História das Diferenças
Nos primórdios da cultura ocidental, a PAIDÉIA, modelo de educação e formação do homem grego, se propunha a ordenar o caos das sociedades então espalhadas pelos continentes ora conhecidos, disciplinar a confusão de culturas e tradições, costumes e mentalidades, que se chocavam umas com as outras, e organizar os seus valores éticos e espirituais, as suas normas sociais, culturais e ambientais, os seus princípios de mente, de corpo e de espírito, e suas raízes históricas e geográficas, seus contextos cotidianos e seus ambientes de realidade carregada das controvérsias humanas e naturais, de conflitos entre pessoas, de dificuldades entre grupos e indivíduos e seu convívio nas ruas e em casas, nas famílias e nos trabalhos, nos campos e nas cidades, de problemas, novidades e diferenças de comportamento, de consciência individual e coletiva, de experiências de contrários e das adversidades que a própria vida nos coloca, visto que a condição humana estabelece limites à natureza e consolida fronteiras ao universo sem limitações físicas, pois o espaço é sem fim, o tempo é eterno e a história convive com suas finitudes materiais ao mesmo tempo que apela para as infinitudes do pensamento além, longe das definições do conhecimento possível e distante das determinações morais e religiosas, científicas e tecnológicas, artísticas e filosóficas, impostas por nossa existência de bloqueios psicológicos e de barreiras ideológicas, para depois, mais tarde, racionalizar todo esse repertório de interpretações gerais, tornar inteligíveis os processos de obtenção do saber, e gerir intencionalmente os destinos da espécie humana e seus contatos e efeitos na realidade de cada dia e de toda noite, e das madrugadas experimentadas pelo conjunto da humanidade. Observa-se aqui e agora que a racionalidade combate a desrazão, o bom-senso luta contra a insensatez e o nosso juizo das coisas batalha enfrentando as oposições de uma mente provavelmente desequilibrada, transtornada em si mesma, e cheia de distúrbios oriundos de uma irracionalidade sem fundamentos e de uma irrealidade sem sustentação na consciência dos homens e das mulheres que fazem a história e encaminham para si e os outros as metas de seus caprichos e os objetivos de seus arbítrios vestidos talvez de uma inteligência produtora de conteúdos sensatos, em nome da razão projetora e planejadora de idéias e ideologias, símbolos e imagens, valores e princípios, sons e linguagens de vídeo e de cinema. É nesse clima de interpretações paradoxas que se faz a história da humanidade.
O Processo Crítico e Dialético da Formação da Consciência do Homem e da Mulher na História da Humanidade
A Vida é feita de diferenças. No decorrer da história, desde o tempo antigo até os dias atuais, o sujeito sempre contracenou com o objeto, a luz com as trevas, o feijão com o arroz, a realidade com a racionalidade, a essência com a aparência, a paz com a violência, o amor com o ódio, a vida com a morte, o certo com o errado, o bem com o mal, o direito com a falsidade, o vício com a virtude, a ordem com o caos, o homem com a mulher, o boi com a vaca, a flor com o fruto, o oxigênio com o gás carbônico, Deus com o diabo, a noite com o dia, o verão com o inverno, o novo com o antigo e assim por diante. As diferenças nos uniam e nos separavam, nos assemelhavam e nos contradiziam uns com os outros. Tudo sempre foi diferença. Todos sempre foram novidades que surgiam, contrários que nos dividiam, surpresas que nos maravilhavam, adversidades que nos dialetizavam, contradições que isolavam a bondade da maldade, o preto do branco, o galo da galinha, a graça do pecado, o fino do grosso, o grande do pequeno, o maior do menor, a presença da ausência, o cheio do vazio, o tudo do nada, o absoluto do relativo, o necessário do contingente, a substância do acidente, sempre refletindo para todos nós, habitantes do Planeta Globo, que a natureza e o universo, a existência humana e divina, viviam de contrários, ou de detalhes diferentes, de coisas miúdas em contraste com seres graúdos, até que assim compreendêssemos a realidade cotidiana como ela é, sempre foi e assim o será eternamente. Sim, não somos iguais, mas diferentes. E a história da consciência humana sempre revelou essa alteridade de princípios e contrariedade de valores, que juntos ou separados passaram a constituir o conhecimento para o qual o pensamento se une à realidade, desnudando pois a verdade das idéias concebidas em contato com a experiência cotidiana. Justamente essa transparência do contexto real e atual em que vivemos hoje, aqui e agora, faz-nos entender que a realidade vivida é construida a partir das diferenças conscientemente adquiridas, ambientalmente praticadas e eticamente possuidas, originando pois as relações humanas e sociais, a interatividade de comunidades e o compartilhamento de conteúdos físicos, mentais e espirituais. Nesse intercâmbio de atividades comuns, os relacionamentos se aproximam ou não, as atitudes se convergem ou não, e as experiências se fazem concordantes ou assumem um compromisso com a violência das ações e a agressividade de comportamentos várias vezes insensatos e desequilibrados, aumentando ainda mais o abismo entre as partes opostas, causando mal estar nas sociedades divididas pelo erro de seus agentes comunitários que deveriam antes construir do que destruir, criar condições de liberdade ou situações de felicidade e não simplesmente produzir a escravidão patológica ou a prisão de consciências subordinadas umas às outras. Em tal estado dialético de posições, gera-se a realidade e produz-se o cotidiano. A História é dialética.
Fundamentos da Interpretação
A Realidade é única. Todavia, a interpretação da realidade é variada, múltipla e polivalente. Sua hermenêutica mostra que os pontos de vista das pessoas podem convergir ou se distanciar, concordar ou se afastar, o que significa que a vida é relação, relação de opostos, de contrários que produzem a economia dos povos e a riqueza ou pobreza das nações, sua cultura excelente ou miserável, sua política de alternativas diversas, suas sociedades articuladas em instituições e entidades governamentais ou não, propriedades privadas ou organizações públicas, sociais e coletivas, seus negócios produzidos com austeridade absoluta ou com a relatividade das ações morais, seu complexo de arte, lazer e esporte, e demais atividades recreativas, geradas tendo em vista a saúde dos indivíduos e o bem-comum das comunidades e o bem-estar geral da humanidade. Assim funciona a realidade cotidiana. Seu fluxo de possibilidades é dinâmico e ativo, seu complexo de boas tendências segue a lógica do progresso econômico e financeiro, a emergência social, cultural e ambiental, a emancipação ética, política e espiritual, o desenvolvimento dos recursos que satisfazem os nossos desejos naturais e realizam as nossas necessidades humanas, a evolução da consciência segundo a viabilidade da produção de conteúdos de conhecimento de qualidade, de experiências de crescimento em valores positivos, princípios de vida estáveis, normas sociais consistentes e raizes existenciais seguras que possam garantir a magnitude de uma vida onde seus direitos sejam compreendidos e respeitados, e seus deveres e obrigações, compromissos e responsabilidades cumpridos com sabedoria de vida de quem luta paraser alguém na vida, e fazer da liberdade a sua condição de felicidade. Esses fenômenos interpretativos demonstram que a consciência humana evolui hermeneuticamente, de acordo com os contextos reais e atuais do tempo e da história e segundo os parâmetros transcendentais de sua realidade em si, de si, por si e para si. Somos pontos de vista diferentes e até contrários, semelhantes ou antagônicos, construtores dos símbolos da história de todos os tempos e lugares, organizadores do cotidiano que vivemos, disciplinadores de nossa racionalidade real e ordenadores da vida praticada em sociedade. Somos intérpretes de uma realidade em mudança, que se transforma para melhor ou pior, dependendo da metamorfose operada em nossa consciência de valores bem ou mal orientados e de princípios bem ou mal vividos. Depende de nós o progresso. Depende fundamentalmente do Fundamento de nós o destino bom de nossas vidas materiais e espirituais.
As Sínteses transformam a realidade
Recordo-me de Hegel, filósofo da era moderna, contemporâneo de Karl Marx e Engels, fundadores do Partido Comunista de 1848, em plena crise industrial na Inglaterra, que dissera então que a vida é uma dialética, que se inicia com uma Tese, contraposta por uma Antítese, que, ao final das contas, seria resumida por uma Síntese, fenômenos da realidade cotidiana, que constituem os fatos históricos, determinam o comportamento das sociedades, interferem na iniciativa de grupos e indivíduos que se relacionam e mantêm atitudes de convívio social e político, econômico e cultural, definem suas consciências e seus conteúdos em forma de conhecimento, ética e espiritualidade, intervêm no destino dos povos, no presente e futuro da natureza e do universo, e estabelecem a lógica do cotidiano cujo sentido é o movimento de contradições internas que fazem os acontecimentos da vida de cada hora, de todo momento e de alguns instantes. Sim, somos dialéticos. Eis o que torna possível as diferenças da realidade e os detalhes do cotidiano. Eis o que mobiliza a infra-estrutura das nações e seus efeitos econômicos, científicos, políticos e tecnológicos, sociais e culturais, configurando assim a racionalidade das comunidades que compõem as localidadese regionalidades, e globalidades, em que se insere o conjunto da humanidade. Com efeito, sintetizados nossas ações a cada minuto, e as transformamos em novas e diferentes teses e antíteses, que, por sua vez, serão outras sínteses a mais, o que reflete o dinamismo do cotidiano, seus opostos que interagem, seus contrários que se contagiam uns aos outros, englobando em si idéias e ideais em conflito, ideologias e partidos em oposição, simbologias e imagens problemáticas, princípios e valores que se chocam para produzir melhorias no ambiente vivido ou condições piores ainda de sobrevivência. É onde surgem as atitudes ecléticas que de tudo e em todos retiram sempre algo de bom e que certamente fará bem ao contexto temporal das sociedades, então globalizadas, que realizam intercâmbios culturais, que efetizam entre si o troca-troca de idéias e conhecimentos, que inventam posturas éticas complicadas ou geram posições espiritualizadas em acordo com a saúde do Planeta e o bem-estar das populações mundiais. Sim, a tendência, diante de toda essa panafernália dialética. É que sejamos ecléticos. Talvez sejamos ecléticos por natureza.
A Essência do Cotidiano
A Experiência do dia a dia da nossa vida nos revela que os fenômenos da realidade cotidiana estão permanentemente em choque produzindo conflitos e aberrações em que o bem e o mal se debatem, duelam um com o outro, se confrontam mutuamente, disputando um lugar ao sol, um jeito diferente de se fazerem presentes na vida da humanidade e seu ambiente de família e trabalho, de rua e supermercado, de restaurante e shopping, de convívio social e cultural, político e econômico. De fato, a contradição é a marca registrada da vida cotidiana. Nela, a paz das pessoas combate com a violência das ruas, o bem que se faz batalha contra a cultura da morte e da maldade, os apelos de vida em abundância fazem uma guerra constante em face da pobreza e da miséria de muitos, o amor de grupos e indivíduos e suas práticas generosas de fraternidade e solidariedade lutam contrariando as forças do ódio e do egoísmo e da mentalidade que prega a prisão ideológica e a escravidão psicológica das pessoas, o direito e o respeito contradizem as experiências de hipocrisia, falsidade e ausência de transparência ética e espiritual, a ordem e a justiça social controlam a confusão das consciências e as adversidades da experiência diária e noturna, o desejo de liberdade que aumenta as oportunidades de vida e dilata as possibilidades de trabalho contrapõe-se às limitações físicas, mentais e espirituais dos seres humanos, a busca da felicidade pessoal e coletiva parece dominar os contrários de quem faz da tristeza e da angústia, do medo e do pânico, da aflição e do desespero as suas únicas alternativas de existência e quem sabe as respostas mais reais e atuais do povo das ruas e das famílias em casa na sua procura por ser alguém no meio da sociedade, a saúde individual e o bem-estar das gentes aspiram por superar as doenças biológicas, as moléstias sociais e as enfermidades materiais e espirituais, cultivando a bondade que constrói e criando novas e diferentes opções de bem viver a vida em comunidade, e assim por diante. Eis pois o cotidiano, ferido pelas balas perdidas de policiais duelando com bandidos, machucado pelos assaltos a banco promovidos por traficantes, adoecido pelos seqüestros-relâmpagos de pessoas de bem e trabalhadoras, cego pelo tráfico de drogas e a corrupção moral de grande parte da coletividade, e escravo da violência que mata e da agressividade que ignora o bem alheio e a sua paz tão indispensável, a calma da sua alma e a sua tranqüilidade espiritual. Assim é o contexto real e atual, temporal e histórico da realidade de cada dia vivida por nós aqui e agora. Eis então que surge alguém que decide mexer nessa máquina de produzir contradições, intervir em seu processo enlouquecedor das consciências e interferir a favor do bem ou do mal tendo em vista gerar o movimento em prol ou não do bem-estar da humanidade e do bem-comum da sociedade, para isso escolhendo o caminho da liberdade que constrói a verdadeira felicidade das pessoas diminuindo os riscos de uma experiência negativa e pessimista de quem faz da maldade o sentido da sua vida e da violência a razão do seu existir. Sim, a realidade está aí, aqui e ali querendo de nós uma decisiva intervenção capaz ou de melhorar as suas condições e relações de vida e trabalho, saúde e educação, ou de piorar as suas situações dialéticas de vida e as suas circunstâncias críticas de existência, deixando pois por nossa conta o caminho da felicidade ou não da sociedade em que vivemos neste mundo em mudança contínua e em processo aberto de construção de novas e diferentes possibilidades de progresso material e espiritual, e de evolução física e mental. A Opção é nossa. Cabe a nós interferir bem ou não nesse processo. Os resultados de nossas escolhas decidirão o destino do cotidiano das pessoas com quem compartilhamos os direitos e deveres de cidadania no interior dessa sociedade complexa cujo fluxo de experiências negativas e positivas, pessimistas e otimistas, devem nos fazer refletir e decidir pelo melhor caminho de vida, a boa via da salvação e a estrada libertadora de nossas misérias sociais e culturais. Só depende de nós crescer ou não. Que Deus nos ajude a encontrar a melhor solução nesse caso. Ou o caminho do desenvolvimento sustentável. Ou o atraso e o regresso de uma ética comprometida com a cultura da morte e a mentalidade da violência e da maldade. Que Deus nos oriente nessa hora.
A Vida é uma Dialética
Muitas vezes em nossa vida diária através de uma idéia que surge em nossa mente construímos um mundo de possibilidades para a nossa existência, criamos novas realidades e diferentes experiências, produzimos ricos conteúdos de conhecimento de qualidade, como em um processo TESE – ANTÍTESE – SÍNTESE, que denominamos de movimento dialético, onde um fenômeno que acontece no cotidiano é contraposto por outro, e este por sua vez sofre uma diversa contradição gerando então um fenômeno agora transformado, resumo dos contrários que o antecederam, produto das adversidades que o geraram. Assim é a vida de cada dia e de cada noite. Vivemos por meio de contradições, que se guerreiam umas com as outras, gerando novos contrários e diferentes realidades contraditórias cuja síntese é um perfeito universo de experiências que tendem para o bem que fazemos e para a paz que vivemos, visto que a nossa natureza é boa originalmente, porque vem de Deus, e tudo o que ela cria e propaga caminha para a nossa felicidade e bem-estar, desenvolvendo em nós, de nós e para nós, e por nós, a boa liberdade que se identifica com o direito e o respeito vividos, a responsabilidade em nossas atitudes e relacionamentos, o juízo e o bom-senso em nossas atividades, o nosso equilíbrio mental e emocional, o controle da nossa cabeça e o domínio de nós mesmos.. Portanto, através de contradições sempre novas e diferentes vamos construindo a vida, articulando outras realidades e condicionando diversas experiências fecundas e profundas, sempre nesse processo dialético em que uma palavra produz palavras que se contrariam que por seu lado geram outras palavras que se contradizem, permitindo ao final a síntese de uma ótima ideologia transformadora, que então modifica para melhor os nossos ambientes de vida, metamorfoseando o nosso cotidiano, dando-nos pois a possibilidade de uma vivência mais ordeira e pacífica, mais fraterna e solidária, mais livre e feliz, mais saudável e agradável. Viver portanto é contradizer e contradizer-se, o que nos propicia novas atitudes perante a realidade, diferentes olhares sobre o cotidiano, outras posturas sociais diante dos problemas, gerando-nos uma vida de possibilidades múltiplas e de alternativas diversas, mais rica em conteúdo e mais perfeita na sua experiência de cada instante. Somos dialéticos. Por meio da dialética, o mundo se desenvolve, a vida se processa, a realidade progride, o ambiente evolui, e crescem as nossas melhorias sempre mais abertas e libertas, renovadas e restauradas, recuperadas e regeneradas, em um movimento perene de grandes descobertas que se concretizam e de gigantescas revelações que nos surpreendem a todo momento. Dialetizando, a vida se constrói. Ficamos mais ricos. Nos tornamos mais perfeitos. Aumenta a nossa qualidade de existência. Superamos limites. Ultrapassamos obstáculos. Transcendemos as barreiras dos preconceitos mentais e das superstições religiosas. Vivemos então a excelência de uma realidade humana, naturalmente constituída e culturalmente desenvolvida. Metamorfoseamos assim as nossas experiências e situações diurnas e noturnas. Nos transformamos para melhor. De bem com a vida e em paz conosco mesmo, vamos gerando novas dialéticas e fazendo das contradições presentes que aqui e agora se processam pontes para a felicidade, ferramentas de renovação interior e exterior e instrumentos de libertação material e espiritual, física e mental. Que Deus abençoe pois as nossas dialéticas cotidianas.
A Pedagogia das Possibilidades
A Construção das Tendências
A Articulação da Linguagem
A Negociação dos Detalhes
CPC é um blog de criação de novas e diferentes idéias capazes de realizar transformações para melhor na vida pessoal e social dos leitores e internautas
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Paz Interior
Garanta a sua paz interior
Na vida de cada dia, lute por manter a sua paz interior, garanta a sua calma interna e sustente a sua tranqüilidade mental e emocional, em meio aos contrários da existência, os maus relacionamentos , os conflitos familiares, as discussões no trabalho, as intrigas dos vizinhos, as controvérsias de conhecidos, a violência de inimigos e adversários, a maldade e a ruindade de certas pessoas, as contrariedades urbanas e rurais, as adversidades psicológicas e sociais, as contradições da vida e da existência, o ambiente hostil e dialético em torno de você, as brigas de parentes ao seu lado, a crítica de colegas do emprego, a gritaria das ruas, a confusão dos supermercados, a desordem da mente, a indisciplina racional, a desorganização dos conhecimentos, a falta de discernimento espiritual em algumas ocasiões, a ausência de sentido para o que se está fazendo no momento presente, os antagonismos cotidianos, o pessimismo de vários grupos e indivíduos, o negativismo de outros setores da sociedade, a carência afetiva, o vazio espiritual, o nada existencial, a dúvida e a incerteza de diferentes atividades, a tristeza e a angústia, a solidão e a depressão, o isolamento e a exclusão social, a divisão interpessoal e a marginalização das cidades, as complicações no dia a dia das escolas, a rejeição amorosa, a ignorância religiosa, as superstições e os preconceitos, os bloqueios da inteligência, a relatividade das coisas, o indeterminismo dos seres, a indefinição da racionalidade, a indeterminação de suas relações, o lado desumano dos poderosos, a hipocrisia política, a alienação psico-social, o desemprego e o comodismo, as dificuldades econômicas e financeiras, as dívidas e a inadimplência, a falsidade moral, a crise ética e espiritual, a bagunça das crianças e o desrespeito dos filhos, a traição do marido ou a infidelidade da esposa, o pagamento do aluguel e do condomínio, o conserto do automóvel e da televisão, os débitos do IPTU e do IPVA, os compromissos não-assumidos, as atitudes irresponsáveis, o respeito ignorado, o desequilíbrio da cabeça e o seu descontrole com a falta de domínio de si mesmo, o desejo insatisfeito e as promessas não cumpridas, as necessidades irrealizadas e os sonhos que não se cumprem, a vocação incompleta e a profissão sem idoneidade, a incompetência física e mental, a não-habilidade nos negócios, a ausência de criatividade quando indispensável, a dependência patológica, as doenças e as enfermidades em geral, as moléstias viróticas e bacterianas, o clima cruel e o ambiente cheio de indiferenças e insensibilidades a sua volta, a fixação ideológica, o quebra-quebra entre polícia e bandidos, a pancadaria e o tiroteio com balas perdidas entre os marginais, enfim, toda sorte de problemas e circunstâncias produtoras de inimizades e destruidoras de intimidades, privacidades e familiaridades, de origem material ou espiritual, genética ou ambiental, biológica ou psicológica, consciente ou inconsciente, racional ou social, real ou imaginária, ilusória ou experimental.
Em tudo isso, defenda-se, batalhe por sua segurança pessoal, pela sua luz interior, por sua paz espiritual, combatendo sempre sem cessar os elementos estranhos e esquisitos que anseiam por estragar sua boa cabeça de bem com a vida, invadindo o seu ser, pensar e existir como querendo destruir seu repouso psicológico e sua bonança garantida por sua fé em Deus.
Lute pelo bem de sua interioridade.
Seja guerreiro.
Um soldado do cotidiano.
Um batalhador incansável.
Um combatente ativo e sempre de pé, sempre fazendo o bem e vivendo a paz, tornando a sua bondade em ajudar as pessoas e a sua concórdia que mantém as boas interatividades, um caminho para o amor, fonte da vida.
Sim, salve Deus na sua vida.
Advogue os dons, talentos e carismas que Ele lhe deu.
Liberte a sua criatividade.
E abra-se para as novidades da existência.
Faça de seus comportamentos diários e noturnos um complexo de possibilidades e de alternativas capazes de fundamentar a sua boa vida neste mundo e o seu ótimo bem-estar carregado de saúde mental, física e espiritual.
Seja pacífico.
E bom.
Na vida de cada dia, lute por manter a sua paz interior, garanta a sua calma interna e sustente a sua tranqüilidade mental e emocional, em meio aos contrários da existência, os maus relacionamentos , os conflitos familiares, as discussões no trabalho, as intrigas dos vizinhos, as controvérsias de conhecidos, a violência de inimigos e adversários, a maldade e a ruindade de certas pessoas, as contrariedades urbanas e rurais, as adversidades psicológicas e sociais, as contradições da vida e da existência, o ambiente hostil e dialético em torno de você, as brigas de parentes ao seu lado, a crítica de colegas do emprego, a gritaria das ruas, a confusão dos supermercados, a desordem da mente, a indisciplina racional, a desorganização dos conhecimentos, a falta de discernimento espiritual em algumas ocasiões, a ausência de sentido para o que se está fazendo no momento presente, os antagonismos cotidianos, o pessimismo de vários grupos e indivíduos, o negativismo de outros setores da sociedade, a carência afetiva, o vazio espiritual, o nada existencial, a dúvida e a incerteza de diferentes atividades, a tristeza e a angústia, a solidão e a depressão, o isolamento e a exclusão social, a divisão interpessoal e a marginalização das cidades, as complicações no dia a dia das escolas, a rejeição amorosa, a ignorância religiosa, as superstições e os preconceitos, os bloqueios da inteligência, a relatividade das coisas, o indeterminismo dos seres, a indefinição da racionalidade, a indeterminação de suas relações, o lado desumano dos poderosos, a hipocrisia política, a alienação psico-social, o desemprego e o comodismo, as dificuldades econômicas e financeiras, as dívidas e a inadimplência, a falsidade moral, a crise ética e espiritual, a bagunça das crianças e o desrespeito dos filhos, a traição do marido ou a infidelidade da esposa, o pagamento do aluguel e do condomínio, o conserto do automóvel e da televisão, os débitos do IPTU e do IPVA, os compromissos não-assumidos, as atitudes irresponsáveis, o respeito ignorado, o desequilíbrio da cabeça e o seu descontrole com a falta de domínio de si mesmo, o desejo insatisfeito e as promessas não cumpridas, as necessidades irrealizadas e os sonhos que não se cumprem, a vocação incompleta e a profissão sem idoneidade, a incompetência física e mental, a não-habilidade nos negócios, a ausência de criatividade quando indispensável, a dependência patológica, as doenças e as enfermidades em geral, as moléstias viróticas e bacterianas, o clima cruel e o ambiente cheio de indiferenças e insensibilidades a sua volta, a fixação ideológica, o quebra-quebra entre polícia e bandidos, a pancadaria e o tiroteio com balas perdidas entre os marginais, enfim, toda sorte de problemas e circunstâncias produtoras de inimizades e destruidoras de intimidades, privacidades e familiaridades, de origem material ou espiritual, genética ou ambiental, biológica ou psicológica, consciente ou inconsciente, racional ou social, real ou imaginária, ilusória ou experimental.
Em tudo isso, defenda-se, batalhe por sua segurança pessoal, pela sua luz interior, por sua paz espiritual, combatendo sempre sem cessar os elementos estranhos e esquisitos que anseiam por estragar sua boa cabeça de bem com a vida, invadindo o seu ser, pensar e existir como querendo destruir seu repouso psicológico e sua bonança garantida por sua fé em Deus.
Lute pelo bem de sua interioridade.
Seja guerreiro.
Um soldado do cotidiano.
Um batalhador incansável.
Um combatente ativo e sempre de pé, sempre fazendo o bem e vivendo a paz, tornando a sua bondade em ajudar as pessoas e a sua concórdia que mantém as boas interatividades, um caminho para o amor, fonte da vida.
Sim, salve Deus na sua vida.
Advogue os dons, talentos e carismas que Ele lhe deu.
Liberte a sua criatividade.
E abra-se para as novidades da existência.
Faça de seus comportamentos diários e noturnos um complexo de possibilidades e de alternativas capazes de fundamentar a sua boa vida neste mundo e o seu ótimo bem-estar carregado de saúde mental, física e espiritual.
Seja pacífico.
E bom.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
A Era do Limite
A Era do Limite
Introdução
Tentamos aqui e a partir de agora mostrar e demonstrar neste trabalho de pesquisa a importância de nossos limites naturais na vida de cada dia , salientando pois ao mesmo tempo a necessidade que temos hoje de tomar consciência de sua realidade em nossas existências, entender as suas manifestações sociais e ambientais e compreender o modo pelo qual devemos reagir diante deles, a fim de que assim, conscientes de seus fenômenos em nós e por nós, vivamos bem a nossa vida, sem excessos ou exageros, com equilíbrio, pois nesses casos a virtude está no meio, onde a verdadeira medida é viver sem faltas e sem atitudes em demasia.
Nessa era dos limites, sejamos conscientes e responsáveis perante as fraquezas de nosso corpo, os cansaços e fadigas de nossa mente e os esgotamentos e debilidades de nosso espírito.
Somente assim teremos de fato uma vida de qualidade, de saúde plena e bem-estar razoável.
Sejamos conscientes.
A Consciência de nossas limitações
1. As Barreiras e as Fronteiras de nosso estado de vida
Dentro e fora da realidade da experiência cotidiana, observa-se nos seres humanos um crescente processo de conscientização das suas limitações naturais, temporais e reais, em que conscientes de nossos limites podemos melhor administrar a nossa vida de cada dia, os nossos trabalhos e atividades diárias, nosso comportamento individual e social, sabendo de antemão que se convivemos em sociedade devemos então suportar as diferenças e limitações de nossos semelhantes, o que nos proporciona um convívio social de mais qualidade, perfeito em seu entendimento mútuo e compreensível em seu relacionamento humano e natural, dando-nos então a possibilidade de uma vida mais excelente, perfeita e de qualidade social há muito tempo comprovada.
Nossas limitações se identificam muitas vezes com a dor e o sofrimento do dia a dia, as doenças e as enfermidades que enfrentamos, o medo e a insegurança propiciados pela violência urbana e rural, o esgotamento mental, o cansaço físico e a fadiga psicológica e espiritual que quase sempre assumimos em nossa convivência cotidiana.
Além disso, o desemprego e a falta de trabalho e ocupação profissional, os conflitos familiares, as controvérsias escolares e universitárias, a dialética das idéias e dos conhecimentos adquiridos, consolidados e desenvolvidos, a antítese de pensamentos que se contrariam, a adversidade de atitudes que se chocam diariamente, a guerra entre o bem e o mal, distúrbios mentais e emocionais, a depressão patológica, a tristeza e a angústia, o nada e o vazio espirituais, a dúvida e a incerteza céticas, o indeterminismo de nossas posturas sociais e culturais, políticas e econômicas, a indefinição de nossas ações éticas e religiosas, a batalha pela vida e a luta por um estado de saúde melhor, a superação de preconceitos e superstições, a ultrapassagem de obstáculos mentais e a transcendência das confusões da mente e das complicações irracionais, a ignorância e a ausência de conhecimento e discernimento que nos possibilitem separar as coisas.
Tudo isso, enfim, nos mostra que vivemos atualmente a era do limite, ou seja, assumimos cada vez mais e melhor uma consciência de nossas limitações e dificuldades, uma vivência de fronteiras comportamentais bem definidas uns em relação aos outros.
Somos mais conscientes de nossos limites humanos e cotidianos.
Estamos no limite da existência humana.
2. A Finitude Temporal
Estar no mundo, ser limitado historicamente, assumir a nossa temporalidade mortal, abraçar as nossas fronteiras psíquicas, sociais e espirituais, abarcar as nossas contingências reais e atuais, comprometer-nos com as nossas margens comportamentais cotidianas, compreender e aceitar conscientemente as definições de nossas tendências e os determinismos de nossas possibilidades presentes e futuras, reconhecer o nosso passado carregado de bloqueios mentais e físicos, saber de antemão até onde podemos chegar e quando devemos parar, discernir os sonhos impossíveis e os anseios irrealizáveis dos acontecimentos do dia a dia plenos de travamentos políticos e econômicos, sociais e culturais, perceber aonde a nossa natureza atinge os seus objetivos, assumir as nossas finalidades e metas cheias de obstáculos humanos e naturais, observar sempre a diferença entre a nossa racionalidade real e a nossa imaginação louca, entender e preservar as nossas carências afetivas, os nossos desejos vazios e as nossas necessidades insatisfeitas, enfim, conscientizar-nos de nossa finitude e temporalidade, sempre pois com uma perspectiva de eternidade, cujos valores de bem e de bondade, as virtudes da paz e da concórdia, e as vivências fraternas e solidárias então alcançarão a sua plenitude de liberdade e excelência de felicidade, eis os detalhes da verdadeira diferença que devemos fazer entre os nossos limites cotidianos e as nossas possibilidades eternas e infinitas.
Olhar a realidade desse modo nos ajuda a viver bem a nossa vida de cada momento, garantindo para nós boa qualidade de vida, enriquecida com os favores que a natureza nos propicia e aperfeiçoada com os benefícios que a vida nos proporciona, sempre conscientes de que esse estado de vida natural é positivo, nos enche de alegria e otimismo, porque vem de Deus, o Senhor, a Razão da vida e o Sentido da natureza.
Compreendendo por conseguinte tal situação real e natural em que aqui e agora nos encontramos, concluímos que esses limites temporais e suas finitudes históricas – como a dor, o sofrimento e a morte – são negações do corpo e da alma humanas, que contradizem nossas esperanças de um mundo melhor.
Todavia, é na natureza, que deriva de Deus, e não no sofrimento, que está a nossa salvação, purificação e felicidade.
Somos felizes e nos purificamos, não quando sofremos, porém ao fazermos o bem e vivermos em paz uns com os outros.
3. A Ideologia Existencialista
Segundo os pensadores da filosofia existencialista dos tempos modernos, posterior ao socialismo liberal e democrático, e antes ao capitalismo selvagem, como Sartre – e os limites da náusea emocional, do nada existencial e do vazio espiritual -, Heidegger – e as fronteiras da temporalidade, da finitude e da historicidade -, Marcel – e as definições dos valores católicos e cristãos – e outros, a história da humanidade tem sido, desde as suas origens mais distantes até o momento de hoje, um processo de ocorrências cujas características se identificam com realidades tais como a condição humana e natural, os limites e os determinismos de sua natureza, as definições da sua consciência imanente, transcendental e transcendente, os bloqueios mentais e as barreiras psicológicas e sociais, os obstáculos ao conhecimento verdadeiramente possível, as impossibilidades da racionalidade questionadora, o lado imaginário da mente, a irrealidade de certos comportamentos e a irracionalidade de algumas ideologias, a inconsciência de outras atitudes que se alienam da realidade em torno de si, os preconceitos mentais e as superstições religiosas, as confusões cerebrais e as complicações de determinadas teorias, as ações dogmáticas e os pensamentos carregados de dúvidas e incertezas, a cultura do descartável, a ética individualista baseada na solidão patológica e no isolamento psicótico, o travamento da inteligência e a queda dos paradigmas da estabilidade diante da mutabilidade da experiência e da instabilidade das práticas cotidianas, a violência das cidades, a maldade das pessoas, a divisão das classes sociais, a exclusão de indivíduos e a marginalização das ruas, morros e favelas, a tirania e o autoritarismo dos poderes constituídos, a intolerância sexual, racial e religiosa, a ignorância e o analfabetismo de populações inteiras aliadas à sua pobreza e miséria, a alienação do real e do dia a dia, endemias e epidemias graves, o que nos dá a correta visualização atual do que acontece no mundo contemporâneo em termos de limites temporais e condicionamentos históricos, refletindo de fato assim o fenômeno da natureza humana, definida em suas essências e determinada em suas experiências diárias.
Com efeito, a corrente existencialista de hoje soube refletir bem sobre as limitações do homem e da mulher, sujeitos pois às intempéries da história e aos cárceres do tempo, prisioneiros de sua própria natureza e escravos de sua mesma condição humana.
Os existencialistas nos mostraram e demonstraram que somos limitados na nossa natureza.
Nossas vidas têm fronteiras.
Nossas existências possuem obstáculos.
Devemos compreender essa realidade, se de fato almejamos a nossa tão sonhada felicidade real.
4. As Regras Sociais e os Padrões Comportamentais
Desde os tempos antigos, as pessoas se juntam e se unem para viver em sociedade constituindo um poder central que ordene a sua vida comunitária, discipline suas consciências e experiências e organize a sua realidade cotidiana, para isso criando regras sociais e gerando padrões comportamentais capazes de lhes proporcionar saúde física e mental, e bem-estar social, político, econômico e cultural.
Tais regras de vida e padrões de existência são necessários para garantir a estabilidade da sociedade, consolidar seus princípios morais e espirituais e empreender o progresso dos povos e o desenvolvimento das nações.
Esses limites sociais em forma de regras de conduta e padrões de comportamento são definidos por um “contrato” entre os habitantes da região de modo a lhes oferecer garantia de vida, segurança em seus trabalhos e atividades e sustentabilidade para suas famílias, células principais e vitais da sociedade.
Sem essa regulação do ambiente social vivido, impossível seria o bom convívio entre as pessoas, que vêem nessas leis comunitárias o fundamento de sua sobrevivência como gente, povo ou nação.
Portanto, os limites são necessários, sejam eles naturais ou culturais.
Precisamos de regras, base da boa convivência.
Por meio de padrões de ação, vivemos bem e convivemos melhor uns com os outros.
5. A Morte: o maior dos limites
A Morte física e biológica é o fim da vida terrena e a continuidade da vida da eternidade.
É o limite da biologia.
É a fronteira da matéria.
Com ela, perde-se o tempo e ganha-se o infinito.
Porque a vida é eterna.
Não termina com a morte.
Entre a vida e a morte, o limite do tempo e da história, e o desejo da eternidade, o anseio pela permanente continuidade, a luta pela vida sem fim, a busca pela energia vital, o espírito eterno, a alma duradoura, o espaço sem limites, a região sem fronteiras, o mundo espiritual, o universo animado pela vida que não acaba.
Diante da morte como limite da temporalidade e fronteira da historicidade, abre-se a porta da possibilidade de uma vida fundamentada pelo Espírito Eterno, Supremo e Superior, que chamamos de Deus, o Senhor.
Além dos limites da mortalidade, descobre-se a imortalidade, a perpetuidade de uma vida boa baseada na Divindade, origem da vida e fim da morte.
Morrendo, nos abrimos para a vida, renovamos as nossas energias vitais e nos libertamos mais uma vez mergulhando no oceano da eternidade, a casa de Deus.
Superando os limites da morte, ultrapassando as suas fronteiras temporais e históricas, invadimos a nossa transcendência da alma cuja energia de vida é inesgotável.
Desde então, nos tornamos eternos e infinitos, vitais e inesgotáveis, transcendentes e para sempre.
A Morte é o limite e o fim, todavia a vida é a continuidade e a eternidade.
Somos eternos, contínuos, vitais e inesgotáveis, espiritualmente fortes e animados pela energia divina, sustento da vida humana.
6. A Necessidade do Equilíbrio
e do Bom-senso
Quando estamos no limite de nossa existência ou fazemos dele o ponto de equilíbrio de nossas ações, sentimentos e desejos, ou o tornamos a nossa idéia mais forte e a nossa atitude mais firme, sensata e consolidada, segura e estável, constante e duradoura, permanente e fundamentada, então o bom-senso de uma vida consciente e razoável nos diz claramente que nesse instante estamos de bem com a vida, com a saúde lá em cima, em paz conosco mesmo, garantidos interiormente, com as nossas seguranças blindadas e reforçadas, as quais se identificam nesse momento com o bem-estar interno em que nos encontramos cujo reflexo se apresenta fora de nós, no ambiente que nos envolve, nas pessoas felizes com a nossa presença junto a elas, na energia positiva e no otimismo sempre freqüente de quem sempre nos acompanha e se põe ao nosso lado para o que der e vier.
No equilíbrio, o nosso limite.
7. A Lei Natural
A consciência humana, que tem dentro de si a lei natural, criada por Deus, o Senhor, para a felicidade do homem e da mulher, suas criaturas, deve ser fiel ao Criador, Autor da Vida, e assumir um compromisso responsãvel com sua execução prática na vida cotidiana, trabalhando sem cessar para a saúde e bem-estar de todos e cada um dos seres humanos.
Eis aqui a lei natural, a lei da natureza humana:
1) Fazer o bem e evitar o mal
2) Procurar a paz e não a violência
3) Buscar a luz e não as trevas
4) Praticar o amor e não o ódio
5) Amar a vida e não a morte
6) Ser direito
7) Amar a justiça
8) Conhecer a verdade
9) Buscar a liberdade
10) Procurar a felicidade
11) Respeitar os outros
12) Ser responsável
13) Ter juízo e bom-senso
14) Buscar a humildade e a simplicidade
15) Procurar a calma e a tranquilidade
16) Amar o silêncio
17) Conversar com Deus, o Senhor, o Criador, Autor da Vida
8. Os Limites da Natureza Humana
Homem e mulher, na sua natureza específica, têm limites determinados, cuja fronteira natural não pode ser ultrapassada por ambos.
São limites humanos naturais:
- a fadiga, o cansaço e o esgotamento mental
- a dor, o sofrimento e o sacrifício
- a doença, a moléstia e a enfermidade
- o bloqueio mental (preconceitos e superstições)
- o conhecimento verdadeiramente possível
- o bem que reage à ação do mal
A humanidade precisa compreender os seus limites naturais.
Deste modo, será feliz.
9. A Ordem Natural de todas as coisas
Existe ordem na natureza ? Quem pensou essa ordem ? Alguém projetou a ordem do universo ? O Pensamento cria a realidade ? O Pensamento cria a ordem da realidade ? Há uma Mente Superior, ordenadora do caos, que organiza a realidade ? Uma Razão Universal governa a vida, o tempo e a história, a consciência humana, a realidade natural e cultural de todos os seres e todas as coisas ? Deus é natural ? O Real é racional ? O Racional é real ? O Pensamento é real e natural ? A Natureza possui uma ordem, uma racionalidade própria, ali inserida por Alguém ? Acreditamos que sim. Existe uma ordem, uma lógica do concreto, uma racionalidade natural no interior da realidade, a qual é projetada e pensada por Alguém Superior, que chamamos de Deus, o Senhor.
10. As nossas Necessidades
Quando comemos ou bebemos, tomamos banho ou escovamos os dentes, colocamos uma roupa ou usamos um sapato, vamos para o trabalho de ônibus ou metrô, e retornamos ao fim do dia para a nossa casa, e descansamos e dormimos em nossa cama, restabelecendo então as nossas forças e energias para o dia seguinte, estamos pondo em prática os limites de nossas necessidades, através de um movimento sem fim, um processo permanente de construção de novas atividades e diferentes possibilidades de satisfação vocacional e realização profissional, realizando assim os nossos desejos diurnos e noturnos e experimentando ao mesmo tempo os nossos anseios por uma vida melhor e de qualidade, saudável e agradável, cuja saúde individual e bem-estar coletivo é viver bem e em paz consigo mesmo, construindo pois uma vida de fraternidade e solidariedade capazes de garantir as nossas seguranças neste mundo e proteger as nossas energias vitais que experimentamos sempre cotidianamente.
Nossas vidas são feitas de necessidades
No necessário, estão as nossas condições de vida e os limites da nossa existência.
11. A Condição Humana
Homem e Mulher, criaturas de Deus, em sua natureza, são determinados historicamente, no tempo e espaço em que vivem, aqui e além, na Eternidade, por vários aspectos que compõem a vida humana cá no Planeta Terra, onde vivem na sua finitude temporal. Ei-los:
1) Desejos humanos
2) Necessidades naturais
3) Consciência
4) Liberdade
5) Sexo
6) Família
7) Escola
8) Trabalho
9) Sofrimento
10) Morte
Tais condicionamentos humanos e naturais limitam, tendenciam e possibilitam a vida humana aqui e além, na Terra e na Eternidade.
12. As Definições Temporais
No tempo da vida e na vida do tempo, temos uma vocação a ser desempenhada junto aos nossos semelhantes, abraçamos uma profissão com a qual nos realizamos colocando em prática a nossa criatividade, os nossos dons, carismas e talentos, abarcamos em nós a possibilidade permanente de construção de novas idéias e diferentes conhecimentos, somos condicionados pelos desejos que criamos e pelas necessidades que nos satisfazem, somos desejados pelos desejos dos outros, pensamos o que outros antes já pensaram, sentimos os sentimentos alheios, nos comportamos de acordo com as determinações do ambiente em que vivemos ainda que façamos sempre a diferença que se encontra na nossa liberdade de opções bem feitas e de alternativas bem concretizadas, embora essa tal liberdade seja continuamente condicionada pelas minhas necessidades humanas e naturais e pelas regras sociais e demais padrões com que a realidade nos envolve.
Essas definições temporais fazem parte da nossa natureza biológica e social, são constituídas pelas condições históricas e pelas limitações reais do nosso convívio cotidiano, determinam os nossos comportamentos atuais e interferem nas nossas decisões mais importantes da vida de cada dia.
Se namoramos e nos casamos, se produzimos uma família, se construímos um trabalho e nos encontramos empregados, se estudamos em uma universidade ou vamos ao hospital tratar de um problema de saúde, se vamos à igreja rezar e conversar com Deus, se vamos fazer compras no supermercado ou tomar uma água e um cafezinho no botequim, se compramos pão e leite para os nossos filhos e netos na padaria ou nos dirigimos à farmácia para buscar um remédio necessário, se compramos o jornal no jornaleiro todas as manhãs ou vamos aos Correios enviar uma carta aos amigos, se almoçamos no restaurante da esquina ou compramos alguns produtos no shopping do bairro, então percebemos que realmente somos definidos pelas coisas temporais e pelos seres históricos, sendo cotidianamente bombardeados por esses condicionamentos que a realidade social nos obriga a suportar.
Então, eu quero sim, porém quero o que os outros também querem.
Sou feito por mim e pelos outros.
Tal a nossa temporalidade.
13. Os Determinismos Históricos
As grandes guerras mundiais, as reformas institucionais e constitucionais, as revoluções políticas e sociais, culturais e econômicas, a violência urbana e rural, a agressividade das pessoas, os distúrbios mentais e emocionais, os desvios de caráter, as aberrações da personalidade, as doenças incuráveis, as moléstias em forma de epidemias e endemias, as enfermidades hospitalares, o medo e o pânico de grupos e indivíduos, a fome e a miséria, a ignorância e o analfabetismo, a corrupção moral e a intolerância religiosa, a transgressão sexual e os preconceitos raciais, a exclusão e a marginalização social e econômica, a falta de transparência e autenticidade na ética e na política, a tirania e o autoritarismo dos poderes, a pedofilia e a pornografia sexual, o alcoolismo e o tabagismo, o tráfico de drogas e o comércio de entorpecentes como a maconha, a morfina, a heroína e a cocaína, a prostituição infantil e adolescente, a exploração sexual de mulheres exportadas para o exterior, os crimes da internet, a pirataria e a compra e venda de produtos ilegais, as injustiças sociais e as representações ilegítimas, os escândalos e a má fama de autoridades e pessoas famosas, a manipulação dos meios de comunicação em favor de atividades incorretas, enfim, as divergências e as contradições históricas e sua rede de contrariedades temporais e sua teia de adversidades cotidianas, constituem os determinismos que a realidade em que vivemos nos impõe, escravizando ao mesmo tempo os nossos sonhos de liberdade e aprisionando pois os nossos desejos de felicidade.
A Realidade histórica e a experiência temporal cotidianas determinam as nossas idéias e os nossos conhecimentos, os nossos anseios e sentimentos, as nossas operações físicas e mentais e os nossos comportamentos materiais e espirituais.
A Realidade tem regras, a sociedade possui padrões de conduta e a natureza define as leis que regem os nossos desejos e necessidades.
Então, a nossa liberdade não é “livre”, contudo condicionada aos ditames da experiência cotidiana, a qual nos sujeita aos caprichos de suas determinações práticas.
Somos “livres” até certo ponto.
Na verdade, somos limitados por nossas necessidades humanas e naturais, e pela realidade social que define de que modo devemos agir e comportar ainda que possamos discordar dela.
14. Natureza e Existência
Entre os especialistas e doutores de filosofia, discute-se a seguinte questão:”O Fundamento da existência é a natureza, ou a existência é o princípio da natureza ???”
Muitas respostas até bem fundadas procura-se dar, ora afirmando uma ou outra posição, todavia creio que o aspecto relacional ou a sua interatividade é a melhor solução podendo-se posicionar dependendo do ponto em referência em benefício de uma postura ou de outra de acordo pois com o interesse do visualizador ou da intencionalidade de quem pensa o problema.
O mais importante e interessante é o estado de vida capaz de suportar tanto a hipótese da natureza quanto a viabilidade da existência.
Tal estado de vida é quem constitui a essência da natureza e a substância da existência.
Parece que o ser da coisa ou o conteúdo do ser é a possibilidade mais correta, em função de que se define o seu estar no mundo, cujo contato determina os seus limites naturais e existenciais.
Esse choque entre a essência e a aparência, a substância e o acidente, a consciência e a experiência, a razão e a ação, a inteligência e os acontecimentos, a teoria e a prática, o racional e o real, o repouso e o movimento, o descanso e o trabalho, a estabilidade e o processo, a constância e a dinâmica, o permanente e o exercício, a paz e a guerra, o empenho e a calma, o esforço e a tranqüilidade, enfim, essa dialética de vida com seu motor de contradições interativas faz o sentido de nossas limitações cotidianas e realiza e torna possível a causa de nossas fronteiras realistas e racionalistas, cujos bloqueios temporais e seus obstáculos históricos demonstram a finitude da existência e os limites que a natureza é capaz de assumir e suportar em sua trajetória de vida.
Esse jogo crítico e dialético mexe com o comportamento humano, atinge seus anseios, desejos e necessidades, influencia os seus sentimentos mais profundos e contagia as suas idéias e conhecimentos mais ricos e perfeitos que possam parecer.
Esse duelo natureza-existência toca a vida das pessoas, interfere no destino da sociedade e intervém no presente e no futuro da humanidade, do mesmo modo que o fez no decorrer de todo o seu passado, real, temporal e histórico.
Essa realidade de opostos que se chocam e contradizem faz-nos refletir e tomar uma atitude em prol de uma ou de outra, da qual dependerá o sucesso ou não de nossa vida de relações, paixões e ações, razões e emoções.
15. A Cultura do Descartável
Em nossos tempos atuais, assistimos cotidianamente ao império de uma filosofia de vida cujo centro de atenções é o que é útil, agradável e interesseiro; à predominância de uma mentalidade onde o que é mais importante é a rapidez dos negócios, a velocidade das informações e a aceleração de atitudes e comportamentos; ao privilégio de uma cultura tipicamente descartável em que o que existe aqui e agora já não existirá amanhã ou em outro momento e lugar.
Então, o que vale é o instante, a situação momentânea, as circunstâncias aparentes e contingentes, a instabilidade do que é transitório e provisório, deixando-se de lado total ou parcialmente os valores permanentes, a constância das ações éticas e espirituais, a estabilidade dos trabalhos, o equilíbrio da mente e das emoções, o controle da consciência e o domínio de si mesmo.
É a cultura do descartável.
Na política, os deputados e senadores mudam de partido a todo instante caracterizando a chamada infidelidade partidária.
Na economia, o intercâmbio de capitais valoriza o dinheiro mais forte, aquele que tem mais poder, o que configura maior influência social, desprezando os baixos salários, o desemprego e as más condições do exercício do trabalho.
No casamento, passando pelo namoro e a paquera até chegar ao noivado, prevalece a mulher descartável, que o homem hoje arranja na rua e no dia seguinte está dentro de casa. E, dali a um mês, ambos já se encontram separados, partindo pois para novas uniões e novas separações, cada qual defendendo seus próprios interesses e privilégios, e garantindo o melhor lugar no mercado de amores e desejos, paixões e traições.
Nas Universidades, nas escolas de ensino médio e no ensino fundamental prioriza-se a didática da velocidade onde o tempo de ensino é dinheiro e a economia do conhecimento é a palavra mais forte na hora das avaliações dos alunos e alunas, sem falar nos testes de curto alcance e no baixo repertório de conteúdo proporcionado pelas provas presenciais e online, dentro e fora da sala de aula, nas pesquisas rotineiras e nos debates em que há mais gritaria do que raciocínio ou argumentação de idéias.
Na área de saúde, os médicos e enfermeiros e quase todos os agentes sanitários preferem vez ou outra o mercado da doença, o lucro que os remédios podem propiciar, o crédito oferecido pelos planos de saúde, a sua carreira profissional e a qualidade dos salários que podem usufruir, negligenciando o lado humanitário da enfermidade, a consideração que se deve possuir em relação ao doente ou paciente, o conteúdo de conhecimentos que a ciência, a tecnologia e a medicina em geral oferecem diante de tantas pragas e vírus, bactérias e moléstias as mais diversas e contraditórias, as condições ambientais dos hospitais, emergências e clínicas de saúde e ambulatórios, ignorando-se inclusive a prevenção profilática em nome de paliativos que não resolvem nem atingem a raiz dos problemas.
No campo da tecnologia, observa-se o constante troca-troca de telefones celulares, rádios e televisões, assim como a mudança permanente de automóveis novos e usados ou a compra e venda de imóveis, casas e apartamentos com uma rapidez e ousadia que nos impressiona e nos deixa surpresos.
No trânsito das cidades, ou até mesmo na aparente tranqüilidade dos campos e meios rurais, nota-se a urgência de atitudes, a emergência de comportamentos, a “falta de tempo” das pessoas, o descontrole dos horários e a falta de alternativas diante da hora curta e do pouco espaço de tempo e lugar, o desequilíbrio do tráfego com engarrafamentos e congestionamentos, acidentes de carros ou atropelamentos, a “hora do rush” quando tudo fica parado, trancado e engarrafado no vai e vem de ônibus, trens e barcas, autos e metrôs, navios e aviões.
Nas ruas e avenidas das Cidades, as pessoas não se olham mais, há uma correria exagerada para fazer as coisas, falta diálogo nas empresas e escritórios, os namorados esquecem-se até de beijar na hora da despedida, os transeuntes andam apressados superando o tempo escasso e o ambiente alienante e alienado onde se acham naquele momento.
Enfim, a cultura do descartável na mente das pessoas faz todos correrem, serem velozes e acelerados, driblando a disciplina necessária na hora dos compromissos ou ignorando a responsabilidade diante da indispensável maneira de assumir as coisas, os trabalhos e as tarefas do dia a dia.
Também no esporte – o comércio dos jogadores e atletas nacionais e internacionais – como na arte e na filosofia sobressaem a mentalidade de quem produz conteúdos descartáveis e o ambiente de negócios desqualificados, incompetentes e sem a transparência ética devida perante o mercado do que é útil e rápido, incoerente e instável, inconstante e veloz.
Sim, hoje o mundo é descartável.
Nesse universo, reinam os espertos e caem as pessoas direitas e de respeito.
Imperam os malandros.
16. O Medo, o pânico e o desespero das pessoas, assim como suas dores e sofrimentos, e suas doenças, moléstias e enfermidades
O Auge das nossas limitações extremas e o ponto mais crítico de nossos limites naturais e existenciais, ocorre quando os nossos corpos físicos, as nossas mentes conscientes e os nossos espíritos transcendentes sofrem a dor, experimentam a dor da alma, a dor biológica e psicológica, a dor espiritual, a dor que fere e machuca a vida de cada um de nós, alterando então nossas atitudes e comportamentos, agitando nossas cabeças e transformando as nossas consciências, mudando os nossos hábitos e costumes, modificando a raiz de nosso equilíbrio mental e emocional, ao ponto de muitas vezes chegarmos ao exagero do desespero, ao medo sem medidas e ao pânico comportamental descontrolado, violento e assustador.
A Dor é um mistério.
Mas ela é real, acontece mesmo.
E com ela surgem as doenças, crescem as moléstias e agravam-se as enfermidades.
No limite da dor e na fronteira do sofrimento, e às portas da morte, quase sempre perdemos a estabilidade, falta-nos o devido juízo e o correto bom-senso, e o desespero nos pega de surpresa, e ficamos com medo de tudo e de todos, e entramos em pânico, querendo ao mesmo tempo quebrar tudo pela frente, arrebentar com todas as coisas, tornando assim a violência e a pancadaria as soluções imediatas que encontramos para o nosso então desequilíbrio de vida, o que nos faz cair na lata do lixo da existência e no vazio e o nada espirituais.
Aí quase enlouquecemos, nos perturbamos internamente, perdemos a paz interior e o bem que antes costumávamos fazer.
Foge de nós a calma e a tranqüilidade não quer saber mais da gente.
E parece que até Deus desaparece nessa hora.
Ficamos aflitos e em conflito uns com os outros, inquietos e inseguros, insensíveis e indiferentes diante do ambiente que nos cerca.
Ao nosso lado e em torno de nós observamos só inimigos, adversários de plantão querendo nos derrubar e destruir, desejando o nosso fracasso e prejuízo, tentando nos estragar de vez por dentro e por fora.
Ora, perdemos o controle e o domínio de nós mesmos.
Precisamos de ajuda.
Diante de nossos limites, então, alguém surge para nos ajudar.
E vemos assim que somos dependentes.
A Dependência nos revela as nossas limitações neste mundo.
Sim, somos dependentes.
17. O Fator Psicológico
Com todo o respeito e boa educação que são devidos nessa difícil hora da tua vida, permite-me Dona Maria de Fátima te apresentar uma palavra amiga, uma mensagem de esperança, uma carta de orientação psicológica diante dos problemas que tu enfrentas nesse instante, perante as dificuldades, contrariedades e adversidades que te chegam a todo momento seja do trabalho ou da família, seja das tuas ocupações variadas ou te tuas preocupações exageradas, seja da parte do Thiago ou da garota dele, seja dos teus amigos e amigas, conhecidos e conhecidas, parentes e familiares.
Creio por experiência de vida que se a cabeça está boa, então tudo vai bem na nossa vida.
Não importam o lugar ou o ambiente em que nos encontramos de vez em quando, nas diversas horas do dia, ou a situação difícil que atravessamos diariamente ou as circunstâncias quase impossíveis que vivemos durante o dia e a noite, e até de madrugada, como por exemplo o controle do diabetes, os remédios que precisamos tomar, os exercícios físicos que necessitamos fazer como a ginástica ou o teste de Cooper ou as corridas bastante cansativas na Praça Afonso Pena, como tu já nos disseste, ou as andanças e longas caminhadas até a Penha, ou Niterói, ou ao Rio Comprido e à Tijuca, ou ao Méier, sempre dando aulas online e presenciais, ou dirigindo uma escola, ou corrigindo provas e pesquisas da Estácio, ou gerando questões para Concursos, ou operando o teu tempo no MV1 ou no Colégio Padre José de Anchieta, a todo instante em contato com professores, gestores e colegas de trabalho, dirigindo-se a esses locais a pé ou de ônibus ou de metrô ou de automóvel, além é claro das gritarias e discussões com o Thiago ou com a mulher dele dentro ou fora de casa por quaisquer motivos, e ainda os teus compromissos e responsabilidades cotidianas que tu, por ser uma pessoa direita, te vês obrigada a cumprir e realizar, enfim, em toda a tua problemática existencial que tu carregas hoje aqui e agora em tua vida, vivências e experiências de cada dia, não interessam as crises que tu possas atravessar ou as enfermidades que tu tenhas que assumir, em tudo isso é necessário ter uma cabeça boa que administre bem os teus bens, o teu patrimônio, os teus problemas e as tuas coisas, que controle bem a tua mente e as tuas emoções, que te leve ao razoável domínio de ti mesma, mantendo sempre o bom equilíbrio, o juízo ordenado e o bom-senso organizado capazes de te dar então uma vida boa, de atitudes sensatas e disciplinadas, de sentimentos bonitos e profundos e de pensamentos e idéias que te ajudem a viver bem e curtir bem as boas coisas que a vida nos dá.
Como se observa, nossos problemas externos e nossas preocupações do dia a dia têm uma origem interior, psicológica, espiritual, a qual se não for resolvida, propiciará a continuidade das situações contrárias e das circunstâncias adversas.
Portanto, ordenar a nossa mente, disciplinar a nossa razão e organizar a nossa vida, conhecimentos e experiências de cada momento, é vital para consertar os nossos erros diários, diminuir os nossos defeitos de cada instante, equilibrar as nossas finanças, economias e orçamentos domésticos, ajeitar a nossa vida cotidiana, administrar bem nossas tarefas e trabalhos que a toda hora exigem de nós competência e habilidade, vocação e profissionalismo, compromisso e responsabilidade, e acima de tudo sustentar a nossa calma interna e garantir a nossa tranqüilidade interior, tornando-nos cidadãos e cidadãs de qualidade de vida comprovada cujo Fundamento é óbvio é o Senhor nosso Deus, Razão Suprema e Inteligência Superior.
Em vista disso, considero importante que tu não te preocupes nesse período de adversidades com tanto elementos externos, como um novo apartamento para o Thiago, as contrariedades em casa ou no emprego, as dificuldades com a tua saúde, ou os relacionamentos críticos e dialéticos com que tu convives diariamente; todavia, mais interessante do que isso deve ser: garantir a tua saúde pessoal que começa na cabeça, organizar a tua vida e as tuas idéias dando ora e outra uma “paradinha de Pelé” em que crias silêncio no teu cotidiano, intervalos de vida onde possas colocar tudo em ordem, condições necessárias para tu saires da rotina que mata, garantir a tua segurança interior, manter a calma precisa e a tranqüilidade indispensável que te farão bem, e te darão paz social e repouso espiritual.
Tudo isso é apenas uma palavra amiga, um conselho espiritual, os quais te ajudarão a viver uma vida feliz e de bem com tudo e com todos.
Desejo te ajudar.
Conta conosco.
E conta com Deus também nessa hora aparentemente impossível.
Que Ele, o Senhor, te ajude igualmente.
Beijos,
Chico da Glória
18. A Lei da Atração Energética
Quando o homem e a mulher se atraem, se amam e se desejam sexualmente manifestam a lei da atração energética, presente, insistente e existente na natureza humana, criada por Deus, o Senhor.
São reflexos dessa lei ainda o bem que atrai o bem, a paz que atrai a paz, o amor que atrai o amor, a vida que atrai a vida, o respeito que atrai o respeito, a responsabilidade que atrai a responsabilidade, a justiça que atrai a justiça, o direito que atrai o direito, a verdade que atrai a verdade, a luz que atrai a luz – energias que se atraem e se complementam, produzindo frutos, efeitos e consequências em prol da coletividade, em favor da sociedade, em benefício da humanidade.
Se o bem atrai o bem, igualmente o mal atrai o mal, o mau atrai o mau, a violência gera violência, a maldade produz maldade e a ruindade leva as pessoas à marginalidade, à exclusão social e à corrupção moral e espiritual.
Energias que se atraem.
Forças que se complementam.
Poderes que se ajudam para o bem ou o mal das pessoas.
A Energia do bem atua em favor do progresso e da paz pessoal, social e ambiental.
A Força do bem constrói a fraternidade e a solidariedade.
O Poder do bem cria condições boas de vida, saúde, trabalho e educação para as pessoas que vivem e convivem em sociedade.
O Bem e a Bondade atraem coisas boas, positivas e otimistas, boas virtudes morais e espirituais, boas maneiras de ser, pensar e existir, boas idéias e bons ideais, boas experiências de vida, boas ideologias sociais, políticas e econômicas, boas teorias e boas práticas, bons desejos e boas intenções e interesses, boas ações e boas atitudes que ajudam a todos e cada um a possuir boa qualidade de vida, boa situação financeira, bons compromissos sociais, bom respeito pessoal e boa responsabilidade social, cultural e ambiental.
O contrário também acontece.
O Mal e a maldade criam a divisão e a prisão, a opressão e a escravidão, a marginalização e a exclusão, o egoísmo e a falsidade, a corrupção e a imoralidade, os vícios e defeitos, a miséria e a ignorância.
Essas energias, forças e poderes que se atraem e complementam, e se ajudam umas às outras, tanto da parte do bem como do mal, vivem intrinsecamente no interior da natureza, e inclusive da natureza humana.
Atraimo-nos uns aos outros.
Dependemos uns dos outros.
Que Deus, o Senhor, venha em auxílio da nossa fraqueza, e nos ajude a superar os limites da natureza, apontando-nos o melhor caminho a seguir, o caminho do bem e da paz, do amor e da vida.
Deste modo seremos realmente livres e felizes eternamente.
19. O Equilíbrio do Universo
A Vida humana, o tempo e a história, a natureza e o universo, o corpo material, mental e espiritual, movimentam-se equilibradamente, alternando-se entre a ordem e o progresso, a estabilidade e o crescimento, a constância e a evolução, a permanência e o desenvolvimento, o repouso e o trabalho, o descanso e a mobilidade. Esse estado de equilíbrio (justiça) é projetado, pensado, ordenado e organizado pela Razão Superior, que chamamos de Deus, o Senhor, o Criador.
20. A Ordem da Natureza
A Realidade obedece a uma ordem do pensamento.
Na realidade natural universal, existe uma lei(ordem,direito) produzida pelo Pensamento Superior, Razão Suprema, Inteligência maior e melhor.
O Pensamento pois é o responsável pela ordem existente e insistente no interior da realidade natural universal empírica objetiva.
Tal Pensamento Superior e sua lei(ordem,direito) está presente, existente e insistente, inclusive, na natureza humana, esta obedecendo àquela.
Esta é a ordem real natural.
21. A Lei da Natureza
A Natureza humana possui uma lei: a lei natural.
Diz a lei natural:
- faça o bem e evite o mal
- procure a paz e não a violência
- ande na luz e não nas trevas
- pratique o amor e não o ódio
- viva a vida e não a morte
- busque a verdade e não a mentira
- seja direito e não errado
- deseje a justiça e não a injustiça
Diz ainda a lei natural:
- sexo com amor somente entre o homem e a mulher que se amam
Diz também a lei natural:
- Deus, o Senhor, é o Criador da lei e igualmente da natureza humana.
22. A Lei do Eterno Retorno
Historicamente, durante a caminhada temporal da humanidade, em seus ambientes locais, regionais e globais, do princípio ao fim, constatou-se e comprovou-se a lei do eterno retorno. Em outras palavras, o bem e o mal sempre conviveram, com vitórias e derrotas para ambos os lados, dentro e fora do contexto tempo-espacial e eterno dessas mesmas sociedades humanas, geograficamente instaladas e historicamente constituidas. Ou seja, ora o bem vence ora o bem é derrotado. Ora o mal ganha ora o mal perde. Assim é a vida das comunidades humanas, da natureza vegetal e animal e do universo inteiro com seus momentos de luz e de trevas, com suas situações positivas e negativas, com suas circunstâncias otimistas e pessimistas, com suas condições naturais, culturais e ambientais cheias de contrariedades e adversidades, ou plenas de alto astral e auto-estima elevada.
Tal é a lei do eterno retorno.
O Bem retorna vencendo o mal
O Mal retorna ganhando do bem.
Ora a paz e a concórdia.
Ora a guerra e a violência.
Em um instante, a fraternidade e a solidariedade; logo depois, a divisão, a exclusão e a marginalização social.
Surge então uma questão importante: o bem e o mal, serão 2 princípios eternos ? Existirão, convivendo um com o outro, 2 deuses infinitos ? 2 reis, 2 mestres, 2 doutores, 2 fontes, 2 princípios, 2 origens, 2 fundamentos, 2 deuses, 2 senhores ?
Não sabemos.
No entanto, a experiência cotidiana nos afirma a insistência desses 2 momentos antagônicos, antitéticos, contrários, adversos, graves, críticos, dialéticos, contraditórios...
Cabe a nós escolher o nosso caminho.
Eu opto pela estrada da liberdade e da felicidade que me levam a Deus, o Senhor, o Criador, o Autor da Vida, o Fundamento de todos os fundamentos.
23. A Vida é uma Dialética
Muitas vezes em nossa vida diária através de uma idéia que surge em nossa mente construímos um mundo de possibilidades para a nossa existência, criamos novas realidades e diferentes experiências, produzimos ricos conteúdos de conhecimento de qualidade, como em um processo TESE – ANTÍTESE – SÍNTESE, que denominamos de movimento dialético, onde um fenômeno que acontece no cotidiano é contraposto por outro, e este por sua vez sofre uma diversa contradição gerando então um fenômeno agora transformado, resumo dos contrários que o antecederam, produto das adversidades que o geraram.
Assim é a vida de cada dia e de cada noite.
Vivemos por meio de contradições, que se guerreiam umas com as outras, gerando novos contrários e diferentes realidades contraditórias cuja síntese é um perfeito universo de experiências que tendem para o bem que fazemos e para a paz que vivemos, visto que a nossa natureza é boa originalmente, porque vem de Deus, e tudo o que ela cria e propaga caminha para a nossa felicidade e bem-estar, desenvolvendo em nós, de nós e para nós, e por nós, a boa liberdade que se identifica com o direito e o respeito vividos, a responsabilidade em nossas atitudes e relacionamentos, o juízo e o bom-senso em nossas atividades, o nosso equilíbrio mental e emocional, o controle da nossa cabeça e o domínio de nós mesmos..
Portanto, através de contradições sempre novas e diferentes vamos construindo a vida, articulando outras realidades e condicionando diversas experiências fecundas e profundas, sempre nesse processo dialético em que uma palavra produz palavras que se contrariam que por seu lado geram outras palavras que se contradizem, permitindo ao final a síntese de uma ótima ideologia transformadora, que então modifica para melhor os nossos ambientes de vida, metamorfoseando o nosso cotidiano, dando-nos pois a possibilidade de uma vivência mais ordeira e pacífica, mais fraterna e solidária, mais livre e feliz, mais saudável e agradável.
Viver portanto é contradizer e contradizer-se, o que nos propicia novas atitudes perante a realidade, diferentes olhares sobre o cotidiano, outras posturas sociais diante dos problemas, gerando-nos uma vida de possibilidades múltiplas e de alternativas diversas, mais rica em conteúdo e mais perfeita na sua experiência de cada instante.
Somos dialéticos.
Por meio da dialética, o mundo se desenvolve, a vida se processa, a realidade progride, o ambiente evolui, e crescem as nossas melhorias sempre mais abertas e libertas, renovadas e restauradas, recuperadas e regeneradas, em um movimento perene de grandes descobertas que se concretizam e de gigantescas revelações que nos surpreendem a todo momento.
Dialetizando, a vida se constrói.
Ficamos mais ricos.
Nos tornamos mais perfeitos.
Aumenta a nossa qualidade de existência.
Superamos limites.
Ultrapassamos obstáculos.
Transcendemos as barreiras dos preconceitos mentais e das superstições religiosas.
Vivemos então a excelência de uma realidade humana, naturalmente constituída e culturalmente desenvolvida.
Metamorfoseamos assim as nossas experiências e situações diurnas e noturnas.
Nos transformamos para melhor.
De bem com a vida e em paz conosco mesmo, vamos gerando novas dialéticas e fazendo das contradições presentes que aqui e agora se processam pontes para a felicidade, ferramentas de renovação interior e exterior e instrumentos de libertação material e espiritual, física e mental.
Que Deus abençoe pois as nossas dialéticas cotidianas.
24. O Controle alheio sobre nós mesmos
Mudanças temporárias
Transformações inconscientes
Metamorfoses involuntárias
Parece mesmo que a história da humanidade tem sido desde as suas origens mais remotas uma história de relações de poder, onde um sempre domina o outro, de tal maneira que o que eu penso é o pensamento alheio, os meus desejos já são desejados por outros, minha vontade já não é minha, pois sou manipulado por outras cabeças diferentes e até contrárias à minha, explorado pelos poderes de pessoas diversas que me hostilizam e querem sempre o meu prejuízo, monopolizado pelas adversidades e contrariedades do ambiente em que estou ou vivo a cada momento, dominado pelos pontos de vista de outrem, dependente dos interesses de outros seres que me olham com desdém, ignorando os meus direitos e a minha dignidade de pessoa humana, tornando-se então indiferente aos meus desejos e necessidades, e insensível às minhas dores e aos meus sofrimentos de cada dia, como que tentando roubar a minha alma e assaltar o meu corpo e o meu espírito, “chupando” como vampiros e sanguessugas o meu sangue inocente, destruindo pois a minha vida cheia de energia e estragando os meus talentos plenos de criatividade, capazes de me oferecer uma existência nova e liberta de tiranias de egos e de autoritarismos de poderes, que anseiam loucamente por me escravizar com todas as forças e me aprisionar com todas as covardias possíveis e injustiças cabíveis.
Vejam a que nível pode chegar a maldade humana, a loucura das pessoas que têm algum poder e a ruindade de seus arbítrios inflamados de maus interesses e más intenções.
De fato, o poder corrompe as pessoas.
Nesse processo de dominação, que inconscientemente observo em mim e através do meu eu, vejo mudanças acontecerem ainda que provisórias ou temporárias, sinto transformações que me deixam transtornado, alienado, irracional e irreal, experimento uma espécie de metamorfose interior onde minha vontade não é mais respeitada, minha visão de mundo não é mais aceita, e a consciência dos meus atos não é mais compreendida nem permitida por quem faz de mim objeto de seus desejos egoístas, coisa manipulável, instrumento de exploração e ferramenta capaz de me usar tendo em vista as suas intenções violentas e maldosas e seus interesses obscuros, alienantes e mortíferos, porque ao final de toda essa exploração interpessoal e interdependente, encontro-me “morto”, com a vida acabada, sem chances de recomeçar, sem oportunidades que me possibilitem sair dessa situação escrava cujas circunstâncias prisioneiras e que me carregam de algemas ideológicas e cadeias psicológicas realizam em mim de fato uma verdadeira “lavagem cerebral”, a partir da qual eu não mais existo, não sou nada, não tenho absolutamente coisa alguma, não sou mais uma pessoa comum, como qualquer outra que vem a este mundo.
Dependente dessa outra pessoa cujo poder me explora, manipula e monopoliza, modifico-me internamente, assumindo de ora em diante os conceitos e ideologias dessa pessoa poderosa, que faz a minha cabeça, dominando-me quase que totalmente, exercendo sobre mim com todo o arbítrio possível a força de me transformar em sua boneca de estimação ou em seu cachorrinho vira-latas, mudando desse modo o meu caráter e alterando assim a minha personalidade, a partir de agora sujeita a seus caprichos e interesses, arbítrios e intencionalidades, de tal modo que a minha consciência agora é a consciência do outro, assim como a minha vontade é a sua vontade e os meus desejos os seus desejos mais aviltantes e degradantes ao ponto de me colocar na “lata do lixo” da existência, no “buraco negro” de uma realidade triste e infeliz, e no “fundo sem fundo” do abismo do inferno.
Eis a intervenção alheia na minha subjetividade.
É a sua interferência arbitral, insensível e indiferente sobre o meu ego, a minha pessoa cuja dignidade e liberdade nos são dadas pelo Criador, o Autor da Vida, Deus e Senhor, que durante esse movimento de exploração alheia sobre mim vem observando os meus passos, na tentativa correta e direita de fazer justiça a meu favor oferecendo-me os benefícios de sua Divina Providência.
Tal dinâmica de sujeição, prisão e escravidão de uma pessoa pela outra exige de nós uma atitude comprometida e responsável capaz de derrubar esses limites de dominação e suas fronteiras de exploração de um ego sobre o outro, defendendo os direitos da vida e advogando os seus anseios de liberdade e felicidade em nome do Deus da Vida e Senhor da Justiça.
Que Deus nos ajude a ser justos diante dessa relação de poderosos e escravos, dando vitória à vida dos injustiçados, que como os outros merecem uma existência de dignidade e qualidade de vida cujo reconhecimento deve ser dado pela conjuntura da sociedade e o bom-senso das pessoas perante as quais essas realidades acontecem.
Sejamos justos.
Defendamos a vida.
Exaltemos a liberdade.
E que a vitória seja da felicidade.
25. Somos Dependentes/1
Inter-Dependência
Razão Social, Consciência
Coletiva e Inteligência Comunitária
Dependemos uns dos outros.
Temos necessidade de interagir e compartilhar nossas idéias e ideais, intenções
e interesses, símbolos e valores, imagens e vivências.
Em nossa realidade prática cotidiana, nos movemos e nos comunicamos, construindo a vida e destruindo a morte, criando iniciativas e oportunidades de comunicação, abertura de possibilidades, renovação de trabalhos, atividades, operações e exercícios sociais, políticos, econômicos e culturais, libertação de preconceitos e superstições irreais e irracionais, anti-culturais, impossaibilitando a negação, os contrários e as contradições de uma experiência do bem que se faz e da paz que se vive, do amor que se pratica e da vida que se partilha, se comunica, interagindo com as pessoas, favorecendo uma sociedade comprometida com a fraternidade e a solidariedade cuja saúde social e bem-estar coletivo se identificam com comunidades seguras e estáveis garantidas pelo respeito pessoal e a responsabilidade social e ambiental que devem assumir tais experiências existenciais comunitárias.
Precisamos uns dos outros.
Desejamos uns aos outros.
Necessitamos repartir nossas riquezas culturais, nosso abertura social, nosso compromisso político, nosso crescimento econômico e nossa consciência ambiental.
Dependemos uns dos outros.
Somos dependentes.
Somos inter-dependentes.
Nossa dependência física, mental e espiritual propicia a geração de favores e benefícios cujos frutos e consequências vêm ajudar nossa pobreza e miséria existenciais, tornando possível uma nova experiência de vida onde não se admitem excluidos e marginalizados, nem presos nem escravos, nem cegos nem doentes, mas sim construtores de saúde social e bem-estar coletivo, criadores do bem que se distribui e da paz que se partilha, interagindo então com situações reais cotidianas em que todos e cada um encontram as alternativas de ser feliz, alegre e contente.
Com otimismo e positivismo, animando as pessoas ao redor, motivando sua auto-estima e alto-astral, incentivando seus trabalhos e atividades em prol da coletividade, sua emergência social e emancipação política, sua pluridade cultural e seu desenvolvimento econômico, podemos realizar projetos de vida voltados para a construção da cultura da vida, do bem e da paz, ignorando os valores e tendências da cultura da morte, da maldade e da violência.
Porque dependemos uns dos outros, é possível construir melhores condições, relações e situações de vida, trabalho, saúde e educação para todos nós, fugindo de experiências negativas contrárias à busca de nossa liberdade pessoal e felicidade coletiva.
Nossa inter-dependência faz-nos responsáveis uns pelos outros, favorendo uma convivência socual em que o respeito e o direito vividos são os motores do bem-comum social, do bem-estar coletivo e da paz e do bem comunitários.
Que Deus, o Senhor, nos ajude em nossos projetos sociais, nossos planos econômicos e nossos compromissos políticos, nossas atividades culturais e nossos exercícios éticos e morais, possibilitando um futuro-presente de paz e saúde para todos nós.
25-A. Somos Dependentes/2
Inter-Dependente
Nestes 49 anos de vida, agradeço a Deus, o Senhor, a graça de ser dependente.
Dependente de Deus, o Senhor, em primeiro lugar.
Dependente da minha mãe, dona Glória da Conceição Rodrigues Gomes.
Dependente da minha família.
Dependente dos meus amigos.
Durante a vida, aprendi a ser dependente,
aprendi a ser pobre,
aprendi a ser amado,
aprendi a ser ajudado.
Percebi, tomei consciência, aprendi como é importante ser dependente.
Depender dos outros.
E os outros dependerem de mim.
Ser inter-dependente.
Manter essa inter-dependência.
Permanecer inter-dependente.
Dependermos uns dos outros.
Ajudar-nos uns aos outros.
Amar-nos uns aos outros.
Acho que Deus é assim.
Amar e ser amado.
Ajudar e ser ajudado.
Eu depender dos outros e os outros dependerem de mim.
Acho que esse é o sentido da vida,
a razão de existir,
a essência da existência.
Dependemos uns dos outros.
Somos pobres.
Graças a Deus.
26. O Respeito à Natureza
Respeitar-nos é a condição da ordem interior, da saúde quase perfeita, da felicidade biológica, psíquica e social, e do bem-estar material e espiritual, físico e mental, que buscamos e lutamos por viver nesta vida temporal e eterna, histórica e transcendente.
Se desejamos a paz interna e ficar de bem com a vida, então batalhemos por respeitar e levar a sério a natureza humana, assim como reverenciar os outros seres naturais como os animais e as plantas, que têm vida, e por isso merecem a nossa veneração e consideração.
Sejamos naturais.
Respeitemos a nossa natureza.
Sejamos compreensivos e procuremos entender os nossos limites naturais, as nossas condições humanas, as nossas diferenças sociais, as nossas definições temporais e os nossos determinismos históricos, assim também as regras da sociedade e os padrões de comportamento do homem e da mulher que o mundo nos impõe.
Nos respeitemos.
E respeitemos os outros.
E respeitemos a Deus em primeiro lugar.
27. Os Preconceitos Mentais e
as Superstições Religiosas
Tanto os bloqueios mentais – como os preconceitos – como os travamentos irracionais – como as superstições – assim igualmente as confusões da consciência e as complicações irreais, constituem limitações da vida humana no seu processo de construção de conhecimentos sólidos, de uma cultura forte e saudável, de idéias e ideais bem fundamentados em seus valores, virtudes e vivências, os quais sempre fazem o caminho do progresso físico e mental, material e espiritual, suportando nessa caminhada crescente e evolutiva choques de culturas diferentes e conflitos de mentalidades diversas, verdadeiros limites do desenvolvimento humano, naturalmente produzido e culturalmente articulado, enfrentando pois a violência da linguagem dogmática e de suas expressões fantásticas e imaginárias, representações portanto da irracionalidade inconsciente e da irrealidade plena de obstáculos em forma de palavras aberrantes e seus conceitos fechados e suas definições obscuras.
Essas travas da mente e tais bloqueios da racionalidade limitam a capacidade humana e sua criatividade, e as possibilidades que ela tem de se desenvolver em todos os sentidos da vida natural e existencial.
Superamos essas fechaduras da inteligência quando nos abrimos ao diálogo, renovamos nossas boas intencionalidades de crescimento interior e exterior, e nos libertamos de pessoas e ambientes contrários aos nossos bons propósitos de progresso em todas as áreas do conhecimento, da ética e da espiritualidade.
Através do debate, ultrapassamos essas barreiras da mente.
E transcendemos as fronteiras da miséria e da ignorância.
28. As Fechaduras das Prisões Ideológicas
Ao abraçarmos uma determinada ideologia de algum poder ou grupo partidário, esses conjunto de idéias que formam e representam a teoria de tal partido político, nos fecham para outros ideais, bloqueando nossa entrada simultânea ou não em outra esfera política, travando nossas alternativas de liberdade que poderiam ou não escolher outras, novas e diferentes ações partidárias, de acordo sempre com nossas opções ideológicas ou tentativas de abertura para diversas representações racionais de cunho politizante.
O que acontece é que nesse momento em que abarcamos essa representação ideológico-partidária nos fechamos quase que totalmente em uma prisão de idéias e valores, símbolos e imagens, práticas e vivências, que agora nos escravizam, das quais passamos a depender, por elas então manipulados em nossas consciências, dominados por seus arbítrios incontidos, explorados por suas tendências opressoras, oprimidos por sua violência desrespeitosa e monopolizados por seu universo sem saída, sem portas nem janelas, portanto, um mundo obscuro que na verdade nos aliena quase que completamente da realidade ao nosso lado e em torno de nós.
O Poder central do partido e sua ideologia política fecham as nossas liberdades, alternativas de saída e as nossas opções de abertura, aprisionando-nos em seu mundo de cadeias bem ordenadas e escravizando-nos em seu universo de cárceres bem organizados.
Limitados então por essas fechaduras, vemo-nos ludibriados por suas vantagens aparentes, enganados por seus interesses passageiros e desvirtuados por suas aberrações sem benefício algum para nós.
Nos limites da prisão e nas fronteiras da escravidão, tentamos derrubar suas fechaduras arriscando a nossa vida diante da violência do partido, do desvio da ideologia e da maldade do poder.
Nessa hora, só nos resta rezar.
Pedir a Deus a nossa libertação.
Salvar-nos de tamanha covardia e de tão cruel injustiça.
È difícil superar essas limitações, porém não impossível.
Precisamos de um pouco de malandragem.
E da ajuda de Deus, é claro.
29. A Escravidão psíquica e bio-social
Cegos internamente, doentes emocionalmente e escravos mental e socialmente, muitas vezes nos alienamos da experiência real cotidiana porque seguimos pontos de vista nossos e dos outros que na verdade nos tornam dependentes patológicos, pois assumimos idéias e valores doentios, que nos afastam de nossos amigos e familiares, nos isolam do ambiente em que vivemos, nos fazem pessoas solitárias, irrealistas e irracionais, inconscientes e imaginárias, enlouquecidas portanto por visões de mundo que nos são indiferentes, não tem nada a ver conosco, insensíveis aos nossos comportamentos, que ignoram nossos desejos e necessidades, mas que são atraentes para nós, fazem a nossa cabeça, conquistam o nosso coração, embora às escondidas riam da nossa cara, nos ignorem e desprezem.
Sofremos com essas humilhações involuntárias.
Adoecemos com esses interesses alienantes.
Dependemos patologicamente de tais iniciativas culturais, que não estão nem aí para nós, nem dão vez e voz para os nossos gritos de dores psicológicas e espirituais, sociais e biológicas.
Nossos gritos dolorosos na verdade não são ouvidos, todavia abafados por estranhos interesses e sufocados por esquisitas intencionalidades.
Escravos e dependentes, nos encontramos em uma rua sem saída.
Só nos resta então acordar, e recomeçar a nossa vida, refazendo a nossa cabeça, optando por outras interpretações da realidade que nos renovem interiormente e nos libertem externamente.
Sim, precisamos de uma outra cabeça.
Nova e diferente.
Desse modo, superaremos esses limites.
30. O Limite é o nosso
Equilíbrio e Bom-senso
Nas circunstâncias mais difíceis e quase impossíveis de viver, diante dos graves problemas e dificuldades do dia a dia, perante as situações mais críticas e dialéticas, tristes e angustiantes, aflitas e desesperadoras, como a doença de um parente ou a morte de um conhecido, o desemprego de um amigo ou a briga com a namorada, em quaisquer momentos de contrariedades em nossos relacionamentos e adversidades no trabalho ou dentro da família, em todos os instantes da existência cotidiana em que nos deparamos com conflitos e violências, maldades das pessoas e ruindades dos marginais e traficantes de nossa realidade atual, sempre nessas horas boas ou contraditórias devemos ter equilíbrio mental e emocional e usar o nosso bom-senso racional e consciente para bem administrar as nossas atitudes, bem ordenar os nossos comportamentos, bem disciplinar as nossas atividades e bem organizar os nossos exercícios da mente, do corpo e do espírito.
Sim, o nosso limite natural, humano e consciente, que nos faz viver bem e gozar com qualidade as boas coisas que a vida nos dá, que nos torna autênticos e transparentes em nossos atos sociais, políticos e econômicos, que nos transforma em bons cidadãos e cidadãs livres e felizes no interior de nossas sociedades, que realiza o nosso processo permanente de construção interior e exterior, a partir do qual podemos crescer humanamente, evoluir natural e culturalmente, progredir física e mentalmente, nos desenvolver material e espiritualmente, emergir socialmente, nos emancipar politicamente, dilatar a nossa boa compostura ética e aumentar o nosso compromisso com Deus e com a nossa comunidade, alargando com os outros os nossos laços de amizade, fraternidade e solidariedade, é sem dúvida alguma o nosso bom equilíbrio da mente e o nosso bom-juizo racional, ferramentas da natureza que o Senhor Deus se instrumentaliza para nos ajudar a ter boa saúde pessoal e bem-estar coletivo, configurando assim uma humanidade de bem com a vida e em paz consigo mesma.
Sensatos e equilibrados nos tornamos mais humanos, mais naturais e mais conscientes de nossos direitos e obrigações no meio da sociedade.
Eis o limite natural de nossa humanidade.
Conclusão
Compreendendo os nossos limites naturais e existenciais é possível respeitá-los em nós e nos outros, assumindo a partir de então um comportamento ético bem equilibrado, capaz de entendê-los e bem conviver com eles, propagando para todos a necessidade presente de tomarmos conscientização desse problema real, ajudando as pessoas ao nosso lado e ao nosso redor a saber a importância deles nessa hora atual da história da humanidade, tendo em vista a sua boa vida neste mundo e além, a sua ótima qualidade de vida e existência, as quais serão alcançadas com o nosso respeito próprio e alheio e com a responsabilidade de agirmos já em função do bem-estar de nós e de nosso semelhante.
Nos limites do nosso bom-senso, a nossa verdadeira saúde, a nossa real liberdade e a nossa autêntica felicidade.
Que então portanto nesse momento o respeito seja a nossa marca.
Que Deus nos ajude.
Introdução
Tentamos aqui e a partir de agora mostrar e demonstrar neste trabalho de pesquisa a importância de nossos limites naturais na vida de cada dia , salientando pois ao mesmo tempo a necessidade que temos hoje de tomar consciência de sua realidade em nossas existências, entender as suas manifestações sociais e ambientais e compreender o modo pelo qual devemos reagir diante deles, a fim de que assim, conscientes de seus fenômenos em nós e por nós, vivamos bem a nossa vida, sem excessos ou exageros, com equilíbrio, pois nesses casos a virtude está no meio, onde a verdadeira medida é viver sem faltas e sem atitudes em demasia.
Nessa era dos limites, sejamos conscientes e responsáveis perante as fraquezas de nosso corpo, os cansaços e fadigas de nossa mente e os esgotamentos e debilidades de nosso espírito.
Somente assim teremos de fato uma vida de qualidade, de saúde plena e bem-estar razoável.
Sejamos conscientes.
A Consciência de nossas limitações
1. As Barreiras e as Fronteiras de nosso estado de vida
Dentro e fora da realidade da experiência cotidiana, observa-se nos seres humanos um crescente processo de conscientização das suas limitações naturais, temporais e reais, em que conscientes de nossos limites podemos melhor administrar a nossa vida de cada dia, os nossos trabalhos e atividades diárias, nosso comportamento individual e social, sabendo de antemão que se convivemos em sociedade devemos então suportar as diferenças e limitações de nossos semelhantes, o que nos proporciona um convívio social de mais qualidade, perfeito em seu entendimento mútuo e compreensível em seu relacionamento humano e natural, dando-nos então a possibilidade de uma vida mais excelente, perfeita e de qualidade social há muito tempo comprovada.
Nossas limitações se identificam muitas vezes com a dor e o sofrimento do dia a dia, as doenças e as enfermidades que enfrentamos, o medo e a insegurança propiciados pela violência urbana e rural, o esgotamento mental, o cansaço físico e a fadiga psicológica e espiritual que quase sempre assumimos em nossa convivência cotidiana.
Além disso, o desemprego e a falta de trabalho e ocupação profissional, os conflitos familiares, as controvérsias escolares e universitárias, a dialética das idéias e dos conhecimentos adquiridos, consolidados e desenvolvidos, a antítese de pensamentos que se contrariam, a adversidade de atitudes que se chocam diariamente, a guerra entre o bem e o mal, distúrbios mentais e emocionais, a depressão patológica, a tristeza e a angústia, o nada e o vazio espirituais, a dúvida e a incerteza céticas, o indeterminismo de nossas posturas sociais e culturais, políticas e econômicas, a indefinição de nossas ações éticas e religiosas, a batalha pela vida e a luta por um estado de saúde melhor, a superação de preconceitos e superstições, a ultrapassagem de obstáculos mentais e a transcendência das confusões da mente e das complicações irracionais, a ignorância e a ausência de conhecimento e discernimento que nos possibilitem separar as coisas.
Tudo isso, enfim, nos mostra que vivemos atualmente a era do limite, ou seja, assumimos cada vez mais e melhor uma consciência de nossas limitações e dificuldades, uma vivência de fronteiras comportamentais bem definidas uns em relação aos outros.
Somos mais conscientes de nossos limites humanos e cotidianos.
Estamos no limite da existência humana.
2. A Finitude Temporal
Estar no mundo, ser limitado historicamente, assumir a nossa temporalidade mortal, abraçar as nossas fronteiras psíquicas, sociais e espirituais, abarcar as nossas contingências reais e atuais, comprometer-nos com as nossas margens comportamentais cotidianas, compreender e aceitar conscientemente as definições de nossas tendências e os determinismos de nossas possibilidades presentes e futuras, reconhecer o nosso passado carregado de bloqueios mentais e físicos, saber de antemão até onde podemos chegar e quando devemos parar, discernir os sonhos impossíveis e os anseios irrealizáveis dos acontecimentos do dia a dia plenos de travamentos políticos e econômicos, sociais e culturais, perceber aonde a nossa natureza atinge os seus objetivos, assumir as nossas finalidades e metas cheias de obstáculos humanos e naturais, observar sempre a diferença entre a nossa racionalidade real e a nossa imaginação louca, entender e preservar as nossas carências afetivas, os nossos desejos vazios e as nossas necessidades insatisfeitas, enfim, conscientizar-nos de nossa finitude e temporalidade, sempre pois com uma perspectiva de eternidade, cujos valores de bem e de bondade, as virtudes da paz e da concórdia, e as vivências fraternas e solidárias então alcançarão a sua plenitude de liberdade e excelência de felicidade, eis os detalhes da verdadeira diferença que devemos fazer entre os nossos limites cotidianos e as nossas possibilidades eternas e infinitas.
Olhar a realidade desse modo nos ajuda a viver bem a nossa vida de cada momento, garantindo para nós boa qualidade de vida, enriquecida com os favores que a natureza nos propicia e aperfeiçoada com os benefícios que a vida nos proporciona, sempre conscientes de que esse estado de vida natural é positivo, nos enche de alegria e otimismo, porque vem de Deus, o Senhor, a Razão da vida e o Sentido da natureza.
Compreendendo por conseguinte tal situação real e natural em que aqui e agora nos encontramos, concluímos que esses limites temporais e suas finitudes históricas – como a dor, o sofrimento e a morte – são negações do corpo e da alma humanas, que contradizem nossas esperanças de um mundo melhor.
Todavia, é na natureza, que deriva de Deus, e não no sofrimento, que está a nossa salvação, purificação e felicidade.
Somos felizes e nos purificamos, não quando sofremos, porém ao fazermos o bem e vivermos em paz uns com os outros.
3. A Ideologia Existencialista
Segundo os pensadores da filosofia existencialista dos tempos modernos, posterior ao socialismo liberal e democrático, e antes ao capitalismo selvagem, como Sartre – e os limites da náusea emocional, do nada existencial e do vazio espiritual -, Heidegger – e as fronteiras da temporalidade, da finitude e da historicidade -, Marcel – e as definições dos valores católicos e cristãos – e outros, a história da humanidade tem sido, desde as suas origens mais distantes até o momento de hoje, um processo de ocorrências cujas características se identificam com realidades tais como a condição humana e natural, os limites e os determinismos de sua natureza, as definições da sua consciência imanente, transcendental e transcendente, os bloqueios mentais e as barreiras psicológicas e sociais, os obstáculos ao conhecimento verdadeiramente possível, as impossibilidades da racionalidade questionadora, o lado imaginário da mente, a irrealidade de certos comportamentos e a irracionalidade de algumas ideologias, a inconsciência de outras atitudes que se alienam da realidade em torno de si, os preconceitos mentais e as superstições religiosas, as confusões cerebrais e as complicações de determinadas teorias, as ações dogmáticas e os pensamentos carregados de dúvidas e incertezas, a cultura do descartável, a ética individualista baseada na solidão patológica e no isolamento psicótico, o travamento da inteligência e a queda dos paradigmas da estabilidade diante da mutabilidade da experiência e da instabilidade das práticas cotidianas, a violência das cidades, a maldade das pessoas, a divisão das classes sociais, a exclusão de indivíduos e a marginalização das ruas, morros e favelas, a tirania e o autoritarismo dos poderes constituídos, a intolerância sexual, racial e religiosa, a ignorância e o analfabetismo de populações inteiras aliadas à sua pobreza e miséria, a alienação do real e do dia a dia, endemias e epidemias graves, o que nos dá a correta visualização atual do que acontece no mundo contemporâneo em termos de limites temporais e condicionamentos históricos, refletindo de fato assim o fenômeno da natureza humana, definida em suas essências e determinada em suas experiências diárias.
Com efeito, a corrente existencialista de hoje soube refletir bem sobre as limitações do homem e da mulher, sujeitos pois às intempéries da história e aos cárceres do tempo, prisioneiros de sua própria natureza e escravos de sua mesma condição humana.
Os existencialistas nos mostraram e demonstraram que somos limitados na nossa natureza.
Nossas vidas têm fronteiras.
Nossas existências possuem obstáculos.
Devemos compreender essa realidade, se de fato almejamos a nossa tão sonhada felicidade real.
4. As Regras Sociais e os Padrões Comportamentais
Desde os tempos antigos, as pessoas se juntam e se unem para viver em sociedade constituindo um poder central que ordene a sua vida comunitária, discipline suas consciências e experiências e organize a sua realidade cotidiana, para isso criando regras sociais e gerando padrões comportamentais capazes de lhes proporcionar saúde física e mental, e bem-estar social, político, econômico e cultural.
Tais regras de vida e padrões de existência são necessários para garantir a estabilidade da sociedade, consolidar seus princípios morais e espirituais e empreender o progresso dos povos e o desenvolvimento das nações.
Esses limites sociais em forma de regras de conduta e padrões de comportamento são definidos por um “contrato” entre os habitantes da região de modo a lhes oferecer garantia de vida, segurança em seus trabalhos e atividades e sustentabilidade para suas famílias, células principais e vitais da sociedade.
Sem essa regulação do ambiente social vivido, impossível seria o bom convívio entre as pessoas, que vêem nessas leis comunitárias o fundamento de sua sobrevivência como gente, povo ou nação.
Portanto, os limites são necessários, sejam eles naturais ou culturais.
Precisamos de regras, base da boa convivência.
Por meio de padrões de ação, vivemos bem e convivemos melhor uns com os outros.
5. A Morte: o maior dos limites
A Morte física e biológica é o fim da vida terrena e a continuidade da vida da eternidade.
É o limite da biologia.
É a fronteira da matéria.
Com ela, perde-se o tempo e ganha-se o infinito.
Porque a vida é eterna.
Não termina com a morte.
Entre a vida e a morte, o limite do tempo e da história, e o desejo da eternidade, o anseio pela permanente continuidade, a luta pela vida sem fim, a busca pela energia vital, o espírito eterno, a alma duradoura, o espaço sem limites, a região sem fronteiras, o mundo espiritual, o universo animado pela vida que não acaba.
Diante da morte como limite da temporalidade e fronteira da historicidade, abre-se a porta da possibilidade de uma vida fundamentada pelo Espírito Eterno, Supremo e Superior, que chamamos de Deus, o Senhor.
Além dos limites da mortalidade, descobre-se a imortalidade, a perpetuidade de uma vida boa baseada na Divindade, origem da vida e fim da morte.
Morrendo, nos abrimos para a vida, renovamos as nossas energias vitais e nos libertamos mais uma vez mergulhando no oceano da eternidade, a casa de Deus.
Superando os limites da morte, ultrapassando as suas fronteiras temporais e históricas, invadimos a nossa transcendência da alma cuja energia de vida é inesgotável.
Desde então, nos tornamos eternos e infinitos, vitais e inesgotáveis, transcendentes e para sempre.
A Morte é o limite e o fim, todavia a vida é a continuidade e a eternidade.
Somos eternos, contínuos, vitais e inesgotáveis, espiritualmente fortes e animados pela energia divina, sustento da vida humana.
6. A Necessidade do Equilíbrio
e do Bom-senso
Quando estamos no limite de nossa existência ou fazemos dele o ponto de equilíbrio de nossas ações, sentimentos e desejos, ou o tornamos a nossa idéia mais forte e a nossa atitude mais firme, sensata e consolidada, segura e estável, constante e duradoura, permanente e fundamentada, então o bom-senso de uma vida consciente e razoável nos diz claramente que nesse instante estamos de bem com a vida, com a saúde lá em cima, em paz conosco mesmo, garantidos interiormente, com as nossas seguranças blindadas e reforçadas, as quais se identificam nesse momento com o bem-estar interno em que nos encontramos cujo reflexo se apresenta fora de nós, no ambiente que nos envolve, nas pessoas felizes com a nossa presença junto a elas, na energia positiva e no otimismo sempre freqüente de quem sempre nos acompanha e se põe ao nosso lado para o que der e vier.
No equilíbrio, o nosso limite.
7. A Lei Natural
A consciência humana, que tem dentro de si a lei natural, criada por Deus, o Senhor, para a felicidade do homem e da mulher, suas criaturas, deve ser fiel ao Criador, Autor da Vida, e assumir um compromisso responsãvel com sua execução prática na vida cotidiana, trabalhando sem cessar para a saúde e bem-estar de todos e cada um dos seres humanos.
Eis aqui a lei natural, a lei da natureza humana:
1) Fazer o bem e evitar o mal
2) Procurar a paz e não a violência
3) Buscar a luz e não as trevas
4) Praticar o amor e não o ódio
5) Amar a vida e não a morte
6) Ser direito
7) Amar a justiça
8) Conhecer a verdade
9) Buscar a liberdade
10) Procurar a felicidade
11) Respeitar os outros
12) Ser responsável
13) Ter juízo e bom-senso
14) Buscar a humildade e a simplicidade
15) Procurar a calma e a tranquilidade
16) Amar o silêncio
17) Conversar com Deus, o Senhor, o Criador, Autor da Vida
8. Os Limites da Natureza Humana
Homem e mulher, na sua natureza específica, têm limites determinados, cuja fronteira natural não pode ser ultrapassada por ambos.
São limites humanos naturais:
- a fadiga, o cansaço e o esgotamento mental
- a dor, o sofrimento e o sacrifício
- a doença, a moléstia e a enfermidade
- o bloqueio mental (preconceitos e superstições)
- o conhecimento verdadeiramente possível
- o bem que reage à ação do mal
A humanidade precisa compreender os seus limites naturais.
Deste modo, será feliz.
9. A Ordem Natural de todas as coisas
Existe ordem na natureza ? Quem pensou essa ordem ? Alguém projetou a ordem do universo ? O Pensamento cria a realidade ? O Pensamento cria a ordem da realidade ? Há uma Mente Superior, ordenadora do caos, que organiza a realidade ? Uma Razão Universal governa a vida, o tempo e a história, a consciência humana, a realidade natural e cultural de todos os seres e todas as coisas ? Deus é natural ? O Real é racional ? O Racional é real ? O Pensamento é real e natural ? A Natureza possui uma ordem, uma racionalidade própria, ali inserida por Alguém ? Acreditamos que sim. Existe uma ordem, uma lógica do concreto, uma racionalidade natural no interior da realidade, a qual é projetada e pensada por Alguém Superior, que chamamos de Deus, o Senhor.
10. As nossas Necessidades
Quando comemos ou bebemos, tomamos banho ou escovamos os dentes, colocamos uma roupa ou usamos um sapato, vamos para o trabalho de ônibus ou metrô, e retornamos ao fim do dia para a nossa casa, e descansamos e dormimos em nossa cama, restabelecendo então as nossas forças e energias para o dia seguinte, estamos pondo em prática os limites de nossas necessidades, através de um movimento sem fim, um processo permanente de construção de novas atividades e diferentes possibilidades de satisfação vocacional e realização profissional, realizando assim os nossos desejos diurnos e noturnos e experimentando ao mesmo tempo os nossos anseios por uma vida melhor e de qualidade, saudável e agradável, cuja saúde individual e bem-estar coletivo é viver bem e em paz consigo mesmo, construindo pois uma vida de fraternidade e solidariedade capazes de garantir as nossas seguranças neste mundo e proteger as nossas energias vitais que experimentamos sempre cotidianamente.
Nossas vidas são feitas de necessidades
No necessário, estão as nossas condições de vida e os limites da nossa existência.
11. A Condição Humana
Homem e Mulher, criaturas de Deus, em sua natureza, são determinados historicamente, no tempo e espaço em que vivem, aqui e além, na Eternidade, por vários aspectos que compõem a vida humana cá no Planeta Terra, onde vivem na sua finitude temporal. Ei-los:
1) Desejos humanos
2) Necessidades naturais
3) Consciência
4) Liberdade
5) Sexo
6) Família
7) Escola
8) Trabalho
9) Sofrimento
10) Morte
Tais condicionamentos humanos e naturais limitam, tendenciam e possibilitam a vida humana aqui e além, na Terra e na Eternidade.
12. As Definições Temporais
No tempo da vida e na vida do tempo, temos uma vocação a ser desempenhada junto aos nossos semelhantes, abraçamos uma profissão com a qual nos realizamos colocando em prática a nossa criatividade, os nossos dons, carismas e talentos, abarcamos em nós a possibilidade permanente de construção de novas idéias e diferentes conhecimentos, somos condicionados pelos desejos que criamos e pelas necessidades que nos satisfazem, somos desejados pelos desejos dos outros, pensamos o que outros antes já pensaram, sentimos os sentimentos alheios, nos comportamos de acordo com as determinações do ambiente em que vivemos ainda que façamos sempre a diferença que se encontra na nossa liberdade de opções bem feitas e de alternativas bem concretizadas, embora essa tal liberdade seja continuamente condicionada pelas minhas necessidades humanas e naturais e pelas regras sociais e demais padrões com que a realidade nos envolve.
Essas definições temporais fazem parte da nossa natureza biológica e social, são constituídas pelas condições históricas e pelas limitações reais do nosso convívio cotidiano, determinam os nossos comportamentos atuais e interferem nas nossas decisões mais importantes da vida de cada dia.
Se namoramos e nos casamos, se produzimos uma família, se construímos um trabalho e nos encontramos empregados, se estudamos em uma universidade ou vamos ao hospital tratar de um problema de saúde, se vamos à igreja rezar e conversar com Deus, se vamos fazer compras no supermercado ou tomar uma água e um cafezinho no botequim, se compramos pão e leite para os nossos filhos e netos na padaria ou nos dirigimos à farmácia para buscar um remédio necessário, se compramos o jornal no jornaleiro todas as manhãs ou vamos aos Correios enviar uma carta aos amigos, se almoçamos no restaurante da esquina ou compramos alguns produtos no shopping do bairro, então percebemos que realmente somos definidos pelas coisas temporais e pelos seres históricos, sendo cotidianamente bombardeados por esses condicionamentos que a realidade social nos obriga a suportar.
Então, eu quero sim, porém quero o que os outros também querem.
Sou feito por mim e pelos outros.
Tal a nossa temporalidade.
13. Os Determinismos Históricos
As grandes guerras mundiais, as reformas institucionais e constitucionais, as revoluções políticas e sociais, culturais e econômicas, a violência urbana e rural, a agressividade das pessoas, os distúrbios mentais e emocionais, os desvios de caráter, as aberrações da personalidade, as doenças incuráveis, as moléstias em forma de epidemias e endemias, as enfermidades hospitalares, o medo e o pânico de grupos e indivíduos, a fome e a miséria, a ignorância e o analfabetismo, a corrupção moral e a intolerância religiosa, a transgressão sexual e os preconceitos raciais, a exclusão e a marginalização social e econômica, a falta de transparência e autenticidade na ética e na política, a tirania e o autoritarismo dos poderes, a pedofilia e a pornografia sexual, o alcoolismo e o tabagismo, o tráfico de drogas e o comércio de entorpecentes como a maconha, a morfina, a heroína e a cocaína, a prostituição infantil e adolescente, a exploração sexual de mulheres exportadas para o exterior, os crimes da internet, a pirataria e a compra e venda de produtos ilegais, as injustiças sociais e as representações ilegítimas, os escândalos e a má fama de autoridades e pessoas famosas, a manipulação dos meios de comunicação em favor de atividades incorretas, enfim, as divergências e as contradições históricas e sua rede de contrariedades temporais e sua teia de adversidades cotidianas, constituem os determinismos que a realidade em que vivemos nos impõe, escravizando ao mesmo tempo os nossos sonhos de liberdade e aprisionando pois os nossos desejos de felicidade.
A Realidade histórica e a experiência temporal cotidianas determinam as nossas idéias e os nossos conhecimentos, os nossos anseios e sentimentos, as nossas operações físicas e mentais e os nossos comportamentos materiais e espirituais.
A Realidade tem regras, a sociedade possui padrões de conduta e a natureza define as leis que regem os nossos desejos e necessidades.
Então, a nossa liberdade não é “livre”, contudo condicionada aos ditames da experiência cotidiana, a qual nos sujeita aos caprichos de suas determinações práticas.
Somos “livres” até certo ponto.
Na verdade, somos limitados por nossas necessidades humanas e naturais, e pela realidade social que define de que modo devemos agir e comportar ainda que possamos discordar dela.
14. Natureza e Existência
Entre os especialistas e doutores de filosofia, discute-se a seguinte questão:”O Fundamento da existência é a natureza, ou a existência é o princípio da natureza ???”
Muitas respostas até bem fundadas procura-se dar, ora afirmando uma ou outra posição, todavia creio que o aspecto relacional ou a sua interatividade é a melhor solução podendo-se posicionar dependendo do ponto em referência em benefício de uma postura ou de outra de acordo pois com o interesse do visualizador ou da intencionalidade de quem pensa o problema.
O mais importante e interessante é o estado de vida capaz de suportar tanto a hipótese da natureza quanto a viabilidade da existência.
Tal estado de vida é quem constitui a essência da natureza e a substância da existência.
Parece que o ser da coisa ou o conteúdo do ser é a possibilidade mais correta, em função de que se define o seu estar no mundo, cujo contato determina os seus limites naturais e existenciais.
Esse choque entre a essência e a aparência, a substância e o acidente, a consciência e a experiência, a razão e a ação, a inteligência e os acontecimentos, a teoria e a prática, o racional e o real, o repouso e o movimento, o descanso e o trabalho, a estabilidade e o processo, a constância e a dinâmica, o permanente e o exercício, a paz e a guerra, o empenho e a calma, o esforço e a tranqüilidade, enfim, essa dialética de vida com seu motor de contradições interativas faz o sentido de nossas limitações cotidianas e realiza e torna possível a causa de nossas fronteiras realistas e racionalistas, cujos bloqueios temporais e seus obstáculos históricos demonstram a finitude da existência e os limites que a natureza é capaz de assumir e suportar em sua trajetória de vida.
Esse jogo crítico e dialético mexe com o comportamento humano, atinge seus anseios, desejos e necessidades, influencia os seus sentimentos mais profundos e contagia as suas idéias e conhecimentos mais ricos e perfeitos que possam parecer.
Esse duelo natureza-existência toca a vida das pessoas, interfere no destino da sociedade e intervém no presente e no futuro da humanidade, do mesmo modo que o fez no decorrer de todo o seu passado, real, temporal e histórico.
Essa realidade de opostos que se chocam e contradizem faz-nos refletir e tomar uma atitude em prol de uma ou de outra, da qual dependerá o sucesso ou não de nossa vida de relações, paixões e ações, razões e emoções.
15. A Cultura do Descartável
Em nossos tempos atuais, assistimos cotidianamente ao império de uma filosofia de vida cujo centro de atenções é o que é útil, agradável e interesseiro; à predominância de uma mentalidade onde o que é mais importante é a rapidez dos negócios, a velocidade das informações e a aceleração de atitudes e comportamentos; ao privilégio de uma cultura tipicamente descartável em que o que existe aqui e agora já não existirá amanhã ou em outro momento e lugar.
Então, o que vale é o instante, a situação momentânea, as circunstâncias aparentes e contingentes, a instabilidade do que é transitório e provisório, deixando-se de lado total ou parcialmente os valores permanentes, a constância das ações éticas e espirituais, a estabilidade dos trabalhos, o equilíbrio da mente e das emoções, o controle da consciência e o domínio de si mesmo.
É a cultura do descartável.
Na política, os deputados e senadores mudam de partido a todo instante caracterizando a chamada infidelidade partidária.
Na economia, o intercâmbio de capitais valoriza o dinheiro mais forte, aquele que tem mais poder, o que configura maior influência social, desprezando os baixos salários, o desemprego e as más condições do exercício do trabalho.
No casamento, passando pelo namoro e a paquera até chegar ao noivado, prevalece a mulher descartável, que o homem hoje arranja na rua e no dia seguinte está dentro de casa. E, dali a um mês, ambos já se encontram separados, partindo pois para novas uniões e novas separações, cada qual defendendo seus próprios interesses e privilégios, e garantindo o melhor lugar no mercado de amores e desejos, paixões e traições.
Nas Universidades, nas escolas de ensino médio e no ensino fundamental prioriza-se a didática da velocidade onde o tempo de ensino é dinheiro e a economia do conhecimento é a palavra mais forte na hora das avaliações dos alunos e alunas, sem falar nos testes de curto alcance e no baixo repertório de conteúdo proporcionado pelas provas presenciais e online, dentro e fora da sala de aula, nas pesquisas rotineiras e nos debates em que há mais gritaria do que raciocínio ou argumentação de idéias.
Na área de saúde, os médicos e enfermeiros e quase todos os agentes sanitários preferem vez ou outra o mercado da doença, o lucro que os remédios podem propiciar, o crédito oferecido pelos planos de saúde, a sua carreira profissional e a qualidade dos salários que podem usufruir, negligenciando o lado humanitário da enfermidade, a consideração que se deve possuir em relação ao doente ou paciente, o conteúdo de conhecimentos que a ciência, a tecnologia e a medicina em geral oferecem diante de tantas pragas e vírus, bactérias e moléstias as mais diversas e contraditórias, as condições ambientais dos hospitais, emergências e clínicas de saúde e ambulatórios, ignorando-se inclusive a prevenção profilática em nome de paliativos que não resolvem nem atingem a raiz dos problemas.
No campo da tecnologia, observa-se o constante troca-troca de telefones celulares, rádios e televisões, assim como a mudança permanente de automóveis novos e usados ou a compra e venda de imóveis, casas e apartamentos com uma rapidez e ousadia que nos impressiona e nos deixa surpresos.
No trânsito das cidades, ou até mesmo na aparente tranqüilidade dos campos e meios rurais, nota-se a urgência de atitudes, a emergência de comportamentos, a “falta de tempo” das pessoas, o descontrole dos horários e a falta de alternativas diante da hora curta e do pouco espaço de tempo e lugar, o desequilíbrio do tráfego com engarrafamentos e congestionamentos, acidentes de carros ou atropelamentos, a “hora do rush” quando tudo fica parado, trancado e engarrafado no vai e vem de ônibus, trens e barcas, autos e metrôs, navios e aviões.
Nas ruas e avenidas das Cidades, as pessoas não se olham mais, há uma correria exagerada para fazer as coisas, falta diálogo nas empresas e escritórios, os namorados esquecem-se até de beijar na hora da despedida, os transeuntes andam apressados superando o tempo escasso e o ambiente alienante e alienado onde se acham naquele momento.
Enfim, a cultura do descartável na mente das pessoas faz todos correrem, serem velozes e acelerados, driblando a disciplina necessária na hora dos compromissos ou ignorando a responsabilidade diante da indispensável maneira de assumir as coisas, os trabalhos e as tarefas do dia a dia.
Também no esporte – o comércio dos jogadores e atletas nacionais e internacionais – como na arte e na filosofia sobressaem a mentalidade de quem produz conteúdos descartáveis e o ambiente de negócios desqualificados, incompetentes e sem a transparência ética devida perante o mercado do que é útil e rápido, incoerente e instável, inconstante e veloz.
Sim, hoje o mundo é descartável.
Nesse universo, reinam os espertos e caem as pessoas direitas e de respeito.
Imperam os malandros.
16. O Medo, o pânico e o desespero das pessoas, assim como suas dores e sofrimentos, e suas doenças, moléstias e enfermidades
O Auge das nossas limitações extremas e o ponto mais crítico de nossos limites naturais e existenciais, ocorre quando os nossos corpos físicos, as nossas mentes conscientes e os nossos espíritos transcendentes sofrem a dor, experimentam a dor da alma, a dor biológica e psicológica, a dor espiritual, a dor que fere e machuca a vida de cada um de nós, alterando então nossas atitudes e comportamentos, agitando nossas cabeças e transformando as nossas consciências, mudando os nossos hábitos e costumes, modificando a raiz de nosso equilíbrio mental e emocional, ao ponto de muitas vezes chegarmos ao exagero do desespero, ao medo sem medidas e ao pânico comportamental descontrolado, violento e assustador.
A Dor é um mistério.
Mas ela é real, acontece mesmo.
E com ela surgem as doenças, crescem as moléstias e agravam-se as enfermidades.
No limite da dor e na fronteira do sofrimento, e às portas da morte, quase sempre perdemos a estabilidade, falta-nos o devido juízo e o correto bom-senso, e o desespero nos pega de surpresa, e ficamos com medo de tudo e de todos, e entramos em pânico, querendo ao mesmo tempo quebrar tudo pela frente, arrebentar com todas as coisas, tornando assim a violência e a pancadaria as soluções imediatas que encontramos para o nosso então desequilíbrio de vida, o que nos faz cair na lata do lixo da existência e no vazio e o nada espirituais.
Aí quase enlouquecemos, nos perturbamos internamente, perdemos a paz interior e o bem que antes costumávamos fazer.
Foge de nós a calma e a tranqüilidade não quer saber mais da gente.
E parece que até Deus desaparece nessa hora.
Ficamos aflitos e em conflito uns com os outros, inquietos e inseguros, insensíveis e indiferentes diante do ambiente que nos cerca.
Ao nosso lado e em torno de nós observamos só inimigos, adversários de plantão querendo nos derrubar e destruir, desejando o nosso fracasso e prejuízo, tentando nos estragar de vez por dentro e por fora.
Ora, perdemos o controle e o domínio de nós mesmos.
Precisamos de ajuda.
Diante de nossos limites, então, alguém surge para nos ajudar.
E vemos assim que somos dependentes.
A Dependência nos revela as nossas limitações neste mundo.
Sim, somos dependentes.
17. O Fator Psicológico
Com todo o respeito e boa educação que são devidos nessa difícil hora da tua vida, permite-me Dona Maria de Fátima te apresentar uma palavra amiga, uma mensagem de esperança, uma carta de orientação psicológica diante dos problemas que tu enfrentas nesse instante, perante as dificuldades, contrariedades e adversidades que te chegam a todo momento seja do trabalho ou da família, seja das tuas ocupações variadas ou te tuas preocupações exageradas, seja da parte do Thiago ou da garota dele, seja dos teus amigos e amigas, conhecidos e conhecidas, parentes e familiares.
Creio por experiência de vida que se a cabeça está boa, então tudo vai bem na nossa vida.
Não importam o lugar ou o ambiente em que nos encontramos de vez em quando, nas diversas horas do dia, ou a situação difícil que atravessamos diariamente ou as circunstâncias quase impossíveis que vivemos durante o dia e a noite, e até de madrugada, como por exemplo o controle do diabetes, os remédios que precisamos tomar, os exercícios físicos que necessitamos fazer como a ginástica ou o teste de Cooper ou as corridas bastante cansativas na Praça Afonso Pena, como tu já nos disseste, ou as andanças e longas caminhadas até a Penha, ou Niterói, ou ao Rio Comprido e à Tijuca, ou ao Méier, sempre dando aulas online e presenciais, ou dirigindo uma escola, ou corrigindo provas e pesquisas da Estácio, ou gerando questões para Concursos, ou operando o teu tempo no MV1 ou no Colégio Padre José de Anchieta, a todo instante em contato com professores, gestores e colegas de trabalho, dirigindo-se a esses locais a pé ou de ônibus ou de metrô ou de automóvel, além é claro das gritarias e discussões com o Thiago ou com a mulher dele dentro ou fora de casa por quaisquer motivos, e ainda os teus compromissos e responsabilidades cotidianas que tu, por ser uma pessoa direita, te vês obrigada a cumprir e realizar, enfim, em toda a tua problemática existencial que tu carregas hoje aqui e agora em tua vida, vivências e experiências de cada dia, não interessam as crises que tu possas atravessar ou as enfermidades que tu tenhas que assumir, em tudo isso é necessário ter uma cabeça boa que administre bem os teus bens, o teu patrimônio, os teus problemas e as tuas coisas, que controle bem a tua mente e as tuas emoções, que te leve ao razoável domínio de ti mesma, mantendo sempre o bom equilíbrio, o juízo ordenado e o bom-senso organizado capazes de te dar então uma vida boa, de atitudes sensatas e disciplinadas, de sentimentos bonitos e profundos e de pensamentos e idéias que te ajudem a viver bem e curtir bem as boas coisas que a vida nos dá.
Como se observa, nossos problemas externos e nossas preocupações do dia a dia têm uma origem interior, psicológica, espiritual, a qual se não for resolvida, propiciará a continuidade das situações contrárias e das circunstâncias adversas.
Portanto, ordenar a nossa mente, disciplinar a nossa razão e organizar a nossa vida, conhecimentos e experiências de cada momento, é vital para consertar os nossos erros diários, diminuir os nossos defeitos de cada instante, equilibrar as nossas finanças, economias e orçamentos domésticos, ajeitar a nossa vida cotidiana, administrar bem nossas tarefas e trabalhos que a toda hora exigem de nós competência e habilidade, vocação e profissionalismo, compromisso e responsabilidade, e acima de tudo sustentar a nossa calma interna e garantir a nossa tranqüilidade interior, tornando-nos cidadãos e cidadãs de qualidade de vida comprovada cujo Fundamento é óbvio é o Senhor nosso Deus, Razão Suprema e Inteligência Superior.
Em vista disso, considero importante que tu não te preocupes nesse período de adversidades com tanto elementos externos, como um novo apartamento para o Thiago, as contrariedades em casa ou no emprego, as dificuldades com a tua saúde, ou os relacionamentos críticos e dialéticos com que tu convives diariamente; todavia, mais interessante do que isso deve ser: garantir a tua saúde pessoal que começa na cabeça, organizar a tua vida e as tuas idéias dando ora e outra uma “paradinha de Pelé” em que crias silêncio no teu cotidiano, intervalos de vida onde possas colocar tudo em ordem, condições necessárias para tu saires da rotina que mata, garantir a tua segurança interior, manter a calma precisa e a tranqüilidade indispensável que te farão bem, e te darão paz social e repouso espiritual.
Tudo isso é apenas uma palavra amiga, um conselho espiritual, os quais te ajudarão a viver uma vida feliz e de bem com tudo e com todos.
Desejo te ajudar.
Conta conosco.
E conta com Deus também nessa hora aparentemente impossível.
Que Ele, o Senhor, te ajude igualmente.
Beijos,
Chico da Glória
18. A Lei da Atração Energética
Quando o homem e a mulher se atraem, se amam e se desejam sexualmente manifestam a lei da atração energética, presente, insistente e existente na natureza humana, criada por Deus, o Senhor.
São reflexos dessa lei ainda o bem que atrai o bem, a paz que atrai a paz, o amor que atrai o amor, a vida que atrai a vida, o respeito que atrai o respeito, a responsabilidade que atrai a responsabilidade, a justiça que atrai a justiça, o direito que atrai o direito, a verdade que atrai a verdade, a luz que atrai a luz – energias que se atraem e se complementam, produzindo frutos, efeitos e consequências em prol da coletividade, em favor da sociedade, em benefício da humanidade.
Se o bem atrai o bem, igualmente o mal atrai o mal, o mau atrai o mau, a violência gera violência, a maldade produz maldade e a ruindade leva as pessoas à marginalidade, à exclusão social e à corrupção moral e espiritual.
Energias que se atraem.
Forças que se complementam.
Poderes que se ajudam para o bem ou o mal das pessoas.
A Energia do bem atua em favor do progresso e da paz pessoal, social e ambiental.
A Força do bem constrói a fraternidade e a solidariedade.
O Poder do bem cria condições boas de vida, saúde, trabalho e educação para as pessoas que vivem e convivem em sociedade.
O Bem e a Bondade atraem coisas boas, positivas e otimistas, boas virtudes morais e espirituais, boas maneiras de ser, pensar e existir, boas idéias e bons ideais, boas experiências de vida, boas ideologias sociais, políticas e econômicas, boas teorias e boas práticas, bons desejos e boas intenções e interesses, boas ações e boas atitudes que ajudam a todos e cada um a possuir boa qualidade de vida, boa situação financeira, bons compromissos sociais, bom respeito pessoal e boa responsabilidade social, cultural e ambiental.
O contrário também acontece.
O Mal e a maldade criam a divisão e a prisão, a opressão e a escravidão, a marginalização e a exclusão, o egoísmo e a falsidade, a corrupção e a imoralidade, os vícios e defeitos, a miséria e a ignorância.
Essas energias, forças e poderes que se atraem e complementam, e se ajudam umas às outras, tanto da parte do bem como do mal, vivem intrinsecamente no interior da natureza, e inclusive da natureza humana.
Atraimo-nos uns aos outros.
Dependemos uns dos outros.
Que Deus, o Senhor, venha em auxílio da nossa fraqueza, e nos ajude a superar os limites da natureza, apontando-nos o melhor caminho a seguir, o caminho do bem e da paz, do amor e da vida.
Deste modo seremos realmente livres e felizes eternamente.
19. O Equilíbrio do Universo
A Vida humana, o tempo e a história, a natureza e o universo, o corpo material, mental e espiritual, movimentam-se equilibradamente, alternando-se entre a ordem e o progresso, a estabilidade e o crescimento, a constância e a evolução, a permanência e o desenvolvimento, o repouso e o trabalho, o descanso e a mobilidade. Esse estado de equilíbrio (justiça) é projetado, pensado, ordenado e organizado pela Razão Superior, que chamamos de Deus, o Senhor, o Criador.
20. A Ordem da Natureza
A Realidade obedece a uma ordem do pensamento.
Na realidade natural universal, existe uma lei(ordem,direito) produzida pelo Pensamento Superior, Razão Suprema, Inteligência maior e melhor.
O Pensamento pois é o responsável pela ordem existente e insistente no interior da realidade natural universal empírica objetiva.
Tal Pensamento Superior e sua lei(ordem,direito) está presente, existente e insistente, inclusive, na natureza humana, esta obedecendo àquela.
Esta é a ordem real natural.
21. A Lei da Natureza
A Natureza humana possui uma lei: a lei natural.
Diz a lei natural:
- faça o bem e evite o mal
- procure a paz e não a violência
- ande na luz e não nas trevas
- pratique o amor e não o ódio
- viva a vida e não a morte
- busque a verdade e não a mentira
- seja direito e não errado
- deseje a justiça e não a injustiça
Diz ainda a lei natural:
- sexo com amor somente entre o homem e a mulher que se amam
Diz também a lei natural:
- Deus, o Senhor, é o Criador da lei e igualmente da natureza humana.
22. A Lei do Eterno Retorno
Historicamente, durante a caminhada temporal da humanidade, em seus ambientes locais, regionais e globais, do princípio ao fim, constatou-se e comprovou-se a lei do eterno retorno. Em outras palavras, o bem e o mal sempre conviveram, com vitórias e derrotas para ambos os lados, dentro e fora do contexto tempo-espacial e eterno dessas mesmas sociedades humanas, geograficamente instaladas e historicamente constituidas. Ou seja, ora o bem vence ora o bem é derrotado. Ora o mal ganha ora o mal perde. Assim é a vida das comunidades humanas, da natureza vegetal e animal e do universo inteiro com seus momentos de luz e de trevas, com suas situações positivas e negativas, com suas circunstâncias otimistas e pessimistas, com suas condições naturais, culturais e ambientais cheias de contrariedades e adversidades, ou plenas de alto astral e auto-estima elevada.
Tal é a lei do eterno retorno.
O Bem retorna vencendo o mal
O Mal retorna ganhando do bem.
Ora a paz e a concórdia.
Ora a guerra e a violência.
Em um instante, a fraternidade e a solidariedade; logo depois, a divisão, a exclusão e a marginalização social.
Surge então uma questão importante: o bem e o mal, serão 2 princípios eternos ? Existirão, convivendo um com o outro, 2 deuses infinitos ? 2 reis, 2 mestres, 2 doutores, 2 fontes, 2 princípios, 2 origens, 2 fundamentos, 2 deuses, 2 senhores ?
Não sabemos.
No entanto, a experiência cotidiana nos afirma a insistência desses 2 momentos antagônicos, antitéticos, contrários, adversos, graves, críticos, dialéticos, contraditórios...
Cabe a nós escolher o nosso caminho.
Eu opto pela estrada da liberdade e da felicidade que me levam a Deus, o Senhor, o Criador, o Autor da Vida, o Fundamento de todos os fundamentos.
23. A Vida é uma Dialética
Muitas vezes em nossa vida diária através de uma idéia que surge em nossa mente construímos um mundo de possibilidades para a nossa existência, criamos novas realidades e diferentes experiências, produzimos ricos conteúdos de conhecimento de qualidade, como em um processo TESE – ANTÍTESE – SÍNTESE, que denominamos de movimento dialético, onde um fenômeno que acontece no cotidiano é contraposto por outro, e este por sua vez sofre uma diversa contradição gerando então um fenômeno agora transformado, resumo dos contrários que o antecederam, produto das adversidades que o geraram.
Assim é a vida de cada dia e de cada noite.
Vivemos por meio de contradições, que se guerreiam umas com as outras, gerando novos contrários e diferentes realidades contraditórias cuja síntese é um perfeito universo de experiências que tendem para o bem que fazemos e para a paz que vivemos, visto que a nossa natureza é boa originalmente, porque vem de Deus, e tudo o que ela cria e propaga caminha para a nossa felicidade e bem-estar, desenvolvendo em nós, de nós e para nós, e por nós, a boa liberdade que se identifica com o direito e o respeito vividos, a responsabilidade em nossas atitudes e relacionamentos, o juízo e o bom-senso em nossas atividades, o nosso equilíbrio mental e emocional, o controle da nossa cabeça e o domínio de nós mesmos..
Portanto, através de contradições sempre novas e diferentes vamos construindo a vida, articulando outras realidades e condicionando diversas experiências fecundas e profundas, sempre nesse processo dialético em que uma palavra produz palavras que se contrariam que por seu lado geram outras palavras que se contradizem, permitindo ao final a síntese de uma ótima ideologia transformadora, que então modifica para melhor os nossos ambientes de vida, metamorfoseando o nosso cotidiano, dando-nos pois a possibilidade de uma vivência mais ordeira e pacífica, mais fraterna e solidária, mais livre e feliz, mais saudável e agradável.
Viver portanto é contradizer e contradizer-se, o que nos propicia novas atitudes perante a realidade, diferentes olhares sobre o cotidiano, outras posturas sociais diante dos problemas, gerando-nos uma vida de possibilidades múltiplas e de alternativas diversas, mais rica em conteúdo e mais perfeita na sua experiência de cada instante.
Somos dialéticos.
Por meio da dialética, o mundo se desenvolve, a vida se processa, a realidade progride, o ambiente evolui, e crescem as nossas melhorias sempre mais abertas e libertas, renovadas e restauradas, recuperadas e regeneradas, em um movimento perene de grandes descobertas que se concretizam e de gigantescas revelações que nos surpreendem a todo momento.
Dialetizando, a vida se constrói.
Ficamos mais ricos.
Nos tornamos mais perfeitos.
Aumenta a nossa qualidade de existência.
Superamos limites.
Ultrapassamos obstáculos.
Transcendemos as barreiras dos preconceitos mentais e das superstições religiosas.
Vivemos então a excelência de uma realidade humana, naturalmente constituída e culturalmente desenvolvida.
Metamorfoseamos assim as nossas experiências e situações diurnas e noturnas.
Nos transformamos para melhor.
De bem com a vida e em paz conosco mesmo, vamos gerando novas dialéticas e fazendo das contradições presentes que aqui e agora se processam pontes para a felicidade, ferramentas de renovação interior e exterior e instrumentos de libertação material e espiritual, física e mental.
Que Deus abençoe pois as nossas dialéticas cotidianas.
24. O Controle alheio sobre nós mesmos
Mudanças temporárias
Transformações inconscientes
Metamorfoses involuntárias
Parece mesmo que a história da humanidade tem sido desde as suas origens mais remotas uma história de relações de poder, onde um sempre domina o outro, de tal maneira que o que eu penso é o pensamento alheio, os meus desejos já são desejados por outros, minha vontade já não é minha, pois sou manipulado por outras cabeças diferentes e até contrárias à minha, explorado pelos poderes de pessoas diversas que me hostilizam e querem sempre o meu prejuízo, monopolizado pelas adversidades e contrariedades do ambiente em que estou ou vivo a cada momento, dominado pelos pontos de vista de outrem, dependente dos interesses de outros seres que me olham com desdém, ignorando os meus direitos e a minha dignidade de pessoa humana, tornando-se então indiferente aos meus desejos e necessidades, e insensível às minhas dores e aos meus sofrimentos de cada dia, como que tentando roubar a minha alma e assaltar o meu corpo e o meu espírito, “chupando” como vampiros e sanguessugas o meu sangue inocente, destruindo pois a minha vida cheia de energia e estragando os meus talentos plenos de criatividade, capazes de me oferecer uma existência nova e liberta de tiranias de egos e de autoritarismos de poderes, que anseiam loucamente por me escravizar com todas as forças e me aprisionar com todas as covardias possíveis e injustiças cabíveis.
Vejam a que nível pode chegar a maldade humana, a loucura das pessoas que têm algum poder e a ruindade de seus arbítrios inflamados de maus interesses e más intenções.
De fato, o poder corrompe as pessoas.
Nesse processo de dominação, que inconscientemente observo em mim e através do meu eu, vejo mudanças acontecerem ainda que provisórias ou temporárias, sinto transformações que me deixam transtornado, alienado, irracional e irreal, experimento uma espécie de metamorfose interior onde minha vontade não é mais respeitada, minha visão de mundo não é mais aceita, e a consciência dos meus atos não é mais compreendida nem permitida por quem faz de mim objeto de seus desejos egoístas, coisa manipulável, instrumento de exploração e ferramenta capaz de me usar tendo em vista as suas intenções violentas e maldosas e seus interesses obscuros, alienantes e mortíferos, porque ao final de toda essa exploração interpessoal e interdependente, encontro-me “morto”, com a vida acabada, sem chances de recomeçar, sem oportunidades que me possibilitem sair dessa situação escrava cujas circunstâncias prisioneiras e que me carregam de algemas ideológicas e cadeias psicológicas realizam em mim de fato uma verdadeira “lavagem cerebral”, a partir da qual eu não mais existo, não sou nada, não tenho absolutamente coisa alguma, não sou mais uma pessoa comum, como qualquer outra que vem a este mundo.
Dependente dessa outra pessoa cujo poder me explora, manipula e monopoliza, modifico-me internamente, assumindo de ora em diante os conceitos e ideologias dessa pessoa poderosa, que faz a minha cabeça, dominando-me quase que totalmente, exercendo sobre mim com todo o arbítrio possível a força de me transformar em sua boneca de estimação ou em seu cachorrinho vira-latas, mudando desse modo o meu caráter e alterando assim a minha personalidade, a partir de agora sujeita a seus caprichos e interesses, arbítrios e intencionalidades, de tal modo que a minha consciência agora é a consciência do outro, assim como a minha vontade é a sua vontade e os meus desejos os seus desejos mais aviltantes e degradantes ao ponto de me colocar na “lata do lixo” da existência, no “buraco negro” de uma realidade triste e infeliz, e no “fundo sem fundo” do abismo do inferno.
Eis a intervenção alheia na minha subjetividade.
É a sua interferência arbitral, insensível e indiferente sobre o meu ego, a minha pessoa cuja dignidade e liberdade nos são dadas pelo Criador, o Autor da Vida, Deus e Senhor, que durante esse movimento de exploração alheia sobre mim vem observando os meus passos, na tentativa correta e direita de fazer justiça a meu favor oferecendo-me os benefícios de sua Divina Providência.
Tal dinâmica de sujeição, prisão e escravidão de uma pessoa pela outra exige de nós uma atitude comprometida e responsável capaz de derrubar esses limites de dominação e suas fronteiras de exploração de um ego sobre o outro, defendendo os direitos da vida e advogando os seus anseios de liberdade e felicidade em nome do Deus da Vida e Senhor da Justiça.
Que Deus nos ajude a ser justos diante dessa relação de poderosos e escravos, dando vitória à vida dos injustiçados, que como os outros merecem uma existência de dignidade e qualidade de vida cujo reconhecimento deve ser dado pela conjuntura da sociedade e o bom-senso das pessoas perante as quais essas realidades acontecem.
Sejamos justos.
Defendamos a vida.
Exaltemos a liberdade.
E que a vitória seja da felicidade.
25. Somos Dependentes/1
Inter-Dependência
Razão Social, Consciência
Coletiva e Inteligência Comunitária
Dependemos uns dos outros.
Temos necessidade de interagir e compartilhar nossas idéias e ideais, intenções
e interesses, símbolos e valores, imagens e vivências.
Em nossa realidade prática cotidiana, nos movemos e nos comunicamos, construindo a vida e destruindo a morte, criando iniciativas e oportunidades de comunicação, abertura de possibilidades, renovação de trabalhos, atividades, operações e exercícios sociais, políticos, econômicos e culturais, libertação de preconceitos e superstições irreais e irracionais, anti-culturais, impossaibilitando a negação, os contrários e as contradições de uma experiência do bem que se faz e da paz que se vive, do amor que se pratica e da vida que se partilha, se comunica, interagindo com as pessoas, favorecendo uma sociedade comprometida com a fraternidade e a solidariedade cuja saúde social e bem-estar coletivo se identificam com comunidades seguras e estáveis garantidas pelo respeito pessoal e a responsabilidade social e ambiental que devem assumir tais experiências existenciais comunitárias.
Precisamos uns dos outros.
Desejamos uns aos outros.
Necessitamos repartir nossas riquezas culturais, nosso abertura social, nosso compromisso político, nosso crescimento econômico e nossa consciência ambiental.
Dependemos uns dos outros.
Somos dependentes.
Somos inter-dependentes.
Nossa dependência física, mental e espiritual propicia a geração de favores e benefícios cujos frutos e consequências vêm ajudar nossa pobreza e miséria existenciais, tornando possível uma nova experiência de vida onde não se admitem excluidos e marginalizados, nem presos nem escravos, nem cegos nem doentes, mas sim construtores de saúde social e bem-estar coletivo, criadores do bem que se distribui e da paz que se partilha, interagindo então com situações reais cotidianas em que todos e cada um encontram as alternativas de ser feliz, alegre e contente.
Com otimismo e positivismo, animando as pessoas ao redor, motivando sua auto-estima e alto-astral, incentivando seus trabalhos e atividades em prol da coletividade, sua emergência social e emancipação política, sua pluridade cultural e seu desenvolvimento econômico, podemos realizar projetos de vida voltados para a construção da cultura da vida, do bem e da paz, ignorando os valores e tendências da cultura da morte, da maldade e da violência.
Porque dependemos uns dos outros, é possível construir melhores condições, relações e situações de vida, trabalho, saúde e educação para todos nós, fugindo de experiências negativas contrárias à busca de nossa liberdade pessoal e felicidade coletiva.
Nossa inter-dependência faz-nos responsáveis uns pelos outros, favorendo uma convivência socual em que o respeito e o direito vividos são os motores do bem-comum social, do bem-estar coletivo e da paz e do bem comunitários.
Que Deus, o Senhor, nos ajude em nossos projetos sociais, nossos planos econômicos e nossos compromissos políticos, nossas atividades culturais e nossos exercícios éticos e morais, possibilitando um futuro-presente de paz e saúde para todos nós.
25-A. Somos Dependentes/2
Inter-Dependente
Nestes 49 anos de vida, agradeço a Deus, o Senhor, a graça de ser dependente.
Dependente de Deus, o Senhor, em primeiro lugar.
Dependente da minha mãe, dona Glória da Conceição Rodrigues Gomes.
Dependente da minha família.
Dependente dos meus amigos.
Durante a vida, aprendi a ser dependente,
aprendi a ser pobre,
aprendi a ser amado,
aprendi a ser ajudado.
Percebi, tomei consciência, aprendi como é importante ser dependente.
Depender dos outros.
E os outros dependerem de mim.
Ser inter-dependente.
Manter essa inter-dependência.
Permanecer inter-dependente.
Dependermos uns dos outros.
Ajudar-nos uns aos outros.
Amar-nos uns aos outros.
Acho que Deus é assim.
Amar e ser amado.
Ajudar e ser ajudado.
Eu depender dos outros e os outros dependerem de mim.
Acho que esse é o sentido da vida,
a razão de existir,
a essência da existência.
Dependemos uns dos outros.
Somos pobres.
Graças a Deus.
26. O Respeito à Natureza
Respeitar-nos é a condição da ordem interior, da saúde quase perfeita, da felicidade biológica, psíquica e social, e do bem-estar material e espiritual, físico e mental, que buscamos e lutamos por viver nesta vida temporal e eterna, histórica e transcendente.
Se desejamos a paz interna e ficar de bem com a vida, então batalhemos por respeitar e levar a sério a natureza humana, assim como reverenciar os outros seres naturais como os animais e as plantas, que têm vida, e por isso merecem a nossa veneração e consideração.
Sejamos naturais.
Respeitemos a nossa natureza.
Sejamos compreensivos e procuremos entender os nossos limites naturais, as nossas condições humanas, as nossas diferenças sociais, as nossas definições temporais e os nossos determinismos históricos, assim também as regras da sociedade e os padrões de comportamento do homem e da mulher que o mundo nos impõe.
Nos respeitemos.
E respeitemos os outros.
E respeitemos a Deus em primeiro lugar.
27. Os Preconceitos Mentais e
as Superstições Religiosas
Tanto os bloqueios mentais – como os preconceitos – como os travamentos irracionais – como as superstições – assim igualmente as confusões da consciência e as complicações irreais, constituem limitações da vida humana no seu processo de construção de conhecimentos sólidos, de uma cultura forte e saudável, de idéias e ideais bem fundamentados em seus valores, virtudes e vivências, os quais sempre fazem o caminho do progresso físico e mental, material e espiritual, suportando nessa caminhada crescente e evolutiva choques de culturas diferentes e conflitos de mentalidades diversas, verdadeiros limites do desenvolvimento humano, naturalmente produzido e culturalmente articulado, enfrentando pois a violência da linguagem dogmática e de suas expressões fantásticas e imaginárias, representações portanto da irracionalidade inconsciente e da irrealidade plena de obstáculos em forma de palavras aberrantes e seus conceitos fechados e suas definições obscuras.
Essas travas da mente e tais bloqueios da racionalidade limitam a capacidade humana e sua criatividade, e as possibilidades que ela tem de se desenvolver em todos os sentidos da vida natural e existencial.
Superamos essas fechaduras da inteligência quando nos abrimos ao diálogo, renovamos nossas boas intencionalidades de crescimento interior e exterior, e nos libertamos de pessoas e ambientes contrários aos nossos bons propósitos de progresso em todas as áreas do conhecimento, da ética e da espiritualidade.
Através do debate, ultrapassamos essas barreiras da mente.
E transcendemos as fronteiras da miséria e da ignorância.
28. As Fechaduras das Prisões Ideológicas
Ao abraçarmos uma determinada ideologia de algum poder ou grupo partidário, esses conjunto de idéias que formam e representam a teoria de tal partido político, nos fecham para outros ideais, bloqueando nossa entrada simultânea ou não em outra esfera política, travando nossas alternativas de liberdade que poderiam ou não escolher outras, novas e diferentes ações partidárias, de acordo sempre com nossas opções ideológicas ou tentativas de abertura para diversas representações racionais de cunho politizante.
O que acontece é que nesse momento em que abarcamos essa representação ideológico-partidária nos fechamos quase que totalmente em uma prisão de idéias e valores, símbolos e imagens, práticas e vivências, que agora nos escravizam, das quais passamos a depender, por elas então manipulados em nossas consciências, dominados por seus arbítrios incontidos, explorados por suas tendências opressoras, oprimidos por sua violência desrespeitosa e monopolizados por seu universo sem saída, sem portas nem janelas, portanto, um mundo obscuro que na verdade nos aliena quase que completamente da realidade ao nosso lado e em torno de nós.
O Poder central do partido e sua ideologia política fecham as nossas liberdades, alternativas de saída e as nossas opções de abertura, aprisionando-nos em seu mundo de cadeias bem ordenadas e escravizando-nos em seu universo de cárceres bem organizados.
Limitados então por essas fechaduras, vemo-nos ludibriados por suas vantagens aparentes, enganados por seus interesses passageiros e desvirtuados por suas aberrações sem benefício algum para nós.
Nos limites da prisão e nas fronteiras da escravidão, tentamos derrubar suas fechaduras arriscando a nossa vida diante da violência do partido, do desvio da ideologia e da maldade do poder.
Nessa hora, só nos resta rezar.
Pedir a Deus a nossa libertação.
Salvar-nos de tamanha covardia e de tão cruel injustiça.
È difícil superar essas limitações, porém não impossível.
Precisamos de um pouco de malandragem.
E da ajuda de Deus, é claro.
29. A Escravidão psíquica e bio-social
Cegos internamente, doentes emocionalmente e escravos mental e socialmente, muitas vezes nos alienamos da experiência real cotidiana porque seguimos pontos de vista nossos e dos outros que na verdade nos tornam dependentes patológicos, pois assumimos idéias e valores doentios, que nos afastam de nossos amigos e familiares, nos isolam do ambiente em que vivemos, nos fazem pessoas solitárias, irrealistas e irracionais, inconscientes e imaginárias, enlouquecidas portanto por visões de mundo que nos são indiferentes, não tem nada a ver conosco, insensíveis aos nossos comportamentos, que ignoram nossos desejos e necessidades, mas que são atraentes para nós, fazem a nossa cabeça, conquistam o nosso coração, embora às escondidas riam da nossa cara, nos ignorem e desprezem.
Sofremos com essas humilhações involuntárias.
Adoecemos com esses interesses alienantes.
Dependemos patologicamente de tais iniciativas culturais, que não estão nem aí para nós, nem dão vez e voz para os nossos gritos de dores psicológicas e espirituais, sociais e biológicas.
Nossos gritos dolorosos na verdade não são ouvidos, todavia abafados por estranhos interesses e sufocados por esquisitas intencionalidades.
Escravos e dependentes, nos encontramos em uma rua sem saída.
Só nos resta então acordar, e recomeçar a nossa vida, refazendo a nossa cabeça, optando por outras interpretações da realidade que nos renovem interiormente e nos libertem externamente.
Sim, precisamos de uma outra cabeça.
Nova e diferente.
Desse modo, superaremos esses limites.
30. O Limite é o nosso
Equilíbrio e Bom-senso
Nas circunstâncias mais difíceis e quase impossíveis de viver, diante dos graves problemas e dificuldades do dia a dia, perante as situações mais críticas e dialéticas, tristes e angustiantes, aflitas e desesperadoras, como a doença de um parente ou a morte de um conhecido, o desemprego de um amigo ou a briga com a namorada, em quaisquer momentos de contrariedades em nossos relacionamentos e adversidades no trabalho ou dentro da família, em todos os instantes da existência cotidiana em que nos deparamos com conflitos e violências, maldades das pessoas e ruindades dos marginais e traficantes de nossa realidade atual, sempre nessas horas boas ou contraditórias devemos ter equilíbrio mental e emocional e usar o nosso bom-senso racional e consciente para bem administrar as nossas atitudes, bem ordenar os nossos comportamentos, bem disciplinar as nossas atividades e bem organizar os nossos exercícios da mente, do corpo e do espírito.
Sim, o nosso limite natural, humano e consciente, que nos faz viver bem e gozar com qualidade as boas coisas que a vida nos dá, que nos torna autênticos e transparentes em nossos atos sociais, políticos e econômicos, que nos transforma em bons cidadãos e cidadãs livres e felizes no interior de nossas sociedades, que realiza o nosso processo permanente de construção interior e exterior, a partir do qual podemos crescer humanamente, evoluir natural e culturalmente, progredir física e mentalmente, nos desenvolver material e espiritualmente, emergir socialmente, nos emancipar politicamente, dilatar a nossa boa compostura ética e aumentar o nosso compromisso com Deus e com a nossa comunidade, alargando com os outros os nossos laços de amizade, fraternidade e solidariedade, é sem dúvida alguma o nosso bom equilíbrio da mente e o nosso bom-juizo racional, ferramentas da natureza que o Senhor Deus se instrumentaliza para nos ajudar a ter boa saúde pessoal e bem-estar coletivo, configurando assim uma humanidade de bem com a vida e em paz consigo mesma.
Sensatos e equilibrados nos tornamos mais humanos, mais naturais e mais conscientes de nossos direitos e obrigações no meio da sociedade.
Eis o limite natural de nossa humanidade.
Conclusão
Compreendendo os nossos limites naturais e existenciais é possível respeitá-los em nós e nos outros, assumindo a partir de então um comportamento ético bem equilibrado, capaz de entendê-los e bem conviver com eles, propagando para todos a necessidade presente de tomarmos conscientização desse problema real, ajudando as pessoas ao nosso lado e ao nosso redor a saber a importância deles nessa hora atual da história da humanidade, tendo em vista a sua boa vida neste mundo e além, a sua ótima qualidade de vida e existência, as quais serão alcançadas com o nosso respeito próprio e alheio e com a responsabilidade de agirmos já em função do bem-estar de nós e de nosso semelhante.
Nos limites do nosso bom-senso, a nossa verdadeira saúde, a nossa real liberdade e a nossa autêntica felicidade.
Que então portanto nesse momento o respeito seja a nossa marca.
Que Deus nos ajude.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Juventude
O Código da Juventude
Jovem, quem és tu ?
Este trabalho de pesquisa se baseia nas últimas estatísticas do IBGE sobre o assunto, nas observações de analistas do comportamento humano, nas orientações de psicólogos e psicanalistas atuais acerca de problemas de relacionamento desenvolvidos por jovens de 16 a 27 anos de idade, o que refletem bem os questionamentos existenciais e as interrogações cotidianas desse período da juventude, que então vive no interior de uma sociedade brasileira bastante turbulenta, crítica e caótica, cuja problemática mental, física e espiritual se insere no conjunto de dificuldades e adversidades de um mundo globalizado fundamentado sobretudo no nomadismo das relações humanas e sociais, na cultura da mudança e do movimento que atravessa todas as nações modernas e todas as regiões locais e globais do Planeta, na mentalidade estudantil, jovem e adolescente alicerçada na violência urbana e rural, na agressividade das comunidades
e na aparência terrorista de grupos e indivíduos que fazem do horror de suas vidas e do pavor de suas atitudes a fonte de conflitos entre classes distintas, a causa da insegurança das ações empreendidas, a origem dos desequilíbrios no corpo, na mente e no espírito dessas categorias vítimas dos sonhos imaginários de quem faz de suas fantasias e loucuras mentais, irreais e irracionais o pretexto para expulsar os seus traumas e frustrações, destruindo assim as esperanças de um povo que luta por dias melhores em suas vidas de cada dia e estragando projetos de realidade que certamente trariam mais saúde de qualidade e maior bem-estar material e espiritual para muitas famílias responsáveis pelos desejos da juventude e sua batalha em prol da satisfação de suas necessidades naturais e culturais e a realização de seus anseios políticos, sociais e econômicos, razão de suas existências e sentido de suas vidas.
Em face dessa realidade acima exposta pergunta-se: jovem, quem és tu ? O que queres ? O que sentes ? Para onde vais ? Qual o sentido de tua vida ? Qual a razão do teu ser, pensar e existir ?
É o que procuraremos responder nas páginas seguintes.
1. Sonhador, como sempre
Desde criança e durante a fase da adolescência, o jovem estudante ou trabalhador começa a sonhar com realidades mais positivas e otimistas para suas vidas de cada dia, desejando mais qualidade de vida para si e para os seus, buscando anseios de realização vocacional e profissional, desenvolvimento de sua criatividade, de seus dons e talentos e carismas, produzindo projetos de abertura da sua consciência para novas realidades diante de si, renovação de seus valores, virtudes e vivências e libertação de preconceitos morais e superstições religiosas que aprisionam o seu caráter e obscurecem a sua personalidade, bloqueiam a sua mente e escravizam o seu corpo e a sua alma, manipulam o seu espírito tornando-o preso de ideologias alienadoras da realidade que o cegam espiritualmente, o adoecem fisicamente e o escravizam mentalmente.
Então o jovem sonha para procurar novas realidades libertadoras desse caos psicológico e ideológico onde a sua liberdade seja respeitada e valorizada como elemento de transformação social e cultural, política e econômica.
Desse modo, ele cultiva e desenvolve a sua liberdade, fonte de sua felicidade.
2. Sem perspectivas para o futuro
A Confusão das cidades, o desemprego em massa, a crise de valores éticos e espirituais, o excesso de informação, conhecimento e entretenimento, a nova era da internet e da informática e suas lan houses, a extravagância da mídia eletrônica e seus aparelhos de última geração, o intercâmbio positivo e negativo de culturas e mentalidades ao mesmo tempo, o conflito de gerações diferentes na família, na rua e no trabalho, a grande produção de conteúdos culturais novos e diferentes, as transformações da linguagem e dos discursos sobretudo artísticos, científicos e filosóficos, o surgimento de outras ideologias políticas e filosofias de vida que exigem da juventude compromisso, mudança e responsabilidade, os distúrbios familiares, os transtornos das relações amorosas, o individualismo exacerbado, o niilismo que cultua o vazio da vida e o nada da existência, o relativismo das idéias, valores e atitudes, o ceticismo de gerações que privilegiam a dúvida dos conhecimentos e a incerteza dos pensamentos, o indeterminismo filosófico que põe na berlinda da sociedade as instituições sociais e os modelos de autoridade competente, o ateísmo relativo que projeta no meio social seitas e cultos religiosos os mais variados, o desequilíbrio mental e emocional de muitos jovens que então perdem o domínio de si mesmos e o controle de sua racionalidade e consciência, perdendo-se em loucuras imaginárias e sonhos irrealizáveis, a ausência de atividades de emancipação financeira, a insatisfação sexual, vocacional e profissional, a irrealização de compromissos e responsabilidades cotidianas, a carência de afeto e a falta de amigos confiáveis, a cultura do descartável que assola as suas bases existenciais, a sua inquietude comportamental e velocidade de operações executáveis, a rapidez de suas transações relacionais, os relacionamentos confusos que mantém pelo caminho, enfim, todo esse fluxo de contradições e acertos que encontra em sua estrada diária de vida e seu complexo de tendências, limites e possibilidades, proporcionam à juventude contemporânea a experiência de um labirinto de dificuldades e contrariedades que exigem dela boas perspectivas de vida, novas oportunidades de existência e diferentes alternativas de comportamento individual e relacionamento social.
Os jovens buscam novas opções de vida
É a realidade de um mundo de transformações para melhor, é óbvio.
3. Perdido dentro de si mesmo
A Turbulência que reina fora de si mesmo igualmente está presente em seu interior provocando-lhe confusão mental e emocional e complicações irreais e irracionais, alienação da realidade, perdendo-se em anomalias da imaginação, que sonha com o real fantástico, incrível e extraordinário, colocando-o em um universo diverso do cotidiano, muitas vezes virtual ou digital, ou então imaginário, louco, demente, doente, longe de sua interioridade consciente, racional e inteligente.
Perdido em si, de si e para si, o jovem procura em quem se apoiar, busca segurança em alguém ou em alguma coisa, quer assim garantir a sua sustentabilidade. Eis então que aparecem os ídolos musicais, os mitos da arte e do cinema, os astros materiais e imateriais, os objetos de culto ou os deuses de adoração que tentam sustentar as suas bases existenciais, como uma tábua de salvação na qual o jovem se segura e apóia para sobreviver em meio à confusão da sociedade, perdida como ele no caos da violência e da maldade de grupos e indivíduos, que abraçam desse modo culturas de morte e mentalidades cujas ideologias apontam sempre para a alienação da realidade.
Ocorre nessa hora que a sociedade humana constituída por uma juventude aparentemente perdida sobre si própria apela para os ídolos em forma de artistas, músicos, poetas, atores de cinema, jogadores de futebol e astros do carnaval, como se fossem os deuses da salvação da pátria brasileira, ou os Messias salvadores da humanidade esquecida de si mesma.
Sem falar ainda dos deuses materiais sob o modo de política e suas ideologias, o dinheiro, o sexo, a família, o poder, a religião, a moral dos bons costumes, a ciência e a tecnologia, o computador e a televisão, o rádio e o cinema, a música e a novela, e assim por diante.
Nesse momento, o jovem procura se segurar em alguém ou alguma coisa, a fim de garantir a sua sobrevivência nesse mundo.
4. Comportamento Nômade
O Jovem de hoje vive um nomadismo permanente.
No interior de um mundo em constante mudança, com novos apelos de transformação e diferentes maneiras de metamorfose mental e emocional, física e espiritual, ele se comporta de um modo nômade onde a rapidez de seus movimentos e a velocidade de suas decisões e atitudes, ao lado de sua mobilidade incessante em que varia de lugar para lugar e de tempo para tempo, buscando assim viver a sua juventude cheia de sonhos e fantasias, todavia também de realidades cruéis e violentas, dentro das quais se insere no momento atual de sua sociedade à procura de uma identidade própria que revele o seu caráter original e autêntico e a sua personalidade transparente e verdadeira.
Nessa busca por autenticidade, ele se desloca quase sempre para satisfazer os seus desejos, anseios e esperanças e realizar as suas necessidades básicas, naturais e culturais, em meio a um contexto global de interatividade entre as pessoas e compartilhamento de idéias, conhecimentos e experiências que possam ajudar à humanidade a construir uma realidade de saúde positiva e otimista e de bem-estar generalizado onde se configuram a fraternidade universal e a solidariedade entre os povos.
Deste modo, os jovens atuais criam seus amigos pensando nesse intercâmbio de novas gerações que se completam, se enriquecem e se aperfeiçoam a si mesmas.
A Juventude moderna quer não só conhecer, porém também compartilhar os seus conhecimentos, interagir com os outros trocando idéias e ideais comuns, cambiando bons, novos e diferentes conteúdos de aprendizagem, uns ajudando aos outros na busca da felicidade completa, a partir da constituição de sua liberdade construtora e criativa, voltada para o bem que faz e para a paz que vive, a vida que ama e o amor que pratica sempre em comunidade, consolidando entre si a melhor maneira de distribuir bondade e concórdia para todos.
O Jovem atual gosta de ser nômade.
È assim que ele transforma tudo e todos, e realiza igualmente a transformação para melhor de si próprio.
Juventude é sinônimo de mudança.
Mudança que é o movimento construtor de novas e diferentes possibilidades para todos.
5. Mente Indefinida
Em seus instantes de rapidez imediata e velocidade nômade, o jovem se vê em um processo permanente de construção da sua consciência, ainda indefinida em sua natureza e indeterminada em sua constituição, precisando de experiência e maturidade na formação de seus valores éticos e espirituais, de suas virtudes morais e religiosas e de suas vivências sociais e interpessoais, onde procura interagir criando amizades que constroem e compartilhar suas práticas de cada dia, no sentido de tornar possível os bons relacionamentos que mantém com outras pessoas, comportando-se então de maneira digna e respeitosa, responsável quase sempre, ordeira e pacífica, fraterna e solidária, amiga e generosa.
Tal indefinição dos fenômenos de sua mente faz parte do processo constante de construção positiva de sua realidade interior, para o qual contribui efetivamente o intercâmbio de idéias e conhecimentos, vivências e experiências de seus colegas de faculdade, seus parentes e familiares de casa, seus amigos da rua ou do trabalho, e as amizades que vai construindo ao longo do caminho.
Pouco a pouco, com a sabedoria do tempo e a consolidação de seus princípios éticos e valores espirituais, vai se produzindo a sua racionalidade, que será boa ou má à medida em que abraçar ou não as boas experiências virtuosas de seu caminhar cuja essência necessita de uma boa experiência de Deus se é que deseja se tornar um bom cidadão no interior da sociedade em que vive, ajudando-a a crescer com estabilidade, progredir com constância e evoluir com coragem e determinação, desenvolvendo então a sua boa criatividade, os seus dons, talentos e carismas, colocando-os em prol da coletividade.
Vivendo assim se tornará uma pessoa feliz, a partir da construção de sua liberdade responsável e de seu comportamento equilibrado onde devem imperar o direito com o respeito, a ordem com a justiça, o bem e a paz, o juízo e o bom-senso.
Somente assim se dará bem na vida, terá amigos ao seu lado, receberá apoio dos colegas de trabalho e da família que o sustenta, crescendo forte nas virtudes praticadas, firme nas idéias que abraça e compartilha, corajoso nos empreendimentos que realiza, ativo nos trabalhos que desenvolve, esforçado nos empenhos que assume com compromisso e responsabilidade.
Eis o jovem de hoje.
Construtor de boas possibilidades para si e para os outros.
6. Atitudes Indeterminadas
Hoje, inseguro e instável, inconstante em suas ações, o jovem estudante ou trabalhador sofre com o indeterminismo de suas ideologias e experiências, achando-se assim confuso nos conhecimentos obtidos e turbulento nos pensamentos construídos, fruto de um ambiente de vida, família e trabalho, estudo e lazer, onde a lei é o desequilíbrio dos comportamentos e a norma é o desregramento dos relacionamentos, o vazio das informações e as dúvidas criadas pelas desordens mentais, pela indisciplina racional e prática e pela desorganização das idéias, símbolos e valores da consciência.
Desse modo, na vida cotidiana, vive a cultura do descartável em que no emprego pode ser mandado embora a qualquer momento, na família pode ser excluído do convívio de seus parentes, na rua pode entrar em conflito com conhecidos e ser vítima da violência de transeuntes, no supermercado pode lhe faltar o dinheiro necessário para fazer as compras, no jornaleiro pode discutir com colegas e se perder na confusão do debate, na padaria pode entrar em choque com o padeiro por não fazer boa apresentação das mercadorias postas nos balcões, no botequim ser criticado pelo excesso de cerveja no dia anterior, na farmácia reclamar por causa do alto preço dos remédios, e assim por diante.
Tudo isso configura o estado de indeterminação do estudante ou do jovem trabalhador em seu dia a dia, levando-o muitas vezes a fugir dessa rotina diária e buscar alternativas em outros lugares e diferentes momentos, optando às vezes pela mobilidade constante em seus afazeres, mudando-se toda hora a fim de distrair a sua cabeça, melhorar o clima a sua volta e aprimorar o ambiente antes discordante ali ora encontrado.
Tal estado de conflito e violência caracteriza bem a juventude moderna, que busca então novas oportunidades de fuga dessas realidades que lhe são contrárias, desenvolvendo pois atividades inúmeras tais como os jogos eletrônicos no computador ou no videogame, passeios turísticos e longas caminhadas no interior do Brasil, viagens ao exterior, esportes radicais, música e dança nas discotecas quase todo final de semana, cursos de atualização vocacional e de capacitação técnica e profissional, aulas na faculdade conquistadas com os vestibulares da vida e os ENEMs do cotidiano, ginástica esportiva, teatro e cinema, shows, eventos e espetáculos de ídolos famosos nacionais e internacionais, ou até refugiando-se nas drogas e no alcoolismo, na maconha e na cocaína, desestruturando assim a sua vida e desregulamentando a sua existência de cada momento.
Indeterminado, o jovem costuma perder o bom-senso das atitudes e o equilíbrio da consciência.
Torna-se então violento.
7. A Cultura do Descartável
Em nossos tempos atuais, assistimos cotidianamente ao império de uma filosofia de vida cujo centro de atenções é o que é útil, agradável e interesseiro; à predominância de uma mentalidade onde o que é mais importante é a rapidez dos negócios, a velocidade das informações e a aceleração de atitudes e comportamentos; ao privilégio de uma cultura tipicamente descartável em que o que existe aqui e agora já não existirá amanhã ou em outro momento e lugar.
Então, o que vale é o instante, a situação momentânea, as circunstâncias aparentes e contingentes, a instabilidade do que é transitório e provisório, deixando-se de lado total ou parcialmente os valores permanentes, a constância das ações éticas e espirituais, a estabilidade dos trabalhos, o equilíbrio da mente e das emoções, o controle da consciência e o domínio de si mesmo.
É a cultura do descartável.
Na política, os deputados e senadores mudam de partido a todo instante caracterizando a chamada infidelidade partidária.
Na economia, o intercâmbio de capitais valoriza o dinheiro mais forte, aquele que tem mais poder, o que configura maior influência social, desprezando os baixos salários, o desemprego e as más condições do exercício do trabalho.
No casamento, passando pelo namoro e a paquera até chegar ao noivado, prevalece a mulher descartável, que o homem hoje arranja na rua e no dia seguinte está dentro de casa. E, dali a um mês, ambos já se encontram separados, partindo pois para novas uniões e novas separações, cada qual defendendo seus próprios interesses e privilégios, e garantindo o melhor lugar no mercado de amores e desejos, paixões e traições.
Nas Universidades, nas escolas de ensino médio e no ensino fundamental prioriza-se a didática da velocidade onde o tempo de ensino é dinheiro e a economia do conhecimento é a palavra mais forte na hora das avaliações dos alunos e alunas, sem falar nos testes de curto alcance e no baixo repertório de conteúdo proporcionado pelas provas presenciais e online, dentro e fora da sala de aula, nas pesquisas rotineiras e nos debates em que há mais gritaria do que raciocínio ou argumentação de idéias.
Na área de saúde, os médicos e enfermeiros e quase todos os agentes sanitários preferem vez ou outra o mercado da doença, o lucro que os remédios podem propiciar, o crédito oferecido pelos planos de saúde, a sua carreira profissional e a qualidade dos salários que podem usufruir, negligenciando o lado humanitário da enfermidade, a consideração que se deve possuir em relação ao doente ou paciente, o conteúdo de conhecimentos que a ciência, a tecnologia e a medicina em geral oferecem diante de tantas pragas e vírus, bactérias e moléstias as mais diversas e contraditórias, as condições ambientais dos hospitais, emergências e clínicas de saúde e ambulatórios, ignorando-se inclusive a prevenção profilática em nome de paliativos que não resolvem nem atingem a raiz dos problemas.
No campo da tecnologia, observa-se o constante troca-troca de telefones celulares, rádios e televisões, assim como a mudança permanente de automóveis novos e usados ou a compra e venda de imóveis, casas e apartamentos com uma rapidez e ousadia que nos impressiona e nos deixa surpresos.
No trânsito das cidades, ou até mesmo na aparente tranqüilidade dos campos e meios rurais, nota-se a urgência de atitudes, a emergência de comportamentos, a “falta de tempo” das pessoas, o descontrole dos horários e a falta de alternativas diante da hora curta e do pouco espaço de tempo e lugar, o desequilíbrio do tráfego com engarrafamentos e congestionamentos, acidentes de carros ou atropelamentos, a “hora do rush” quando tudo fica parado, trancado e engarrafado no vai e vem de ônibus, trens e barcas, autos e metrôs, navios e aviões.
Nas ruas e avenidas das Cidades, as pessoas não se olham mais, há uma correria exagerada para fazer as coisas, falta diálogo nas empresas e escritórios, os namorados esquecem-se até de beijar na hora da despedida, os transeuntes andam apressados superando o tempo escasso e o ambiente alienante e alienado onde se acham naquele momento.
Enfim, a cultura do descartável na mente das pessoas faz todos correrem, serem velozes e acelerados, driblando a disciplina necessária na hora dos compromissos ou ignorando a responsabilidade diante da indispensável maneira de assumir as coisas, os trabalhos e as tarefas do dia a dia.
Também no esporte – o comércio dos jogadores e atletas nacionais e internacionais – como na arte e na filosofia sobressaem a mentalidade de quem produz conteúdos descartáveis e o ambiente de negócios desqualificados, incompetentes e sem a transparência ética devida perante o mercado do que é útil e rápido, incoerente e instável, inconstante e veloz.
Sim, hoje o mundo é descartável.
Nesse universo, reinam os espertos e caem as pessoas direitas e de respeito.
Imperam os malandros.
Tal ambiente descartável mexe também com a juventude em geral, aliás a principal vítima dessa cultura alienante e indeterminista, cética e duvidosa, incerta e incoerente, crítica e dialética, ignorada então pelos meios sociais como elemento improdutivo e desnecessário, inútil e niilista, o que produz nela conflitos de gerações e turbulências mentais e emocionais, confusões no corpo e na alma, e contradições espirituais e existenciais.
Atualmente, qualquer jovem, por preconceito da sociedade ou negligência das instituições, por ignorância das autoridades ou exclusão dos poderes constituídos, é em tese marginalizado em suas atitudes surpreendentes e em seus comportamentos instáveis e inseguros, como se fosse alguém sem voz e sem vez em muitos setores da cidade, e em muitos lugares e momentos urbanos e rurais.
Ser jovem não é fácil.
Seu convívio com a sociedade requer dele equilíbrio na mente, no corpo e no espírito, paciência diante dos contrários, tolerância e compreensão perante as adversidades diárias, boa atitude em meio às contradições sociais e culturais, políticas e econômicas.
Equilibrado e sensato é o jovem menos comum na sociedade de hoje.
8. Inseguro de vez em quando
Emitir opiniões sem fundamento algum, agir de modo inesperado ou surpreendente, fechar-se ao debate em sala de aula, esconder-se quando deveria expor-se em público, falar pouco e não discutir as notícias do dia a dia, obscurecer-se dentro de si mesmo, isolar-se dos amigos, parentes e familiares, fugir da realidade, buscar atividades alienando-se do cotidiano, procurar o seu individualismo próprio e a solidão quando precisaria estar em grupo ou em comunidade, não esclarecer certas situações injustas então ocorridas, desejar circunstâncias de risco onde se configure a gravidade de momentos de violência e agressividade, sonhar demais e realizar pouco, perder-se nas loucuras da imaginação que o eliminam do contexto real em que vive atualmente, desequilibrar-se e ignorar o bom-senso em algumas atitudes, descontrolar-se e ausentar-se de si próprio perdendo o completo autodomínio, assumir ações irreais e irracionais, faltar com a consciência nos comportamentos do dia a dia, brigar na escola e discutir com os vizinhos, soltar palavrões em demasia e xingar e violentar colegas ou conhecidos, entrar em choque com autoridades desrespeitando os superiores e seus poderes centralizadores, comprometer-se com a cultura da morte e a mentalidade baseada na maldade comportamental e na violência dos relacionamentos, não saber conviver com as pessoas em torno de si, tudo isso, enfim, demonstra a insegurança do jovem nos instantes do dia a dia e principalmente nos momentos de maior tensão e discórdia onde costuma perder a cabeça, irritar-se, ficar nervoso, e agir agressivamente.
Inseguro, ele busca garantias de vida e sobreviver diante dos ambientes de risco que suporta.
Com alguma malandragem, ele sustenta essa falta de segurança e ausência de equilíbrio mental e emocional.
Ele anseia por um lugar seguro na existência de cada hora e de cada instante.
9. Inconstante em certos momentos
Em algumas ocasiões, o jovem indivíduo se perde com atitudes inseguras, ações instáveis e comportamentos inconstantes, sobretudo na hora de assumir compromissos e abraçar responsabilidades, chegando quase sempre atrasado aos encontros marcados, esquecendo-se de documentos que deveriam ser mostrados naquele instante preciso, alienando-se do ambiente em que está naquele momento, “voando” ao lado das pessoas, faltando com a palavra junto a grupos de interesse e comunidades de ajuda e apoio, perdendo a dignidade e o respeito quando começa a falar de assuntos estranhos com temas esquisitos onde a ênfase é sobre violência urbana e péssimos relacionamentos que mantém com alguém, assumindo atitudes que envergonham os familiares, constrangem os amigos e desafiam as autoridades encarregadas de estabelecer a ordem em determinados lugares.
Tal inconstância no comportamento do dia a dia reflete uma juventude bastante alienada da realidade, que ignora seus direitos e lutas, deveres e obrigações, que foge de compromissos responsáveis, que não respeita quem quer que seja sobremaneira quem tem algum poder ou autoridade constituída, que perde o equilíbrio e o bom-senso em situações contrárias e circunstâncias adversas, que se descontrola violentamente quando está em grupo ou isolado, que não se domina nem sabe administrar razoavelmente o seu ego em relação aos outros.
Nesses momentos de insegurança pessoal e desequilíbrio social e ambiental é preciso que alguém o desperte para as suas responsabilidades sociais e o faça acordar para o respeito devido às pessoas a sua volta e que dele esperam atitudes dignas de um cidadão coerente com a sua boa consciência.
Esses transtornos da adolescência e anomalias da juventude caracterizam esse período caótico e turbulento, de pontos positivos e negativos, e que deve receber de seus protagonistas o compromisso com ações mais otimistas em sua vida, que revelem a todos o seu bom-senso racional e cordial, agindo sempre em prol do bem e da paz das pessoas em torno de si.
Se for bom e amigo das pessoas, o jovem certamente superará esses problemas, ultrapassará tais dificuldades e transcenderá realisticamente essas controvérsias e antagonismos do dia a dia.
Basta-lhe um pouco de bondade e concórdia.
Urge chegar mais perto de Deus.
10. Irrealista
Inserido em um contexto histórico local bastante complexo, confuso e turbulento, o jovem carioca e brasileiro carrega essas anomalias sociais, políticas e econômicas dentro de si, suportando em si as diversidades culturais e as contradições ambientais de uma Cidade e de um país emergentes, em vias de desenvolvimento, o que reflete nele as contingências temporais de uma nação que luta por melhores condições de vida e trabalho, saúde e educação, para todos os seus filhos, e ainda as contrariedades de relacionamento e os débitos de comportamento de pessoas aparentemente debilitadas, em crise de identidade, com o caráter transtornado e a personalidade ferida, tornando-o muitas vezes envolvido por sua própria capacidade de imaginar as coisas e os seres ao seu lado e em seu entorno, alienando-se então assim da realidade cotidiana a sua volta, assumindo pois condutas irreais e atitudes atemporais, revelando-lhe logo um certo estado de patologia que vai da doença mental à completa loucura da razão.
É assim que certas vezes o jovem de hoje se encontra perdido portanto em sonhos imaginários e em esperanças que não se concretizam, em anseios que não se realizam e em práticas que só o alienam do mundo real e atual que o cerca.
Tal realidade de sonhos e fantasias e de imaginações doentias se verifica por exemplo nos videogames e jogos eletrônicos onde o jogador se deixa envolver por um universo excêntrico, extravagante e irreal, que o expropria do lugar em que se encontra, o aliena do ambiente real onde está e o afugenta do convívio de pessoas, grupos e indivíduos que muitas vezes são os seus próprios familiares ou os amigos mais de perto, colegas de trabalho ou namoradas que há muito se relacionam com ele.
Irrealista em algumas horas, o jovem moderno então se esquece do momento presente, ignora o seu aqui e agora e não reconhece o local em que se encontra naquele instante.
Então, o jovem sonha alto, “voa” mesmo no chão, assume asas de avião e viaja dentro de si para longe de si próprio.
Vê-se pois completamente alienado.
11. Irracional
A Desrazão e suas conseqüências se traduz nessa etapa da juventude em opiniões não fundamentadas, em idéias desconexas e sem lógica alguma, na imaturidade dos ideais abraçados, na velocidade das informações prestadas, na rapidez de intuições sem raciocínios diretos, na inteligência que não pensa e se satisfaz com uma consciência bastante descartável, no silêncio que ignora a razão e desconhece a produção lógica dos conhecimentos, na falta de tempo para pensar em coisas boas e atitudes virtuosas, na ausência de idéias construtoras da boa racionalidade, na busca de valores inúteis e sem conteúdo algum, na procura por vivências cujas virtudes se apagam perante a dialética das experiências assumidas, na existência cheia de contradições vivas que favorecem os bloqueios mentais e a confusão dos raciocínios, na vida turbulenta onde a lógica perde para a ignorância das operações conscientes não desenvolvidas, na inconsciência dos pensamentos criados e na inconsistência dos ideais abraçados sem segurança alguma ou sem garantias de estabilidade em si mesmos, nos pontos de vista sem princípios e nos valores sem fundamento, nas práticas sem vida e nas experiências sem alma, no comportamento sem sentido e nas atitudes estranhas e esquisitas, nas ações truculentas e mórbidas que revelam a apatia de patologias comprometidas com o lado imaginário da consciência, na maldade que emburrece as pessoas e violenta os espíritos, na agressividade que nos faz ignorantes e perdidos nos obstáculos da boa racionalidade, na cultura de morte que nos cria barreiras obscuras que confundem a nossa boa inteligência, na carência de idéias que deveriam nos ajudar a superar os preconceitos mentais e as superstições religiosas, no vazio existencial que não ultrapassa os bons conteúdos de nossa boa espiritualidade, na dúvida da alma e na incerteza de pensamentos que não transcendem os transtornos da mente e as anomalias da razão, no nomadismo constante do corpo, da mente e do espírito, no imediatismo das ações impensadas e na rapidez das atitudes sem lógica definida, no indeterminismo das idéias concebidas, no endeusamento de símbolos naturais e imagens culturais que não precisam ser sacralizadas, no exagero de comportamentos radicais e na extravagância dos sentimentos vazios e na falta de transparência dos relacionamentos assumidos, na vivência de atitudes sem autenticidade, na inverdade de nossas racionalidades ocas sem princípios éticos e sem fundamentos espirituais originais, enfim, nesse complexo de turbulências mentais e emocionais, físicas e espirituais, se encontra a área desracional de nossas consciências, que tornam os jovens de hoje vítimas de sua própria ignorância, carentes de virtudes razoáveis e insatisfeitos com essa vida de caos generalizado onde as experiências embrutecem a inteligência e instabilizam a racionalidade, tornando-os seres impensantes, inconscientes e irracionais acima de tudo.
Eis o contexto de vida de uma existência onde o campo racional é superado pelas emoções do coração e os delírios da mente, as desrazões imaginárias e as idéias sem fundamento algum.
Essa a juventude atual.
12. Cordial, Romântico e Sentimental
Nessa idade de formação intelectual e desenvolvimento da racionalidade lógica e da consciência crítica e dialética, predominam o lado sentimental dos indivíduos, o romantismo de sonhos reais, a cordialidade das emoções experimentadas e o bom coração da juventude, que então articula momentos de música e arte, teatro e cinema, rádio e televisão, games e vídeos, jogos eletrônicos e instantes de internet, repertórios de computador e cultura de informática, ambientes digitais e virtuais, satisfazendo assim os seus desejos naturais e culturais, e realizando as suas necessidades humanas e cotidianas.
Nessa fase, o coração fala mais alto e a razão ainda está em vias de desenvolvimento, constituindo-se como inteligência operadora, dando lugar então ao fator sentimental das pessoas, às suas emoções mais fortes, aos seus anseios mais sinceros e profundos e aos seus desejos mais esperançosos.
É um tempo de sonhos que se realizam pouco a pouco.
Nesse tempo jovem, a sensibilidade é maior e os sentimentos são melhores que a inteligência, as emoções brotam à flor da pele e o romantismo torna-se até exagerado, produzindo as cordialidades de uma juventude que vai conquistando paulatinamente os seus espaços na vida e na sociedade, assumindo a sua temporalidade rica de repertórios culturais e plena de conteúdos de conhecimento, comprometendo-se com uma história de sucessos e realizações, de esperanças que não morrem, de realidades que são autênticas, verdadeiras e transparentes.
Eis uma época de vitória para o ser humano que sonha com realidades vivas, que podem ser verdade.
Essa a verdade de seus sonhos e a realidade de seu ser jovem.
13. Consciência Plural
Em meio a um mundo globalizado, de intercâmbios culturais em todos os sentidos, de ações interativas entre as pessoas e compartilhamento de bons conteúdos de conhecimento, o jovem atual vê sua cabeça carregada de possibilidades variadas, de fenômenos polivalentes e de essências racionais e conscientes que superam os limites das fantasias imaginárias e das loucuras doentias de companheiros que se deixam submeter aos arbítrios da imaginação, alienando-se da realidade em torno de si, vítimas de ideologias que manipulam as consciências, que exploram os bons sentimentos de grupos e indivíduos e que monopolizam as boas intencionalidades de cidadãos que só aspiram por uma sociedade justa e fraterna, livre e feliz, ordeira e pacífica, de bem com a vida e em paz consigo mesma.
Em tal processo de construção de mentalidades que ignoram a cultura da maldade e da violência, o jovem moderno, otimista acima de tudo e de pensamento positivo em relação à vida, de bom astral e auto-estima elevada, tem dentro de si um imenso complexo de conteúdos de idéias criativas e de essências de pensamentos gerados tendo em vista a sua boa saúde mental e emocional, física e espiritual, e o seu bem-estar material, no tempo de hoje e na história cotidiana, realidades que ultrapassam as fronteiras do dia a dia e mergulham para além da eternidade da alma e da felicidade do espírito.
Assim, o espírito jovem contemporâneo acha-se inserido em muitas realidades dentro de si, o que o faz assumir um intenso fluxo de mudanças e movimentos a sua volta e um grande e gigantesco manancial de fenômenos substanciais que ocorrem em sua mente positiva, transformando a sua consciência agora plural e multidimensional em um banco de dados de fecundas alternativas e profundas possibilidades, gerando-lhe as mais novas e diferentes oportunidades de progresso material e espiritual, de evolução física e mental, de crescimento interior e exterior, e de desenvolvimento de sua fértil criatividade onde sobressaem os dons de Deus recebidos, os seus talentos profissionais e os seus carismas vocacionais.
Sua cabeça, então, carregada de conteúdos de boas idéias e ótimos conhecimentos, plena de essências criativas e originais e cheia de substâncias inteligentes, de ordem racional e consciente, se torna verdadeiramente um complexo de inúmeras atividades e de intensas possibilidades, fazendo-o produtor de felicidade para todos, a partir é claro de sua liberdade opcional, fonte de qualidade de vida e excelência de existência para si e para os que se encontram ao seu lado e em seu entorno.
Desde então, um novo universo se abre para a juventude, essencialmente grande e diferente, do qual recebemos imensos favores e largos benefícios, créditos sem fim.
Sim, parece que Deus nessa hora também se faz jovem.
14. Emoções Múltiplas
Essa juventude pluralista, polivalente e multifuncional, no seu percurso real e atual, temporal e histórico, apresenta um estado de vida onde as emoções são numerosas e diversas, reagindo conforme o ambiente vivido ou o contexto natural e cultural experimentado, e de acordo ainda com a herança genética e biológica deixada por seus pais.
Em tal processo de reações emocionais a tristeza se articula com a alegria, a paz e a tranqüilidade fazem um troca-troca com a violência e a agressividade, a calma e o sossego contrastam com o cansaço físico, a fadiga mental e o esgotamento espiritual, o amor diverge do ódio e do ciúme, a vida se encontra em constante conflito com a morte, o bem e a bondade ignoram o mal e a maldade, a concórdia nega a discórdia, a luz contraria as trevas, a justiça caminha com a ordem e o respeito, o direito abraça a verdade e a responsabilidade, o equilíbrio beija permanentemente o bom-senso, disciplina e organização se juntam e se unem, saúde e bem-estar estão de mãos dadas, amigos se criam e a generosidade se constrói, a fraternidade segue a mesma estrada da solidariedade, em um vai e vem diante do qual os jovens fazem as suas opções de vida e escolhem as suas alternativas de existência, produzem boas idéias e ótimos conteúdos de conhecimento, estudam e trabalham em prol de um presente bom e um futuro melhor, em que todos se amem de verdade, se respeitem uns aos outros e se valorizem pelo que são e pelo que têm.
Nesse quadro emotivo buscado pela juventude moderna encontramos o reflexo de sua consciência positiva e a revelação de sua liberdade otimista.
Entre negativismos e positivismos, otimismos e pessimismos, os jovens caminham construindo o bem e a paz a sua volta.
É o lado humano e divino da juventude de hoje.
15. Estudante de mão cheia
A busca do conhecimento e o desejo de seu compartilhamento com os outros, jovens ou não, parece ser uma das grandes características da juventude hodierna.
Cada vez mais e melhor inserido no mundo da informática, através sobretudo das lan houses onde é possível conectar-se com a internet, a rede mundial de computadores, o jovem de hoje é um estudante nato, realizando pela rede pesquisas e trabalhos universitários, redações e monografias grandes ou pequenas, ou mergulhando em outras mídias eletrônicas, novas realidades digitais e diferentes ambientes virtuais, a partir de que produz grandes conteúdos de aprendizagem, repartindo-os com seus amigos e colegas de trabalho, parentes e conhecidos, por meio de álbuns de fotos, textos e músicas, vídeos e cinemas, áudios e imagens, entre tantas possibilidades que a cibercultura hoje lhe oferece.
Assim, o jovem estuda, pesquisa e conhece, para depois interagir com outras pessoas e com elas compartilhar seu mundo de idéias, seja em escolas de ensino médio ou faculdades e universidades espalhadas pelo país afora.
Surgem de vez em quando os movimentos estudantis com sua cultura de novidades permanentes e mentalidade de opções diferentes que a tornam pioneira na animação de grupos e indivíduos, original no incentivo aos tristes e desanimados, e entusiasta na motivação dos mais fracos e limitados na procura de melhores condições de vida e trabalho para todos.
Esse lado estudantil da juventude moderna se apresenta como algo próprio da natureza do ser humano em geral, refletindo pois a sua ânsia por conhecimento e produção de boas, novas e diferentes idéias, e poder compartilhá-las com a sociedade.
Sim, somos estudantes por natureza.
16. Na era da Informática e da Internet
Com a ascensão do computador nos momentos atuais, as possibilidades reais da internet e a novidade que representa a cultura da informática, o jovem moderno abriu-se a um grande e diferente universo de oportunidades, renovou a sua consciência cheia de surpresas e boas tendências e se libertou das prisões das tradições morais e religiosas, dos preconceitos das ideologias sociais e políticas e das superstições de culturas alienadoras da realidade em que vive.
De fato, a rede mundial de computadores tornou possível uma verdadeira abertura às novas e diferentes possibilidades da juventude.
Em rede, o jovem pesquisa e adquire ótimos conhecimentos, produz novas idéias e as reparte com os outros, interage com os internautas e com eles compartilha os seus conteúdos de ensino e aprendizagem.
Hoje, o jovem é fundamentalmente cibernético, nativo digital, conteudista e produtor virtual, realizando intercâmbios culturais com todos que participam de seus pensamentos, admitem os seus ideais e respeitam a sua ética comportamental, se comprometem com os conhecimentos que compartilha e assumem interativamente os seus valores éticos, as suas virtudes espirituais e as suas vivências existenciais.
Assim, a juventude no instante presente cresce sem parar, progride na sua consciência positiva, evolui na conquista de sua liberdade e de seus direitos civis, e desenvolve a sua criatividade fecunda ajudando outras pessoas a serem felizes na vida, como ela própria o procura ser.
Realmente, o mundo da informática hoje abriu os novos horizontes da juventude, deu-lhe mais razão de ser e sentido de vida, imprimiu-lhe uma outra disposição agora mais otimista em relação à vida, animou-a nos seus trabalhos e atividades cotidianas, motivou-a a crescer com estabilidade e sustentabilidade, incentivou a sua luta de cada dia, e entusiasmou-a no envolvimento e compromisso livre e responsável com as novas mídias eletrônicas, as diversas formas de arte e ciência como a música e o cinema, o rádio e a televisão, o que constitui aqui e agora um gigantesco tesouro da juventude presente, a partir de que pode construir um mundo mais justo e fraterno, uma sociedade mais livre e feliz, e uma humanidade mais ordeira e pacífica.
Os jovens internautas de hoje são a grande esperança das sociedades humanas atuais.
17. A Música como opção
Nesse período de constantes surpresas e novidades permanentes, a música para o jovem de hoje parece ser a sua grande marca, a sua opção mais fundamental, a sua alternativa mais excelente, talvez porque a sua idade favoreça o surgimento de grandes ideais e belos sonhos, onde a sua sensibilidade é mais forte, os seus sentimentos são mais profundos e o seu romantismo é bem mais original e autêntico, tornando-o uma pessoa cujo ser é sumamente radical em que as suas essências de juventude são mais criativas e sinceras, o seu pensamento busca incessantemente o novo e o diferente, a sua existência se faz mais aberta a outras tendências e possibilidades, gerando-lhe, apesar de seus limites naturais e de suas fronteiras culturais, imensas oportunidades de trabalho e conhecimento, de onde se produzem boas idéias e grandes valores, ótimas virtudes e vivências cordiais e racionais, mas sempre procuradas com o necessário equilíbrio e o vital bom-senso, paradigmas que o transformam em um indivíduo sério e responsável, direito e de respeito, talvez não muito comum nos tempos atuais.
Com efeito, também a juventude moderna anseia por viver uma boa vida baseada em atitudes responsáveis, no respeito mútuo, no compromisso razoável com o bem da sociedade em que vive, através de ações fraternas e solidárias, ordeiras e pacíficas, nas quais revela que está de bem com a vida e em paz consigo mesma.
Esses os jovens de hoje.
Brincalhões, mas responsáveis.
Humoristas, porém que sabem manter o respeito devido quando preciso.
Otimistas, todavia bastante realistas.
Positivos, embora saibam que o mal existe.
Bons e do bem quase sempre.
Pacíficos na maioria das vezes.
Amantes e apaixonados, sobretudo.
Eles desejam viver autenticamente.
Tal o sentido de seu ser, pensar e existir, hoje.
18. Ser artista quem sabe
Os traços característicos que identificam historicamente a juventude, sobretudo os jovens atuais, são definidos não apenas por sua estrutura biológica e seu sistema genético, todavia igualmente pela influência de seu meio ambiente de vida e trabalho, de relacionamentos constantes e comportamentos diversos, pela educação familiar recebida, pelos valores éticos e religiosos herdados de seus pais e colegas, pelo repertório cultural assumido durante a sua existência até aqui, pelas idéias produzidas e pelos conhecimentos obtidos, pelas virtudes praticadas e pelas vivências experimentadas, pela boa consciência que construiu até esse momento, por sua experiência na família e na escola, no emprego e na universidade, das quais sobressai certamente a sua qualidade artística, de onde opera seus esforços no desenho técnico, nas artes plásticas, na pintura e na escultura, na música e na literatura, na arquitetura e na engenharia, e assim por diante.
Como artista, o jovem cria as suas obras, produz boas idéias e desenvolve ótimos trabalhos, pesquisas e conhecimentos.
Tendencialmente, busca todas as formas de arte e cultura, assim como evolui na procura por discursos de ordem científica e tecnológica, histórica e filosófica, artística e religiosa, ética e espiritual, que articulem e possibilitem a interação entre o corpo, a mente e o espírito.
Eis o jovem hodierno: pluralista, polivalente, multifuncional, interativo, compartilhador, capaz de realizar ao mesmo tempo novos e diferentes intercâmbios culturais e sociais, políticos e econômicos.
19. Praticante de esporte
Esportes como Futebol, Voleibol, Basquetebol, Handebol, Ginástica, Natação e Atletismo, muito comuns hoje, têm a preferência de nossos jovens esportistas, com os quais aprimoram a sua saúde e bem-estar físico, mental e espiritual, desenvolvem as suas aptidões e anseios, desejos e necessidades, talentos e carismas, os dons recebidos de Deus e a sua natural criatividade, o seu lado vocacional e a sua área profissional para os quais segue a sua natureza específica de estudante ou de trabalhador já comprometido com o atual mercado de trabalho.
Nessas atividades, pode a juventude conquistar os seus direitos em sociedade, ganhar o pão de cada dia, receber um bom salário para as suas despesas pessoais, adquirir ótimas condições de vida e saúde, lutar por sua dignidade social, política e econômica, e lucrar com os estudos e conhecimentos que obtém ao longo desse caminho.
Desse modo, o jovem se sente mais cidadão e mais útil a sua comunidade local, capacitado para ajudar a humanidade na busca por melhores condições de bem-estar, saúde e educação para todos.
Então, ele se vê responsável, comprometido socialmente, emergindo economicamente e emancipando-se politicamente.
Já pode assim entrar na idade adulta mais seguro de suas opções de vida e mais consolidado nas suas alternativas de existência, diante das quais se abrem inúmeras oportunidades de trabalho e geração de capital para a sua sobrevivência enquanto cidadão brasileiro.
20. O Culto ao Lazer
Se o negócio é um programa de fim de semana, então lá está o coração da juventude participando de festinhas, discotecas, shows, grandes espetáculos, bailes funk, noitadas musicais, passeios, viagens de turismo, um filme de cinema, uma peça de teatro, um evento humorista, um festival de verão, uma rodada no Maracanã, um samba na Marquês de Sapucaí, o desfile das escolas de samba no carnaval carioca, musicais com dança e novela, temporadas de rádio e televisão, jogos eletrônicos e videogames, audiovisuais sobre temas divertidos e assuntos variados, enfim, gostar de brincar e se divertir, eis o prato predileto dos jovens de todos os tempos e de todos os lugares.
Além de distrair a cabeça, o lazer faz bem à saúde mental, física e espiritual, conduz ao bem-estar material, emocional e existencial, torna as pessoas mais contentes com a vida, mais felizes em viver e existir, mais alegres e otimistas, animando-se para o trabalho mais tarde, ou para uma bela noite de sono onde pode descansar de suas atividades e esforços por felicidade.
O Jovem gosta de ser feliz.
Ele ama a recreação, a distração e o divertimento.
Ali, ele sonha com projetos realizáveis.
Lá, ele concretiza os seus desejos de vida boa e esperança por melhores dias.
Eis o seu carisma fundamental, o seu dom especial, o seu talento extraordinário, a sua criatividade essencial, a sua vocação mais interessante, a sua profissão de saber jogar e se dar bem na vida.
É o jovem e sua cultura de lazer.
21. Efeitos da Globalização
O Fenômeno da Globalização também contagiou os jovens atuais dando-lhes mais interatividade em seus relacionamentos diários, permitindo-lhes realizar intercâmbios culturais com pessoas no mundo inteiro sobretudo por meio da internet, propiciando-lhes atividades compartilhadoras de seus conteúdos de conhecimento, ajudando-os a repartir e distribuir as suas boas idéias e grandes ideais dentro das esferas política, social e econômica, oferecendo-lhes oportunidades diversas de trabalho individual e coletivo, condicionando-lhes a criação de novos, bons e diferentes amigos, proporcionando-lhes o engajamento nos exercícios de fraternidade, solidariedade e generosidade entre comunidades locais, regionais e globais, o que na verdade tem trazido ao conjunto da humanidade maiores chances de sobrevivência e melhores condições de vida, saúde e educação para todos.
Globalizada, a juventude moderna opera hoje transformações radicais e essenciais no presente conceito de família, nos valores da sociedade em que se encontra, nas virtudes que pratica junto com outros grupos e indivíduos, nas vivências abraçadas com as quais nos abre para uma nova e diferente visão da realidade, uma outra interpretação dos seres e das coisas que estão a nossa volta, um bom entendimento de realidades que antes eram carregadas de preconceitos mentais e sociais e de superstições morais e religiosas, uma cabeça mais consciente e responsável, capaz de respeitar quem se acha ao nosso lado e em torno de nós, mantendo sempre o bom-senso da vida e o equilíbrio da existência diante dos problemas de cada dia e de cada noite e perante as contradições e as violências cotidianas com que convivemos a todo instante.
Graças aos jovens, somos mais colaboradores uns com os outros e mais cooperativistas, trocando idéias e conhecimentos constantemente, o que de fato nos causa maior bem-estar e melhor saúde física, mental e emocional, espiritual e existencial.
Globalizados, somos mais livres e responsáveis, mais felizes e respeitosos, mais fraternos e solidários, mais amigos e generosos, mais justos e equilibrados, mais ordeiros e pacíficos, mais sensatos e autocontrolados.
A Globalização nos trouxe mais liberdade, fonte da felicidade.
22. Conflito de Gerações diferentes
O Constante choque de idéias, valores e vivências entre pais e filhos revela uma juventude com caráter próprio e personalidade específica, com uma experiência de vida onde se reflete a busca da novidade permanente, o compromisso com a liberdade, fonte de felicidade, o desejo de uma outra perspectiva de vida e existência em que a visão da realidade é diferente da tradição familiar, se procura observar o mundo, os seres e as coisas com os olhos da bondade humana, da paz interior assumida com responsabilidade, do respeito mútuo através do qual se tenta encontrar uma sociedade mais digna e feliz, mais ordeira e fraterna, mais generosa e solidária, mais justa e direita, mais autêntica e verdadeira, mais transparente em suas atitudes e experiências do dia a dia.
Essa nova e diferente geração de jovens autênticos luta por uma humanidade de bem com a vida e em paz consigo mesma.
É uma juventude lutadora, que trabalha incessantemente para o bem e a paz social, política, econômica e cultural.
São jovens engajados na batalha da vida, na guerra cotidiana por melhores condições de vida e trabalho, saúde e educação para todos.
São jovens felizes por fazerem os outros felizes.
23. As transformações sociais, políticas e econômicas
A Cabeça da juventude hoje como sempre é o reflexo do seu meio ambiente natural e cultural, social e econômico, político e ideológico, ainda que o fator genético e biológico influencie o seu comportamento cotidiano.
Assim, as mudanças temporais afetam a consciência humana historicamente mutável, acompanhando o progresso da humanidade, os problemas urbanos e rurais como a violência das ruas e a agressividade das pessoas, os transtornos mentais e emocionais e as anomalias espirituais e existenciais, as alterações físicas e os movimentos de sua inteligência criadora, a sua produção de novos e diferentes conteúdos de conhecimento e as suas atitudes eticamente equilibradas ou não.
Observa-se portanto a relação biunívoca entre pensamento e realidade, um agindo positivamente ou não sobre o outro, definindo a sua estrutura do bem e do mal, e determinando a sua sistemática nem sempre otimista onde o que prevalece são os conflitos entre os bons valores da consciências e as experiências negativas de vícios que se sobrepõem às virtudes de sua idade, revelando o combate constante entre situações justas e injustas no meio da coletividade.
As vivências históricas, reais e atuais do seu dia a dia afetam a sua interioridade, em que a racionalidade humana tomará certamente o caminho bom de qualidade de vida ou se entregará à falta de bom-senso com ações que desvelam então uma imaginação doentia e um comportamento patológico.
De fato, as transformações externas contaminam bem ou não o lado interno da juventude.
Somos definidos pelas mudanças no meio ambiente e determinados pelos movimentos sociais, políticos e econômicos.
Somos partes da natureza e elementos de uma cultura permanentemente alterada, renovada e diversificada, que nos levam a compromissos com o bem das pessoas e a paz da humanidade ou nos encaminham para realidades contraditórias que se opõem à constituição natural do nosso ser, pensar e existir, e às consolidações espirituais de nosso corpo, mente e espírito.
Pertencemos ao mundo que se transforma dentro e fora de nós.
24. Entre a Cultura da violência e a Mentalidade do bem e da paz
Esse período real e atual da juventude moderna é atravessado constantemente por duas realidades que se opõem e se contradizem diariamente, mostrando de um lado a força do bem que constrói e da paz que acalma, e por outro lado a cultura da violência presente e insistente nas ruas urbanas e nos campos rurais, a agressividade de grupos e indivíduos que cultuam a maldade das atitudes e a guerra das relações, dividindo a sociedade presente entre os construtores da ordem social e os destruidores da paz pessoal e do bem coletivo.
Também os jovens de hoje estão aqui e agora diante dessa alternativa concreta: ou adoram a Deus ou abraçam o diabo em suas vidas de cada dia.
A Tendência natural é a de que os moços se comprometam com o amor e a vida de todo instante e ignorem as contradições do meio ambiente em que vivem, desprezem o pessimismo das pessoas que estão ao seu redor e menosprezem o negativismo de quem hoje está de mal com a vida, inseguro em sua existência diária, intranquilo perante os problemas da realidade e instável física e mentalmente, inquieto nas situações adversas e irreverente nas circunstâncias contrárias.
Os jovens atuais precisam de Deus.
Somente desse modo manterão o seu entusiasmo apaixonante, sustentarão a sua alegria contagiante, consolidarão o seu otimismo positivista e tornarão estáveis a sua maneira de ser feliz e o seu jeito sereno de ser contente com quem quer que seja.
O Bem e a paz naturalmente acompanham a juventude de ontem, de hoje e de sempre.
Apenas a sua cultura real e diversificada pode desfazer esse quadro animador.
25. Poético e Eclético
Outros de muitos caracteres que identificam a juventude real e atual do mundo moderno são sem dúvida o seu lado poético de encarar a vida de cada dia e o seu modo eclético de conviver com as pessoas que estão ao seu lado e em torno de si.
Poeticamente, o jovem de hoje se faz de artista para amenizar as contrariedades da vida, suportar os sofrimentos diários e animar o seu cotidiano cheio de oportunidades, alternativas e possibilidades, tornando assim mais otimista e alegre o seu contato permanente com as pessoas, o seu convívio com os problemas da realidade e os seus relacionamentos de lazer e trabalho, de família e de rua, de escola e sociedade.
Ecleticamente, o jovem hodierno busca diferentes idéias mas que sejam boas em diversas ideologias políticas, em novas ou antigas filosofias de vida, em variados universos culturais e musicais, abstraindo pois desses campos de discurso plenos de repertórios de ótimos conhecimentos o que de melhor possuem, para depois constituir as suas próprias teorias e práticas baseadas nesses mundos ideológicos e psicológicos carregados de saberes de qualidade que possam moldar as suas ações e modelar as suas atitudes, o que lhe dará condições suficientes para bem viver em sociedade.
Assim, o cidadão da bela idade se faz de artista e poeta para bem suportar a vida e oferecer uma direção otimista e positiva a sua existência, ao mesmo tempo em que se torna eclético nas idéias que abraça e nos conhecimentos que mantém a fim de administrar bem a sua consciência em formação e trabalhar melhor o seu comportamento em meio à sociedade, diante de uma humanidade em mudança constante e móvel, disposta a assumir responsavelmente os novos e bons valores de sua mente pluralista e as grandes virtudes de suas experiências culturais, tendo sempre como foco principal o que eles podem nos ajudar em termos de bondade e respeito às pessoas, fraternidade e solidariedade entre comunidades que caminham juntas, embora muitas vezes desunidas.
Desse modo, o jovem atual carrega a sua existência de cada dia com leveza de alma e serenidade de corpo, doçura de espírito e suavidade mental e emocional, física e espiritual.
É o jovem caminhando assim com as suas próprias pernas, ajudado pelas novidades da vida e os detalhes e as diferenças de sua existência de todo momento.
Dessa maneira, ele é mais forte nas adversidades, aberto diante das prisões ideológicas, novo em relação aos seus bloqueios mentais e livre de suas escravidões psicológicas, superstições morais e religiosas e preconceitos da sua mente tradicional que agora e sempre apela para a sua liberdade, fonte da verdadeira felicidade.
Em nome da liberdade, ele empreende pois todas as suas mudanças e atividades.
26. Crítico e Dialético
O Fato de estar em uma época de vida cheia de surpresas, novidades, tendências, alternativas, possibilidades e oportunidades, faz com que esse cidadão jovem carregado de esperança, sonhador e pleno de desejos e anseios, critique os modelos antigos e tradicionais de valores e culturas voltadas para a mentalidade do passado, que ainda não se abriu para as novas perspectivas de uma sociedade em permanente mudança, que quer crescer moralmente, progredir espiritualmente e evoluir física e mentalmente, desenvolver a sua fecunda criatividade, os seus dons naturais e os seus talentos culturais, os seus carismas políticos e sociais, a sua emergência financeira e econômica, a sua emancipação ética, em meio a um ambiente propício a movimentos de libertação ideológica e psicológica, comprometidos com o bem da sociedade e a paz da humanidade, com a fraternidade universal e a solidariedade entre os povos, com a boa saúde das pessoas e o bem-estar geral das comunidades que aspiram por maior qualidade de vida e melhores condições de trabalho e emprego, saúde e educação.
Embora crítico das tradições antigas e dos modelos de estabilidade institucional, os jovens de hoje também se vêem dialéticos, caindo muitas vezes em contradições morais, espirituais e existenciais, pessoais e interpessoais, individuais e coletivas, o que os torna vítimas de princípios mais firmes e mais sólidos que ainda imperam no conjunto das sociedades humanas.
Então, suas bases teóricas e seus determinismos comportamentais se chocam com os fundamentos consolidados de um sistema social bem estruturado que não aceita o seu entusiasmo renovador nem coopera com suas motivações aparentemente libertadoras.
Assim, crítico das coisas antigas e deficiente diante de princípios consolidados da sociedade em que vivem, esses jovens vivem a crise da mudança, estão na berlinda de valores que ainda não se renovaram e se perdem em vivências que estão longe de garantir os seus direitos de cidadão emergente e que luta por um lugar na estrutura dessa mesma sociedade que parece rejeitá-lo.
A Juventude então luta para sobreviver perante o império das autoridades competentes e seus modelos tradicionais de estabilidade constitucional e institucional.
27. Eustático e Insofismático
Tal momento da juventude é construído com eustaticidade – busca-se o mais profundo fundamento das coisas – através de um caminho insofismático e autêntico, verdadeiro e transparente, bases do seu edifício inovador, criativo, original, surpreendente, libertador...
Eis a essência do ser jovem: a sua autenticidade.
Com ela, eles abrem o seu caminho, renovam as suas possibilidades e esperanças, e se libertam de seus preconceitos e superstições.
A partir dela, tornam-se justos, vivem uma vida de direito e de respeito, constroem a paz de suas vidas em formação.
Dela, nascem os bons valores de sua consciência e as boas virtudes de sua experiência.
Sem ela, não é possível a liberdade e a felicidade.
Em função dela, produzem as suas atividades diárias, dirigem-se a shows, eventos e espetáculos, cultuam os seus ídolos musicais e abraçam as suas ideologias políticas e sociais, criam os seus trabalhos cotidianos e geram os seus conhecimentos carregados de ótimo conteúdo.
Eis a juventude na sua essência vital, na sua substância real e atual, no seu ser fundamental, no seu pensamento básico e na sua existência temporal e eterna.
Por isso, somos eternos jovens.
Porque a nossa natureza humana traz em si essa fonte de vitalidade e eternidade que não perderemos jamais: o seu anseio pela verdade, por ser sempre autêntica em suas ações, paixões e decisões, a transparência de sua ética comportamental, a sua eustaticidade.
Somos insofismáticos.
28. A sua transparência ética
A Idade jovem é um tempo de verdades abraçadas e de certezas assumidas com transparência ética e autenticidade espiritual.
Nesses momentos de surpresas e novidades adquiridas, e diante das transformações ao seu lado e em torno de si, o ser jovem se torna mais feliz e satisfeito com esse estado de metamorfoses provocadoras de sua liberdade, fonte da verdadeira felicidade.
Eles se fazem mais sensatos diante dos problemas cotidianos e mais equilibrados perante os conflitos e as dificuldades do dia a dia.
É a juventude moralmente bem e espiritualmente feliz e em paz com os seus semelhantes.
Tal transparência de virtudes praticadas e de experiências realizadas com sucesso em sua trajetória de vida, faz com que as pessoas mais jovens se transformem em sujeitos fraternos uns com os outros, mais amigos da sociedade a que pertencem e mais solidários com os seus, ajudando-os sempre a terem mais qualidade de vida e riqueza de conteúdos sociais e culturais que se identificam com a sua saúde pessoal e o bem-estar coletivo.
Mais autênticos, os jovem se tornam indivíduos felizes, e assim fazem igualmente os outros felizes.
Essa a liberdade conquistada por essa juventude que faz da verdade a chave da sua liberdade, base da felicidade verdadeira que vive no convívio com os seus parentes, amigos e familiares.
Eis o que faz o jovem feliz.
A sua autenticidade.
29. A sua espiritualidade natural
Algo que faz parte da essência da juventude é a sua natural busca de Deus, o respeito pelas coisas sagradas e a valorização do além, da imortalidade da alma, da eternidade do espírito e da infinitude do tempo que se faz eterno, ainda que não entenda bem esses entes espirituais nem compreenda razoavelmente essas realidades transcendentes.
Todavia, o jovem de hoje procura naturalmente a Deus, Aquele que é o Fundamento de todos os fundamentos, que responde a todas as suas perguntas existenciais e soluciona todas as suas dúvidas e incertezas de ordem psicológica, social e espiritual.
Naturalmente, os jovens modernos anseiam pelo infinito, desejam mergulhar já na eternidade futura do além e viver autenticamente as realidades que superam o tempo e a história, ultrapassam os limites do pensamento humano e transcendem o ambiente de aqui e agora, nesse contexto de temporalidades que se contrastam e se interrogam, e de historicidades que refletem os apelos do eterno e das realidades infinitas que se encontram acima de nós.
Assim, experimentam já a Divindade sob as limitações das realidades humanas e naturais, temporais e históricas.
É o jovem transcendendo a si mesmo, uma das características substanciais da juventude dos tempos atuais.
Os jovens querem se superar.
Vivem aqui e agora a superação de si mesmos.
É uma marca da sua transcendência.
É um reflexo de Deus dentro do coração da juventude.
Naturalmente, ela deseja se ultrapassar a si mesma.
É a juventude transcendente de nossos dias de hoje.
30. Projetos nem sempre concretos
Muitas vezes, em sua jornada de existência e trajetória de vida, os jovens ficam mais nos sonhos do que na realidade. Então, se alienam, não participam de seu momento histórico, não comungam com os problemas da sociedade a que pertencem, entregando-se a um mundo de perspectivas onde reinam o fator imaginário da consciência, a irrealidade de seus comportamentos e a irracionalidade de seus pensamentos bem longe de terem concretude no convívio com o seu ambiente social, político, econômico e cultural.
Fogem assim para a arte e a música, o teatro e o cinema, se envolvem em eventos e discotecas, baladas da noite e prazeres da madrugada, paqueras improvisadas e namoros descartáveis, fazendo dos sonhos a sua realidade mais viva e verdadeira.
Isso reflete a sua fuga de compromissos dentro da sociedade.
Preferem ser sonhadores, não querem sofrer as amarguras da realidade nem sentir o lado triste da vida e a angústia do trabalho em meio a problemas sociais, conflitos políticos, intempéries culturais e inadimplências econômicas.
Talvez seja essa a questão mais problemática do atual instante da juventude moderna.
Perder-se em sonhos irrealizáveis.
Misturar-se com a confusão de uma sociedade que complica a sua cabeça e só lhe causa transtornos mentais e emocionais, e distúrbios psicológicos e espirituais.
Sim, esse é o grande problema da juventude de hoje.
A Alienação da realidade.
A Fuga de compromissos.
A Irrealidade de suas práticas.
A Irracionalidade de sua consciência.
Nesse sentido, diz-se que os jovens estão doentes.
Porque encontram também na internet uma oportunidade para fugirem da realidade feita de interrogações sérias que exigem uma resposta responsável e uma atitude de respeito de quem padece de tal problemática real.
São os jovens alienados.
31. Ações polivalentes
Um dos registros comportamentais que marcam a presença da juventude em nosso meio, hoje, é a sua capacidade operacional de realizar ao mesmo tempo muitas tarefas e diversas atividades, mostrando na prática o seu poder polivalente de bem concretizar as suas experiências cotidianas no interior do convívio com os que estão ao seu lado e em torno de si.
Assim, os jovens sabem trabalhar com várias alternativas simultâneas de ações e operações que interagem entre si, se completam umas com as outras, se enriquecem mutuamente, fazendo intercâmbios culturais, sociais e artísticos que revelam a reciprocidade de seus conteúdos de conhecimento, compartilhados por entre parentes, amigos e familiares, colegas de emprego e garotas cuja paquera é feita algumas vezes segundo padrões descartáveis onde o seu fundamento é a instabilidade de emoções e a transitoriedade de idéias e valores quase sempre inconstantes, inseguros e relativos, ainda que tal juventude possa igualmente se sustentar a partir de princípios estáveis, permanentes e absolutos, consolidados certamente de acordo com a formação familiar e a cultura ambiental obtida em sua trajetória de vida e jornada de existência feita através de transformações nas sociedades em que vivem atualmente.
Tal mundo de metamorfoses sociais e econômicas, políticas e culturais, fazem a cabeça dos jovens, que tentam deste modo se virar como podem dentro dessas comunidades mutáveis cujo movimento de mudanças e alteridades, mobilidades permanentes e realidades sem estabilidade os tornam sujeitos a um contexto de interesses que não se sustentam e não possuem a garantia interior de ideais consolidados com o tempo e segundo o bom ambiente de bem e de paz em que deveriam viver e existir cotidianamente.
Sim, os jovens são polivalentes.
Tal característica hodierna reflete a sua disposição de ajudar a construir um mundo melhor de boas tendências para a sociedade e de grandes possibilidades para as comunidades a que pertencem, de ótimas alternativas de trabalho para os seus companheiros de caminhada e de excelentes oportunidades de compromisso sério e responsável com as pessoas que os cercam.
Talvez seja essa hoje em dia uma gigantesca novidade na vida da juventude moderna.
É o jovem multifuncional.
32. Muitas tarefas para uma só cabeça
Esse fluxo de tendências positivas e de possibilidades reais que tornam os jovens pessoas engajadas em seus sonhos cheios de esperança e em seus projetos carregados de realidade, transformam eles em núcleos polivalentes de construção de novos e diferentes conteúdos de conhecimento e em centros geradores de várias alternativas de trabalho e diversas oportunidades de compromisso com a sociedade em que se inserem cotidianamente.
Deste modo, eles realizam muitas coisas ao mesmo tempo, resolvem conflitos e solucionam problemas segundo a sua visão ainda imatura da realidade, produzem atividades de acordo com os gostos e os dotes de sua natureza surpreendente feita de emoções que se expandem e de atividades que enriquecem psicológica e espiritualmente a si e aos outros.
Vivendo a globalização dentro e fora de si mesmos, eles experimentam esse complexo de intercâmbios culturais, sociais e ambientais em seu entorno, compartilham idéias, sentimentos e práticas uns com os outros, e fazem da interatividade de relações que se criam e de comportamentos que se geram o seu universo de cooperações mútuas e de colaborações recíprocas em torno de uma temática que envolve a boa saúde e o bem-estar da juventude em geral.
De mente multifuncional e de consciência bastante polivalente, ele, o jovem atual, comunga com eventos e atividades transformadoras para melhor de sua realidade dinâmica, participa de shows, discotecas e espetáculos que movimentam a sua criatividade inovadora, cultiva sons e imagens, músicas e cinemas construtores de novas e diferentes experiências de aprendizagem, educando-os assim para a vida cotidiana e preparando-os para o que der e vier em termos de trabalho e emprego, sexo e família, casa e amigos, rua e choques com as gerações passadas com quem debate e toma iniciativas em face do seu presente e futuro no interior da humanidade.
O Jovem hoje é um complexo de possibilidades.
Sua cabeça é um mundo fecundo e profundo de transformações radicais que se reflete nos grupos e comunidades onde se encontram.
Suas atividades são metamórficas.
33. Dinâmico e mutável
Em meio a transformações radicais que se processam no interior das sociedades a que pertencem, os jovens de hoje se acham dentro de um movimento transitório ou não de suas estruturas mentais, emocionais e espirituais em constante mudança, acompanhando assim a realidade que os cerca, o ambiente social que os envolve e o contexto político, econômico e cultural em torno dos quais giram a sua vida cotidiana e a sua existência inovadora e cheia de surpresas do dia a dia.
Os jovens pois mergulham nessa realidade de metamorfoses profundas que alteram bem o seu ego e o seu interior, fazendo-os mais sujeitos à mutabilidade de seus corpos, mentes e espíritos.
A Juventude então realiza a sua mudança para melhor de seus valores morais e religiosos, de seus princípios éticos e espirituais, configurando assim em si e nos outros maior bem-estar pessoal e coletivo, e saúde existencial identificada com as raízes de uma sociedade voltada para o bem de sua gente e a paz de suas comunidades, fugindo da violência urbana e rural e das agressividades psicológicas e sociais que a tornam patologicamente enfraquecida.
Surge pois a juventude comprometida com mudanças permanentes e transformações constantes, assumindo em si a construção de um mundo mais justo e humano, fraterno e solidário, ordeiro e pacífico, saudável e agradável.
Sim, os jovens são agentes transformadores de suas realidades cotidianas.
34. Movido pela esperança
Parece que o ser humano em geral costuma fazer da esperança por dias melhores o motor da sua existência cotidiana, capaz de empurrá-lo para frente e para o alto, animá-lo na prática das virtudes e dos bons valores e princípios da sua consciência, motivá-lo a caminhar construindo o bem e a paz a sua volta, incentivá-lo a estar bem socialmente seguindo as normas da sociedade em que se insere no dia a dia e abraçando as regras mentais da sua racionalidade transformadora para melhor das realidades diárias e noturnas ao seu lado e em torno de si.
Também os jovens vivem de sonhos e praticam a esperança, criam fantasias e imaginam realidades que possam viver e experimentar dentro de um presente e futuro bem próximo.
A Esperança move a juventude.
Com ela, se entusiasma para construir o que é bom para si e para os outros.
Sem ela, não tem desejos nem consegue suspirar por tempos cheios de vida, que a tornam mais saudável e agradável, mais otimista e alegre, mais sensata e equilibrada.
Os jovens precisam de esperança.
Não só eles, como todos nós.
35. Novos tempos, novos valores
Com o ritmo e o processo de transformações que se operam em todas as esferas das sociedades humanas de hoje, seja na área política e social como no campo econômico e cultural, observamos que novos tempos estão surgindo, novos valores se vêm criando, novos princípios se produzem, novas regras se estabelecem e novas normas se consolidam.
Com essas comunidades temporais e históricas, locais e regionais, e globais, os jovens crescem, progridem material e espiritualmente, evoluem física e mentalmente.
Através de sua criatividade original, com seus pontos de vista diferentes, equipados com seus talentos naturais e carismas que a vida lhes concedeu, obtendo uma diversidade de conhecimentos fecundos e profundos, participando de ações comunitárias e de eventos esportivos e artísticos, políticos e religiosos, comungando com gerações de outrora e com o presente e o futuro das novas investigações científicas e variadas conquistas tecnológicas como a internet, o rádio e a televisão, os jovens atuais vivem no momento a sua própria metamorfose circunstancial, onde se abrem para novas perspectivas de vida, outras alternativas de existência e diferentes oportunidades de emprego e trabalho, de relacionamentos saudáveis e de comportamentos agradáveis aos olhos de todos.
Deste modo, a juventude adquire para si e para os outros valores mais consistentes e princípios mais firmes e fortes.
Surgem hoje pois jovens mais preparados para essa realidade de mudanças e de movimentos transformadores dos ambientes vividos e dos contextos experimentados, diante de um mundo globalizado que deles exige um compromisso responsável com o bem-estar de suas comunidades e a saúde individual e coletiva das sociedades humanas a que pertencem.
Temos uma juventude também mais séria e que merece o nosso devido respeito.
São jovens comprometidos.
36. Diferentes virtudes, diferentes vivências
Boas coisas também têm os jovens de hoje.
Suas virtudes do bem que fazem e da paz em que vivem.
Suas experiências de respeito mútuo e de responsabilidade recíproca.
Suas vivências de bondade e de concórdia.
Suas práticas de fraternidade e de solidariedade, amizade construída e generosidade em comum.
Seus comportamentos de amor e vida onde namoram e paqueram sem parar.
Seus empenhos de trabalho criativo e de esforços por ajudar as pessoas ao seu lado e em torno de si a ser alguém na vida.
O Amor à família e o desejo de ter amigos e de ser amigo de outros.
Sua visão aberta da realidade.
Sua ânsia de renovação de costumes, hábitos e atitudes.
Sua busca por libertação dos preconceitos das gerações passadas, das tradições dos mais velhos e das superstições religiosas e obstáculos morais das sociedades em que vivem.
Sua abertura a novas tendências e diferentes possibilidades em termos de cultura e conhecimento.
Sua procura por liberdade e felicidade.
Sua crítica às barreiras da sociedade quanto à liberdade de expressão e manifestações de valores estabelecidos e princípios consolidados que eles às vezes questionam.
Seu amor a Deus.
Sua autenticidade.
Sua verdade existencial.
Sua transparência ética e espiritual.
Seu desejo de viver.
Seu gosto pela vida.
Seu lado artístico e musical.
Seus momentos recreativos e esportivos.
Seus instantes de lazer.
Sua ajuda aos pobres e menos favorecidos.
Suas ações favoráveis à dignidade humana e aos direitos dos grupos e indivíduos por mais saúde e bem-estar pessoal e coletivo.
Sua ânsia por novidade.
Seu desejo por eternidade.
37. Cheio de tendências e pleno de possibilidades
O Fluxo de atividades e seu complexo de transformações e intercâmbios culturais, sociais e ambientais, políticos e econômicos, tornam a juventude moderna comprometida com as boas tendências dos trabalhos que realizam e feliz pelas ótimas possibilidades de criatividade em seus eventos, jornadas e empreendimentos, além de encontrar excelentes alternativas de sucesso em suas experiências com arte e música, teatro e cinema, rádio e televisão, e a rede mundial de computadores a internet, bem como achar outras, novas e diferentes oportunidades de crescimento interior, desejo de progresso, satisfação de suas necessidades e realização de seus interesses mais fundos e profundos em termos de moral e espiritualidade, ciência e tecnologia, história e filosofia, ética e religiosidade, esporte e lazer.
Em meio a um ambiente social de mudanças rápidas e movimentos superadores de si mesmos, os jovens caminham seguros em suas idéias revolucionárias e surpreendentes, abraçando ideologias cujos princípios garantem a sua sustentabilidade histórica e cujos valores fazem com que mantenham relacionamentos e atitudes aparentemente estáveis, estabelecidos com certo rigor comportamental e consolidados no interior de suas famílias e relações amorosas, junto a seus amigos e companheiros, no convívio com a sociedade em que vivem, produzindo assim em si e em seu entorno as condições reais e atuais de fraternidade e solidariedade entre si, e responsabilidade sincera e autêntica, verdadeira e transparente, com o bem que devem fazer e a paz que devem viver e construir dentro do contexto temporal em que realizam a sua existência cotidiana.
Eis portanto o estado de vida e a situação existencial dessa juventude ansiosa por transformar os seus ambientes culturais, construir novas realidades de cooperação mútua e colaboração recíproca entre seus grupos e indivíduos preocupados com a evolução de seus parceiros de caminhada, e ocupados com colegas e comunidades cuja intenção positiva é criar novos momentos de amizade construtiva onde a generosidade entre eles torne possível o desenvolvimento de suas capacidades e potencialidades, talentos e carismas, capaz de realizá-los profissionalmente e satisfazer as suas vocações naturais junto à convivência humana e cotidiana.
Eis pois as circunstâncias sociais e culturais que permitem a saúde e o bem-estar de uma juventude em constante metamorfose, construtora de realidades cada vez mais e melhor identificadas com a boa qualidade de vida e riqueza de conteúdos espirituais, físicos e mentais que toda sociedade deve possuir.
São os jovens transformando a realidade em que vivem e transformando-se interior e exteriormente tendo em vista o progresso vital de toda a humanidade.
38 . O Desejo do barulho e a ausência do silêncio
Talvez o que marque mais claramente a juventude de hoje é a sua ânsia por movimento e barulho, participação em eventos culturais, artísticos e esportivos, atividades que envolvem jogos eletrônicos, os famosos games, trabalhos realizados via rede na internet, produção e consumo de música, teatro e cinema, comunhão com o rádio e a televisão, interesse por discotecas e baladas da noite e da madrugada, sexo descartável, ideologias políticas e partidárias, campanhas de solidariedade e fraternidade, mobilizações em torno de sua religiosidade, cooperação com as transformações da sociedade, colaboração em debates científicos e discussões referentes a problemas de ordem social e ambiental, busca por opções de liberdade em conflito com gerações passadas, procura por felicidade em grupo ou individualmente, realizações profissionais e vocacionais a partir do seu esforço de criatividade gerando ações de saúde pessoal e bem-estar coletivo com qualidade de vida que possa inclusive ultrapassar os limites da excelência e as fronteiras da perfeição, enfim, os jovens atuais buscam o silêncio apenas para reordenarem suas vidas internas e atitudes comportamentais geradoras de paz interior e tranqüilidade do corpo e da alma, calma espiritual e repouso de suas práticas cotidianas, após dias e noites de intensos e extensos trabalhos em que sobressaem o barulho dos recursos digitais e eletrônicos, o uso de tecnologias sofisticadas e suas técnicas de som e vídeo bem enriquecidas de conteúdos virtuais, quando então ajudam a sua maneira o progresso das sociedades a que pertencem e o desenvolvimento dos campos e cidades onde vivem, garantindo assim a evolução da consciência humana dentro e fora das realidades imanentes, transcendentais e transcendentes da existência da humanidade local, regional e global, no tempo que se chama hoje.
É interessante notar que o cultivo do som agressivo ou barulho intenso já faz parte de uma cultura jovem em que se enfatiza a violência urbana e rural, refletindo pois o estado aparentemente doentio de uma juventude quase que alienada de seu cotidiano, perdida no quadro negro patológico de realidades imaginárias e irrealidades inconscientes e irracionalidades reveladoras do alto grau de fuga de compromissos responsáveis que caracterizam essa idade de surpresas inevitáveis e de novidades ilimitáveis.
O Jovem gosta de ser barulhento.
E ainda faz do silêncio um meio alternativo de ficar bem consigo mesmo, com Deus e com os outros.
39. Impaciente, aflito e angustiado
39.a. Triste em muitos momentos
39.b. Medroso em alguns instantes
39.c. Impotente e limitado em outras situações
38. Nem sempre normal embora natural
39. O Choque com a realidade
40. A Filosofia do amor
41. Sexo e amizade
42. Namorar e paquerar
43. Casar talvez
44. Uma vida de dúvidas e incertezas
45. Às vezes mergulhado no vazio espiritual e no nada da existência
46. As contradições do seu tempo
47. Perdido no espaço, sem lugar para ficar
48. Alienado, pode ser
49. A busca por autenticidade
50. A procura pela liberdade
51. O anseio por felicidade
52. E Deus, como fica ?
53. Falta de compromisso e ausência de responsabilidade
54. Cadê o respeito ?
55. Sem equilíbrio, sem controle e sem domínio
56. Falta-lhe bom-senso ?
57. Quer conciliar alegria com trabalho
58. Aspira por prazer em suas atividades
59. Adora ginástica e vai fundo nos exercícios físicos
60. Sua vocação é a novidade
61. Sua profissão é a utopia
62. Seu limite não tem fronteiras
63. Não aceita condições nem regras nem normas
64. Sua lei ultrapassa a realidade
65. Seus projetos superam as circunstâncias reais de vida
66. Seus sonhos transcendem a história e a sociedade
67. Aonde estão as suas seguranças ?
68. Confia em quem ?
69. Tem fé em alguma coisa ?
70. Acredita na vida...
71. Sua religião é a sua opinião pessoal
72. Tem seu próprio ponto de vista
73. Sua visão das coisas é radical e imparcial
74. Gosta de ser agitado
75. Agir com velocidade é a sua meta
76. Perfeito na correria
77. Sonha com um mundo barulhento
78. Sua paz é a guerra
79. Sua tranqüilidade é o movimento
80. Sua calma é a mudança
81. Seu repouso é o trabalho
82. Dormir pra quê ?
83. A Vida em primeiro lugar
84. O Amor também
85. A Beleza das garotas
86. A Coragem dos meninos
87. A Vida é bela
88. Mas existe a dor e o sofrimento
89. O Bem convive com o mal
90. Uma sociedade alternativa
91. Uma humanidade de bem com a vida
92. Gosto de ter as minhas coisas
93. Gosto de ser jovem
O estado de juventude que atravessa o nosso corpo, mente e espírito é sustentado por essa busca por inovação e desejo de liberdade próprias dos jovens, além de sua atitude de irreverência perante o autoritarismo e manipulação das velhas gerações, seu anseio por viver bem a vida e com qualidade e intensidade, trabalhar com alegria e fazer bem todas as coisas, experimentar um estilo de vida onde o bem e a paz são abraçados, a bondade e a concórdia praticadas, o não uso da violência e da agressividade, ainda que a sua volta muitos se deixem levar por essa onda de pessimismo e mal-estar, negativismo exacerbado e indiferença e vazio em suas existências sem sentido e sem nada.
Gosto dos jovens porque gosto de ser jovem.
Quero ser como eles, construtores da paz e criadores do bem em torno de si.
Sou jovem quando abarco em mim esse sentimento de carinho e amor por uma mulher, faço novos e diferentes amigos, desenvolvo o bem-estar das pessoas ao meu lado e produzo saúde material e espiritual junto àqueles e aquelas que andam comigo.
Sou jovem porque sou da paz e do bem e da bondade que eu vivo diariamente.
Sou jovem porque amo a vida, respeito o meu semelhante e valorizo a Deus na minha realidade do dia e da noite.
Gosto de ser jovem.
Porque busco sempre o novo, procuro ser criativo nas minhas atividades cotidianas e faço da liberdade a base da minha felicidade temporal e eterna.
Gosto de viver.
Isso é o mais importante.
94. Deus é Jovem
Para a juventude em geral, a realidade cotidiana tem que ser modelada por seus valores novos e diferentes, alimentada por seus princípios irreverentes e entusiastas, fecundada por suas raízes inovadoras e libertadoras de preconceitos e superstições, aprofundada por seus pontos de vista plenos de idéias surpreendentes e que cultivam os ideais de liberdade e felicidade parcial ou global.
Também Deus deve ser envolvido por essa esfera de respiração cujo ar e oxigênio são a boa visão da sociedade e a ótima interpretação que se dá à realidade.
Assim, Deus e o sagrado, a eternidade e a espiritualidade são observados segundo os parâmetros inovadores e libertadores dessa juventude real e atual em constante transformação de normas sociais e regras mentais, que busca a mudança de atitudes em função de um outro, novo e diferente olhar sobre o mundo em que vivemos, fazendo assim o movimento cotidiano que vai das experiências limitadas de gerações passadas para o grande descobrimento de novos conteúdos dessa idade original que se faz aqui e agora.
Nesse tempo de metamorfoses ambulantes, Deus aparece com o rosto e o olhar da juventude, tendo seu ambiente de vida e existência emoldurada de acordo com as perspectivas óticas desses jovens transformadores de realidades pobres para práticas ricas de conteúdo artístico e musical, com isso trabalhando para uma sociedade mais justa e fraterna, mais amiga e solidária, mais ordeira e pacífica.
Deus assim é reconstruído por essa juventude moderna, que o torna mais jovem e mais humano, mais participante de nosso cotidiano, mais inserido em nossos problemas e realidades de cada dia e de toda noite.
Com os jovens, Deus aparece menos divino e mais humano.
É um Deus novo e diferente.
95. O Mundo precisa dos jovens
As sociedades contemporâneas para a sua renovação interna e libertação de seus preconceitos morais e religiosos e de suas superstições psíquicas e sociais, culturais e ideológicas, têm necessidade da juventude e seu universo de pontos de vista diferentes, de visões da realidade sempre novas e de interpretação dos seres e das coisas sempre aberta, visando permanentemente a transformação do mundo para melhor e a metamorfose da vida vivida em comunidades diversas que constituem a dinâmica operacional desta humanidade em mudança constante dentro de que nos inserimos cotidianamente.
Precisamos dos jovens.
Eles são a nossa esperança por dias melhores, de uma vida de qualidade e de equilíbrio, e de uma existência sempre renovada, liberta das prisões da consciência e das escravidões que o convívio social nos impõe.
Ao contrário do que muitos pensam, os jovens, como agentes de transformação da realidade social e política, econômica e cultural, nos ajudam mesmo a obedecer as normas ambientais e a seguir as regras da sociedade a que pertencemos, a nos orientar segundo os valores da nossa família e caminhar de acordo com os princípios mentais adquiridos durante a nossa formação e educação para a vida social, ainda que outros imaginem que tal juventude seja bastante irresponsável e perturbadora da estabilidade das instituições e seus governos na área federal, estadual e municipal.
Dependemos dos jovens para nos abrirmos para uma realidade que se modifica a toda hora, enxergarmos melhor os acontecimentos e vivermos de fato uma vida boa, excelente e de qualidade reconhecida por todos.
Os jovens nos ajudam a avançar em sociedade, progredir na vida, evoluir social e psicologicamente e desenvolver em nós as boas condições de saúde e bem-estar, de liberdade com responsabilidade, de felicidade com otimismo, de direito com respeito, de ordem com justiça e de verdade com transparência ética e autenticidade espiritual.
Somos dependentes da juventude.
Inclusive para nos fazermos jovens.
Jovens de espírito.
Jovens de corpo e de alma.
Os Jovens nos ensinam que Deus é Jovem e sempre Novo.
E que eles seguem o Deus Jovem e Novo, capaz de renovar os seus desejos, sonhos e esperanças, e realizar bem as aspirações que fazem as sociedades de hoje.
Sim, os jovens são muito humanos.
E divinos até demais.
Que o Senhor abençoe os jovens.
Jovem, quem és tu ?
Este trabalho de pesquisa se baseia nas últimas estatísticas do IBGE sobre o assunto, nas observações de analistas do comportamento humano, nas orientações de psicólogos e psicanalistas atuais acerca de problemas de relacionamento desenvolvidos por jovens de 16 a 27 anos de idade, o que refletem bem os questionamentos existenciais e as interrogações cotidianas desse período da juventude, que então vive no interior de uma sociedade brasileira bastante turbulenta, crítica e caótica, cuja problemática mental, física e espiritual se insere no conjunto de dificuldades e adversidades de um mundo globalizado fundamentado sobretudo no nomadismo das relações humanas e sociais, na cultura da mudança e do movimento que atravessa todas as nações modernas e todas as regiões locais e globais do Planeta, na mentalidade estudantil, jovem e adolescente alicerçada na violência urbana e rural, na agressividade das comunidades
e na aparência terrorista de grupos e indivíduos que fazem do horror de suas vidas e do pavor de suas atitudes a fonte de conflitos entre classes distintas, a causa da insegurança das ações empreendidas, a origem dos desequilíbrios no corpo, na mente e no espírito dessas categorias vítimas dos sonhos imaginários de quem faz de suas fantasias e loucuras mentais, irreais e irracionais o pretexto para expulsar os seus traumas e frustrações, destruindo assim as esperanças de um povo que luta por dias melhores em suas vidas de cada dia e estragando projetos de realidade que certamente trariam mais saúde de qualidade e maior bem-estar material e espiritual para muitas famílias responsáveis pelos desejos da juventude e sua batalha em prol da satisfação de suas necessidades naturais e culturais e a realização de seus anseios políticos, sociais e econômicos, razão de suas existências e sentido de suas vidas.
Em face dessa realidade acima exposta pergunta-se: jovem, quem és tu ? O que queres ? O que sentes ? Para onde vais ? Qual o sentido de tua vida ? Qual a razão do teu ser, pensar e existir ?
É o que procuraremos responder nas páginas seguintes.
1. Sonhador, como sempre
Desde criança e durante a fase da adolescência, o jovem estudante ou trabalhador começa a sonhar com realidades mais positivas e otimistas para suas vidas de cada dia, desejando mais qualidade de vida para si e para os seus, buscando anseios de realização vocacional e profissional, desenvolvimento de sua criatividade, de seus dons e talentos e carismas, produzindo projetos de abertura da sua consciência para novas realidades diante de si, renovação de seus valores, virtudes e vivências e libertação de preconceitos morais e superstições religiosas que aprisionam o seu caráter e obscurecem a sua personalidade, bloqueiam a sua mente e escravizam o seu corpo e a sua alma, manipulam o seu espírito tornando-o preso de ideologias alienadoras da realidade que o cegam espiritualmente, o adoecem fisicamente e o escravizam mentalmente.
Então o jovem sonha para procurar novas realidades libertadoras desse caos psicológico e ideológico onde a sua liberdade seja respeitada e valorizada como elemento de transformação social e cultural, política e econômica.
Desse modo, ele cultiva e desenvolve a sua liberdade, fonte de sua felicidade.
2. Sem perspectivas para o futuro
A Confusão das cidades, o desemprego em massa, a crise de valores éticos e espirituais, o excesso de informação, conhecimento e entretenimento, a nova era da internet e da informática e suas lan houses, a extravagância da mídia eletrônica e seus aparelhos de última geração, o intercâmbio positivo e negativo de culturas e mentalidades ao mesmo tempo, o conflito de gerações diferentes na família, na rua e no trabalho, a grande produção de conteúdos culturais novos e diferentes, as transformações da linguagem e dos discursos sobretudo artísticos, científicos e filosóficos, o surgimento de outras ideologias políticas e filosofias de vida que exigem da juventude compromisso, mudança e responsabilidade, os distúrbios familiares, os transtornos das relações amorosas, o individualismo exacerbado, o niilismo que cultua o vazio da vida e o nada da existência, o relativismo das idéias, valores e atitudes, o ceticismo de gerações que privilegiam a dúvida dos conhecimentos e a incerteza dos pensamentos, o indeterminismo filosófico que põe na berlinda da sociedade as instituições sociais e os modelos de autoridade competente, o ateísmo relativo que projeta no meio social seitas e cultos religiosos os mais variados, o desequilíbrio mental e emocional de muitos jovens que então perdem o domínio de si mesmos e o controle de sua racionalidade e consciência, perdendo-se em loucuras imaginárias e sonhos irrealizáveis, a ausência de atividades de emancipação financeira, a insatisfação sexual, vocacional e profissional, a irrealização de compromissos e responsabilidades cotidianas, a carência de afeto e a falta de amigos confiáveis, a cultura do descartável que assola as suas bases existenciais, a sua inquietude comportamental e velocidade de operações executáveis, a rapidez de suas transações relacionais, os relacionamentos confusos que mantém pelo caminho, enfim, todo esse fluxo de contradições e acertos que encontra em sua estrada diária de vida e seu complexo de tendências, limites e possibilidades, proporcionam à juventude contemporânea a experiência de um labirinto de dificuldades e contrariedades que exigem dela boas perspectivas de vida, novas oportunidades de existência e diferentes alternativas de comportamento individual e relacionamento social.
Os jovens buscam novas opções de vida
É a realidade de um mundo de transformações para melhor, é óbvio.
3. Perdido dentro de si mesmo
A Turbulência que reina fora de si mesmo igualmente está presente em seu interior provocando-lhe confusão mental e emocional e complicações irreais e irracionais, alienação da realidade, perdendo-se em anomalias da imaginação, que sonha com o real fantástico, incrível e extraordinário, colocando-o em um universo diverso do cotidiano, muitas vezes virtual ou digital, ou então imaginário, louco, demente, doente, longe de sua interioridade consciente, racional e inteligente.
Perdido em si, de si e para si, o jovem procura em quem se apoiar, busca segurança em alguém ou em alguma coisa, quer assim garantir a sua sustentabilidade. Eis então que aparecem os ídolos musicais, os mitos da arte e do cinema, os astros materiais e imateriais, os objetos de culto ou os deuses de adoração que tentam sustentar as suas bases existenciais, como uma tábua de salvação na qual o jovem se segura e apóia para sobreviver em meio à confusão da sociedade, perdida como ele no caos da violência e da maldade de grupos e indivíduos, que abraçam desse modo culturas de morte e mentalidades cujas ideologias apontam sempre para a alienação da realidade.
Ocorre nessa hora que a sociedade humana constituída por uma juventude aparentemente perdida sobre si própria apela para os ídolos em forma de artistas, músicos, poetas, atores de cinema, jogadores de futebol e astros do carnaval, como se fossem os deuses da salvação da pátria brasileira, ou os Messias salvadores da humanidade esquecida de si mesma.
Sem falar ainda dos deuses materiais sob o modo de política e suas ideologias, o dinheiro, o sexo, a família, o poder, a religião, a moral dos bons costumes, a ciência e a tecnologia, o computador e a televisão, o rádio e o cinema, a música e a novela, e assim por diante.
Nesse momento, o jovem procura se segurar em alguém ou alguma coisa, a fim de garantir a sua sobrevivência nesse mundo.
4. Comportamento Nômade
O Jovem de hoje vive um nomadismo permanente.
No interior de um mundo em constante mudança, com novos apelos de transformação e diferentes maneiras de metamorfose mental e emocional, física e espiritual, ele se comporta de um modo nômade onde a rapidez de seus movimentos e a velocidade de suas decisões e atitudes, ao lado de sua mobilidade incessante em que varia de lugar para lugar e de tempo para tempo, buscando assim viver a sua juventude cheia de sonhos e fantasias, todavia também de realidades cruéis e violentas, dentro das quais se insere no momento atual de sua sociedade à procura de uma identidade própria que revele o seu caráter original e autêntico e a sua personalidade transparente e verdadeira.
Nessa busca por autenticidade, ele se desloca quase sempre para satisfazer os seus desejos, anseios e esperanças e realizar as suas necessidades básicas, naturais e culturais, em meio a um contexto global de interatividade entre as pessoas e compartilhamento de idéias, conhecimentos e experiências que possam ajudar à humanidade a construir uma realidade de saúde positiva e otimista e de bem-estar generalizado onde se configuram a fraternidade universal e a solidariedade entre os povos.
Deste modo, os jovens atuais criam seus amigos pensando nesse intercâmbio de novas gerações que se completam, se enriquecem e se aperfeiçoam a si mesmas.
A Juventude moderna quer não só conhecer, porém também compartilhar os seus conhecimentos, interagir com os outros trocando idéias e ideais comuns, cambiando bons, novos e diferentes conteúdos de aprendizagem, uns ajudando aos outros na busca da felicidade completa, a partir da constituição de sua liberdade construtora e criativa, voltada para o bem que faz e para a paz que vive, a vida que ama e o amor que pratica sempre em comunidade, consolidando entre si a melhor maneira de distribuir bondade e concórdia para todos.
O Jovem atual gosta de ser nômade.
È assim que ele transforma tudo e todos, e realiza igualmente a transformação para melhor de si próprio.
Juventude é sinônimo de mudança.
Mudança que é o movimento construtor de novas e diferentes possibilidades para todos.
5. Mente Indefinida
Em seus instantes de rapidez imediata e velocidade nômade, o jovem se vê em um processo permanente de construção da sua consciência, ainda indefinida em sua natureza e indeterminada em sua constituição, precisando de experiência e maturidade na formação de seus valores éticos e espirituais, de suas virtudes morais e religiosas e de suas vivências sociais e interpessoais, onde procura interagir criando amizades que constroem e compartilhar suas práticas de cada dia, no sentido de tornar possível os bons relacionamentos que mantém com outras pessoas, comportando-se então de maneira digna e respeitosa, responsável quase sempre, ordeira e pacífica, fraterna e solidária, amiga e generosa.
Tal indefinição dos fenômenos de sua mente faz parte do processo constante de construção positiva de sua realidade interior, para o qual contribui efetivamente o intercâmbio de idéias e conhecimentos, vivências e experiências de seus colegas de faculdade, seus parentes e familiares de casa, seus amigos da rua ou do trabalho, e as amizades que vai construindo ao longo do caminho.
Pouco a pouco, com a sabedoria do tempo e a consolidação de seus princípios éticos e valores espirituais, vai se produzindo a sua racionalidade, que será boa ou má à medida em que abraçar ou não as boas experiências virtuosas de seu caminhar cuja essência necessita de uma boa experiência de Deus se é que deseja se tornar um bom cidadão no interior da sociedade em que vive, ajudando-a a crescer com estabilidade, progredir com constância e evoluir com coragem e determinação, desenvolvendo então a sua boa criatividade, os seus dons, talentos e carismas, colocando-os em prol da coletividade.
Vivendo assim se tornará uma pessoa feliz, a partir da construção de sua liberdade responsável e de seu comportamento equilibrado onde devem imperar o direito com o respeito, a ordem com a justiça, o bem e a paz, o juízo e o bom-senso.
Somente assim se dará bem na vida, terá amigos ao seu lado, receberá apoio dos colegas de trabalho e da família que o sustenta, crescendo forte nas virtudes praticadas, firme nas idéias que abraça e compartilha, corajoso nos empreendimentos que realiza, ativo nos trabalhos que desenvolve, esforçado nos empenhos que assume com compromisso e responsabilidade.
Eis o jovem de hoje.
Construtor de boas possibilidades para si e para os outros.
6. Atitudes Indeterminadas
Hoje, inseguro e instável, inconstante em suas ações, o jovem estudante ou trabalhador sofre com o indeterminismo de suas ideologias e experiências, achando-se assim confuso nos conhecimentos obtidos e turbulento nos pensamentos construídos, fruto de um ambiente de vida, família e trabalho, estudo e lazer, onde a lei é o desequilíbrio dos comportamentos e a norma é o desregramento dos relacionamentos, o vazio das informações e as dúvidas criadas pelas desordens mentais, pela indisciplina racional e prática e pela desorganização das idéias, símbolos e valores da consciência.
Desse modo, na vida cotidiana, vive a cultura do descartável em que no emprego pode ser mandado embora a qualquer momento, na família pode ser excluído do convívio de seus parentes, na rua pode entrar em conflito com conhecidos e ser vítima da violência de transeuntes, no supermercado pode lhe faltar o dinheiro necessário para fazer as compras, no jornaleiro pode discutir com colegas e se perder na confusão do debate, na padaria pode entrar em choque com o padeiro por não fazer boa apresentação das mercadorias postas nos balcões, no botequim ser criticado pelo excesso de cerveja no dia anterior, na farmácia reclamar por causa do alto preço dos remédios, e assim por diante.
Tudo isso configura o estado de indeterminação do estudante ou do jovem trabalhador em seu dia a dia, levando-o muitas vezes a fugir dessa rotina diária e buscar alternativas em outros lugares e diferentes momentos, optando às vezes pela mobilidade constante em seus afazeres, mudando-se toda hora a fim de distrair a sua cabeça, melhorar o clima a sua volta e aprimorar o ambiente antes discordante ali ora encontrado.
Tal estado de conflito e violência caracteriza bem a juventude moderna, que busca então novas oportunidades de fuga dessas realidades que lhe são contrárias, desenvolvendo pois atividades inúmeras tais como os jogos eletrônicos no computador ou no videogame, passeios turísticos e longas caminhadas no interior do Brasil, viagens ao exterior, esportes radicais, música e dança nas discotecas quase todo final de semana, cursos de atualização vocacional e de capacitação técnica e profissional, aulas na faculdade conquistadas com os vestibulares da vida e os ENEMs do cotidiano, ginástica esportiva, teatro e cinema, shows, eventos e espetáculos de ídolos famosos nacionais e internacionais, ou até refugiando-se nas drogas e no alcoolismo, na maconha e na cocaína, desestruturando assim a sua vida e desregulamentando a sua existência de cada momento.
Indeterminado, o jovem costuma perder o bom-senso das atitudes e o equilíbrio da consciência.
Torna-se então violento.
7. A Cultura do Descartável
Em nossos tempos atuais, assistimos cotidianamente ao império de uma filosofia de vida cujo centro de atenções é o que é útil, agradável e interesseiro; à predominância de uma mentalidade onde o que é mais importante é a rapidez dos negócios, a velocidade das informações e a aceleração de atitudes e comportamentos; ao privilégio de uma cultura tipicamente descartável em que o que existe aqui e agora já não existirá amanhã ou em outro momento e lugar.
Então, o que vale é o instante, a situação momentânea, as circunstâncias aparentes e contingentes, a instabilidade do que é transitório e provisório, deixando-se de lado total ou parcialmente os valores permanentes, a constância das ações éticas e espirituais, a estabilidade dos trabalhos, o equilíbrio da mente e das emoções, o controle da consciência e o domínio de si mesmo.
É a cultura do descartável.
Na política, os deputados e senadores mudam de partido a todo instante caracterizando a chamada infidelidade partidária.
Na economia, o intercâmbio de capitais valoriza o dinheiro mais forte, aquele que tem mais poder, o que configura maior influência social, desprezando os baixos salários, o desemprego e as más condições do exercício do trabalho.
No casamento, passando pelo namoro e a paquera até chegar ao noivado, prevalece a mulher descartável, que o homem hoje arranja na rua e no dia seguinte está dentro de casa. E, dali a um mês, ambos já se encontram separados, partindo pois para novas uniões e novas separações, cada qual defendendo seus próprios interesses e privilégios, e garantindo o melhor lugar no mercado de amores e desejos, paixões e traições.
Nas Universidades, nas escolas de ensino médio e no ensino fundamental prioriza-se a didática da velocidade onde o tempo de ensino é dinheiro e a economia do conhecimento é a palavra mais forte na hora das avaliações dos alunos e alunas, sem falar nos testes de curto alcance e no baixo repertório de conteúdo proporcionado pelas provas presenciais e online, dentro e fora da sala de aula, nas pesquisas rotineiras e nos debates em que há mais gritaria do que raciocínio ou argumentação de idéias.
Na área de saúde, os médicos e enfermeiros e quase todos os agentes sanitários preferem vez ou outra o mercado da doença, o lucro que os remédios podem propiciar, o crédito oferecido pelos planos de saúde, a sua carreira profissional e a qualidade dos salários que podem usufruir, negligenciando o lado humanitário da enfermidade, a consideração que se deve possuir em relação ao doente ou paciente, o conteúdo de conhecimentos que a ciência, a tecnologia e a medicina em geral oferecem diante de tantas pragas e vírus, bactérias e moléstias as mais diversas e contraditórias, as condições ambientais dos hospitais, emergências e clínicas de saúde e ambulatórios, ignorando-se inclusive a prevenção profilática em nome de paliativos que não resolvem nem atingem a raiz dos problemas.
No campo da tecnologia, observa-se o constante troca-troca de telefones celulares, rádios e televisões, assim como a mudança permanente de automóveis novos e usados ou a compra e venda de imóveis, casas e apartamentos com uma rapidez e ousadia que nos impressiona e nos deixa surpresos.
No trânsito das cidades, ou até mesmo na aparente tranqüilidade dos campos e meios rurais, nota-se a urgência de atitudes, a emergência de comportamentos, a “falta de tempo” das pessoas, o descontrole dos horários e a falta de alternativas diante da hora curta e do pouco espaço de tempo e lugar, o desequilíbrio do tráfego com engarrafamentos e congestionamentos, acidentes de carros ou atropelamentos, a “hora do rush” quando tudo fica parado, trancado e engarrafado no vai e vem de ônibus, trens e barcas, autos e metrôs, navios e aviões.
Nas ruas e avenidas das Cidades, as pessoas não se olham mais, há uma correria exagerada para fazer as coisas, falta diálogo nas empresas e escritórios, os namorados esquecem-se até de beijar na hora da despedida, os transeuntes andam apressados superando o tempo escasso e o ambiente alienante e alienado onde se acham naquele momento.
Enfim, a cultura do descartável na mente das pessoas faz todos correrem, serem velozes e acelerados, driblando a disciplina necessária na hora dos compromissos ou ignorando a responsabilidade diante da indispensável maneira de assumir as coisas, os trabalhos e as tarefas do dia a dia.
Também no esporte – o comércio dos jogadores e atletas nacionais e internacionais – como na arte e na filosofia sobressaem a mentalidade de quem produz conteúdos descartáveis e o ambiente de negócios desqualificados, incompetentes e sem a transparência ética devida perante o mercado do que é útil e rápido, incoerente e instável, inconstante e veloz.
Sim, hoje o mundo é descartável.
Nesse universo, reinam os espertos e caem as pessoas direitas e de respeito.
Imperam os malandros.
Tal ambiente descartável mexe também com a juventude em geral, aliás a principal vítima dessa cultura alienante e indeterminista, cética e duvidosa, incerta e incoerente, crítica e dialética, ignorada então pelos meios sociais como elemento improdutivo e desnecessário, inútil e niilista, o que produz nela conflitos de gerações e turbulências mentais e emocionais, confusões no corpo e na alma, e contradições espirituais e existenciais.
Atualmente, qualquer jovem, por preconceito da sociedade ou negligência das instituições, por ignorância das autoridades ou exclusão dos poderes constituídos, é em tese marginalizado em suas atitudes surpreendentes e em seus comportamentos instáveis e inseguros, como se fosse alguém sem voz e sem vez em muitos setores da cidade, e em muitos lugares e momentos urbanos e rurais.
Ser jovem não é fácil.
Seu convívio com a sociedade requer dele equilíbrio na mente, no corpo e no espírito, paciência diante dos contrários, tolerância e compreensão perante as adversidades diárias, boa atitude em meio às contradições sociais e culturais, políticas e econômicas.
Equilibrado e sensato é o jovem menos comum na sociedade de hoje.
8. Inseguro de vez em quando
Emitir opiniões sem fundamento algum, agir de modo inesperado ou surpreendente, fechar-se ao debate em sala de aula, esconder-se quando deveria expor-se em público, falar pouco e não discutir as notícias do dia a dia, obscurecer-se dentro de si mesmo, isolar-se dos amigos, parentes e familiares, fugir da realidade, buscar atividades alienando-se do cotidiano, procurar o seu individualismo próprio e a solidão quando precisaria estar em grupo ou em comunidade, não esclarecer certas situações injustas então ocorridas, desejar circunstâncias de risco onde se configure a gravidade de momentos de violência e agressividade, sonhar demais e realizar pouco, perder-se nas loucuras da imaginação que o eliminam do contexto real em que vive atualmente, desequilibrar-se e ignorar o bom-senso em algumas atitudes, descontrolar-se e ausentar-se de si próprio perdendo o completo autodomínio, assumir ações irreais e irracionais, faltar com a consciência nos comportamentos do dia a dia, brigar na escola e discutir com os vizinhos, soltar palavrões em demasia e xingar e violentar colegas ou conhecidos, entrar em choque com autoridades desrespeitando os superiores e seus poderes centralizadores, comprometer-se com a cultura da morte e a mentalidade baseada na maldade comportamental e na violência dos relacionamentos, não saber conviver com as pessoas em torno de si, tudo isso, enfim, demonstra a insegurança do jovem nos instantes do dia a dia e principalmente nos momentos de maior tensão e discórdia onde costuma perder a cabeça, irritar-se, ficar nervoso, e agir agressivamente.
Inseguro, ele busca garantias de vida e sobreviver diante dos ambientes de risco que suporta.
Com alguma malandragem, ele sustenta essa falta de segurança e ausência de equilíbrio mental e emocional.
Ele anseia por um lugar seguro na existência de cada hora e de cada instante.
9. Inconstante em certos momentos
Em algumas ocasiões, o jovem indivíduo se perde com atitudes inseguras, ações instáveis e comportamentos inconstantes, sobretudo na hora de assumir compromissos e abraçar responsabilidades, chegando quase sempre atrasado aos encontros marcados, esquecendo-se de documentos que deveriam ser mostrados naquele instante preciso, alienando-se do ambiente em que está naquele momento, “voando” ao lado das pessoas, faltando com a palavra junto a grupos de interesse e comunidades de ajuda e apoio, perdendo a dignidade e o respeito quando começa a falar de assuntos estranhos com temas esquisitos onde a ênfase é sobre violência urbana e péssimos relacionamentos que mantém com alguém, assumindo atitudes que envergonham os familiares, constrangem os amigos e desafiam as autoridades encarregadas de estabelecer a ordem em determinados lugares.
Tal inconstância no comportamento do dia a dia reflete uma juventude bastante alienada da realidade, que ignora seus direitos e lutas, deveres e obrigações, que foge de compromissos responsáveis, que não respeita quem quer que seja sobremaneira quem tem algum poder ou autoridade constituída, que perde o equilíbrio e o bom-senso em situações contrárias e circunstâncias adversas, que se descontrola violentamente quando está em grupo ou isolado, que não se domina nem sabe administrar razoavelmente o seu ego em relação aos outros.
Nesses momentos de insegurança pessoal e desequilíbrio social e ambiental é preciso que alguém o desperte para as suas responsabilidades sociais e o faça acordar para o respeito devido às pessoas a sua volta e que dele esperam atitudes dignas de um cidadão coerente com a sua boa consciência.
Esses transtornos da adolescência e anomalias da juventude caracterizam esse período caótico e turbulento, de pontos positivos e negativos, e que deve receber de seus protagonistas o compromisso com ações mais otimistas em sua vida, que revelem a todos o seu bom-senso racional e cordial, agindo sempre em prol do bem e da paz das pessoas em torno de si.
Se for bom e amigo das pessoas, o jovem certamente superará esses problemas, ultrapassará tais dificuldades e transcenderá realisticamente essas controvérsias e antagonismos do dia a dia.
Basta-lhe um pouco de bondade e concórdia.
Urge chegar mais perto de Deus.
10. Irrealista
Inserido em um contexto histórico local bastante complexo, confuso e turbulento, o jovem carioca e brasileiro carrega essas anomalias sociais, políticas e econômicas dentro de si, suportando em si as diversidades culturais e as contradições ambientais de uma Cidade e de um país emergentes, em vias de desenvolvimento, o que reflete nele as contingências temporais de uma nação que luta por melhores condições de vida e trabalho, saúde e educação, para todos os seus filhos, e ainda as contrariedades de relacionamento e os débitos de comportamento de pessoas aparentemente debilitadas, em crise de identidade, com o caráter transtornado e a personalidade ferida, tornando-o muitas vezes envolvido por sua própria capacidade de imaginar as coisas e os seres ao seu lado e em seu entorno, alienando-se então assim da realidade cotidiana a sua volta, assumindo pois condutas irreais e atitudes atemporais, revelando-lhe logo um certo estado de patologia que vai da doença mental à completa loucura da razão.
É assim que certas vezes o jovem de hoje se encontra perdido portanto em sonhos imaginários e em esperanças que não se concretizam, em anseios que não se realizam e em práticas que só o alienam do mundo real e atual que o cerca.
Tal realidade de sonhos e fantasias e de imaginações doentias se verifica por exemplo nos videogames e jogos eletrônicos onde o jogador se deixa envolver por um universo excêntrico, extravagante e irreal, que o expropria do lugar em que se encontra, o aliena do ambiente real onde está e o afugenta do convívio de pessoas, grupos e indivíduos que muitas vezes são os seus próprios familiares ou os amigos mais de perto, colegas de trabalho ou namoradas que há muito se relacionam com ele.
Irrealista em algumas horas, o jovem moderno então se esquece do momento presente, ignora o seu aqui e agora e não reconhece o local em que se encontra naquele instante.
Então, o jovem sonha alto, “voa” mesmo no chão, assume asas de avião e viaja dentro de si para longe de si próprio.
Vê-se pois completamente alienado.
11. Irracional
A Desrazão e suas conseqüências se traduz nessa etapa da juventude em opiniões não fundamentadas, em idéias desconexas e sem lógica alguma, na imaturidade dos ideais abraçados, na velocidade das informações prestadas, na rapidez de intuições sem raciocínios diretos, na inteligência que não pensa e se satisfaz com uma consciência bastante descartável, no silêncio que ignora a razão e desconhece a produção lógica dos conhecimentos, na falta de tempo para pensar em coisas boas e atitudes virtuosas, na ausência de idéias construtoras da boa racionalidade, na busca de valores inúteis e sem conteúdo algum, na procura por vivências cujas virtudes se apagam perante a dialética das experiências assumidas, na existência cheia de contradições vivas que favorecem os bloqueios mentais e a confusão dos raciocínios, na vida turbulenta onde a lógica perde para a ignorância das operações conscientes não desenvolvidas, na inconsciência dos pensamentos criados e na inconsistência dos ideais abraçados sem segurança alguma ou sem garantias de estabilidade em si mesmos, nos pontos de vista sem princípios e nos valores sem fundamento, nas práticas sem vida e nas experiências sem alma, no comportamento sem sentido e nas atitudes estranhas e esquisitas, nas ações truculentas e mórbidas que revelam a apatia de patologias comprometidas com o lado imaginário da consciência, na maldade que emburrece as pessoas e violenta os espíritos, na agressividade que nos faz ignorantes e perdidos nos obstáculos da boa racionalidade, na cultura de morte que nos cria barreiras obscuras que confundem a nossa boa inteligência, na carência de idéias que deveriam nos ajudar a superar os preconceitos mentais e as superstições religiosas, no vazio existencial que não ultrapassa os bons conteúdos de nossa boa espiritualidade, na dúvida da alma e na incerteza de pensamentos que não transcendem os transtornos da mente e as anomalias da razão, no nomadismo constante do corpo, da mente e do espírito, no imediatismo das ações impensadas e na rapidez das atitudes sem lógica definida, no indeterminismo das idéias concebidas, no endeusamento de símbolos naturais e imagens culturais que não precisam ser sacralizadas, no exagero de comportamentos radicais e na extravagância dos sentimentos vazios e na falta de transparência dos relacionamentos assumidos, na vivência de atitudes sem autenticidade, na inverdade de nossas racionalidades ocas sem princípios éticos e sem fundamentos espirituais originais, enfim, nesse complexo de turbulências mentais e emocionais, físicas e espirituais, se encontra a área desracional de nossas consciências, que tornam os jovens de hoje vítimas de sua própria ignorância, carentes de virtudes razoáveis e insatisfeitos com essa vida de caos generalizado onde as experiências embrutecem a inteligência e instabilizam a racionalidade, tornando-os seres impensantes, inconscientes e irracionais acima de tudo.
Eis o contexto de vida de uma existência onde o campo racional é superado pelas emoções do coração e os delírios da mente, as desrazões imaginárias e as idéias sem fundamento algum.
Essa a juventude atual.
12. Cordial, Romântico e Sentimental
Nessa idade de formação intelectual e desenvolvimento da racionalidade lógica e da consciência crítica e dialética, predominam o lado sentimental dos indivíduos, o romantismo de sonhos reais, a cordialidade das emoções experimentadas e o bom coração da juventude, que então articula momentos de música e arte, teatro e cinema, rádio e televisão, games e vídeos, jogos eletrônicos e instantes de internet, repertórios de computador e cultura de informática, ambientes digitais e virtuais, satisfazendo assim os seus desejos naturais e culturais, e realizando as suas necessidades humanas e cotidianas.
Nessa fase, o coração fala mais alto e a razão ainda está em vias de desenvolvimento, constituindo-se como inteligência operadora, dando lugar então ao fator sentimental das pessoas, às suas emoções mais fortes, aos seus anseios mais sinceros e profundos e aos seus desejos mais esperançosos.
É um tempo de sonhos que se realizam pouco a pouco.
Nesse tempo jovem, a sensibilidade é maior e os sentimentos são melhores que a inteligência, as emoções brotam à flor da pele e o romantismo torna-se até exagerado, produzindo as cordialidades de uma juventude que vai conquistando paulatinamente os seus espaços na vida e na sociedade, assumindo a sua temporalidade rica de repertórios culturais e plena de conteúdos de conhecimento, comprometendo-se com uma história de sucessos e realizações, de esperanças que não morrem, de realidades que são autênticas, verdadeiras e transparentes.
Eis uma época de vitória para o ser humano que sonha com realidades vivas, que podem ser verdade.
Essa a verdade de seus sonhos e a realidade de seu ser jovem.
13. Consciência Plural
Em meio a um mundo globalizado, de intercâmbios culturais em todos os sentidos, de ações interativas entre as pessoas e compartilhamento de bons conteúdos de conhecimento, o jovem atual vê sua cabeça carregada de possibilidades variadas, de fenômenos polivalentes e de essências racionais e conscientes que superam os limites das fantasias imaginárias e das loucuras doentias de companheiros que se deixam submeter aos arbítrios da imaginação, alienando-se da realidade em torno de si, vítimas de ideologias que manipulam as consciências, que exploram os bons sentimentos de grupos e indivíduos e que monopolizam as boas intencionalidades de cidadãos que só aspiram por uma sociedade justa e fraterna, livre e feliz, ordeira e pacífica, de bem com a vida e em paz consigo mesma.
Em tal processo de construção de mentalidades que ignoram a cultura da maldade e da violência, o jovem moderno, otimista acima de tudo e de pensamento positivo em relação à vida, de bom astral e auto-estima elevada, tem dentro de si um imenso complexo de conteúdos de idéias criativas e de essências de pensamentos gerados tendo em vista a sua boa saúde mental e emocional, física e espiritual, e o seu bem-estar material, no tempo de hoje e na história cotidiana, realidades que ultrapassam as fronteiras do dia a dia e mergulham para além da eternidade da alma e da felicidade do espírito.
Assim, o espírito jovem contemporâneo acha-se inserido em muitas realidades dentro de si, o que o faz assumir um intenso fluxo de mudanças e movimentos a sua volta e um grande e gigantesco manancial de fenômenos substanciais que ocorrem em sua mente positiva, transformando a sua consciência agora plural e multidimensional em um banco de dados de fecundas alternativas e profundas possibilidades, gerando-lhe as mais novas e diferentes oportunidades de progresso material e espiritual, de evolução física e mental, de crescimento interior e exterior, e de desenvolvimento de sua fértil criatividade onde sobressaem os dons de Deus recebidos, os seus talentos profissionais e os seus carismas vocacionais.
Sua cabeça, então, carregada de conteúdos de boas idéias e ótimos conhecimentos, plena de essências criativas e originais e cheia de substâncias inteligentes, de ordem racional e consciente, se torna verdadeiramente um complexo de inúmeras atividades e de intensas possibilidades, fazendo-o produtor de felicidade para todos, a partir é claro de sua liberdade opcional, fonte de qualidade de vida e excelência de existência para si e para os que se encontram ao seu lado e em seu entorno.
Desde então, um novo universo se abre para a juventude, essencialmente grande e diferente, do qual recebemos imensos favores e largos benefícios, créditos sem fim.
Sim, parece que Deus nessa hora também se faz jovem.
14. Emoções Múltiplas
Essa juventude pluralista, polivalente e multifuncional, no seu percurso real e atual, temporal e histórico, apresenta um estado de vida onde as emoções são numerosas e diversas, reagindo conforme o ambiente vivido ou o contexto natural e cultural experimentado, e de acordo ainda com a herança genética e biológica deixada por seus pais.
Em tal processo de reações emocionais a tristeza se articula com a alegria, a paz e a tranqüilidade fazem um troca-troca com a violência e a agressividade, a calma e o sossego contrastam com o cansaço físico, a fadiga mental e o esgotamento espiritual, o amor diverge do ódio e do ciúme, a vida se encontra em constante conflito com a morte, o bem e a bondade ignoram o mal e a maldade, a concórdia nega a discórdia, a luz contraria as trevas, a justiça caminha com a ordem e o respeito, o direito abraça a verdade e a responsabilidade, o equilíbrio beija permanentemente o bom-senso, disciplina e organização se juntam e se unem, saúde e bem-estar estão de mãos dadas, amigos se criam e a generosidade se constrói, a fraternidade segue a mesma estrada da solidariedade, em um vai e vem diante do qual os jovens fazem as suas opções de vida e escolhem as suas alternativas de existência, produzem boas idéias e ótimos conteúdos de conhecimento, estudam e trabalham em prol de um presente bom e um futuro melhor, em que todos se amem de verdade, se respeitem uns aos outros e se valorizem pelo que são e pelo que têm.
Nesse quadro emotivo buscado pela juventude moderna encontramos o reflexo de sua consciência positiva e a revelação de sua liberdade otimista.
Entre negativismos e positivismos, otimismos e pessimismos, os jovens caminham construindo o bem e a paz a sua volta.
É o lado humano e divino da juventude de hoje.
15. Estudante de mão cheia
A busca do conhecimento e o desejo de seu compartilhamento com os outros, jovens ou não, parece ser uma das grandes características da juventude hodierna.
Cada vez mais e melhor inserido no mundo da informática, através sobretudo das lan houses onde é possível conectar-se com a internet, a rede mundial de computadores, o jovem de hoje é um estudante nato, realizando pela rede pesquisas e trabalhos universitários, redações e monografias grandes ou pequenas, ou mergulhando em outras mídias eletrônicas, novas realidades digitais e diferentes ambientes virtuais, a partir de que produz grandes conteúdos de aprendizagem, repartindo-os com seus amigos e colegas de trabalho, parentes e conhecidos, por meio de álbuns de fotos, textos e músicas, vídeos e cinemas, áudios e imagens, entre tantas possibilidades que a cibercultura hoje lhe oferece.
Assim, o jovem estuda, pesquisa e conhece, para depois interagir com outras pessoas e com elas compartilhar seu mundo de idéias, seja em escolas de ensino médio ou faculdades e universidades espalhadas pelo país afora.
Surgem de vez em quando os movimentos estudantis com sua cultura de novidades permanentes e mentalidade de opções diferentes que a tornam pioneira na animação de grupos e indivíduos, original no incentivo aos tristes e desanimados, e entusiasta na motivação dos mais fracos e limitados na procura de melhores condições de vida e trabalho para todos.
Esse lado estudantil da juventude moderna se apresenta como algo próprio da natureza do ser humano em geral, refletindo pois a sua ânsia por conhecimento e produção de boas, novas e diferentes idéias, e poder compartilhá-las com a sociedade.
Sim, somos estudantes por natureza.
16. Na era da Informática e da Internet
Com a ascensão do computador nos momentos atuais, as possibilidades reais da internet e a novidade que representa a cultura da informática, o jovem moderno abriu-se a um grande e diferente universo de oportunidades, renovou a sua consciência cheia de surpresas e boas tendências e se libertou das prisões das tradições morais e religiosas, dos preconceitos das ideologias sociais e políticas e das superstições de culturas alienadoras da realidade em que vive.
De fato, a rede mundial de computadores tornou possível uma verdadeira abertura às novas e diferentes possibilidades da juventude.
Em rede, o jovem pesquisa e adquire ótimos conhecimentos, produz novas idéias e as reparte com os outros, interage com os internautas e com eles compartilha os seus conteúdos de ensino e aprendizagem.
Hoje, o jovem é fundamentalmente cibernético, nativo digital, conteudista e produtor virtual, realizando intercâmbios culturais com todos que participam de seus pensamentos, admitem os seus ideais e respeitam a sua ética comportamental, se comprometem com os conhecimentos que compartilha e assumem interativamente os seus valores éticos, as suas virtudes espirituais e as suas vivências existenciais.
Assim, a juventude no instante presente cresce sem parar, progride na sua consciência positiva, evolui na conquista de sua liberdade e de seus direitos civis, e desenvolve a sua criatividade fecunda ajudando outras pessoas a serem felizes na vida, como ela própria o procura ser.
Realmente, o mundo da informática hoje abriu os novos horizontes da juventude, deu-lhe mais razão de ser e sentido de vida, imprimiu-lhe uma outra disposição agora mais otimista em relação à vida, animou-a nos seus trabalhos e atividades cotidianas, motivou-a a crescer com estabilidade e sustentabilidade, incentivou a sua luta de cada dia, e entusiasmou-a no envolvimento e compromisso livre e responsável com as novas mídias eletrônicas, as diversas formas de arte e ciência como a música e o cinema, o rádio e a televisão, o que constitui aqui e agora um gigantesco tesouro da juventude presente, a partir de que pode construir um mundo mais justo e fraterno, uma sociedade mais livre e feliz, e uma humanidade mais ordeira e pacífica.
Os jovens internautas de hoje são a grande esperança das sociedades humanas atuais.
17. A Música como opção
Nesse período de constantes surpresas e novidades permanentes, a música para o jovem de hoje parece ser a sua grande marca, a sua opção mais fundamental, a sua alternativa mais excelente, talvez porque a sua idade favoreça o surgimento de grandes ideais e belos sonhos, onde a sua sensibilidade é mais forte, os seus sentimentos são mais profundos e o seu romantismo é bem mais original e autêntico, tornando-o uma pessoa cujo ser é sumamente radical em que as suas essências de juventude são mais criativas e sinceras, o seu pensamento busca incessantemente o novo e o diferente, a sua existência se faz mais aberta a outras tendências e possibilidades, gerando-lhe, apesar de seus limites naturais e de suas fronteiras culturais, imensas oportunidades de trabalho e conhecimento, de onde se produzem boas idéias e grandes valores, ótimas virtudes e vivências cordiais e racionais, mas sempre procuradas com o necessário equilíbrio e o vital bom-senso, paradigmas que o transformam em um indivíduo sério e responsável, direito e de respeito, talvez não muito comum nos tempos atuais.
Com efeito, também a juventude moderna anseia por viver uma boa vida baseada em atitudes responsáveis, no respeito mútuo, no compromisso razoável com o bem da sociedade em que vive, através de ações fraternas e solidárias, ordeiras e pacíficas, nas quais revela que está de bem com a vida e em paz consigo mesma.
Esses os jovens de hoje.
Brincalhões, mas responsáveis.
Humoristas, porém que sabem manter o respeito devido quando preciso.
Otimistas, todavia bastante realistas.
Positivos, embora saibam que o mal existe.
Bons e do bem quase sempre.
Pacíficos na maioria das vezes.
Amantes e apaixonados, sobretudo.
Eles desejam viver autenticamente.
Tal o sentido de seu ser, pensar e existir, hoje.
18. Ser artista quem sabe
Os traços característicos que identificam historicamente a juventude, sobretudo os jovens atuais, são definidos não apenas por sua estrutura biológica e seu sistema genético, todavia igualmente pela influência de seu meio ambiente de vida e trabalho, de relacionamentos constantes e comportamentos diversos, pela educação familiar recebida, pelos valores éticos e religiosos herdados de seus pais e colegas, pelo repertório cultural assumido durante a sua existência até aqui, pelas idéias produzidas e pelos conhecimentos obtidos, pelas virtudes praticadas e pelas vivências experimentadas, pela boa consciência que construiu até esse momento, por sua experiência na família e na escola, no emprego e na universidade, das quais sobressai certamente a sua qualidade artística, de onde opera seus esforços no desenho técnico, nas artes plásticas, na pintura e na escultura, na música e na literatura, na arquitetura e na engenharia, e assim por diante.
Como artista, o jovem cria as suas obras, produz boas idéias e desenvolve ótimos trabalhos, pesquisas e conhecimentos.
Tendencialmente, busca todas as formas de arte e cultura, assim como evolui na procura por discursos de ordem científica e tecnológica, histórica e filosófica, artística e religiosa, ética e espiritual, que articulem e possibilitem a interação entre o corpo, a mente e o espírito.
Eis o jovem hodierno: pluralista, polivalente, multifuncional, interativo, compartilhador, capaz de realizar ao mesmo tempo novos e diferentes intercâmbios culturais e sociais, políticos e econômicos.
19. Praticante de esporte
Esportes como Futebol, Voleibol, Basquetebol, Handebol, Ginástica, Natação e Atletismo, muito comuns hoje, têm a preferência de nossos jovens esportistas, com os quais aprimoram a sua saúde e bem-estar físico, mental e espiritual, desenvolvem as suas aptidões e anseios, desejos e necessidades, talentos e carismas, os dons recebidos de Deus e a sua natural criatividade, o seu lado vocacional e a sua área profissional para os quais segue a sua natureza específica de estudante ou de trabalhador já comprometido com o atual mercado de trabalho.
Nessas atividades, pode a juventude conquistar os seus direitos em sociedade, ganhar o pão de cada dia, receber um bom salário para as suas despesas pessoais, adquirir ótimas condições de vida e saúde, lutar por sua dignidade social, política e econômica, e lucrar com os estudos e conhecimentos que obtém ao longo desse caminho.
Desse modo, o jovem se sente mais cidadão e mais útil a sua comunidade local, capacitado para ajudar a humanidade na busca por melhores condições de bem-estar, saúde e educação para todos.
Então, ele se vê responsável, comprometido socialmente, emergindo economicamente e emancipando-se politicamente.
Já pode assim entrar na idade adulta mais seguro de suas opções de vida e mais consolidado nas suas alternativas de existência, diante das quais se abrem inúmeras oportunidades de trabalho e geração de capital para a sua sobrevivência enquanto cidadão brasileiro.
20. O Culto ao Lazer
Se o negócio é um programa de fim de semana, então lá está o coração da juventude participando de festinhas, discotecas, shows, grandes espetáculos, bailes funk, noitadas musicais, passeios, viagens de turismo, um filme de cinema, uma peça de teatro, um evento humorista, um festival de verão, uma rodada no Maracanã, um samba na Marquês de Sapucaí, o desfile das escolas de samba no carnaval carioca, musicais com dança e novela, temporadas de rádio e televisão, jogos eletrônicos e videogames, audiovisuais sobre temas divertidos e assuntos variados, enfim, gostar de brincar e se divertir, eis o prato predileto dos jovens de todos os tempos e de todos os lugares.
Além de distrair a cabeça, o lazer faz bem à saúde mental, física e espiritual, conduz ao bem-estar material, emocional e existencial, torna as pessoas mais contentes com a vida, mais felizes em viver e existir, mais alegres e otimistas, animando-se para o trabalho mais tarde, ou para uma bela noite de sono onde pode descansar de suas atividades e esforços por felicidade.
O Jovem gosta de ser feliz.
Ele ama a recreação, a distração e o divertimento.
Ali, ele sonha com projetos realizáveis.
Lá, ele concretiza os seus desejos de vida boa e esperança por melhores dias.
Eis o seu carisma fundamental, o seu dom especial, o seu talento extraordinário, a sua criatividade essencial, a sua vocação mais interessante, a sua profissão de saber jogar e se dar bem na vida.
É o jovem e sua cultura de lazer.
21. Efeitos da Globalização
O Fenômeno da Globalização também contagiou os jovens atuais dando-lhes mais interatividade em seus relacionamentos diários, permitindo-lhes realizar intercâmbios culturais com pessoas no mundo inteiro sobretudo por meio da internet, propiciando-lhes atividades compartilhadoras de seus conteúdos de conhecimento, ajudando-os a repartir e distribuir as suas boas idéias e grandes ideais dentro das esferas política, social e econômica, oferecendo-lhes oportunidades diversas de trabalho individual e coletivo, condicionando-lhes a criação de novos, bons e diferentes amigos, proporcionando-lhes o engajamento nos exercícios de fraternidade, solidariedade e generosidade entre comunidades locais, regionais e globais, o que na verdade tem trazido ao conjunto da humanidade maiores chances de sobrevivência e melhores condições de vida, saúde e educação para todos.
Globalizada, a juventude moderna opera hoje transformações radicais e essenciais no presente conceito de família, nos valores da sociedade em que se encontra, nas virtudes que pratica junto com outros grupos e indivíduos, nas vivências abraçadas com as quais nos abre para uma nova e diferente visão da realidade, uma outra interpretação dos seres e das coisas que estão a nossa volta, um bom entendimento de realidades que antes eram carregadas de preconceitos mentais e sociais e de superstições morais e religiosas, uma cabeça mais consciente e responsável, capaz de respeitar quem se acha ao nosso lado e em torno de nós, mantendo sempre o bom-senso da vida e o equilíbrio da existência diante dos problemas de cada dia e de cada noite e perante as contradições e as violências cotidianas com que convivemos a todo instante.
Graças aos jovens, somos mais colaboradores uns com os outros e mais cooperativistas, trocando idéias e conhecimentos constantemente, o que de fato nos causa maior bem-estar e melhor saúde física, mental e emocional, espiritual e existencial.
Globalizados, somos mais livres e responsáveis, mais felizes e respeitosos, mais fraternos e solidários, mais amigos e generosos, mais justos e equilibrados, mais ordeiros e pacíficos, mais sensatos e autocontrolados.
A Globalização nos trouxe mais liberdade, fonte da felicidade.
22. Conflito de Gerações diferentes
O Constante choque de idéias, valores e vivências entre pais e filhos revela uma juventude com caráter próprio e personalidade específica, com uma experiência de vida onde se reflete a busca da novidade permanente, o compromisso com a liberdade, fonte de felicidade, o desejo de uma outra perspectiva de vida e existência em que a visão da realidade é diferente da tradição familiar, se procura observar o mundo, os seres e as coisas com os olhos da bondade humana, da paz interior assumida com responsabilidade, do respeito mútuo através do qual se tenta encontrar uma sociedade mais digna e feliz, mais ordeira e fraterna, mais generosa e solidária, mais justa e direita, mais autêntica e verdadeira, mais transparente em suas atitudes e experiências do dia a dia.
Essa nova e diferente geração de jovens autênticos luta por uma humanidade de bem com a vida e em paz consigo mesma.
É uma juventude lutadora, que trabalha incessantemente para o bem e a paz social, política, econômica e cultural.
São jovens engajados na batalha da vida, na guerra cotidiana por melhores condições de vida e trabalho, saúde e educação para todos.
São jovens felizes por fazerem os outros felizes.
23. As transformações sociais, políticas e econômicas
A Cabeça da juventude hoje como sempre é o reflexo do seu meio ambiente natural e cultural, social e econômico, político e ideológico, ainda que o fator genético e biológico influencie o seu comportamento cotidiano.
Assim, as mudanças temporais afetam a consciência humana historicamente mutável, acompanhando o progresso da humanidade, os problemas urbanos e rurais como a violência das ruas e a agressividade das pessoas, os transtornos mentais e emocionais e as anomalias espirituais e existenciais, as alterações físicas e os movimentos de sua inteligência criadora, a sua produção de novos e diferentes conteúdos de conhecimento e as suas atitudes eticamente equilibradas ou não.
Observa-se portanto a relação biunívoca entre pensamento e realidade, um agindo positivamente ou não sobre o outro, definindo a sua estrutura do bem e do mal, e determinando a sua sistemática nem sempre otimista onde o que prevalece são os conflitos entre os bons valores da consciências e as experiências negativas de vícios que se sobrepõem às virtudes de sua idade, revelando o combate constante entre situações justas e injustas no meio da coletividade.
As vivências históricas, reais e atuais do seu dia a dia afetam a sua interioridade, em que a racionalidade humana tomará certamente o caminho bom de qualidade de vida ou se entregará à falta de bom-senso com ações que desvelam então uma imaginação doentia e um comportamento patológico.
De fato, as transformações externas contaminam bem ou não o lado interno da juventude.
Somos definidos pelas mudanças no meio ambiente e determinados pelos movimentos sociais, políticos e econômicos.
Somos partes da natureza e elementos de uma cultura permanentemente alterada, renovada e diversificada, que nos levam a compromissos com o bem das pessoas e a paz da humanidade ou nos encaminham para realidades contraditórias que se opõem à constituição natural do nosso ser, pensar e existir, e às consolidações espirituais de nosso corpo, mente e espírito.
Pertencemos ao mundo que se transforma dentro e fora de nós.
24. Entre a Cultura da violência e a Mentalidade do bem e da paz
Esse período real e atual da juventude moderna é atravessado constantemente por duas realidades que se opõem e se contradizem diariamente, mostrando de um lado a força do bem que constrói e da paz que acalma, e por outro lado a cultura da violência presente e insistente nas ruas urbanas e nos campos rurais, a agressividade de grupos e indivíduos que cultuam a maldade das atitudes e a guerra das relações, dividindo a sociedade presente entre os construtores da ordem social e os destruidores da paz pessoal e do bem coletivo.
Também os jovens de hoje estão aqui e agora diante dessa alternativa concreta: ou adoram a Deus ou abraçam o diabo em suas vidas de cada dia.
A Tendência natural é a de que os moços se comprometam com o amor e a vida de todo instante e ignorem as contradições do meio ambiente em que vivem, desprezem o pessimismo das pessoas que estão ao seu redor e menosprezem o negativismo de quem hoje está de mal com a vida, inseguro em sua existência diária, intranquilo perante os problemas da realidade e instável física e mentalmente, inquieto nas situações adversas e irreverente nas circunstâncias contrárias.
Os jovens atuais precisam de Deus.
Somente desse modo manterão o seu entusiasmo apaixonante, sustentarão a sua alegria contagiante, consolidarão o seu otimismo positivista e tornarão estáveis a sua maneira de ser feliz e o seu jeito sereno de ser contente com quem quer que seja.
O Bem e a paz naturalmente acompanham a juventude de ontem, de hoje e de sempre.
Apenas a sua cultura real e diversificada pode desfazer esse quadro animador.
25. Poético e Eclético
Outros de muitos caracteres que identificam a juventude real e atual do mundo moderno são sem dúvida o seu lado poético de encarar a vida de cada dia e o seu modo eclético de conviver com as pessoas que estão ao seu lado e em torno de si.
Poeticamente, o jovem de hoje se faz de artista para amenizar as contrariedades da vida, suportar os sofrimentos diários e animar o seu cotidiano cheio de oportunidades, alternativas e possibilidades, tornando assim mais otimista e alegre o seu contato permanente com as pessoas, o seu convívio com os problemas da realidade e os seus relacionamentos de lazer e trabalho, de família e de rua, de escola e sociedade.
Ecleticamente, o jovem hodierno busca diferentes idéias mas que sejam boas em diversas ideologias políticas, em novas ou antigas filosofias de vida, em variados universos culturais e musicais, abstraindo pois desses campos de discurso plenos de repertórios de ótimos conhecimentos o que de melhor possuem, para depois constituir as suas próprias teorias e práticas baseadas nesses mundos ideológicos e psicológicos carregados de saberes de qualidade que possam moldar as suas ações e modelar as suas atitudes, o que lhe dará condições suficientes para bem viver em sociedade.
Assim, o cidadão da bela idade se faz de artista e poeta para bem suportar a vida e oferecer uma direção otimista e positiva a sua existência, ao mesmo tempo em que se torna eclético nas idéias que abraça e nos conhecimentos que mantém a fim de administrar bem a sua consciência em formação e trabalhar melhor o seu comportamento em meio à sociedade, diante de uma humanidade em mudança constante e móvel, disposta a assumir responsavelmente os novos e bons valores de sua mente pluralista e as grandes virtudes de suas experiências culturais, tendo sempre como foco principal o que eles podem nos ajudar em termos de bondade e respeito às pessoas, fraternidade e solidariedade entre comunidades que caminham juntas, embora muitas vezes desunidas.
Desse modo, o jovem atual carrega a sua existência de cada dia com leveza de alma e serenidade de corpo, doçura de espírito e suavidade mental e emocional, física e espiritual.
É o jovem caminhando assim com as suas próprias pernas, ajudado pelas novidades da vida e os detalhes e as diferenças de sua existência de todo momento.
Dessa maneira, ele é mais forte nas adversidades, aberto diante das prisões ideológicas, novo em relação aos seus bloqueios mentais e livre de suas escravidões psicológicas, superstições morais e religiosas e preconceitos da sua mente tradicional que agora e sempre apela para a sua liberdade, fonte da verdadeira felicidade.
Em nome da liberdade, ele empreende pois todas as suas mudanças e atividades.
26. Crítico e Dialético
O Fato de estar em uma época de vida cheia de surpresas, novidades, tendências, alternativas, possibilidades e oportunidades, faz com que esse cidadão jovem carregado de esperança, sonhador e pleno de desejos e anseios, critique os modelos antigos e tradicionais de valores e culturas voltadas para a mentalidade do passado, que ainda não se abriu para as novas perspectivas de uma sociedade em permanente mudança, que quer crescer moralmente, progredir espiritualmente e evoluir física e mentalmente, desenvolver a sua fecunda criatividade, os seus dons naturais e os seus talentos culturais, os seus carismas políticos e sociais, a sua emergência financeira e econômica, a sua emancipação ética, em meio a um ambiente propício a movimentos de libertação ideológica e psicológica, comprometidos com o bem da sociedade e a paz da humanidade, com a fraternidade universal e a solidariedade entre os povos, com a boa saúde das pessoas e o bem-estar geral das comunidades que aspiram por maior qualidade de vida e melhores condições de trabalho e emprego, saúde e educação.
Embora crítico das tradições antigas e dos modelos de estabilidade institucional, os jovens de hoje também se vêem dialéticos, caindo muitas vezes em contradições morais, espirituais e existenciais, pessoais e interpessoais, individuais e coletivas, o que os torna vítimas de princípios mais firmes e mais sólidos que ainda imperam no conjunto das sociedades humanas.
Então, suas bases teóricas e seus determinismos comportamentais se chocam com os fundamentos consolidados de um sistema social bem estruturado que não aceita o seu entusiasmo renovador nem coopera com suas motivações aparentemente libertadoras.
Assim, crítico das coisas antigas e deficiente diante de princípios consolidados da sociedade em que vivem, esses jovens vivem a crise da mudança, estão na berlinda de valores que ainda não se renovaram e se perdem em vivências que estão longe de garantir os seus direitos de cidadão emergente e que luta por um lugar na estrutura dessa mesma sociedade que parece rejeitá-lo.
A Juventude então luta para sobreviver perante o império das autoridades competentes e seus modelos tradicionais de estabilidade constitucional e institucional.
27. Eustático e Insofismático
Tal momento da juventude é construído com eustaticidade – busca-se o mais profundo fundamento das coisas – através de um caminho insofismático e autêntico, verdadeiro e transparente, bases do seu edifício inovador, criativo, original, surpreendente, libertador...
Eis a essência do ser jovem: a sua autenticidade.
Com ela, eles abrem o seu caminho, renovam as suas possibilidades e esperanças, e se libertam de seus preconceitos e superstições.
A partir dela, tornam-se justos, vivem uma vida de direito e de respeito, constroem a paz de suas vidas em formação.
Dela, nascem os bons valores de sua consciência e as boas virtudes de sua experiência.
Sem ela, não é possível a liberdade e a felicidade.
Em função dela, produzem as suas atividades diárias, dirigem-se a shows, eventos e espetáculos, cultuam os seus ídolos musicais e abraçam as suas ideologias políticas e sociais, criam os seus trabalhos cotidianos e geram os seus conhecimentos carregados de ótimo conteúdo.
Eis a juventude na sua essência vital, na sua substância real e atual, no seu ser fundamental, no seu pensamento básico e na sua existência temporal e eterna.
Por isso, somos eternos jovens.
Porque a nossa natureza humana traz em si essa fonte de vitalidade e eternidade que não perderemos jamais: o seu anseio pela verdade, por ser sempre autêntica em suas ações, paixões e decisões, a transparência de sua ética comportamental, a sua eustaticidade.
Somos insofismáticos.
28. A sua transparência ética
A Idade jovem é um tempo de verdades abraçadas e de certezas assumidas com transparência ética e autenticidade espiritual.
Nesses momentos de surpresas e novidades adquiridas, e diante das transformações ao seu lado e em torno de si, o ser jovem se torna mais feliz e satisfeito com esse estado de metamorfoses provocadoras de sua liberdade, fonte da verdadeira felicidade.
Eles se fazem mais sensatos diante dos problemas cotidianos e mais equilibrados perante os conflitos e as dificuldades do dia a dia.
É a juventude moralmente bem e espiritualmente feliz e em paz com os seus semelhantes.
Tal transparência de virtudes praticadas e de experiências realizadas com sucesso em sua trajetória de vida, faz com que as pessoas mais jovens se transformem em sujeitos fraternos uns com os outros, mais amigos da sociedade a que pertencem e mais solidários com os seus, ajudando-os sempre a terem mais qualidade de vida e riqueza de conteúdos sociais e culturais que se identificam com a sua saúde pessoal e o bem-estar coletivo.
Mais autênticos, os jovem se tornam indivíduos felizes, e assim fazem igualmente os outros felizes.
Essa a liberdade conquistada por essa juventude que faz da verdade a chave da sua liberdade, base da felicidade verdadeira que vive no convívio com os seus parentes, amigos e familiares.
Eis o que faz o jovem feliz.
A sua autenticidade.
29. A sua espiritualidade natural
Algo que faz parte da essência da juventude é a sua natural busca de Deus, o respeito pelas coisas sagradas e a valorização do além, da imortalidade da alma, da eternidade do espírito e da infinitude do tempo que se faz eterno, ainda que não entenda bem esses entes espirituais nem compreenda razoavelmente essas realidades transcendentes.
Todavia, o jovem de hoje procura naturalmente a Deus, Aquele que é o Fundamento de todos os fundamentos, que responde a todas as suas perguntas existenciais e soluciona todas as suas dúvidas e incertezas de ordem psicológica, social e espiritual.
Naturalmente, os jovens modernos anseiam pelo infinito, desejam mergulhar já na eternidade futura do além e viver autenticamente as realidades que superam o tempo e a história, ultrapassam os limites do pensamento humano e transcendem o ambiente de aqui e agora, nesse contexto de temporalidades que se contrastam e se interrogam, e de historicidades que refletem os apelos do eterno e das realidades infinitas que se encontram acima de nós.
Assim, experimentam já a Divindade sob as limitações das realidades humanas e naturais, temporais e históricas.
É o jovem transcendendo a si mesmo, uma das características substanciais da juventude dos tempos atuais.
Os jovens querem se superar.
Vivem aqui e agora a superação de si mesmos.
É uma marca da sua transcendência.
É um reflexo de Deus dentro do coração da juventude.
Naturalmente, ela deseja se ultrapassar a si mesma.
É a juventude transcendente de nossos dias de hoje.
30. Projetos nem sempre concretos
Muitas vezes, em sua jornada de existência e trajetória de vida, os jovens ficam mais nos sonhos do que na realidade. Então, se alienam, não participam de seu momento histórico, não comungam com os problemas da sociedade a que pertencem, entregando-se a um mundo de perspectivas onde reinam o fator imaginário da consciência, a irrealidade de seus comportamentos e a irracionalidade de seus pensamentos bem longe de terem concretude no convívio com o seu ambiente social, político, econômico e cultural.
Fogem assim para a arte e a música, o teatro e o cinema, se envolvem em eventos e discotecas, baladas da noite e prazeres da madrugada, paqueras improvisadas e namoros descartáveis, fazendo dos sonhos a sua realidade mais viva e verdadeira.
Isso reflete a sua fuga de compromissos dentro da sociedade.
Preferem ser sonhadores, não querem sofrer as amarguras da realidade nem sentir o lado triste da vida e a angústia do trabalho em meio a problemas sociais, conflitos políticos, intempéries culturais e inadimplências econômicas.
Talvez seja essa a questão mais problemática do atual instante da juventude moderna.
Perder-se em sonhos irrealizáveis.
Misturar-se com a confusão de uma sociedade que complica a sua cabeça e só lhe causa transtornos mentais e emocionais, e distúrbios psicológicos e espirituais.
Sim, esse é o grande problema da juventude de hoje.
A Alienação da realidade.
A Fuga de compromissos.
A Irrealidade de suas práticas.
A Irracionalidade de sua consciência.
Nesse sentido, diz-se que os jovens estão doentes.
Porque encontram também na internet uma oportunidade para fugirem da realidade feita de interrogações sérias que exigem uma resposta responsável e uma atitude de respeito de quem padece de tal problemática real.
São os jovens alienados.
31. Ações polivalentes
Um dos registros comportamentais que marcam a presença da juventude em nosso meio, hoje, é a sua capacidade operacional de realizar ao mesmo tempo muitas tarefas e diversas atividades, mostrando na prática o seu poder polivalente de bem concretizar as suas experiências cotidianas no interior do convívio com os que estão ao seu lado e em torno de si.
Assim, os jovens sabem trabalhar com várias alternativas simultâneas de ações e operações que interagem entre si, se completam umas com as outras, se enriquecem mutuamente, fazendo intercâmbios culturais, sociais e artísticos que revelam a reciprocidade de seus conteúdos de conhecimento, compartilhados por entre parentes, amigos e familiares, colegas de emprego e garotas cuja paquera é feita algumas vezes segundo padrões descartáveis onde o seu fundamento é a instabilidade de emoções e a transitoriedade de idéias e valores quase sempre inconstantes, inseguros e relativos, ainda que tal juventude possa igualmente se sustentar a partir de princípios estáveis, permanentes e absolutos, consolidados certamente de acordo com a formação familiar e a cultura ambiental obtida em sua trajetória de vida e jornada de existência feita através de transformações nas sociedades em que vivem atualmente.
Tal mundo de metamorfoses sociais e econômicas, políticas e culturais, fazem a cabeça dos jovens, que tentam deste modo se virar como podem dentro dessas comunidades mutáveis cujo movimento de mudanças e alteridades, mobilidades permanentes e realidades sem estabilidade os tornam sujeitos a um contexto de interesses que não se sustentam e não possuem a garantia interior de ideais consolidados com o tempo e segundo o bom ambiente de bem e de paz em que deveriam viver e existir cotidianamente.
Sim, os jovens são polivalentes.
Tal característica hodierna reflete a sua disposição de ajudar a construir um mundo melhor de boas tendências para a sociedade e de grandes possibilidades para as comunidades a que pertencem, de ótimas alternativas de trabalho para os seus companheiros de caminhada e de excelentes oportunidades de compromisso sério e responsável com as pessoas que os cercam.
Talvez seja essa hoje em dia uma gigantesca novidade na vida da juventude moderna.
É o jovem multifuncional.
32. Muitas tarefas para uma só cabeça
Esse fluxo de tendências positivas e de possibilidades reais que tornam os jovens pessoas engajadas em seus sonhos cheios de esperança e em seus projetos carregados de realidade, transformam eles em núcleos polivalentes de construção de novos e diferentes conteúdos de conhecimento e em centros geradores de várias alternativas de trabalho e diversas oportunidades de compromisso com a sociedade em que se inserem cotidianamente.
Deste modo, eles realizam muitas coisas ao mesmo tempo, resolvem conflitos e solucionam problemas segundo a sua visão ainda imatura da realidade, produzem atividades de acordo com os gostos e os dotes de sua natureza surpreendente feita de emoções que se expandem e de atividades que enriquecem psicológica e espiritualmente a si e aos outros.
Vivendo a globalização dentro e fora de si mesmos, eles experimentam esse complexo de intercâmbios culturais, sociais e ambientais em seu entorno, compartilham idéias, sentimentos e práticas uns com os outros, e fazem da interatividade de relações que se criam e de comportamentos que se geram o seu universo de cooperações mútuas e de colaborações recíprocas em torno de uma temática que envolve a boa saúde e o bem-estar da juventude em geral.
De mente multifuncional e de consciência bastante polivalente, ele, o jovem atual, comunga com eventos e atividades transformadoras para melhor de sua realidade dinâmica, participa de shows, discotecas e espetáculos que movimentam a sua criatividade inovadora, cultiva sons e imagens, músicas e cinemas construtores de novas e diferentes experiências de aprendizagem, educando-os assim para a vida cotidiana e preparando-os para o que der e vier em termos de trabalho e emprego, sexo e família, casa e amigos, rua e choques com as gerações passadas com quem debate e toma iniciativas em face do seu presente e futuro no interior da humanidade.
O Jovem hoje é um complexo de possibilidades.
Sua cabeça é um mundo fecundo e profundo de transformações radicais que se reflete nos grupos e comunidades onde se encontram.
Suas atividades são metamórficas.
33. Dinâmico e mutável
Em meio a transformações radicais que se processam no interior das sociedades a que pertencem, os jovens de hoje se acham dentro de um movimento transitório ou não de suas estruturas mentais, emocionais e espirituais em constante mudança, acompanhando assim a realidade que os cerca, o ambiente social que os envolve e o contexto político, econômico e cultural em torno dos quais giram a sua vida cotidiana e a sua existência inovadora e cheia de surpresas do dia a dia.
Os jovens pois mergulham nessa realidade de metamorfoses profundas que alteram bem o seu ego e o seu interior, fazendo-os mais sujeitos à mutabilidade de seus corpos, mentes e espíritos.
A Juventude então realiza a sua mudança para melhor de seus valores morais e religiosos, de seus princípios éticos e espirituais, configurando assim em si e nos outros maior bem-estar pessoal e coletivo, e saúde existencial identificada com as raízes de uma sociedade voltada para o bem de sua gente e a paz de suas comunidades, fugindo da violência urbana e rural e das agressividades psicológicas e sociais que a tornam patologicamente enfraquecida.
Surge pois a juventude comprometida com mudanças permanentes e transformações constantes, assumindo em si a construção de um mundo mais justo e humano, fraterno e solidário, ordeiro e pacífico, saudável e agradável.
Sim, os jovens são agentes transformadores de suas realidades cotidianas.
34. Movido pela esperança
Parece que o ser humano em geral costuma fazer da esperança por dias melhores o motor da sua existência cotidiana, capaz de empurrá-lo para frente e para o alto, animá-lo na prática das virtudes e dos bons valores e princípios da sua consciência, motivá-lo a caminhar construindo o bem e a paz a sua volta, incentivá-lo a estar bem socialmente seguindo as normas da sociedade em que se insere no dia a dia e abraçando as regras mentais da sua racionalidade transformadora para melhor das realidades diárias e noturnas ao seu lado e em torno de si.
Também os jovens vivem de sonhos e praticam a esperança, criam fantasias e imaginam realidades que possam viver e experimentar dentro de um presente e futuro bem próximo.
A Esperança move a juventude.
Com ela, se entusiasma para construir o que é bom para si e para os outros.
Sem ela, não tem desejos nem consegue suspirar por tempos cheios de vida, que a tornam mais saudável e agradável, mais otimista e alegre, mais sensata e equilibrada.
Os jovens precisam de esperança.
Não só eles, como todos nós.
35. Novos tempos, novos valores
Com o ritmo e o processo de transformações que se operam em todas as esferas das sociedades humanas de hoje, seja na área política e social como no campo econômico e cultural, observamos que novos tempos estão surgindo, novos valores se vêm criando, novos princípios se produzem, novas regras se estabelecem e novas normas se consolidam.
Com essas comunidades temporais e históricas, locais e regionais, e globais, os jovens crescem, progridem material e espiritualmente, evoluem física e mentalmente.
Através de sua criatividade original, com seus pontos de vista diferentes, equipados com seus talentos naturais e carismas que a vida lhes concedeu, obtendo uma diversidade de conhecimentos fecundos e profundos, participando de ações comunitárias e de eventos esportivos e artísticos, políticos e religiosos, comungando com gerações de outrora e com o presente e o futuro das novas investigações científicas e variadas conquistas tecnológicas como a internet, o rádio e a televisão, os jovens atuais vivem no momento a sua própria metamorfose circunstancial, onde se abrem para novas perspectivas de vida, outras alternativas de existência e diferentes oportunidades de emprego e trabalho, de relacionamentos saudáveis e de comportamentos agradáveis aos olhos de todos.
Deste modo, a juventude adquire para si e para os outros valores mais consistentes e princípios mais firmes e fortes.
Surgem hoje pois jovens mais preparados para essa realidade de mudanças e de movimentos transformadores dos ambientes vividos e dos contextos experimentados, diante de um mundo globalizado que deles exige um compromisso responsável com o bem-estar de suas comunidades e a saúde individual e coletiva das sociedades humanas a que pertencem.
Temos uma juventude também mais séria e que merece o nosso devido respeito.
São jovens comprometidos.
36. Diferentes virtudes, diferentes vivências
Boas coisas também têm os jovens de hoje.
Suas virtudes do bem que fazem e da paz em que vivem.
Suas experiências de respeito mútuo e de responsabilidade recíproca.
Suas vivências de bondade e de concórdia.
Suas práticas de fraternidade e de solidariedade, amizade construída e generosidade em comum.
Seus comportamentos de amor e vida onde namoram e paqueram sem parar.
Seus empenhos de trabalho criativo e de esforços por ajudar as pessoas ao seu lado e em torno de si a ser alguém na vida.
O Amor à família e o desejo de ter amigos e de ser amigo de outros.
Sua visão aberta da realidade.
Sua ânsia de renovação de costumes, hábitos e atitudes.
Sua busca por libertação dos preconceitos das gerações passadas, das tradições dos mais velhos e das superstições religiosas e obstáculos morais das sociedades em que vivem.
Sua abertura a novas tendências e diferentes possibilidades em termos de cultura e conhecimento.
Sua procura por liberdade e felicidade.
Sua crítica às barreiras da sociedade quanto à liberdade de expressão e manifestações de valores estabelecidos e princípios consolidados que eles às vezes questionam.
Seu amor a Deus.
Sua autenticidade.
Sua verdade existencial.
Sua transparência ética e espiritual.
Seu desejo de viver.
Seu gosto pela vida.
Seu lado artístico e musical.
Seus momentos recreativos e esportivos.
Seus instantes de lazer.
Sua ajuda aos pobres e menos favorecidos.
Suas ações favoráveis à dignidade humana e aos direitos dos grupos e indivíduos por mais saúde e bem-estar pessoal e coletivo.
Sua ânsia por novidade.
Seu desejo por eternidade.
37. Cheio de tendências e pleno de possibilidades
O Fluxo de atividades e seu complexo de transformações e intercâmbios culturais, sociais e ambientais, políticos e econômicos, tornam a juventude moderna comprometida com as boas tendências dos trabalhos que realizam e feliz pelas ótimas possibilidades de criatividade em seus eventos, jornadas e empreendimentos, além de encontrar excelentes alternativas de sucesso em suas experiências com arte e música, teatro e cinema, rádio e televisão, e a rede mundial de computadores a internet, bem como achar outras, novas e diferentes oportunidades de crescimento interior, desejo de progresso, satisfação de suas necessidades e realização de seus interesses mais fundos e profundos em termos de moral e espiritualidade, ciência e tecnologia, história e filosofia, ética e religiosidade, esporte e lazer.
Em meio a um ambiente social de mudanças rápidas e movimentos superadores de si mesmos, os jovens caminham seguros em suas idéias revolucionárias e surpreendentes, abraçando ideologias cujos princípios garantem a sua sustentabilidade histórica e cujos valores fazem com que mantenham relacionamentos e atitudes aparentemente estáveis, estabelecidos com certo rigor comportamental e consolidados no interior de suas famílias e relações amorosas, junto a seus amigos e companheiros, no convívio com a sociedade em que vivem, produzindo assim em si e em seu entorno as condições reais e atuais de fraternidade e solidariedade entre si, e responsabilidade sincera e autêntica, verdadeira e transparente, com o bem que devem fazer e a paz que devem viver e construir dentro do contexto temporal em que realizam a sua existência cotidiana.
Eis portanto o estado de vida e a situação existencial dessa juventude ansiosa por transformar os seus ambientes culturais, construir novas realidades de cooperação mútua e colaboração recíproca entre seus grupos e indivíduos preocupados com a evolução de seus parceiros de caminhada, e ocupados com colegas e comunidades cuja intenção positiva é criar novos momentos de amizade construtiva onde a generosidade entre eles torne possível o desenvolvimento de suas capacidades e potencialidades, talentos e carismas, capaz de realizá-los profissionalmente e satisfazer as suas vocações naturais junto à convivência humana e cotidiana.
Eis pois as circunstâncias sociais e culturais que permitem a saúde e o bem-estar de uma juventude em constante metamorfose, construtora de realidades cada vez mais e melhor identificadas com a boa qualidade de vida e riqueza de conteúdos espirituais, físicos e mentais que toda sociedade deve possuir.
São os jovens transformando a realidade em que vivem e transformando-se interior e exteriormente tendo em vista o progresso vital de toda a humanidade.
38 . O Desejo do barulho e a ausência do silêncio
Talvez o que marque mais claramente a juventude de hoje é a sua ânsia por movimento e barulho, participação em eventos culturais, artísticos e esportivos, atividades que envolvem jogos eletrônicos, os famosos games, trabalhos realizados via rede na internet, produção e consumo de música, teatro e cinema, comunhão com o rádio e a televisão, interesse por discotecas e baladas da noite e da madrugada, sexo descartável, ideologias políticas e partidárias, campanhas de solidariedade e fraternidade, mobilizações em torno de sua religiosidade, cooperação com as transformações da sociedade, colaboração em debates científicos e discussões referentes a problemas de ordem social e ambiental, busca por opções de liberdade em conflito com gerações passadas, procura por felicidade em grupo ou individualmente, realizações profissionais e vocacionais a partir do seu esforço de criatividade gerando ações de saúde pessoal e bem-estar coletivo com qualidade de vida que possa inclusive ultrapassar os limites da excelência e as fronteiras da perfeição, enfim, os jovens atuais buscam o silêncio apenas para reordenarem suas vidas internas e atitudes comportamentais geradoras de paz interior e tranqüilidade do corpo e da alma, calma espiritual e repouso de suas práticas cotidianas, após dias e noites de intensos e extensos trabalhos em que sobressaem o barulho dos recursos digitais e eletrônicos, o uso de tecnologias sofisticadas e suas técnicas de som e vídeo bem enriquecidas de conteúdos virtuais, quando então ajudam a sua maneira o progresso das sociedades a que pertencem e o desenvolvimento dos campos e cidades onde vivem, garantindo assim a evolução da consciência humana dentro e fora das realidades imanentes, transcendentais e transcendentes da existência da humanidade local, regional e global, no tempo que se chama hoje.
É interessante notar que o cultivo do som agressivo ou barulho intenso já faz parte de uma cultura jovem em que se enfatiza a violência urbana e rural, refletindo pois o estado aparentemente doentio de uma juventude quase que alienada de seu cotidiano, perdida no quadro negro patológico de realidades imaginárias e irrealidades inconscientes e irracionalidades reveladoras do alto grau de fuga de compromissos responsáveis que caracterizam essa idade de surpresas inevitáveis e de novidades ilimitáveis.
O Jovem gosta de ser barulhento.
E ainda faz do silêncio um meio alternativo de ficar bem consigo mesmo, com Deus e com os outros.
39. Impaciente, aflito e angustiado
39.a. Triste em muitos momentos
39.b. Medroso em alguns instantes
39.c. Impotente e limitado em outras situações
38. Nem sempre normal embora natural
39. O Choque com a realidade
40. A Filosofia do amor
41. Sexo e amizade
42. Namorar e paquerar
43. Casar talvez
44. Uma vida de dúvidas e incertezas
45. Às vezes mergulhado no vazio espiritual e no nada da existência
46. As contradições do seu tempo
47. Perdido no espaço, sem lugar para ficar
48. Alienado, pode ser
49. A busca por autenticidade
50. A procura pela liberdade
51. O anseio por felicidade
52. E Deus, como fica ?
53. Falta de compromisso e ausência de responsabilidade
54. Cadê o respeito ?
55. Sem equilíbrio, sem controle e sem domínio
56. Falta-lhe bom-senso ?
57. Quer conciliar alegria com trabalho
58. Aspira por prazer em suas atividades
59. Adora ginástica e vai fundo nos exercícios físicos
60. Sua vocação é a novidade
61. Sua profissão é a utopia
62. Seu limite não tem fronteiras
63. Não aceita condições nem regras nem normas
64. Sua lei ultrapassa a realidade
65. Seus projetos superam as circunstâncias reais de vida
66. Seus sonhos transcendem a história e a sociedade
67. Aonde estão as suas seguranças ?
68. Confia em quem ?
69. Tem fé em alguma coisa ?
70. Acredita na vida...
71. Sua religião é a sua opinião pessoal
72. Tem seu próprio ponto de vista
73. Sua visão das coisas é radical e imparcial
74. Gosta de ser agitado
75. Agir com velocidade é a sua meta
76. Perfeito na correria
77. Sonha com um mundo barulhento
78. Sua paz é a guerra
79. Sua tranqüilidade é o movimento
80. Sua calma é a mudança
81. Seu repouso é o trabalho
82. Dormir pra quê ?
83. A Vida em primeiro lugar
84. O Amor também
85. A Beleza das garotas
86. A Coragem dos meninos
87. A Vida é bela
88. Mas existe a dor e o sofrimento
89. O Bem convive com o mal
90. Uma sociedade alternativa
91. Uma humanidade de bem com a vida
92. Gosto de ter as minhas coisas
93. Gosto de ser jovem
O estado de juventude que atravessa o nosso corpo, mente e espírito é sustentado por essa busca por inovação e desejo de liberdade próprias dos jovens, além de sua atitude de irreverência perante o autoritarismo e manipulação das velhas gerações, seu anseio por viver bem a vida e com qualidade e intensidade, trabalhar com alegria e fazer bem todas as coisas, experimentar um estilo de vida onde o bem e a paz são abraçados, a bondade e a concórdia praticadas, o não uso da violência e da agressividade, ainda que a sua volta muitos se deixem levar por essa onda de pessimismo e mal-estar, negativismo exacerbado e indiferença e vazio em suas existências sem sentido e sem nada.
Gosto dos jovens porque gosto de ser jovem.
Quero ser como eles, construtores da paz e criadores do bem em torno de si.
Sou jovem quando abarco em mim esse sentimento de carinho e amor por uma mulher, faço novos e diferentes amigos, desenvolvo o bem-estar das pessoas ao meu lado e produzo saúde material e espiritual junto àqueles e aquelas que andam comigo.
Sou jovem porque sou da paz e do bem e da bondade que eu vivo diariamente.
Sou jovem porque amo a vida, respeito o meu semelhante e valorizo a Deus na minha realidade do dia e da noite.
Gosto de ser jovem.
Porque busco sempre o novo, procuro ser criativo nas minhas atividades cotidianas e faço da liberdade a base da minha felicidade temporal e eterna.
Gosto de viver.
Isso é o mais importante.
94. Deus é Jovem
Para a juventude em geral, a realidade cotidiana tem que ser modelada por seus valores novos e diferentes, alimentada por seus princípios irreverentes e entusiastas, fecundada por suas raízes inovadoras e libertadoras de preconceitos e superstições, aprofundada por seus pontos de vista plenos de idéias surpreendentes e que cultivam os ideais de liberdade e felicidade parcial ou global.
Também Deus deve ser envolvido por essa esfera de respiração cujo ar e oxigênio são a boa visão da sociedade e a ótima interpretação que se dá à realidade.
Assim, Deus e o sagrado, a eternidade e a espiritualidade são observados segundo os parâmetros inovadores e libertadores dessa juventude real e atual em constante transformação de normas sociais e regras mentais, que busca a mudança de atitudes em função de um outro, novo e diferente olhar sobre o mundo em que vivemos, fazendo assim o movimento cotidiano que vai das experiências limitadas de gerações passadas para o grande descobrimento de novos conteúdos dessa idade original que se faz aqui e agora.
Nesse tempo de metamorfoses ambulantes, Deus aparece com o rosto e o olhar da juventude, tendo seu ambiente de vida e existência emoldurada de acordo com as perspectivas óticas desses jovens transformadores de realidades pobres para práticas ricas de conteúdo artístico e musical, com isso trabalhando para uma sociedade mais justa e fraterna, mais amiga e solidária, mais ordeira e pacífica.
Deus assim é reconstruído por essa juventude moderna, que o torna mais jovem e mais humano, mais participante de nosso cotidiano, mais inserido em nossos problemas e realidades de cada dia e de toda noite.
Com os jovens, Deus aparece menos divino e mais humano.
É um Deus novo e diferente.
95. O Mundo precisa dos jovens
As sociedades contemporâneas para a sua renovação interna e libertação de seus preconceitos morais e religiosos e de suas superstições psíquicas e sociais, culturais e ideológicas, têm necessidade da juventude e seu universo de pontos de vista diferentes, de visões da realidade sempre novas e de interpretação dos seres e das coisas sempre aberta, visando permanentemente a transformação do mundo para melhor e a metamorfose da vida vivida em comunidades diversas que constituem a dinâmica operacional desta humanidade em mudança constante dentro de que nos inserimos cotidianamente.
Precisamos dos jovens.
Eles são a nossa esperança por dias melhores, de uma vida de qualidade e de equilíbrio, e de uma existência sempre renovada, liberta das prisões da consciência e das escravidões que o convívio social nos impõe.
Ao contrário do que muitos pensam, os jovens, como agentes de transformação da realidade social e política, econômica e cultural, nos ajudam mesmo a obedecer as normas ambientais e a seguir as regras da sociedade a que pertencemos, a nos orientar segundo os valores da nossa família e caminhar de acordo com os princípios mentais adquiridos durante a nossa formação e educação para a vida social, ainda que outros imaginem que tal juventude seja bastante irresponsável e perturbadora da estabilidade das instituições e seus governos na área federal, estadual e municipal.
Dependemos dos jovens para nos abrirmos para uma realidade que se modifica a toda hora, enxergarmos melhor os acontecimentos e vivermos de fato uma vida boa, excelente e de qualidade reconhecida por todos.
Os jovens nos ajudam a avançar em sociedade, progredir na vida, evoluir social e psicologicamente e desenvolver em nós as boas condições de saúde e bem-estar, de liberdade com responsabilidade, de felicidade com otimismo, de direito com respeito, de ordem com justiça e de verdade com transparência ética e autenticidade espiritual.
Somos dependentes da juventude.
Inclusive para nos fazermos jovens.
Jovens de espírito.
Jovens de corpo e de alma.
Os Jovens nos ensinam que Deus é Jovem e sempre Novo.
E que eles seguem o Deus Jovem e Novo, capaz de renovar os seus desejos, sonhos e esperanças, e realizar bem as aspirações que fazem as sociedades de hoje.
Sim, os jovens são muito humanos.
E divinos até demais.
Que o Senhor abençoe os jovens.
Assinar:
Postagens (Atom)