qualidade de conteúdo espiritual que assume cotidianamente o nosso ser pensante e cognoscente, ético e sentimental, convivendo pois com as diferenças de modelos que se contradizem, de paradigmas contrários mutuamente e de padrões de sustentabilidadee estabilidade que não conseguem sobreviver perante o fantasma de um universo desconhecido ou de um campo oculto carregado de tendências negativas e positivas e de oportunidades otimistas e pessimistas. Nesse instante crítico e dialético onde as realidades se contrapõem – o momento da ordem e da desordem interna e externa – então cabe a nós parceiros da estabilidade ou não e companheiros da sustentabilidade ou não optarmos pela estrada melhor de vida que nos segure na existência e nos garanta socialmente, na família e no trabalho, na rua e no dia a dia, o que definirá o nosso comportamento presente e futuro diante de duas necessidades mais do que aparentes que invadem e mergulham o nosso interior, a essência de uma consciência humana e cotidiana que precisa sobreviver quando à frente do caos real e atual provavelmente a verdadeira e profunda consolidação de uma realidade sujeita às duas vias de vida transparente: a realidade dos momentos de estabilidade ou de instabilidades das expeiências vividas, enraizando as práticas de sustentabilidade onde o fundamento às vezes não tem chão nem teto ou nem portas nem janelas, exigindo de nós uma postura autêntica em face de um contexto de inúmeras possibilidades e de ambientes que apelam para os dois lados da realidade humana e cotidiana: o instante do oculto onde os princípios parecem inexistentes ou a realidade das aparências do ser em que suas origens se mostram desconhecidas ou carentes de raizes sustentáveis. Eis pois perante o Império do Oculto de uma lado, e do outro o Reino dos conceitos definíveis e das aparências determináveis. Cabe a nós escolher o melhor caminho, a alternativa substancial, a razoável preferência pela ordem interior ou a desordem interna com efeitos cotidianos possivelmente a garantia de uma vida alternativa quem sabe mais essencial do que a realidade da disciplina mental e da organização das expriências vividas. A Opção é nossa.

22. O Reino do Desconhecido

Por trás do silêncio das palavras, no fundo do vazio do oceano da etenidade e na essência do nada da realidade da vida e da existência real e atual e cotidiana, eis que se esconde Alguém Superior, quem sabe o Fundamento de todos os fundamentos e o Princípio da Vida, Raiz original de todas as coisas e todos os seres, fonte do amor e do sexo, base do edifício da realidade que se transforma sempre para melhor tendo em vista o Projeto do Criador, Autor da Vida, otimista em relação ao tempo e à história, e positivo quando o tema e o assunto é animar a humanidade e nela realizar mudanças, movimentos e metamorfoses que têm a função específica de oferecer qualidade de conteúdo de vida às suas diversas comunidades e sociedades, interligadas nos âmbitos políticos e sociais, culturais e econômicos, interagindo entre si e compartilhando relacionamentos e atitudes, constituindo assim entre nós o processo de globalização do Planeta Terra, aqui e agora, e além na eternidade da vida, que ruma ao absoluto contudo permanece em sua relatividade comportamental, refletindo para nós a jornada eterna da vida que caminha sempre para a sua perfeição ainda que em sua dinâmica de estrada feita de trabalhos e esforços, empenhos e atividades, continue imperfeita, gerando então sua mobilidade constante em direção ao infinito, uma via de possibilidades sempre aberta, renovável e libertadora, já que tem a tendência a sempre crescer em plenitude, evoluir na consciência e na liberdade, e progredir construindo felicidade em seu entorno. Tudo isso na verdade é proporcionado pela realidade do Oculto e seu campo desconhecido de fenômenos físicos e mentais, materiais e espirituais, constituidores da vida na natureza e no universo temporal e eterno. Obsevamos que o Fundamento Sustentável de toda essa vida que se cria, se faz e se movimenta cotidianamente tem sua origem no Desconhecível, que ultrapassa a nossa imaginação, e do Ocultável, que transcende a nossa essência observadora e vai além dos limites da natureza humana e universal, psicológica e ideológica, e acima está das fronteiras do tempo e das definições conceituais e das deteminações reais e imaginárias. Pois bem. Assistimos deste modo a Sustentabilidade do Planeta Eterno e Temporal cuja estabilidade se identifica com a sua permanência no transitório e na construção afirmativa de seus princípios e valores, orientadores da vida e da realidade de todos e cada um. De fato, quem nos garante existencialmente é o vazio espiritual e que nos segura a partir do nada do corpo, da alma e do espírito. Não é o absurdo tudo isso. Todavia a constatação de que Deus é o Vazio que se revela no nada de uma consciência espiritual fecunda em conteúdos de saber, poder e fazer, ser e ter, profunda em suas experiências de dentro e de fora, e funda como os mares da vida, que buscam enfim o oceano eterno, sua tranquilidade repousante e sua calma descansante. Nele, a paz das consciências e o bem dos espíritos.

23. No fundo do Absoluto

Nesse universo de possibilidades que é a realidade absoluta a vida humana e natural se encontra escondida, velada sob a luz da verdade fecunda, obscurecida pelo farol luminoso da transparência descoberta, sujeita à infinitude como contexto do eterno, templo da novidade permanente, que ora e outra vem à vida desvelada pelo pensamento descobridor de outras, novas e diferentes realidades, cada qual superando-se a si mesma, ultrapassando limites e obstáculos, transcendendo as fronteiras da racionalidade e mergulhando no fundo mais fundo do abismo vazio, fonte de águas vivas profundas, moradia de eternos oceanos, sustento da consciência envolta pela indefinição dos fatos e os indeterminismos do cotidiano, refletindo assim a ocorrência que diz: somos templos do Absoluto, garantidos por sua vida inefável de fontes inesgotáveis, de onde surgem o nada que cria e o vazio que transforma para melhor os ambientes do tempo histórico em que os humanos e terrestres buscam qualidade de vida superior, riqueza de conteúdo espiritual e excelência de virtudes éticas, psicológicas e ideológicas. Nesse movimento para o Absoluto, somos fundamentados por sua essência positiva cuja metamorfose possibilita saúde e vida para todos. Como se observa, é o Absoluto a raiz das mudanças temporais e o sustento dos movimentos históricos. Na realidade transcendente, o Absoluto reina e seu império tem o clima do indefinível e o contexto do indeterminável.

24. O Pensamento Eterno

Já dizia Descartes na Idade Moderna que o Pensamento existe e sua realidade vai além de suas próprias margens quando mergulha no oceano da eternidade e se faz eterno como de fato é. Seu universo é fecundo, de muitas possibilidades, de novidades que se abrem, de aberturas que se libertam, de liberdades que constituem a felicidade de cada ser pensante, criatura de Alguém Superior, o Pensamento do pensamento, fundo como a essência dos mares e substancial como a profundeza dos rios, o que o transforma em gerador de vida e felicidade para todos e cada um. De sua fecundidade nasce a existência e se faz o ser e a realidade interna da consciência e a prática exterior do contexto cotidiano das sociedades humanas de ontem, de hoje e de sempre, refletindo assim para nós o sentido de estarmos aqui neste mundo e além, o significado fundamental que constitui a nossa interioridade, base de valores primordiais e fonte de princípios vitais, orientadores de nossa realidade cotidiana. No Pensamento que cria o conhecimento, produz a ética e constitui a espiritualidade, eis a razão de nossass existências para o bem e a paz, ainda que cercado pelas tendências negativas da natureza e suas alternativas pessimistas de um universo turbulento rasgado por discórdias e violências e transtornado por divegências, distúrbios e as contradições da agressividade. Apesar dos contrários, o Pensamento é vida e a vida se faz o pensamento criador de bem-estar para a coletividade, bem-comum para as sociedades e saúde para as pessoas em seu convívio do dia a dia. Nesse processo pensante da realidade que cria e é criada, o mundo sobrevive diante de suas adversidades, propagando a pluralidade de conteúdos culturais, a diversidade de matérias ricas em qualidade de vida e trabalho, e a variedade de identidades e diferenças definidores das consciências e determinadores de suas atitudes perante os ambientes internos e externos. Com efeito, a vida é pensamento, e é ele quem produz a história, garante o progresso dos povos e o desenvolvimento sustentável das nações do globo inteiro.
Muitas vezs indefnido, o pensamento segue ordenando as coisas e organizando a vida de cada dia e de toda noite, disciplinando o indeterminável mesmo que este em outras horas seja o senhor do tempo e o deus de quase todos os momentos. Sim, o Pensamento é indefinível. Suas possibilidades são ndetermináveis.

25. A Fecundidade da Consciência

O Mistério que envolve o fundo da nossa consciência humana e natural nos mostra que sua identidade é a fecundidade de fenômenos mentais e da experiência cotidiana, constituidores de sua realidade interna essencial, de onde se descobrem valores de vida e princípios de existência, capazes de nos demonstrar que a sua substância primeira é a eternidade, raiz de sua manifestação moral e espiritual, fonte de suas aparências físicas, emocinais e psicológicas, base de seu sustento como centro das operações humanas, de suas atividades na sociedade em qu se insere, de seus reflexos na vida e existência de cada um de nós quando seguindo a lei da natureza optamos pelo bem e rejeitamos o mal. Com efeito, ela é fecunda porque seu fundamento é o Absoluto, o Ser Necessário, Imortal e Transcendente, o Pensamento Eterno, a Existência Infinita, sustentáculo de suas indagações e reflexos no cotidiano da nossa vida. Sim, por trás da consciência, enraizando seus reflexos e fundamentando seus manifestos, está de fato a realidade eterna, a viabilidade de Alguém Superior ou Ente Supremo, Deus e Senhor da Vida, razão de sua existência e sentido de seu manifestar-se na vida humana e da natureza de todos os dias, noites e madrugadas. De fato, o fundamento da consciência é o mundo da fertilidade de conteúdos essenciais, que definem seu eterno oceano de possibilidades e determinam sua gigantesca capacidade e potencialidade de alternativas novas e diferentes, que fazem a vida acontecer, o tempo mudar e a história dos acontecimentos se movimentar metamorfosicamente em direção à saude do Planeta Eterno e Temporal, ao bem-estar de suas sociedades, ao bem-comum de suas gentes e populações e ao bem-viver das pessoas, grupos e indivíduos locais, regionais e globais que constituem a humanidade. Outrossim, a consciência não só é fértil, mas a condição para que a fecundade eterna e absoluta se manifeste na natureza, na criação e no universo, ordenando o indefinido, disciplinando o desordenado e organizando as indeterminações da realidade de todas horas, minutos e segundos.

26. No abismo do Amor

Não se pode entender o Mistério. No fundo da consciência humana e natural, como dissemos, sobrevive o Mistério da Eternidade. Por isso, ela é rica em conteúdo espiritual, fecunda como o útero de uma mulher amada, fértil como as fêmeas da natureza criada, profunda como os oceanos do Espírito Eterno, essencial porque nela se revela o Amor de Deus e seu abismo de virtudes, otimismos e positividades, de geração de equilíbrio e bom-senso junto às suas criaturas, provando então que nesse abismo de mistérios profundos do Amor Humano e Divino se encontram águas vivas de conhecimentos inefáveis e de pensamentos inesgotáveis, o que significa dizer que o fundamento de tudo isso é uma situação indefiível ou circunstãncias indetermináveis, que chamamos de Espírito de Deus. Sustentando esse mistério de amor e tal abismo de vida em abundância, está Alguém Superior ou Espírito Supremo, acima de tudo e de todos, causa das aparências da realidade cotidiana, raiz da substância temporal e histórica, base da liberdade e fonte da verdadeira felicidade de onde todos e cada um se aproveitam usufruindo de seus créditos, favores e benefícos insondáveis e inexplicáveis, justamente porque o Essencial não pode ser visto pelos olhos, e o sentido da vida e a razão da existência só são compreensíveis a partir do entendimento de que aquém e além da consciência está o Oculto, o Absoluto mistério do Amor de Deus, Abismo de virtudes éticas e espirituais, moradia de uma vida de qualidade de conteúdo material, físico e mental, moral e espiritual. Nesse Absoluto, Oculto às aparências da realidade humana, natural e cotidiana, se concentra o Mistério da Consciência e o Abismo da Eternidade. Sim, na verdade somos oceanos. Oceanos eternos.

27. A Profundidade do Espírito

O Espírito humano, natural e divino, em sua essência, carrega a profundidade de uma realidade onde os fenômenos se identificam com os valores estáveis e consistentes de uma existência bem ordenada, disciplinada e organizada, e princípios necessários, eternos e absolutos de uma vivência estabilizada pelo trabalho diário e noturno e consolidada com o tempo, nela reinando normas sociais, psicológicas e espirituais permanentes e igualmente raizes do ser, pensar e existir bastante constantes, refletindo a capacidade do Espírito de definir o indefinível e determinar o indetrminável, tornando o provisório e o transitório aspectos duradouros de uma substância real e atual cotidiana em que imperam uma natureza firme e forte, sustentável existencial e espiritualmente, cujas fontes são a consciência transcendental, imannte e transcendente, que busca sempre a sua liberdade no dia a dia, base de sua verdadeira felicidade. Organizando a confusão do corpo, da mente e do espírito, ordenando suas turbulências e disciplinando suas aparências inclinadas para a violência, assim o Espírto ou a Consciência controla a sua natureza, domina-se a si mesmo, evoluindo na construção positiva de sua saúde espiritual, bem-estar social e familiar, e bem-comum de suas sociedade humanas locais, regionais e globais. Suas profundezas coincidem com o seu desejo pelo eterno, sua ânsia pelo absoluto, sua aspiração por qualidade de vida, riqueza de conteúdo material e espiritual, e excelência de virtudes éticas onde devem se concentrar as transparências comportamentais, a verdade cognitiva e a autenticidade de atitudes em que as experiências globalizantes e nômades invocam o contínuo movimento da corporeidade, o dinamismo da alma e a mobilidade de sua mente fecunda, sempre em busca da reflexão da sua luz interior, da desvelação do seu bem e bondade, concórdia de pensamentos e convergência de ações, da dsconstrução da agressividade e da geração do bem e da paz, da fraternidade mútua e da solidariedade recíproca. Deste modo, construimos a profundidade dos seres espirituais cuja consciência é sempre aberta a outras, novas e diferentes possibilidades, renovada interna e externamente, e permanentemente liberta de preconceitos morais e religiosos e de superstições mágicas e tabus imaginários, reveladores da patologia do espírito, da enfermidade de uma consciência prisioneira de si mesma, autodependente e escrava de suas aparentes limitações temporais e fronteiras históricas. Nesse univeso de altenativas fundas, se constrói o campo de descobertas e de novidades do espírito ou da consciência sempre à procura do desenvolvimento sustentável de suas diretrizes de vida e existência social nestemundo em que vivemos, e para além na eternidade.

28. Sem padrões ou modelos, referências ou paradigmas

No Reino do Indefinível, não há lugar para beiras ou margens, pois tudo é infinito e portanto todo ponto neste universo de indeterminações pode ser centro do Planeta Eterno. Nele, é impossível os conceitos ou definições, não há oportunidade para modelos nem se aceita padrões de vida, as referências não existem e os paradigmas são inúteis, já que nesse Império do Indeterminável tudo é inseguro e instável, inconsistente e inconstante, não há espaço para rochas firmes e fortes porque nesse tempo de infinitudes e lugar da atemporalidade o mundo é descartável, tudo é passageiro e transitório, não há valores permanentes nem princípios que tenham a garantia da estabilidade, visto que o contexto não tem leis nem normas sociais ou interpessoais, todavia quem dá as ordens é Alguém Superior, Consciência Suprema e Espírito maior e melhor, Senhor do impensável e do incognoscível, tempo de misturas relativas, de atitudes niilistas, de ações céticas e atividades individualistas, o que significa dizr que a possibilidade de grupos ou coletividades é uma incógnita pois não há regras que definam comportamentos nem ordens que assumam o controle da vida aparente, sem chances para a criação de estabilidades sustentáveis e de sustentabilidades estáveis, um campo de existência onde se concentram as dúvidas vivenciais e as experiências sem certeza absoluta, porém onde insistem as possibilidades surpreendentes, as novidades sem querer e as descobertas sem chão nem teto, sem portas ou janelas. É o mundo do impossível pois tudo é misturável, complicável e confuso, mas talvez o melhor remédio para as doenças da ordem e da disciplina, a cura correta da organização preconceituosa e supersticiosa, fazendo imperar então a mistura indefinível e as coisas que se confundem indeteminadamente. Nesse universo de surpresas, novidades e descobertas inconstantes, vive o “Ápeiron”, que segundo os gregos antigos, é o Deus dos deuses da eternidade, o Senhor dos tempos impossíveis e dos lugares sem regras ou normas de conduta. Aqui e agora, a liberdade é operar a confusão física e mental, material e espiritual, pois a tendência é o Oculto, a possibilidade é o abismo sem definições e onde as opotunidades se identificam com os interesses de quem faz de suas práticas o templo das experiências infinitas, um univeso sem conceitos ou representações mentais cuja consciência é o indefinível e cujo espírito é o indeterminável. Eis a República dos impossíveis, a casa dos impensáveis e inefáveis pensamentos eternos, a moradia dos seres inesgotáveis cujos desejos superam as coisas cognoscentes e ultrapassam as definições existenciais e transcendem as fronteiras até do ilimitável, sem limites que ordenem nossas buscas por estabilidades, princípios de vida e valores da realidade cotidiana e humana. Nele, vivem os entes aparntemente impossíveis pois é um mundo sem certezas ou regras, de dúvidas de uma instabilidade vivente e experiente, o mundo das eternas essências, substâncias que dão sentido às aparências externas e significdo às profundezas do espírito e da consciência infinita. Então, eis o “Ápeiron”.

29. Quando as possibilidades são eternas

Parece que no Império do Indeterminável as tendências de construção do pensamento e seus conhecimentos reais ou imaginários e seu discernimento psicológico, espiritual e ideológico, são inumeráveis, sem limites definidos ou sem fronteiras determinadas, e suas possibilidades de geração de outros, novos e diferentes conteúdos de relacionamento e comportamento vão ao infinito, e suas altenativas de trabalho e empreendimento chegam à eternidade de produções culturais e sociais, políticas e econômicas, artísticas e filosóficas, científicas e tecnológicas, morais e religiosas, temporais e históricas, éticas e espirituais, infinitas e eternas. Assim, nesse jogo aberto de possibilidades, em tal processo de opções indefiníveis e na dinâmica das variadas vias produtivas de matérias de consciência sempre positiva e de liberdade permanentemente otimista, está a felicidade humana e das criaturas de Deus, o sentido da natureza e sua hierarquia de valores e a razão do universo e seu campo de princípios diversos e advesos, diferentes e contrários. Nessa mistura de elementos reais, linguísticos e imaginários, eis a vida cotidiana e sua realidade descartável, seu movimento de transitoriedades e seu mundo móvel carregado de materiais provisórios, tendo em vista que o “Ápeiron” – o Senhor dos tempos eternos e Deus das realidades infinitas, é o responsável direto por toda essa mobilidade da vida que se constrói, de onde Ele afasta a violência de grupos e indivíduos e sua agressividade física e mental, a fim de produzir a saúde social, familiar e coletiva, o bem-estar das pessoas e comunidades e o bem-comum das sociedades integrantes da conjuntura de uma humanidade que está não só no tempo mas igualmente além na eternidade. Como se vê esse quadro alternativo de possibilidades é sempre aberto, liberto dos preconceitos sem razão e das superstições sem inteligência, para assim renovar a vida de cada dia, noite e madrugada, construindo então um mundo aberto para todas as iniciativas que visam a sua saúde planetária e seu bem viver eterno. Graças ao “Ápeiron”, a Providência Divina, estamos vivos, e podemos progredir infinitamente, desenvolvendo eternamente a nossa consciência evolutiva e a nossa crescente liberdade de escolhas, feitas com respeito mútuo e responsabilidade recíproca, fontes da verdadeira felicidade.

30. A Novidade Permanente

É maravilhoso saber e reconhecer que há vida na eternidade do Oculto e no infinito do Absoluto e que essa experiência de alma e de espírito nos faz descobrir constantemente coisas novas e seres surpreendentes, crescendo em sabedoria espiritual, fazendo evoluir a nossa consciência e seus fenômenos mentais, tornando o nosso ser, pensar e existir, desvelados e desveladores de um mundo aparentemente indeterminado e de um universo talvez indefinido, mas que são o fundamento da ordem temporal, o princípio da disciplina social humana e a origem de toda a organização do conhecimento adquirido até aqui e agora, o que possibilita o desenvolvimento de nossa criatividade, talentos e carismas, vocações e profissões, agora a serviço, finalmente, do “Apeíron”, a Providência Divina, construtor de um campo de alternativas e oportunidades que geram um grande manancial de cultura espiritual, transformando-nos em gigantes eternos e pessoas grandes, pois trabalhamos para Aquele que é o Fundamento de todos os fundamentos, onde o Silêncio grita mais alto que as palavras, o Vazio vocifera acima das montanhas e no fundo dos oceanos, e o Nada vale mais do que tudo e todos. O que importa é compreender que o Indefinível determina o que existe, condiciona a vida de todos e é o responsável pela existência de cada um. Somos partes desse universo imenso de possibilidades. Somos mesmo apenas uma possibilidade. Uma alternativa de vida. Uma oportunidade de existência, ser e pensamento. E assim vão se formando e informando, se constituindo as novidades das consciências, as surpresas dos espíritos e as descobertas das almas, tudo fruto do beneplácito do “Ápeíron” que nos enriquece com suas graças e dons, talentos e carismas, que nos faz belos para Deus e ricos para o Senhor. Nesse campo de possibilidades diversas, eis o segredo da vida e o sentido da criação. Sim, somos uma mera possibilidade.

31. As Descobertas são constantes

Nesse universo fecundo de possibilidades variadas e de tendências ao infinito dos conhecimentos adquiridos, a grande descoberta não é só a compreensão de que nós somos uma consciência eterna, aberta e profunda, carregada de repertórios culturais e de pensamento fundos,
todavia igualmente a de que conquistamos a nossa liberdade de ir e vir, de agir e sentir, de pensar e existir, além da constituição permanente de outras novidades, novas surpresas e diferentes descobertas, o que reflete como os fenômenos conscientes ou não, em forma de símbolos e imagens, idéias e ideais, valores e princípios, sons e palavras, se articulam para interferir em nossa existência cotidiana, sempre provocando a nossa saúde física e mental, e o nosso bem-estar social, ético e espiritual, definindo o nosso lado indefinível de ser, intervindo positivamente em nossa família, rua e trabalho de toda hora, minuto e segundo, de onde tiramos o que é bom para nós e o que nos faz bem social e culturalmente. Sendo assim, desvela-se então para nós um outro jeito de viver e se comportar em sociedade, uma nova maneira de conviver com as outras pessoas e um diferente modo de se colocar diante do Planeta e da conjuntura da humanidade, determinando pois as nossas indetermináveis realizações no convívio humano e natural, em que intervimos para desenvolver sustentavelmente o nosso mundo interior, o nosso campo de relações interativas e compartilhando entre si experiências de vida saudável e agradável, alegre e otimista, sensata e equilibrada. Sim, a história caminha favorecendo os humanos e terrestres. O Tempo é positivo. E o fundamento de toda essa riqueza de conteúdos materiais e culturais, de toda a beleza da consciência em busca da sua liberdade, base da verdadeira felicidade, e de toda a grandeza de nosso saber, fazer e poder, ser e ter, é de fato como sabemos o “Ápeiron”, a Providência Divina, fonte inesgotável de nossa excelência de virtudes morais e espirituais. Com efeito, nos descobrimos a nós mesmos.

32. Nas profundezas da Alma

Quando mergulhamos nas águas profundas do oceano do espírito, então sumimos dentro de sua realidade interior, desaparecemos e nos tornamos agora também parte desse mesmo oceano de águas fundas, de mares fecundos e de rios sem fim. Ocorre assim em nós uma tremenda metamorfose essencial pois mudamos de seres aparentes para entes substanciais misturados às profundezas da nossa alma, no interior da imensidão das águas espirituais, águas vivas que transbordam o amor de Deus e nos transformam em entidades evaporadas na gigantesca tsunâmi da consciência eterna. Desde agora, mudamos e nos vemos oceano, mergulhados e afogados nas águas vivas do espírito humano, divino e natural, fonte de ordem interior, base da disciplina física e mental, raiz da organização de nossa inteligência e experiência cotidiana. Eis o território do vácuo, o terreno do vazio espiritual, o lugar do nada pelo nada e para o nada, princípio da indeterminação e origem do universo do indefinível, sustentáculo das aparências do mundo da natureza e do universo globais. Estamos sim em um campo de inúmeras possibilidades, construtor de outras, novas e diferentes alternativas de vida e trabalho, de onde tudo acontece e todos se fazem membros do Oculto e decorrências do Absoluto. Eis o contexto vivo das coisas indefiníveis e dos seres indetermináveis. Um mundo de imensas viabilidades. Um mundo eterno.

33. Aquém e além das palavras e dos conceitos

Na realidade eterna do Indefinível, vive-se uma situação que não se determina pois está aquém e além das aparências do cotidiano, supera as conceituações das representações mentais, ultrapassa as fronteiras da psicologia humana e os limites das teorias e das ideologias, e transcende igualmente as margens da vida, constituindo-se circunstâncias indetermináveis onde nada é inteligível ou racionalizável já que se experimenta um mundo de infinitas dimensões, de eternas possibilidades de encontro com novidades que estão acima e abaixo da cabeça das pessoas, um universo de alternativas em que as diferenças não existem, os detalhes reais não importam, a diversidade não possui definições e a pluralidade dos seres e das coisas não cabe nas fronteiras da consciência, pois esta faz parte de um oceamo de ambientes extensos e de infinitudes cujos contextos têm vida em abundância. Esta é a realidade do “Ápeiron”, a Providência Divina. Nela, se acham as vidas de grupos, indivíduos e comunidades, e se encontram as sociedades políticas e culturais, os segredos da natureza e as chaves da felicidade de um campo eterno de viabilidades. Eis o mundo de Deus. Da Consciência ou Espírito Eterno.

34. Por trás do Silêncio

Então, descobri em mim e para além do meu ego que a vida é o grito forte das madrugadas escuras sonhando com um amanhecer cheio de luz, ou o mistério da noite fecunda e brilhante iluminada pelas estrelas espalhadas e distribuidas pelo firmamento do céu, ou ainda o perfume secreto das cinzas dos cemitérios apelando para a emergência da vida em plenitude, ou também a música funda e essencial capaz de descobrir os talentos da nossa juventude espiritual e fazer-nos mergulhar nas raizes profundas do infinito sempre aberto a diferentes possibilidades, ou quem sabe o segredo misterioso da eternidade desejosa de desvelar-se no tempo de obscuridades onde os túneis da existência percorrem as trevas dos vazios para na saída se encontrarem com o sol de verão carioca, ou igualmente o farol do meio do oceano a conduzir os viajantes da vida e os caminheiros do cotidiano rumo a estradas mais ricas e perfeitas onde a saúde é estável e de qualidade e seu bem-estar não ignora os intercâmbios culturais nem as interatividades sociais e políticas compartilhadas uns com os outros no convívio humano e natural das sociedades que evoluem na história da humanidade, ou talvez o suspiro pelo Desconhecido, o desejo pelo Absoluto e o anseio pelo Oculto, razão de nossas vidas e sentido de nossas realidades existenciais, sociais e espirituais. Sim, o silêncio é o reflexo do vazio e o manifesto do nada. Daí a sua fecundidade pois bebe nas fontes inesgotáveis do Espírito Superior ou Consciência Suprema, Alguém que fundamenta as nossas dúvidas e incertezas, origina nossas perguntas e respostas, produz as nossas interrogações permanentes e nos questiona crítica e dialeticamente a fim de que escolhamos o bem e a bondade e optemos pela convergência de pontos de vista e pela concordância de comportamentos onde as virtudes revelam uma boa consciência de princípios consistentes e de valores sustentáveis. Eis a vida em abundância que se descobre para nós para que sejamos verdadeiramente livres e felizes.

35. Na essência dos Oceanos

Já sabemos que o fundo de nossas consciências humanas e naturais é um gigantesco universo de oceanos espirituais que tendem ao infinito, o que faz com que nossa subjetividade seja eterna em suas possibilidades de construção de conteúdos ricos em qualidade de vida e em excelência de materiais de produtividade de onde se abstraem a saúde social e cultural, espiritual e ambiental de todas as populações do Planeta eterno e temporal, transformando nossas realidades cotidianas em pontes para o Indefinível, fonte de seu bem-estar físico e mental, e razão de sua existência direita e de respeito e raiz de seus fundamentos materiais e espirituais sustentados com o tempo, estabelecidos com o decorrer da história e consolidados com a sabedoria de experiências em que os princípios vitais e os valores estáveis da consciência fundamental determinam sua evolução cotidiana, o progresso de seu repertório cultural, fazendo avançar a natureza humana para um mundo superador das fronteiras psicológicas da mente e ultrapassador das fronteiras ideológicas de uma inteligência ordenadora do caos a sua volta, disciplinadora do seu interior e organizadora das matérias que envolvem seu convívio político e econômico, social e cultural com os povos e gentes da sociedade a que pertence. Desta maneira, crescemos socialmente e nos desenvolvemos espiritualmente. Evoluimos para a liberdade onde as alternativas que fazemos tendem a possibilitar a nossa felicidade neste mundo e além. Fomos feitos para a liberdade.

36. Alguém Superior

O grande fato real e sempre atual que deve ser considerado é que o Gerente Eterno da possibilidade do Indefinível, fonte de conteúdos ricos em conhecimento, ética e espiritualidade, é o ‘Ápeiron’, a Providência Divina, Alguém Superior, base de sustentação do cotidiano da nossa vida, raiz do universo indeterminável, garantia de vida em plenitude para todas as suas criaturas, e que lhes dá segurança e tranquilidade para agirem visando sua saúde individual e bem-estar coletivo, interferindo na realidade a fim de fazer desabrochar seu Projeto de vida em abundância para toda a humanidade temporal e eterna. Assim se constitui o mundo do Oculto e o campo de viabilidades do Absoluto cujas tendências positivas refletem o otimismo que representa a história da eternidade dos espíritos e consciências, que buscam constantemente o Desconhecido, a Novidade permanente, a surpreendente alternativa de poder sempre mergulhar no oceano da alma que supera os limites da natureza humana e ultrapassa as fronteiras da psicologia e da biologia, e transcende outrossim as capacidades e potencialidades dos seres viventes, pensantes e cognoscentes cujos sentimentos se aprofundam no além indo acima das definições históricas, e perscrutando as profundezas do Pensamento Eterno. Nesse processo de fecundidades que se descobrem está a vida que procuramos, nossos anseios de liberdade e nossas aspirações por felicidade completa. Deus é bom e só nos faz bem e o bem.

37. O Vazio Substancial

Quando mergulhamos no vazio do espírito um outro universo de possibilidades se abre para nós, novo e diferente, de onde brotam as fontes do bem e da bondade de nossas ações individuais e coletivas, base de sustentação de nossa ética e espiritualidade, raiz de nosso bem-estar social e bem-viver em grupos e comunidades, ou seja, no vazio espiritual o fundamento de nosso cotidiano positivo, de onde se tiram atividades ligadas à interatividade de pessoas que constroem boas virtudes em sociedade a partir de uma consciência saudável e equilibrada, controladora das boas disposições da alma em busca de sua felicidade. Nesse processo esvaziante da realidade se gera a liberdade, disponível para os que agem sem preconceitos morais ou superstições religiosas, principiando uma vida de saúde mental e física que nos dá como alternativa viável uma experiência de otimismo e sensatez, razões de uma existência de bem com a vida e em paz com a consciência. Como se observa, o mundo do vazio define as situações do dia a dia e determina as circunstâncias da realidade vividas por todos e cada um de nós. Deste modo, progredimos conscientemente, evoluimos na construção de nossa liberdade rumo à felicidade completa. No vazio, Deus desenvolve os fundamentos da realidade. No vazio, a realidade indefinível e a origem de tudo o que é bom e nos faz bem cotidianamente. Deus habita o vazio.

38. O Mistério sem beiras ou margens

Na verdade, ao mergulharmos no Mistério do Eterno, nas profundezas do Oculto e nas fecundidades do Absoluto, parece que nos perdemos em seus oceanos de possibilidades, desaparecemos em suas águas profundas e começamos a fazer parte de seu universo novo e diferente onde o cotidiano é a surpresa do Infinito. Então nadamos nesse mundo gigantesco em que não há medidas, nem letras ou números, apenas conteúdos ricos em saúde física e mental e bem-estar material e espiritual, como que evaporando dentro de sua consciência infinita onde as tendências do bem e da bondade são a realidade cotidiana do Absoluto. Sim, sumidos nesses mares de águas puras e cristalinas, sem limites nem fronteiras, nos constituimos ora em moradias das eternas realidades transcendentes, templos do Eterno, casas das infinitudes de além e aquém. Aqui, não há mais definições e os determinismos estão ausentes. Só existe o campo do Desconhecido a ser descoberto por todos nós. Cá, tudo é novo e surpreendente. Nossas descobetas são constantes. É o Reino do Indefinível. O Império do Indeterminável.

39. Sem valores nem regras, sem princípios nem normas

Os caracteres que afirmam a força do universo indefinido e seus efeitos indetermináveis positivos na realidade cotidiana nos dizem que estamos acima dos conceitos das palavras e além ou aquém de regras ou fenômenos da consciência que regulamentam nossas atividades e atitudes do dia a dia. Tal a nossa verdadeira liberdade, a qual consiste em superar os determinismos da razão e os valores de uma inteligência regulamentadora da nossa vida diária e noturna, o que nos faz optar por uma realidade de vida onde não nos sujeitamos aos contrários de uma liberdade feliz, nova e diferente, em que vivemos ultrapassando os limites da racionalidade e as fronteiras psicológicas e ideológicas de uma mente fechada, prisioneira de suas definições e escrava de seus princípios enganosos, alienadores da vida de cada dia e de toda noite. De fato, somos livres, e devemos abraçar a nossa liberdade de ir e vir, de escolher e optar, e procurar as melhores alternativas de felicidade, coincidentes com o nosso bem-estar social e saúde física e mental, quando então construimos a liberdade que vai além dos preconceitos e acima das superstições morais e religiosas. Deste modo, geramos uma realidade viva onde não nos tornamos sujeitos de outros, seus objetos de manipulação, explorados para servir aos monopólios alheios, controladores da nossa mente e dominadores de nossas iniciativas de vida e felicidade. Em nome dessa liberdade, superamos as definições, transcendemos limites e fronteiras, e ultrapassamos os determinismos de um cotidiano ainda escravizado pelas ideologias e teorias monopolistas que anseiam por controlar a nossa vida cotidiana. Estamos sim então livres para crescer, desenvolver a nossa criatividade, evoluir produzindo alternativas de vida geradoras de nossa felicidade temporal e eterna. Nesse processo, eis a nossa verdadeira liberdade, que consiste em louvar o Absoluto por suas maravilhas, favores e benefícios entre nós. Nesse louvor ao Oculto, a nossa liberdade. Nessa liberdade, a nossa felicidade.

40. O Espírito Eterno ou
a Consciência Eterna

Uma outra, nova e diferente interpretação da realidade transcendente – segundo especialistas modernos – nos diz que o Espírito é a Consciência, e são eternos na sua constituição e finalidade, temporalidade e historicidade, fazendo-nos compreender a profundidade do conteúdo dos fenômenos espirituais cuja reflexão e entendimento são possibilitados pela atividade permanente de nossa racionalidade, inteligência que descobre e redescobre os ambientes do espírito humano, divino e natural. Tal compreensão desse mundo espiritual cuja essência real e atual é o indefinível e o universo dos seres e das coisas indetermináveis nos leva ao “Ápeíron”, a Providência Superior e Suprema, Princípio da vida e da existência, Origem da Criação, da Natureza e do Universo, Raiz das situações eternas onde as pessoas e criaturas convivem umas com as outras desenvolvendo seus trabalhos e ações, construindo a substância de realidades que nos ultrapassam, superam nossos limites psicológicos e fronteiras ideológicas, e transcendem nossos espaços e tempos definidos pelo clima cotidiano de nossas sociedades humanas e seus efeitos, políticos e culturais, sociais e econômicos. Assim, a Consciência ou o Espírito Eterno é o responsável direto e indireto pela produção dessa fenomenologia espiritual em que se evolui sempre para uma razão esclarecida, luminosa e lúcida, produto final dessa intencionalidade boa realizada pelo “Apeíron”, que deste modo torna possível o progresso continuado de grupos e indivíduos, e comunidades locais, regionais e globais, dependentes naturalmente das operações ativas dessa Providência Divina, interventora da história humana e do tempo natural e eterno, e que determina positivamente os destinos da humanidade. Tal Consciência ou Espírito Eterno condiciona a vida e suas conseqüências culturais e sua mentalidade em favor do bem e da paz, sem violência ou agressividade, e que ignora as turbulências da experiência cotidiana, rejeita os distúrbios imaginários da mente humana e exclui de seu campo de atuação os transtornos físicos e materiais das populações integrantes de seu sistema de vida e estrutura de amor operantes na realidade de todos os dias, noites e madrugadas. Eis o trabalho do “Ápeíron” que assim tranqüiliza as almas e os espíritos, acalma a vida interior e externa, faz repousar as criaturas e descansar as pessoas de bem e de paz, e que tornam a bondade o critério das virtudes espirituais com a qual vivem e convivem a concordância das ações interpessoais e a convergências das atividades interativas compartilhadas através de conteúdos de qualidade sustentável, da riqueza de materiais estabilizados com o tempo e da excelência de programas de comportamento identificados com a saúde e o bem-estar de todos e cada um. Desta maneira, se manifesta o ‘Ápeiron”.

41. Sem limites nem fronteiras

Eis o mundo de Alguém Superior, o oceano do indefinível, aberto totalmente, renovado interiormente e liberto dos limites do tempo e das fronteiras da história, onde se mergulha em um universo de gigantescas possibilidades, de alternativas sem fim e de oportunidades de crescimento interno e externo que superam as definições da racionalidade e os determinismos da inteligência, um imenso campo de atividades e atitudes que ultrapassam a capacidade da imaginação e as potencialidades da mente humana e natural, fazendo-nos nos jogar nos braços do Oculto e nas entranhas do Absoluto, o que nos reflete quão profundos são os abismos da consciência e imensa a fecundidade do pensamento, transformando-nos em moradias do Eterno e templos do Infinito, casas de luz interior, processadas para serem conteúdos ricos em repertórios culturais, morais, sociais e espirituais. Eis a imensidão do Espírito Eterno que nos faz evoluir da consciência para a liberdade, ponte para a verdadeira felicidade. Sim, somos habitação do Infinito e lugares do Eterno. O Fundo da nossa consciência é fecundo de onde se germina as raizes da felicidade humana, os princípios que coordenam nossos atos e os valores fundamentais de nossa experiência cotidiana. Somos fecundos. A Vida brota sem parar dentro de nós. Cada vez mais somos uma subjetividade objetiva.

42. Um Mundo sem medidas

É fácil perceber quando o Inefável e o Incomensurável nos invadem a alma e nos tornamos oceanos da consciência eterna, vias de possibilidade das riquezas e belezas do Oculto, canais de desvelação da grandeza do Absoluto e intermediários ou pontes das profundidades do “Ápeiron”, nos descobrindo então dentro de um universo sem números, onde as medidas não existem, um campo sem as tendências da matemática visto que nele desaparecemos como gotas no meio dos rios ou como pingos d’agua no interior dos mares ou como chuvas de verão perdidas e evaporadas na internidade dos oceanos, transformando-nos em partes do tudo e do todo, fatias de um gigantesco bolo de chocolate onde a vida tem sentido e razão de ser, pensar e existir. Então, somos igualmente águas profundas dos oceanos do espírito eterno, eternidades dentro da grande eternidade, um mundo de possibilidades que se constroem a cada momento e a todo instante. Eis pois que agora se reflete para nós a nossa verdadeira liberdade, raiz de nossa felicidade aqui e além. Na constituição dessa liberdade sem as definições da racionalidade ou os determinismos da inteligência se despontam as alternativas de uma boa ação optativa que busca o bem e a bondade de suas ações interativas e compartilhadas na concórdia entre grupos e na convergência entre indivíduos e comunidades. Nesse movimento descobridor da nossa liberdade um contexto nos condiciona para isso: o ambiente eterno das indefinições constantes em que o indeterminável é a única realidade permanente. É a liberdade que se revela para nós.

43. De repente
Aleatoriedade
Somos obras do Acaso
Imprevisibilidade

Acredito certamente que nascemos de Deus, todavia o indeterminismo das coisas nos acompanha e a indefinição dos seres anda do nosso lado e em torno de nós, sofremos com a imprevisão dos fatos e as surpresas dos acontecimentos, as novidades nos aparecem momentaneamente e em alguns instantes o acaso toma conta de nós, e nos tornamos diante de todos e cada um pessoas aleatórias padecendo com as imprevisibilidades das ocorrências cotidianas, o que nos faz refletir sobre a possibilidade de sermos ou não indivíduos aleatórios, surpreendentes perante o tempo e a história, transformados em atitudes impensadas, em ações não planejadas e em atividades que não possuem plano algum ou outro projeto de construção de realidades imprevisíveis que nos surpreendem a cada instante e a todo momento. Seremos obras do acaso quem sabe, ou talvez seres imprevisíveis sem planos nem projetos nem planejados existencialmente. Sim, o acaso nos segue, dirige nossos passos e faz nossos comportamentos. No trabalho ou em casa, e mesmo na rua, o acaso é uma realidade que nos dirige a caminhada ao mesmo tempo em que ele define nossos hábitos e costumes e determina nossos trabalhos de cada dia, noite e madrugada. É possível que Deus seja o Acaso.
Sim, somos pessoas “de repente”, que do nada tiramos alguma coisa ou do vazio construimos razão e sentido para os seres e os acontecimentos. Muitas vezes nossas ações são repentinas, nossas atitudes surpreendentes e nossas atividades feitas de ora para outra, sem pensarmos antes, como se a imprevisibilidade dirigisse nossos passos e caminhos e a aleatoridade ditasse as nossas regras de vida e trabalho como cultura do acaso ou uma mentalidade em que o cotidiano se cria sem esperarmos, longe de nossas racionalidades e planejamentos, distante de nossas inteligências geradoras de planos de ação e projetos de comportamento. O Acaso nos segue e persegue. Será que o nosso Deus não se identifica com o Princípio do Acaso, dado a sua constância em nossa realidades de todos os dias... É uma questão interessante. A Cultura do “de repente” nos acompanha sempre. Exemplos da presença do Acaso em nosso cotidiano e sua ação aleatória em nossa vivência de cada dia está no fato de ao passarmos por uma Loteca de repente jogamos na Loteria Esportiva e ganhamos o Prêmio de alguns milhões de reais que muito vão ajudar em nossos desejos e necessidades; ou quando ao irmos ao shopping do bairro encontramos uma garota, batemos um papo com ela, pedimos algumas informações e essa menina mais tarde através de contatos, relações e interações se tornará a mulher da nossa vida, nossa esposa e mãe de nossos filhos; ou ainda ao conseguirmos um emprego por uma “dica” de um amigo, e achamos a sustentabilidade presente e a estabilidade futura de nossas atitudes e empreendimentos. Assim é o Acaso em nosso dia a dia.