CPC é um blog de criação de novas e diferentes idéias capazes de realizar transformações para melhor na vida pessoal e social dos leitores e internautas
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Desejo
Desejo
Tudo começa com o encontro de olhares quando o desejo se acende e a paixão processa o seu incendiar-se, o romance alimenta seus primeiros passos, os sentimentos despertam para o namoro, e a paquera se torna a loucura mais gostosa de um amor a dois, entre o homem e a mulher. Do desejo do olhar, os corações adquirem calor sexual, os corpos ficam quentes, e a consequência é uma madrugada de carinho onde se trocam beijos em brasas e abraços de fogo, relação cheia de conteúdo apaixonante, de riqueza espiritual e de excelência de virtudes sentimentais. Ambos, o jovem e a jovem, então, se amam, se respeitam e se valorizam um ao outro. Antes e depois do sexo, o desejo continua vivo e o amor mantém sua intensidade, e a chama acesa parece não querer se apagar para sempre. Por isso, desde então, o romance fica mais fundo, fecundo e profundo, carregado de alternativas novas e de possibilidades diferentes, quando ambos, o casal que se ama, decidem mergulhar bem mais ainda nesse desejo de um pelo outro, enlouquecendo a interação, tornando possível um amor autêntico, de virtudes transparentes e de paixão verdadeira, em que os rostos se beijam sempre com o calor dos deuses e os corpos se juntam e se ligam e se unem tornando o encaixe a felicidade do paraíso e o segredo mais bonito do céu. Nesse compartilhamento de pau bem duro e buraco quente pegando fogo sem parar tudo acontece, o prazer se faz, e o orgasmo é o ponto mais alto desse amor. Aparecem assim o homem romântico e sua paquera sensível ao toque e à penetração de seu ferro de aço atômico, a sua bomba nuclear mais gostosa, a sua bengala de dinamite mais louca que uma mulher pode ganhar e receber em seu útero de chamas acesas. Então, é a hora do desejo virar tesão, e o tesão se fazer orgasmo. Sim, o amor é lindo!
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Reboque
Preciso de um Reboque
Muitas vezes, em determinadas circunstâncias da vida cotidiana de todos os dias, noites e madrugadas, precisamos de Alguém que nos socorra em nossas necessidades, ou de uma pessoa que carregue e compartilhe conosco os nossos problemas diários e noturnos, ou de um indivíduo que suporte as nossas dificuldades e conflitos do dia a dia, ou de um cidadão que nos ajude na hora do aperto, nos instantes de risco e nos momentos de perigo. Precisamos de um Reboque. Que resolva nossas necessidades e colabore conosco em nossas dependências. Às vezes esse Reboque é o pai de família que nos dá dinheiro para as compras no Supermercado, ou que leve os nossos filhos para a escola, ou encaminhe um amigo ou parente para a emergência de um hospital, ou que nos dê a mão quando o carro enguiça ou necessitamos de obras em nossa casa. Nesses intervalos, o Reboque sempre aparece para nos dar um socorro, nos levar uma ajuda ou carregar os nossos pesos pesados de cada dia e de toda noite. No incômodo da doença, lá está o Reboque fazendo alguma coisa por nós. É ele que nos ajuda a fazer o enterro de um familiar, coopera conosco quando surgem dívidas ou atrasam o aluguel ou o condomínio. Tem sempre um dinheiro para nos dar ou emprestar. Ele pode ser um primo da família, ou um amigo de diversos anos, ou uma namorada que gosta muito de nós, ou um colega de trabalho que entende nossas contrariedades e compreende nossas contradições quase sempre aparentemente sem solução, mas que com o Reboque sempre se encontra a resposta adequada, ou a saída para a interrogação, ou a solução para a questão. O Reboque é assim. Sempre pronto para nos ajudar. Sempre aliviando as nossas dores, socorrendo-nos no que for preciso, carregando nossos fardos e pesadelos de todo minuto e segundo. Todavia, quando o Reboque nos falta, ou desaparece de repente de nossa vista, ou evapora de nosso cotidiano, ou some de uma vez por todas de nossa realidade diária, então o mundo parece cair, tudo tem sintomas de acabar, todos se afligem, se desesperam e se amedrontam. Cadê o nosso Reboque ? Onde está a nossa tábua de salvação ? Onde se encontra a nossa providência para os casos de depressão e tristeza, de moléstia e enfermidade, de necessidades materiais e espirituais de todos os dias ? Pois é. Como nos faz falta um Reboque! Que, na vida, possamos ser Reboque para os outros. Porém, também nós precisamos de um Reboque de vez em quando ainda que possamos superar por nós mesmos todos os problemas que nos chegam, ou ultrapassar os limites da nossa natureza, ou vencer os contrários da nossa existência, ou transcender as fronteiras que quase continuamente as enfermidades nos impõem. Apesar de tudo, vale ser Reboque para os outros. Ficamos felizes ajudando as outras pessoas. Entretanto, que todos os que dependem de nós compreendam também as nossas fraquezas e dificuldades, e que saibam que não somos deuses nem seres eternos neste mundo em que vivemos. Um dia, a casa cai. Nossas forças desaparecem. E então precisamos de outros Reboques para nos substituir.
Que Deus nos dê essa graça.
Que nunca nos falte um Reboque durante a vida.
E que nós igualmente sejamos também Reboque para os outros.
Porque a vida é um Reboque.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
A Língua e a Caneta
A Língua e a Caneta
A Palavra e a Escrita
A Voz e a Assinatura
Em minhas mãos, o destino das pessoas
Observamos na realidade cotidiana como uma simples palavra de alguém ou a mera assinatura de uma pessoa podem decidir o destino de grupos e indivíduos, comunidades e sociedades, povos e nações. Muitas vezes uma batida de automóvel, ou o aumento do aluguel, ou o pagamento do condomínio, ou a perda do emprego, o bom relacionamento na família, uma briga no botequim, um conflito ou uma discórdia, uma dificuldade ou uma divergência, e até mesmo uma guerra podem ser definidos pela voz de um cidadão ou o gesto de uma assinatura de papel, um documento qualquer. Sim, somos dependentes quase sempre da língua de uma pessoa e sua voz de comando e de sua palavra escrita, a assinatura de um texto qualquer que resulte na mudança de hábitos e costumes de outros sujeitos ou pessoas. Somos dependentes. E quando a falta de respeito e a irresponsabilidade estão presentes nessa hora, minuto e segundo, então as consequências são mais críticas e mais graves e seus efeitos modificam drasticamente o destino de grupos, povos e populações inteiras. De fato, dependemos da língua e da caneta. Delas, o destino dos homens e das mulheres. Nelas, a saúde das crianças e o bem-estar da sociedade. Por elas, a vida de qualidade ou a péssima situação de pobreza e miséria. Com elas, as boas coisas da vida ou tudo de negativo que possa ocorrer com famílias de bem e comunidades conscientes e de bem com a realidade. Sem elas, não há vida, nem destino, nem o bem ou o mal. Com efeito, tudo está na língua ou na voz decisiva e na assinatura do patrão ou na decisão de um chefe determinando a origem e o fim das atitudes dos funcionários da empresa ou dos empregados do comércio. Na verdade, não sabia que éramos tanto dependentes. Só peço a Deus que nesses instantes decisivos não falte aos nossos comandantes, líderes e governantes o compromisso responsável com o bem-comum das sociedades e o bem-estar de seus cidadãos. Que o Senhor ilumine e fortaleça os nossos gerentes e diretores, a fim de que então nenhum menino morra de fome ou fique sem escola, nenhuma mulher ou mãe de família deixe de zelar pelo seu parceiro e seus filhos, os hospitais não fiquem sem médicos e remédios, nas padarias não faltem o leite e o pão, nos botequins a água e o cafezinho, nos jornaleiros o jornal e a revista, na rua os amigos para conversar, as garotas para namorar, os homens indo para o trabalho, as donas de casa fazendo compras no supermercado ou no shopping, os aposentados batendo um papo na esquina e os jovens fazendo uma permanente paquera com as meninas de seus prédios e edifícios. Que nesses momentos, Deus abençoe a língua e a caneta cujo resultado sem dúvida será uma boa vida para todos e um ótimo trabalho para cada um.
Que Deus abençoe sempre a voz da língua e a assinatura da escrita, condições de uma existência feliz e de um cotidiano sem violência.
Mas não se esqueça: somos dependentes.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
As Rosas
A Filosofia da Rosa
As Rosas são belas sem porquê,
florescem por florescer,
não olham pra si mesmas,
nem olham para quem as vê.
Talvez as Rosas sejam gratuitas no seu manifestar-se, ou busquem a essência das coisas, longe das aparências, e se ocupem com o ser que as envolvem, independente da moda em seu entorno e dos olhos que as observam com atenção e carinho.
Talvez sejam maravilhosas na sua expressão, ou gloriosas no seu constante louvor a Deus que as fez, ou alegremente vitoriosas porque vivem longe das vaidades da sociedade, curtem a natureza que as administra, e contemplam o universo e a criação sabendo que são parte de um projeto do Criador.
Talvez elas tenham a beleza das Gabrielas, ou a grandeza das montanhas, ou a riqueza dos oceanos, todavia sabem ocupar o seu lugar na realidade, sabem muito bem viver o seu tempo de flores e o seu momento de amores diante dos pássaros que as visitam.
Talvez gostem de gostar da vida, cantem a felicidade dos passarinhos, dancem como os girassóis todos os dias, ou acompanhem as criaturas fazendo e cumprindo a sua função perante o cotidiano que as cerca.
Talvez seus espinhos reflitam suas dores de cada instante e seus conflitos de todo momento, porém sabem ir além de suas dificuldades e sofrimentos porque todos os dias e noites abraçam a bondade das pessoas que fazem da concórdia a sua lei e da convergência a sua norma de vida, construindo a sua volta um ambiente bom, de bem e de paz onde todos respiram o seu respeito baseado no direito que torna a sua liberdade a porta da felicidade dos que as contemplam diariamente.
Sim, as Rosas são autênticas, gostam de ser transparentes, amam a verdade da vida, pois seu mundo é a beleza das mulheres, o perfume dos namorados, a música dos romances e suas paqueras.
Assim são as Rosas.
Seguem a natureza.
Fazem a vontade do Criador.
Cumprem o seu papel no universo.
Sem aparecer nem pra si nem para os outros.
Gostam de ser o que são.
Apreciam a essência.
Amam as profundidades.
Constantemente, mergulham no fundo dos mares da existência buscando a substância de seu cheiro, o calor de seu odor, e a delícia de seu perfume.
Talvez as Rosas sejam mais divinas que humanas, e mais naturais que ambientais.
Todavia sei de uma coisa: as Rosas não falam, seu grito é a sua cor que nos encanta e o seu amor que nos fascina.
Elas gritam o silêncio de Deus.
São a voz da natureza.
A Beleza do Universo.
As Rosas são belas, mais lindas que o sol, mais bonitas que o girassol.
Gosto das Rosas: porque elas são verdadeiras.
Como toda a natureza criada por Deus.
Salve a verdade das Rosas!
terça-feira, 24 de setembro de 2013
A Consciência Eterna
O Espírito Eterno ou
a Consciência Eterna
Uma outra, nova e diferente interpretação da realidade transcendente – segundo especialistas modernos – nos diz que o Espírito é a Consciência, e são eternos na sua constituição e finalidade, temporalidade e historicidade, fazendo-nos compreender a profundidade do conteúdo dos fenômenos espirituais cuja reflexão e entendimento são possibilitados pela atividade permanente de nossa racionalidade, inteligência que descobre e redescobre os ambientes do espírito humano, divino e natural. Tal compreensão desse mundo espiritual cuja essência real e atual é o indefinível e o universo dos seres e das coisas indetermináveis nos leva ao “Ápeíron”, a Providência Superior e Suprema, Princípio da vida e da existência, Origem da Criação, da Natureza e do Universo, Raiz das situações eternas onde as pessoas e criaturas convivem umas com as outras desenvolvendo seus trabalhos e ações, construindo a substância de realidades que nos ultrapassam, superam nossos limites psicológicos e fronteiras ideológicas, e transcendem nossos espaços e tempos definidos pelo clima cotidiano de nossas sociedades humanas e seus efeitos, políticos e culturais, sociais e econômicos. Assim, a Consciência ou o Espírito Eterno é o responsável direto e indireto pela produção dessa fenomenologia espiritual em que se evolui sempre para uma razão esclarecida, luminosa e lúcida, produto final dessa intencionalidade boa realizada pelo “Apeíron”, que deste modo torna possível o progresso continuado de grupos e indivíduos, e comunidades locais, regionais e globais, dependentes naturalmente das operações ativas dessa Providência Divina, interventora da história humana e do tempo natural e eterno, e que determina positivamente os destinos da humanidade. Tal Consciência ou Espírito Eterno condiciona a vida e suas conseqüências culturais e sua mentalidade em favor do bem e da paz, sem violência ou agressividade, e que ignora as turbulências da experiência cotidiana, rejeita os distúrbios imaginários da mente humana e exclui de seu campo de atuação os transtornos físicos e materiais das populações integrantes de seu sistema de vida e estrutura de amor operantes na realidade de todos os dias, noites e madrugadas. Eis o trabalho do “Ápeíron” que assim tranqüiliza as almas e os espíritos, acalma a vida interior e externa, faz repousar as criaturas e descansar as pessoas de bem e de paz, e que tornam a bondade o critério das virtudes espirituais com a qual vivem e convivem a concordância das ações interpessoais e a convergências das atividades interativas compartilhadas através de conteúdos de qualidade sustentável, da riqueza de materiais estabilizados com o tempo e da excelência de programas de comportamento identificados com a saúde e o bem-estar de todos e cada um. Desta maneira, se manifesta o ‘Ápeiron”.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Roda Gigante
Roda Gigante
A Vida é uma Roda Gigante que para onde quer parar, circula livremente definindo nosso tempo, nosso momento e o instante do final da partida. Por isso, sou filho da simplicidade e respeito a todos. Se um dia precisar, sei que terei muitos amigos para me atender. Hoje procuro atender a quem precisa de mim.
Como diz o ditado popular: ”o que semeares, obterás com crédito. Se plantares bem, colherás bem. Se cultivares mal, acharás o mal.
Os amigos que conhecemos, os trabalhos que fazemos, as relações que mantemos, as atividades que empreendemos, os amores que alimentamos, as parcerias que semeamos, as atitudes que desenvolvemos, na família, na rua ou no trabalho, nas esquinas da cidade, no shopping do bairro, no restaurante do beco, na padaria onde compramos pão e leite, no botequim tomando um cafezinho, na farmácia adquirindo remédios, em tudo, enfim, semeamos créditos que um dia certamente voltará para nós, seja para o bem quando produzimos o bem, seja para o mal quando alimentamos o mal. Por isso, a vida é como uma Roda Gigante. Nós rodamos pelo dia a dia semeando coisas boas, ótimos princípios e valores, comportamentos saudáveis e ações agradáveis, fazendo novos amigos ou conquistando diferentes garotas, ajudando a família a ser mais e melhor. E assim passamos a vida inteira evoluindo em projetos criados, sonhos que se tornam realidade, programas que têm sucesso e prosperidade na sociedade onde estamos inseridos. E de fato as virtudes semeadas voltarão para nós em forma de créditos pessoais, favores familiares e sociais, e benefícios no trabalho e onde estivermos ocupados. Assim é a vida. Uma Roda Gigante. Que roda distribuindo o bem e o mal, repartindo bondades e maldades, dependendo da nossa semeadura, do que tivermos produzido de bem ou de mal. Somos como a Roda Gigante. De repente estamos bem. Todavia se vacilarmos poderemos nos dar mal. Que Deus o Autor da Vida nos ajude a semear situações boas para nós e os outros. E certamente colheremos os frutos da bondade das pessoas, da amizade dos amigos, do amor das mulheres, e de uma fé em Deus forte e firme que nos leve a produzir mais projetos e realizar mais sonhos cujos efeitos serão a nossa felicidade aqui e agora. Como a Roda Gigante, devemos rodar para a frente e para o alto. E descer felizes por termos feito uma boa caminhada. Na vida, sejamos gigantes. Semeando o bem, para colhermos bons frutos. E seremos felizes de verdade.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Intervalo
Intervalo
Entre a Luz e as Trevas
1
A Realidade humana de hoje, aqui e agora, muitas vezes pode deixar de ser real e constituir-se em Templo do Imaginário, assumir compromissos com a irrealidade da consciência e com a irracionalidade da experiência. Nesse Intervalo, entre o real e o racional, entre a luz e as trevas, entre o bem e o mal, entre a paz e a guerra, entre a verdade e a mentira, entre o sonho e a realidade, entre o chão e o teto, entre as portas e as janelas, acontece o nosso cotidiano, o processo da vida, a formação das nossas idéias e conhecimentos, a manifestação dos nossos sentimentos mais profundos e transparentes, o reflexo de nossa mente aparentemente patológica mas que na verdade procura mostrar-se autêntica, identificada com a possibilidade da sua liberdade, produtora de felicidade. Tal processo de criação da vida de cada momento e de todo instante encontra raizes no confronto dialético entre o real e o imaginário, o cotidiano e a nossa estrutura psicológica, viabilizador das idéias que se produzem para o bem ou para o mal, das práticas humanas e seus comportamentos éticos e espirituais, de suas atividades científicas e tecnológicas, de suas ações artísticas e filosóficas, de suas experiências morais e religiosas, de suas atitudes temporais e históricas, políticas e econômicas, sociais e culturais e ambientais. Assim se produz a vida. Através desse intercâmbio paradoxal entre consciência e realidade, sua interatividade ora romântica ou sentimental ora ideal ou reflexiva ora concreta e experiencial. É a dialética da realidade cotidiana. Esse Intervalo onde ocorrem nossos trabalhos de cada hora, nossos conflitos de família, nossas ausências no convívio com as pessoas, nossas dificuldades de bom relacionamento, enfim, os nossos problemas de mente, de corpo e de espírito. Sim, porque a vida é o Intervalo, o movimento de viver, o processo de existir. Com essa mobilidade frequente, faz-se a história de cada instante, o tempo se produz caminhando sempre para a frente e para o alto, de modo progressivo, evoluindo a todo passo, crescendo de acordo com os minutos e segundos que transcorrem, se desenvolvendo para o bem-estar de toda a humanidade, de suas comunidades, grupos e indivíduos locais, regionais e globais. De fato, esse Intervalo em que se verifica a complexidade da vida e o fluxo da história, é a constituição da superação de si mesmo, da ultrapassagem constante de preconceitos e superstições e da transcendência também do tempo para enfim mergulhar no ambiente da eternidade, da vida após a morte, onde se continua para sempre o movimento dos seres e das coisas em direção do Infinito, que é Deus. Deus é o Motor desse processo. Somos consequência disso. Somos efeitos de sua intervenção na história das nossas consciências e das experiências da nossa realidade urbana e rural, psicológica e social, imanente e transcendental. Somos Intervalo.
2
Entre o nascimento e a morte a vida se processa, o mundo é construido visando o bem e a paz da humanidade, a realidade se cria em meio a problemas os mais diversos de ordem psicológica ou cotidiana, real ou imaginária, de acordo com os parâmetros de um ambiente político conturbado carregado de tendências variadas, de um contexto econômico às vezes otimista ou bastante turbulento, de um clima cultural fecundo e profundo que tem necessidade da criatividade humana, de seus talentos originais e de seus carismas inovadores, de seus pontos de vista cognoscentes e discernentes, que fazendo a diferença entre os seres e as coisas produz o tempo das mudanças permanentes e dos movimentos transformadores para melhor de situações aparentemente cabisbaixas e deprimidas, tristes e angustiantes, tornando-as então renovadas interna e exteriormente, libertas dos preconceitos de uma sociedade ainda prisioneira de superstições morais e religiosas, desequilibradas socialmente, de indefinições ecológicas e ambientais, de insustentáveis paradigmas que sustentam a cultura da morte, do mal e da violência, devendo ser combatida em nome do bem e da bondade das pessoas que continuam a cultivar a paz e a concórdia em seus relacionamentos e atitudes. Assim se processa a realidade. Cada vez e melhor aumenta a conscientização das populações e sua iniciativa de libertação de prisões psico-sociais, de transtornos físicos e mentais e de distúrbios materiais e espirituais. De fato, a realidade cotidiana é tendencialmente progressiva, caminha evoluindo em todos os sentidos da vida humana, cresce sem parar, e se desenvolve de modo a garantir a saúde e o bem-estar, e a felicidade das comunidades que integram essas sociedades emergentes, em ascensão social e política constante, emancipando-se pacientemente no nível econômico e financeiro, cultural e ambiental. Sim, caminhamos sempre crescendo por dentro e fora. Tal o sentido da vida e a razão da existência. Nessa mobilização evolutiva, vamos superando conflitos, ultrapassando obstáculos que o cotidiano nos impõe seja na família, na rua ou no trabalho, transcendendo limites e dificuldades, mergulhando pois em um universo de bondade próprio do ser humano como tal. Esse otimismo que atravessa o decorrer da história é responsável pela auto-estima dos grupos e indivíduos que constroem positivamente a realidade humana de forma local, regional e global. Nesse intervalo de ocorrências luminosas, o homem e a mulher vão vencendo o lado obscuro do cotidiano, criando as condições indispensáveis para a sua vitória sobre a maldade de alguns e a agressividade de outros. Com efeito, o mundo real tem em sua estrada cotidiana uma perspectiva positiva, que conduz o progresso dos povos e o bem-estar das nações ainda que em meio à miséria e à fome de muitos, à ignorância de grande parte de sujeitos, o que muitas vezes os faz ignorar o seu dever de guiar o tempo e sustentar a história, talvez porque bloqueados em seu repertório cultural de conhecimentos carentes de conteúdos de qualidade, de ética comportamental inferior à necessária e de uma espiritualidade que deveria se comportar como o gerente de suas possibilidades, alternativas e oportunidades reais e atuais. Mesmo assim, continuamos evoluindo das trevas em direção à luz.
3
Feito de altos e baixos, de conquistas de sucesso e de depressões sociais e psicológicas, de boas coisas que se produzem e de conflitos gerados com agressividade, de equilíbrios que conduzem trabalhos grandiosos e de carências de sensatez na hora de decidir oportunidades e apresentar possibilidades, o processo humano e natural de viver precisa de uma boa racionalidade que guie com bom-senso atitudes e sentimentos que afetam o convívio de grupos e indivíduos interessados na busca de alternativas de saúde pessoal e bem-estar coletivo para as suas comunidades emergentes, inseridas em sociedades que progridem para a criação de felicidade para seus habitantes, a partir da procura da liberdade, responsável por sua intervenção nos destinos de povos inteiros e interferência em seus empenhos e esforços por uma humanidade mais igualitária, fraterna e solidária, onde todos possam ter voz e vez, cada um caminhe com segurança e estabilidade nesta vida de mudanças contínuas e metamorfoses permanentes, em função da qual a noite das turbulências cotidianas convive com o despertar para a novidade de uma atividade engendradora de progresso para os seus, otimismo que dá esperança de realizações novas e diferentes identificadas com a possibilidade de crescimento para as suas populações, o que significa mais garantias de qualidade de vida para as pessoas, excelência de ações éticas e espirituais, resultando em ambientes férteis capazes de propiciar mais abertura de iniciativas para seus integrantes, renovação de suas tendências de melhoria convivencial e libertação de bloqueios físicos e mentais que são barreiras para o perfeito desenvolvimento de nações interessadas na ótima satisfação de seus desejos por uma existência melhor, produtiva e de aspectos positivos como a construção do respeito mútuo entre seus cidadãos e da responsabilidade social, cultural e ambiental entre seus conterrâneos, moradores e trabalhadores, constituintes de um contexto humano mais carregado das boas qualidades promotoras de condições de vida e trabalho, saúde e educação mais digna, mais vital e mais generosa para todos e cada um. Nesse movimento de construção de novas e diferentes realidades em ascensão, em termos de política partidária, economia de mercado, sociedades emergentes e culturas e mentalidades voltadas para a não-violência e a preferência por uma ética de bondade e concórdia entre seus cidadãos, produz-se o cotidiano, define-se o Intervalo de um existir que se processa entre instantes de guerra urbana e rural e momentos de paz e cidadania entre os componentes dessas sociedades em transformação permanente para melhor, essa aliás a razão de tal mobilidade humana em direção à obtenção da realização de seus sonhos e à satisfação de seus desejos e necessidades humanas, naturais e culturais. Nesse Intervalo, portanto misturam-se bons projetos de vida e a crise de modelos insustentáveis para a produção de uma sociedade mais equilibrada e otimista, de bem com a vida e em paz com a sua consciência.
4
Os momentos de crise no decorrer da história da humanidade têm provocado as reformas necessárias que fazem progredir os humanos, as transformações políticas substanciais para a ascensão e a emergência de sociedades em desenvolvimento, as revoluções científicas e tecnológicas responsáveis pela evolução de comunidades inteiras no campo das idéias e conhecimentos, as metamorfoses sociais, culturais e ambientais que tornam a vida mais renovada e diferente, comprometida com o bem-estar dos cidadãos e a saúde espiritual, física e mental de povos imersos nessa era de globalização das massas populares, interatividade de nações diversas e compartilhamento de suas relações de trabalho e conteúdos de relacionamento mais dignos de viver e que representam o caminho para o crescimento econômico e financeiro das populações mundiais interessadas na qualidade de vida de sua gente e em conduzir dignidade e excelência ética para seus integrantes, aqueles que buscam superar ações agressivas e atitudes violentas em nome de uma existência de ótimas condições de vida e trabalho, saúde e educação, ultrapassar igualmente seus limites ideológicos e suas fronteiras psicológicas que por várias vezes se tornam obstáculos à transcendência de seus próprios preconceitos morais e superstições religiosas, barreiras à emancipação de grupos e indivíduos que possuem a intenção de subir as escadarias do progresso material e espiritual, com consciência elevada e experiência de conduta condizente com suas aspirações de sucesso na vida e no trabalho aqui e agora de forma local, regional e global. Nessa explosão de movimentos emergentes e mudanças em ascensão que caracterizam o processo humano de viver, está a chave da felicidade do conjunto da humanidade, que faz da liberdade a estrada desses instantes felizes que tem a frente, no presente e no futuro.
5
As definições do tempo e os determinismos da história, sua finitude natural e seus contextos ambientais e culturais onde acontecem as intervenções divinas e humanas, convivem com o lado doentio da vida e seu quadro patológico de doenças físicas, mentais e espirituais, enfermidades de ordem psicológica e ideológica, moléstias que atingem o real e o imaginário do ser humano como tal, ao mesmo tempo que caminha construindo as coisas boas da vida, tornando o processo humano de viver e existir mais otimista e equilibrado, mais alegre e sensato, mais livre e feliz, ordeiro e pacífico, fraterno e solidário, amigo e contente. De fato, o movimento da vida é dialético e aceita a divergência de opiniões e situações controversas e a discordância de circunstâncias que ora pregam as tristezas e as angústias da existência ora geram condições de vida e trabalho, que favorecem o bem-estar das pessoas e sua saúde mental e emocional, corporal e espiritual, refletindo deste modo que o convívio humano e seus efeitos naturais e culturais convergem no que têm de positivo e se contrariam quando o bem e o mal se encontram, a paz rural e urbana se choca com a violência individual e a agressividade de grupos interessados em espalhar pela sociedade a cultura do mal e da morte contra a qual se processa a mentalidade de pessoas que advogam as causas do bem e da bondade e defendem o valor da vida e seus aspectos otimistas que coincidem com a boa vida de comunidades inteiras e a paz vivida por sociedades em transformação constante, construtoras do progresso material e da evolução espiritual da humanidade, feliz porque seus integrantes, apesas das turbulências cotidianas, ainda buscam por realizar atividades em prol da boa qualidade de vida das pessoas, da sua riqueza de conteúdos éticos a partir de que produzem uma convivência humana mais salutar, agradável e favorável às boas iniciativas de engendramento de instantes libertadores de patologias que lhes são adversas, renovadoras de seu interior e exterior e que se vêem abertas a um grande número de possibilidades, alternativas e oportunidades de trabalho, de bons relacionamentos e de ótimas atitudes que interagem umas com as outras, compartilhando suas riquezas e conteúdos de qualidade no conhecimento, nos sentimentos adquiridos, nas experiências produzidas, onde os valores de vida e suas raizes naturais e culturais, seus princípios de existência e suas normas sociais, ambientais e culturais se identificam com as boas coisas que a vida tem e a paz construida em suas consciências de existir saudável. Sim, a vida é dialética.
6
O que faz a vida acontecer é a exigência real e psicológica de satisfazer os nossos desejos humanos e realizar as nossas necessidades naturais, o que dá origem ao trabalho e aos nossos esforços e empenhos por produzir conteúdos de conhecimento, ética e espiritualidade, além de matérias de cultura e economia, política e sociedade, constituindo assim o nosso universo de relações e interatividades, intercâmbios interpessoais e compartilhamento de idéias e ideais, valores e princípios, orientadores das nossas ações sociais, das nossas intervenções na realidade cotidiana, de nossas interferências no destino de quem vive ao nosso lado e em torno de nós e depende de nossas iniciativas em prol do bem-comum da sociedade, em favor da saúde das pessoas e em benefício do bem-estar de nossos parentes, amigos e familiares. Deste modo, construimos o nosso cotidiano, definimos as nossas atitudes e determinamos o nosso convívio diário e noturno e o nosso comportamento e sentimentos uns em relação aos outros. Desde então, nos tornamos responsáveis pelo processo humano no qual colocamos nossas mediações individuais e coletivas, gerando sociedades de bem e de paz, em luta constante contra a violência urbana e rural, a agressividade de muitos e as balas perdidas resultantes do confronto entre policiais e bandidos nos campos e nas cidades. Desta maneira pois se faz a vida, o cotidiano e a existência, com momentos que ora advogam as luzes do discernimento da consciência positiva ora defendem o apagão das mentes e dos espíritos, fazendo-nos conviver diariamente com o dia que nos oferece esperanças de vida e saúde e com a noite da depressão quando passam a nos persaeguir as contradições da natureza e as turbulências do universo em forma de doenças e enfermidades em geral, o desemprego que nos assusta, os distúrbios mentais e emocionais e os transtornos de um dia a dia carregado de problemas familiares, dificuldades financeiras e conflitos na rua e no trabalho. Mas assim é a vida. Esse movimento dialético onde a luz convive com as trevas, a paz duela com a violência e o bem e a bondade se confrontam com a discordância dos relacionamentos e a divergência de atitudes. Desse jeito se faz o nosso cotidiano: de paz e guerra.
7
Os movimentos sociais, as transformações políticas e econômicas, as inovações culturais, científicas e tecnológicas, os eventos esportivos como as Copas do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos, os shows e espetáculos artísticos e musicais, de dança e teatro, as redes de comunicação via rádio e televisão transmitindo noticiários e reportagens do mundo inteiro, a teia virtual da internet conectando todos e cada um entre si, as greves e as passeatas mobilizadoras das sociedades, a dinâmica da juventude e dos trabalhadores em geral reivindicando direitos humanos e sociais, o trabalho móvel de comunidades inteiras lutando por melhores condições de vida e trabalho, saúde e educação, para todos e cada um, enfim, toda essa metamorfose ideológica de realidades concretas mexendo com a conjuntura da humanidade, ilumina os ambientes e fortalece os contextos de vida onde acontecem as mudanças para melhor na história dos homens e das mulheres, aquecem as economias ainda vacilantes e fazem mergulhar em uma onda de sustentabilidade social e ambiental todos os grupos humanos interessados em qualidade de vida para seus projetos de existência, em riqueza de conteúdo para seus conhecimentos acumulados com o tempo, e em excelência de virtudes para seus programas de ética e espiritualidade baseados no respeito mútuo e na responsabilidade recíproca, o que na verdade colabora para a dissipação das trevas no meio das sociedades, que então progridem com o novo e diferente sol que passa a brilhar em suas realidades cotidianas fazendo melhorias em suas regiões de vida buscando pois outras alternativas de trabalho, novas oportunidades de emprego e diferentes possibilidades de atividades que ajudem a tornar melhor suas situações de vida e existência, sempre à procura de circunstâncias favoráveis ao seu crescimento e desenvolvimento mental, físico e espiritual. A Evolução dos povos e nações do Globo Terrestre ressalta essa passagem das trevas para a luz em que se envolvem os humanos e terrestres em busca de uma vida melhor para todos. A História caminha. E o tempo evolui.
8
É de certo modo tranquilizador o fato de sabermos que somos permanentemente mudança de estado de vida, transformação de momentos, metamorfose de instantes cotidianos. Ora passamos do medo para a coragem, da tristeza para a alegria, do ódio para o amor, do pessimismo para o otimismo, do mal para o bem, da escuridão para a luz do sol de cada dia. Somos mudança. A História e o tempo são esse processo metamórfico onde percorremos vários estados de vida e de morte, diversas situações de equilíbrio e inconstância, diferentes circunstâncias de consciência e imaginação, o que faz movimentar a sociedade, evoluir os povos e desenvolver as nações no mundo inteiro. Parece mesmo de fato que fomos feitos para a mudança. Somos a cada momento e a todo instante transformados para melhor em outros , novos e diferentes homens e mulheres. Assim caminha a humanidade. Tal o progresso humano e natural de comunidades em vias de crescimento material e espiritual, físico e mental, emocional e sentimental. Avançamos a cada hora, minuto e segundo modificando as nossas condições de vida e trabalho, saúde e educação, transporte e moradia, cultura e lazer, arte e esporte, sempre criando novas e diferentes possibilidades de melhoria de nossas relações com o mundo e a vida, de oportunidades de emprego e de outras tendências positivas para a nossa jornada cotidiana de sucessos, créditos e prosperidade. Progredimos. Somos melhores a cada instante. Evoluimos a todo momento. Tal realidade afeta a nossa consciência de valores e princípios bem estabelecidos e bem consolidados com o tempo. Parece que vamos adiante nos orientando mais e melhor para a vida e a realidade de toda hora. Resolvemos melhor os nossos problemas. Damos soluções mais sensatas para as nossas dificuldades. Os conflitos do dia a dia começam a ser superados com saúde mental e o bom-senso das coisas. Não mais perdemos a cabeça como outrora. Estamos mais equilibrados. Tal estado de consciência transformada e transformadora de atividades cotidianas nos faz agentes de uma história que se faz melhor a cada minuto. A todo segundo evoluimos para melhor.
9
Em meio a um cotidiano onde as coisas se misturam, os fenômenos do dia a dia parecem confundidos, os acontecimentos diários e noturnos se vêem desordenados, os ambientes desorganizados e a vida de todos e cada um notadamente sem disciplina ética e espiritual, surge então, como uma herança nos deixada pelos gregos da Antiguidade clássica, a razão humana com a missão de ordenar o caos da existência, disciplinar a inteligência e organizar a nossa realidade de conhecimentos e idéias, sentimentos e experiências, valores e virtudes, princípios e normas de vida pessoal e social. É a racionalidade humana e natural aquela que tem a vocação de arrumar a casa, endireitar as coisas, colocar no devido lugar o cotidiano da nossa vida de cada dia, noite e madrugada. Assim é a vida. O caos reina com a ordem. A disciplina procura ajeitar as complicações das mentes e das emoções e fazer nascer o sol da boa ética e da boa espiritualidade. O Império da confusão cede lugar à organização das idéias desenvolvida pela mente humana desejosa por liberdade, fonte da verdadeira felicidade. Deste modo, acontece a história dos homens e das mulheres. Convivemos com contrários. Estamos entre o dia de sol e a noite das trevas da realidade humana. Nesse intervalo, ocorrem as mudanças e as transformações do tempo que caminham para a eternidade. Somos metamorfoses ambulantes.
10
O Lema de Lavoisier “Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” parece ser uma realidade em nosso meio histórico e temporal, muitas vezes marcado por sintomas de causa e efeito, ou por situações de acaso, ou por circunstâncias onde a surpresa dos fenômenos e o indeterminismo dos fatos e a indefinição dos acontecimentos tornam possível o movimento real e sempre atual de passagem de uma consciência obscurecida para uma mente sadia e luminosa, confirmando o contexto segundo o qual a realidade cotidiana sempre evolui, progride saindo de condições de pobreza e miséria espiritual para um clima de boas virtudes praticadas, riqueza de conteúdos de conhecimento, qualidade de vida sustentável, excelência de atitudes que buscam a fraternidade universal e a solidariedade entre os povos, refletindo assim o ambiente globalizado em que vivemos, o que como disse faz-nos superar a ignorância do saber e mergulhar em ações de repertório cultural elevado, ultrapassar momentos de fraqueza e medo e se situar em instantes de coragem, força e energia psicológica e social, e ainda transcender as barreiras de valores ultrapassados e princípios antigos e tradicionais e procurar outras, novas e diferentes orientações para uma boa vida social e familiar, onde todos se acham em paz com suas consciências e de bem com a vida. Tal migração de uma consciência escura para uma razão de luz caracteriza o processo histórico em que vivemos. O Tempo é progresso mental e espiritual dentro de uma realidade sempre transformadora, em mudança permanente ainda que com elos de estabilidade nas áreas política, social e econômica, e mesmo cultural. A Vida nos demonstra ser estabilidade e crescimento. Tal a razão da temporalidade. O Sentido da historicidade. Essa a metamorfose e suas metas e resultados em um universo de migrações contínuas, onde as normas também mudam e as raizes da inteligência igualmente sofrem os efeitos das transformações da realidade. O Cotidiano se desenvolve assim. Na clareza depois de um contexto de instabilidades, transtornos mentais e distúrbios emocionais. A Realidade se processa de modo que o progresso seja das trevas para a luz.
11
O Processo histórico da realidade humana e natural cotidiana, como vimos acima, é feito a partir da realização dos desejos de homens e mulheres envolvidos com seus trabalhos e famílias, lazeres e entretenimentos, atividades sociais e políticas, econômicas e culturais, e da satisfação de suas necessidades básicas naturais, elementos que possibilitam a dinâmica das sociedades, o movimento de grupos e indivíduos, a mobilidade de comunidades, que buscam o seu progresso físico, mental e espiritual, a sua evolução em todas as áreas do conhecimento humano, o desenvolvimento de seus sentimentos e experiências construtores de saúde coletiva e bem-estar social, da fraternidade entre os povos e da solidariedade entre as nações, da interatividade de conteúdos de saber e compartilhamento de suas riquezas culturais, sobretudo no campo científico e tecnológico, na arte e no esporte, e em outras regiões da consciência humana e seus derivados morais e religiosos, ambientes de formação e informação, culturas e mentalidades surgidas a partir da geração de carismas e talentos, da criatividade de vocações e profissões liberais e demais serviços da sociedade. Deste modo, a história e o tempo da humanidade se produzem por desejos e necessidades, motores do desenvolvimento, matrizes produtoras da metamorfose das populações e sua gente interessada em qualidade de vida, riqueza de conteúdo e excelência de virtudes. Assim caminha a humanidade. Desta maneira, crescem os humanos e suas ações de bem-comum dentro de suas comunidades e sociedades. A Vida é progresso.
12
Do nascimento à morte a vida se processa, e nesse intervalo a humanidade caminha, o mundo evolui, o tempo e a história se desenvolvem, as sociedades progridem assumindo um compromisso responsável com a saúde de seus cidadãos e o bem-estar e o bem-comum de seus grupos, indivíduos e comunidades. Nesse meio, muitos talentos surgem para fazer a diferença no cotidiano, ou diversos carismas aparecem para definir os acontecimentos da realidade, neles determinando suas visões de homem e de mulher, de Deus, de natureza e de universo, seus pontos de vista transformadores para melhor das estruturas sociais e políticas, econômicas e culturais, e suas interpretações positivas e otimistas que fazem o crescimento das gentes, povos e nações do mundo inteiro, e assim a realidade de todos os dias e todas as noites vai se tornando mais dinâmica e globalizada, vendo-se possuida pelo movimento de metamorfose constante de seus cotidianos, produzindo na existência humana temporal e eterna mais qualidade de vida para as pessoas, mais riqueza de conteúdo cultural para as sociedades e mais excelência de virtudes para os cidadãos e cidadãs interessados em uma boa ética e espiritualidade natural, responsáveis fundamentalmente pela boa vida e ótima historicidade daqueles e daquelas que sustentam suas famílias e trabalhos, organizam suas atividades e comportamentos, disciplinam suas experiências de cada dia e de toda noite, e ordenam suas consciências e experiências de auto-estima elevada, ótimo astral, positividade e otimismo, condições de uma história de sucesso, prosperidade e crédito para todos e cada um. Nesse ínterim, a criatividade de quase todos contribui para a felicidade geral de todas as sociedades, isto em nome da liberdade, portal de construção de uma realidade de sorriso e alegria universais. Nesse processo, vocações se fazem e profissões se realizam. Cada qual favorece o bom cotidiano em que vivemos.
13
O Trabalho humano e seu poder de transformação para melhor da realidade cotidiana constitui um dos grandes sentidos da história e do tempo dos homens e das mulheres, a razão do progresso dos povos, o otimismo das sociedades que evoluem no corpo, na mente e no espírito, o equilíbrio das pessoas que fazem do seu desenvolvimento o caminho para a saúde individual e coletiva, e o bem-estar das comunidades, e o bem-comum de toda a coletividade. É o trabalho que intervém no crescimento da cidadania, na luta pelos direitos humanos, na busca por mais dignidade interpessoal, mais qualidade de vida social, riqueza de conteúdo cultural e excelência de virtudes éticas e espirituais. O Trabalho modifica a natureza, transforma o universo, interfere na positiva metamorfose da criação. Com ele, a ciência, a arte e o esporte, a tecnologia e a informática, o computador e a internet, o rádio e a televisão, o dia a dia convertido em coisas boas e fenômenos de ótima qualidade política e econômica, enfim, a vida mudada para o bem e a paz por meio da atividade empenhante e do esforço humano em trabalhar com alegria, fazer tudo direito e realizar bem todas as circunstâncias antes sonho mas agora realidade. O Trabalho é o fundamento da temporalidade e o princípio da historicidade. Sem ele, nada é possível, tudo é inútil e sem significado algum. A Vida é trabalho. Trabalhar é existir. Somos atividade.
14
O Processo humano de viver se faz a partir da estrutura familiar onde o cidadão ou cidadã de determinada sociedade aprende e apreende os princípios éticos e espirituais e os valores morais e sociais orientadores de sua trajetória dentro da realidade cotidiana, lugar e tempo em que constrói sua existência baseada no bem que deve fazer e na paz que precisa praticar a fim de que possa estar em harmonia com seu convívio no interior de uma realidade em mudança permanente, de transformações constantes e de metamorfoses locais, regionais e globais. Assim, através da família, a pessoa humana gera sua jornada cotidiana, produz suas idéias e conhecimentos, sentimentos e experiências ideológicas e psicológicas, sociais e culturais, políticas e econômicas, o que reflete o seu papel no tempo e a sua função na história dos homens e mulheres deste mundo em que vivemos real e atualmente. Com a família, somos educados para a vida, aprendemos o direito e o respeito, crescemos com responsabilidade social, cultural e ambiental. Sem a família, faltam-nos as raizes da existência, as normas de uma vida onde a liberdade deve ser o fundamento da felicidade. De fato, a família é a base de uma sociedade ordeira e pacífica, livre e feliz, equilibrada e sensata, alegre e otimista, caminho para uma humanidade de bem com a vida e em paz com sua consciência. Na família, a nossa estabilidade, segurança e tranquilidade. Nela, Deus se faz, tem voz e tem vez. Por ela, a vida, a paz e a ordem, o amor e o bem, a bondade e a concórdia, a convergência e a unidade, e a consciência de que estamos bem, tudo pode dar certo, e a certeza da vitória sobre as fontes da violência e da agressividade em nosso entorno. A Família nos garante e nos sustenta historicamente, no tempo e para a eternidade.
15
No tempo, entre o dia da Vida e a noite da Morte, os acontecimentos e os fenômenos da realidade cotidiana se manifestam ora misturados com a claridade das consciências ora confusos com o discernimento dos espíritos humanos. Nesse jogo de indefinições físicas e mentais, faz-se igualmente a indeterminação dos ambientes sociais, dos contextos político-partidários, das estruturas econômicas em desequilíbrio e das culturas e mentalidades geradas sem a sensatez da racionalidade e o otimismo das pessoas que vivem em sociedade. Assim ocorrem entre nós o desejo de ordenar todas as coisas e a necessidade de impor limites à história a fim de garantir a voz da natureza que tudo comanda e o grito do universo pedindo socorro diante do império da dúvida e da incerteza que muitas vezes quer abalar a estabilidade das comunidades, grupos e indivíduos interessados em paz espiritual, disciplina social e organização de suas consciências e experiências cotidianas. Nasce assim a imprescindível aspiração por uma ética e uma espiritualidade baseadas na concórdia de princípios e convergência de valores que possam orientar os humanos e terrestres no caminho de uma vida mais fraterna e solidária, ordeira e pacífica, otimista e equilibrada, saudável e agradável. Como vemos, ao lado dos transtornos psicológicos e dos distúrbios ideológicos aparecem a consciência humana que tudo organiza, a sua racionalidade disciplinadora de suas atitudes e a sua inteligência que ordena o caos que ora foi instalado. Nesse binômio de controvérsias, faz-se a história e se caminha para a eternidade mais além.
16
Entre a vida e a morte vivemos uma grande jornada cotidiana onde se alternam a realidade do bem e os fenômenos do mal, e essa dupla característica alternada nos revela o que somos e o que temos de mais próprio em nossa natureza humana e social, definindo-nos como seres alternados em que reinam ora a violência de grupos e indivíduos ora imperam a bondade de alguns e a fraternidade de muitos ou a solidariedade de quase todos. Nessa caminhada de momentos bons e instantes ruins, acontece o nosso dia a dia, e se propaga uma atmosfera reveladora da nossa existência humana e natural: temos de um lado a cultura da maldade e de outro a mentalidade de paz e otimismo, de alegria e bem-estar, o que nos caracteriza como pessoas humanas, uma vez tomadas pela agressividade ora condicionadas por circunstâncias positivas onde a convergência de pontos de vista se contrapõe à discordância de opiniões, refletindo-nos os 2 lados da vida, geradores de cidadãos e cidadãs de respeito e responsáveis, e de outro a marginalidade, a bandidagem e a corrupção social, moral e espiritual. De fato, somos essas 2 situações: violência e bondade, maldade e paz, ódio e amor, trevas e luz. Tal estado de vida nos faz viver socialmente, disputando um lugar na sociedade, buscando altenativas de existência capazes de satisfazer ora os nossos deejos de boa saúde física e mental, material e espiritual, ora apontando-nos o caminho contrário: a estrada da maldição. Essa a vida humana, o intervalo entre o viver e o morrer de todos e cada um de nós.
17
Nesse intervalo de tempo e do tempo que chamamos de história cotidiana, do nascimento até a morte, acontecem muitas coisas, diversos fatos se manifestam e os fenômenos da realidade do dia a dia nos dizem que a vida está sempre sendo produzida, em um processo permanente e progressivo de construção de boas idéias, virtudes e experiências onde a nossa criatividade trabalha bastante, nossos dons, talentos e carismas possibilitam ações fraternas e solidárias, nossa vocação se identifica em gerar grandes oportunidades para todos, boas alternativas de vida e trabalho para muitos e excelentes possibilidades de saúde física e mental e bem-estar material e espiritual, o que é feito algumas vezes por obras do acaso, ou em uma atitude de neutralidade perante os problemas, conflitos e dificuldades na rua, na família e no emprego, ou em atividades indefinidas sem planejamentos ou sem projetos de ação, ou em comportamentos indeterminados quando o silêncio fala mais alto que as palavras, vivemos escondidos de gigantescas preocupações ou assumamos um compromisso com uma vivência racional e inteligente, encaminhadora de nossos bons programas cotidianos em que o bem que fazemos e a paz que vivemos precisam superar as ameaças, os riscos e os perigos que o mal nos apresenta constantemente, desenvolvendo então atitudes construtivas, eliminando a violência de nosso meio e ignorando a agressividade nossa e alheia, tendo em vista a experiência de uma vida onde Deus tenha voz e vez na nossa realidade diária e noturna, a bondade das pessoas nos alcancem com seus exemplos de vida e nossas atividades possam se identificar com uma prática consciente, livre e virtuosa, progredindo na geração de uma boa ética e espiritualidade natural, evoluindo na criação de opções de vida agradáveis e saudáveis, contribuindo assim para que nossas comunidades e as sociedades de que fazemos parte cresçam equilibradas e otimistas, produzindo valores e princípios bem orientadores de nossas ações de toda hora. Sim, o tempo é o lugar das diferenças. E as diferenças fazem a história. Somos diferentes e não iguais uns aos outros.
18
A Realidade temporal e social de nossas sociedades históricas é feita de detalhes e diferenças que trazem à luz as contradições nas relações humanas e naturais, motor do desenvolvimento e raiz da dialética que move os humanos em busca de melhores condições de saúde e bem-estar para os seus, interferindo na melhoria de seu meio social e familiar, político e econômico, cultural e ambiental, transformando assim sonhos em realidade, definindo saudáveis e agradáveis disposições comportamentais daqueles e daquelas que tornam o convívio de comunidades e grupos uma evolução das sociedades, configurando modos e estilos de vida que abraçam a justiça social e a saúde individual e coletiva. De fato, as contradições mobilizam as sociedades, as necessidades movimentam os humanos e as diferenças e novidades mudam para melhor o nosso cotidiano, feito de detalhes e sua dialética de metamorfoses ambulantes. Caminhamos dialeticamente. As contrariedades nos mobilizam e realizam o processo do tempo e da história. Nesse intervalo, a vida acontece todos os dias, noites e madrugadas, a cada hora, minuto e segundo.
19
As diferenças fazem a história de todos os dias, nos revelando que somos construção de detalhes, geração de fenômenos sociais e familiares, produção de idéias e conhecimentos que fundamentam nossos atos e atividades, articulando os fatos de todas as horas, fazendo com que os acontecimentos sejam dialéticos, movidos por contradições internas, determinantes do jogo do tempo e sua temporalidade, dos modelos de história e sua historicidade. E se as diferenças definem a historicidade, por um lado, de outro as contrariedades são produtoras das ações transformadoras, mudando para melhor ou pior nosso destino na sociedade. Como se vê, somos diferenças, somos detalhes que se chocam, somos diversidades e adversidades que se contrariam para assim constituir nossos comportamentos individuais e coletivos, modificando as estruturas e sistemas das comunidades intervindo então no progresso ou regresso da humanidade. De fato, o bem e o mal existem, por isso temos evolução ou não desenvolvimento, cultura e contracultura, definições que refletem nosso estar no mundo e nosso jeito de interferir no dia a dia das pessoas, de grupos e sociedades plurais, polivalentes e multifuncionais. De forma diferencial e dialética intervimos nos acontecimentos, produzimos o movimento das sociedades ao construir e desconstruir nossos desejos e anseios, ansiedades e necessidades. Deste modo fazemos história.
Assinar:
Postagens (Atom)